@ “Nov@ Professor@” Desejada Pelo Ministro Costa E Outr@s Como Ele Que O Antecederam Ou Andam Pela Sua Corte

  • Não tem memória de um sistema transparente de colocações, pelo que não se importa de um regime de favores a nível local, baseado em “perfis” e entrevistas.
  • Não conheceu outro modelo de gestão escolar, pelo que a existência de director@s e de um modelo único, impessoal e hierárquico até é aceite como “lógico”, pois “também é assim nas empresas”.
  • Não se importa de estar numa qualquer lista (inter)municipal de funcionários, porque só quer um vínculo qualquer, por precário que seja e é-lhe irrelevante quem lhe paga.
  • Não se incomoda de ter uma carreira desvalorizada e desqualificada em termos sociais, porque a única prioridade é sobreviver num mundo laboral desregulado e proletarizado.
  • Não tem redes de solidariedade alargadas, para resistir seja ao que for, porque se deixou atomizar na lógica dos nichos das redes sociais, em que a “indignação” se mede pelas partilhas de posts ou memes, mesmo que seja a própria pessoa a fazê-las por todo o lado.
  • Não sente qualquer problema com “aprendizagens essenciais” porque a sua própria formação tem muita teoria, mas muito pouco saber disciplinar específico.
  • Não tem reservas quanto ao desaparecimento de provas de avaliação externa, ou que sejam feitas apenas em modelo de escolha múltipla online, porque é essa a lógica em que se baseou a sua própria formação.
  • Etc, etc, etc.

Momento Dominical Zandinga

Depois de ver a aproximação e verdadeira convergência entre pessoal próximo do Bloco e do PSD em “causas comuns”, o que é sempre bonito, antevejo a aproximação e verdadeira convergência em “causas comuns” de malta que correu para o STOP, mas só espera que apareça por aí o tal sindicato do Chega para arranjar novo poiso. Quando acontecer, não digam que ficaram surpreendidos e ninguém estava mesmo a ver que isso acontecer, porque há “radicais livres” e há “radicais em processo de encostanço”.

E Vai Ser Uma Coisa Pândega De Ver!

Mas como nada disto é para levar muito a sério… nada como dizer que sim, senhor, vai ser mesmo assim e vai funcionar maravilhosamente. Com jeitinho, fazem tudo em tablets, enquanto andam de bicicleta nos ciclódromos escolares.

Calendário do IAVE prevê, em 2024, provas finais do Secundário feitas diariamente nos computadores para alguns estudantes. Desmaterialização será universal em 2025.

Phosga-se!

Só agora dei por isto e confesso que é brutalmente perturbador.

“I threatened to uninstall the app [and] she begged me not to.”

Em complemento:

USERS PERCEIVED FEMALE AI AS BEING WARMER AND MORE TRUSTWORTHY.

Sábado – Ano Novo

Após as saídas e entradas, sem balanços ou grandes previsões, resta-me repetir que não guardo grandes (ou pequenas) esperanças acerca de qualquer mudança significativa na área da Educação. podem fazer aqui ou ali uma cosmética, mas não mais do que isso. PS e PSD são, naturalmente, as opções, para a liderança de qualquer governo e partilham no essencial a lógica de muito do que tem sido feito nos últimos vinte (trinta? anos na Educação, mais ou menos prova final ou disciplina no currículo. Se ganhar, o PS apenas “aperfeiçoará” ainda mais o seu “paradigma” de produzir sucesso a qualquer custo, mistificando a opinião pública com o que chama equidade e inclusão, enquanto o PSD tem muito pouco a oferecer de diferente, sendo um quase total deserto em matéria de figuras com algum peso nesta área da governação para além de um pequeno grupo que, implícita ou explicitamente, orbita a galáxia Isaltino. Há o histórico “senador” Justino que talvez almeje algo mais do que voltar a ser ME e há o aspirante Patacho, ainda em tirocínio para SE. Claro que há uma outra possibilidade, menos claramente associada pela opinião pública a este grupo, que eu gostaria sinceramente de ver no cargo, até para provar que, ao contrário de Crato, será capaz de fazer o que tanto diz de forma tonitruante.

Mas o mais certo será ficarmos com mais do mesmo, não valendo sequer pensar que qualquer opção alternativa é viável, quando se teve um governo suportado à esquerda pelo PCP e Bloco e nada mudou, nem sequer na gestão escolar. À direita, o vazio é imenso, apesar das tentativas de alguns se “achegarem” aos professores, tentando capitalizar a sua insatisfação. Mas, por muito que o Gabriel Mithá pense que é possível arregimentar os professores, isso só acontecerá aos que aceito serem crentes de pseudo-lideranças anti-sistémicas de natureza caudilhista ou a gente mesmo muito distraída. Quanto aos “liberais”, tirando umas coisas sobre economia que leram nos seus estudos sobre a “liberdade”, são uma espécie de Bloco de Direita, só que com camisas de melhor corte.

Portanto, e não o digo com qualquer satisfação, 2022 será um ano em pouco diferente dos anteriores, até na forma inábil de lidar com as consequências da pandemia nas escolas, entre os constantes anúncios de que tudo está ou vai acabar bem e a obsessão por agradar a meia dúzia de “influenciadores” mediáticos. “Mudança” só se for em parte das moscas que se alimentam no monturo.

E reparem que nem falei em E@D.