A Ler

A Failure to Disrupt: Why Technology Alone Can’t Transform Education

COVID-19 and student performance, equity, and U.S. education policyLessons from pre-pandemic research to inform relief, recovery, and rebuilding

Beyond reopening schools: How education can emerge stronger than before COVID-19

É Cruzar Os Dedos…

… porque eles ficam no gabinete a ver no que dá, arriscando nada. E pelo que se sabe, no caso dos professores, se forem de risco é irem para casa de baixa e pronto. Contratam-se substitutos, diminui-se o desemprego e ainda se dirá, no fim, que houve mais professores nas escolas.

Ministério ainda não tem um plano para professores e alunos de risco

Docentes e directores queixam-se de falta de orientações da tutela.

zandinga

Pelo Educare

Os cenários e as certezas

Anunciaram-se meios para o projecto de uma Escola Digital, mas não se conhecem em detalhe como isso será implementado, como serão disponibilizados os meios, com base em que critérios e, muito importante, quando estarão disponíveis.

(…)

Resumindo, todos queremos que o próximo ano lectivo seja em regime presencial por razões sanitárias (a pandemia estaria controlada), por motivos pedagógicos (é a melhor solução para alunos e professores) ou mesmo por motivos psicossociais (foi evidente que uma parte da população não está preparada, nem tem condições, para ficar em casa a apoiar o estudo da sua prole), não esquecendo os económicos e financeiros (que acabam por se sobrepor aos restantes em muitas medidas).

Infelizmente, a maior certeza é que não sabemos se assim poderá ser.

pg contradit

Com A Champions E O Jesus A Arrasarem, Fica Tudo Bêêêêêm

Não estraguem o cenário ao costismo-marcelismo. Coloquem lençóis com arco-íris nas varandas e façam muita meditação que verão que tudo isto não passa de um sonho mau que, numa perspectiva cósmico-holística é um mero blip no radar da Criação.

Covid-19: perspectivas para o Outono

rainbow

(e quem morrer já nem se queixa…)

A Ler

What is the future of distributed work?

(…)

There’s a common misconception about Covid-19: that the virus has sped us from 2020 to 2030 overnight. However, there’s still a kernel of truth to this idea: futurists have long posited that the workplace of tomorrow will be characterised by telecommuting and, indeed, the economy has been forced to embrace this on an unprecedented scale. Right now, a great many companies are practicing “distributed work”, in which everybody is working remotely. But while behaviours have adapted, we are still using the same tools that were available before the pandemic. So, what are the emerging technologies that will transform remote working in years to come?

Futuro

E É Isto…

Já se percebeu que o “Perfil do Docente à Entrada da Carreira Horizontal no Ensino Público” (ou privado amigo) deve ser assim: muita animação inconsequente com agitação de mãos e braços para chamar a atenção, pouco peso de saberes académicos ultrapassados que só atrapalham a comunicação e esforçam as mentes, disponibilidade para ir a programas de grande audiência em que se tenta acertar o preço do detergente multiusos, uma filiação expressa nos ideais do MEM (mesmo que não se saiba explicá-los para além da caricatura que faria corar de vergonha os fundadores), uma adesão acrítica a qualquer recomendação da tutela, mesmo que contraditória em relação à última e à seguinte, um “dispositivo” tecnológico (ou mesmo  dois) para ir em busca de qualquer tema com base no algoritmo do google (que o do bing deixa um bocado a desejar), um entusiasmo sem limites pelas “plataformas” e “ferramentas” do “novo paradigma”.

É isto que se procura.

Para facilitar, no próximo ano lectivo, talvez pela primeira vez de forma explícita, muit@s professor@s serão activamente empurrad@s para baixas médicas, mal digam que têm qualquer factor de risco ou familiares nessa situação. Pelo que se percebeu, a ideia é afastar o maior número de docentes com receio de contágio para a situação de atestado, enquanto se promete vagamente pela enésima vez, que poderá existir um regime antecipado de reformas que apenas levará um mínimo de 50% do rendimento liquido.

Parece que é esta a abordagem “humanista” da Educação, defendida por gente de conversa mole, em que as imprecisões ou formulações vagas são cuidadosamente programadas e e em que o “não há alternativa” recupera um chavão dos tempos da troika. São estas pessoas que precisam de uma classe docente ainda mais esvaziada de um saber profissional próprio que exceda umas teorias pedagógicas sabidas em tópicos, porque ler em extensão cansa, mesmo com um kindle. São pessoas que criticam a formação de professores depois de estarem décadas a formar professores ou afirmam ser necessário mudar a formação contínua depois de anos e anos a fazer parte da sua estrutura e a ganhar bastante com isso. Pregam a tolerância, mas não perdem tempo a vitimizar-se perante qualquer crítica e a, pela sombra, lançar suspeitas terríveis sobre quem desalinhe do diktat situacionista.

Nada disto é novo e talvez seja isso que enjoa ou enoja mais.

Claro que o tal ensino privado que se demoniza por estar no top dos rankings agradece, aplaude discretamente e factura de forma abundante junto de todos aqueles que percebem que a promoção das professorasisas (mesmo sendo do privado) ou dos professoresdopreçocerto (por pessoalmente simpáticos que sejam e muito pressionados pelas suas direcções) são óptimos para o seu negócio.

Pessimista? Catastrofista?

Nem por isso. Apenas consciente de que há muita gente cheia de bons princípios da boca para fora e imensa caridade impingida aos outros que são os piores para combater a desigualdade e acabam, na sua acção coitadinhista, por manter o status quo ou ainda agravar mais os vícios do sistema.

Magoo

(perguntem-lhes onde os seus filhos estudam ou que cursos seguiram… se foram para vias profissionais… etc, etc… perceberão logo que, na essência, o mundo que existe é aquele que querem que continue a existir, fingindo que elevar a base equivale a aproximá-la do topo…)