Importa-se de Repetir?

Há gente que de tanto se esforçar em agradar ao chefe, faz figuras muito tristemente apressadas. Foi a 3 de Junho, quando acreditavam em “milagres” (que não aconteceram por terem fechado “postigos”).

Daqui a uma semana os portugueses comemorarão o Dia de Portugal. Tal como em outros períodos da nossa longa historia, há fortes motivos de orgulho nos portugueses”, sustentou Joana Sá Pereira. 

Segundo a deputada do PS, na resposta à pandemia de covid-19, por parte do Governo, não houve sorte.

“O vírus teve, eu diria, talvez o azar de encontrar pela frente um povo experimentado e um Governo capaz”, contrapôs. 

2ª Feira – Dia 4 Do Pseudo-Confinamento

A uma primeira vista matinal, nota-se uma ligeira redução no trânsito. Deve ser com medo do tau-tau que o Conselho de Ministros vai dar nos “portugueses”, esse povo fascinante, capaz de tudo, de descobrir o caminho marítimo para a Índia e não conseguir passar sem uma cafézinho “ao postigo”. Entretanto, ontem, numa espécie de espelho dos eventos do PCP, mas em mais idiota, o Chega fez um jantar com 160 marmanjos (parece que era quase tudo gajos, a lembrar as velhas cervejarias de Munique, muito másculas), sem máscaras, todos muito juntinhos e com remoques contra a imprensa. Faz lembrar uma espécie de sketch do Herman ou dos Gato Fedorento, mas em que os actores se levam a sério.

A Shora Directora-Geral Graça Freitas Acha Que Os Professores Não Devem Ser Prioritários Na Vacinação

Foi no Parlamento, ou melhor, em vídeo-conferência segura. É a mesma shora doutora que teve estes desempenhos, reveladores de fina perspicácia.

(julgavam que ela se tinha esquecido do sacrifício que foi ter as netinhas em quarentena não sancionada pela vóvó?)

E O Prémio “A Primeira Criatura A Chegar-se À Frente Para Uma Comenda – Versão Pandemia” Vai Para…

Margarida Marrucho Mota Amador, coach e ex-directora do Colégio do Sagrado Coração de Maria e do Externato O Beiral com a seguinte argumentação de cariz profundamente humanista e claramente centrada no interesse maior do país e das crianças. Deve ter batido o JMTavares ou o Baldaia por umas horas.

Além de possibilitar a actividade económica de todos os seus fornecedores, e são muitos, desde o sector alimentar, aos produtos de limpeza e higiene, permite que as famílias que se encontram em teletrabalho, desenvolvam a sua actividade profissional a horas de expediente e com a devida concentração.

Quotidianos – 1

Hoje, à saída da minha escola, nenhum dos encarregados de educação com que me cruzei por umas dezenas de metros tinha máscara ou a tinha devidamente colocada. Exemplos clássicos: máscara com o nariz de fora e máscara posta no queixo para conversar porque, como se sabe, elas protegem bem é quando a pessoa tem a boca fechada.

Como É Possível Um “Novo”Confinamento…

… com as escolas abertas? É assim a modos que uma “espéce” de confinamento. Não chegou a estupidez do Natal? Ou será que acreditam mesmo que há “contágio zero” nas escolas, uma nova versão do “milagre” da 1ª vaga”, só que sem a parte do milagre?

(em São Miguel já vão fechar mesmo tudo, graças à imbecilidade e irresponsabilidade natalícia… e olhem que cá por casa há uma micaelense, mas sensata, que foi sabendo o que se passava)

Phosga-se – Série “As Presenciais” – 2

Confesso que há situações que me fazem pensar que há quem não entenda mesmo nada disto da “Transição Digital”, nem que é possível o preenchimento de documentos online, sem ser necessário ficar tudo para o DT. Alguém informe quem de direito, mas infoexcluíd@, que mesmo durante a reunião, por exemplo com o Teams, cada participante pode editar documentos que estejam na plataforma. Ou podem preencher com antecedência. É fabuloso que existam situações do tipo:

“No Agrupamento de Escolas (…) as reuniões serão presenciais. Não sei exatamente qual é a fundamentação, mas acho que se prende com a quantidade de documentos a produzir na reunião que, no caso desta ser online, ficariam apenas a cargo do DT…

Já de outra natureza são as decisões em que sai convocatória e nem se explica o porque sim ou porque não. É assim e mai’nada. Dois exemplos, um a norte, outro a sul.

Tendo em conta que o concelho de (…) e os concelhos limítrofes, devido ao número elevado de casos covid, estão categorizados como de risco muito ou extremamente elevado, não me parece minimamente razoável a marcação de reuniões presenciais, colocando desnecessariamente em risco os professores. Até ao momento não houve qualquer justificação para as reuniões seres presenciais.

No Agrupamento (…), TODAS, as reuniões são presenciais. Sem fundamento conhecido. Saiu convocatória, ponto final.

Sábado

A questão das reuniões presenciais não é uma embirração que me tenha dado só porque sim. A questão é mais séria do que algumas opiniões simplistas (para não as chamar mesmo simplórias) podem fazer acreditar. Mas então eu não posso ir almoçar com meia dúzia de colegas a um restaurante, a menos que fiquemos em mesas separadas, mas já se podem reunir 12 ou 15 pessoas numa mesma sala durante duas horas, passando papéis entre si e tudo o mais? Que regras de distanciamento podem ser respeitadas numa situação destas, que não é comparável com uma aula, mesmo que não acreditemos em bolhas.

Vamos lá ser um bocadinho sérios e menos folclóricos (ahhhh… nada substitui uma reunião presencial!): o meu Conselho de Turma (5º ano) tem 6 professores (e não aqueles 9 ou 10 da mitologia de algumas mentes que falam no choque da transição entre ciclos) e até se poderia fazer a reunião sem riscos enormes. Mas uma reunião do 3º ciclo já pode ter uma dúzia ou mais e professores, a menos que seja daquelas em que ainda não docente de Português, Inglês e Geografia e então poderão ser só uns 8-10. E uma do Secundário, em que se juntam duas turmas em algumas disciplinas pode ir acima das 15 pessoas numa sala, sendo que essas pessoas até podem nem conviver com regularidade e muito menos fazer parte de qualquer “bolha” comum. Num período que ainda se considera de risco muito elevado de contágio, promover reuniões deste tipo, com pessoal que anda em regra acima dos 50 anos, em rotação pela escola e a passarem papelada de mão em mão é profundamente idiota.

A favor de reuniões presenciais tenho dado com dois argumentos principais e alguns secundários: o autoritário e o comunitário. O primeiro resulta de decisões do topo em modo de imposição; o segundo de uma espécie de saudades de reuniões com toda a gente a falar e a “partilhar” as suas experiências. O primeiro desperta-me uma aversão natural, em especial quando parte de quem não tem de fazer o que manda fazer. O segundo faz-me pensar em alguma infantilidade a esta altura do campeonato; caramba, é o 1º período, ainda há uma ano fizemos todos reuniões presenciais, está já assim tanta gente nostálgica? Não podem ir partilhar afectos, amizades e conversas para um café ou restaurante por questões de segurança sanitária, mas já o podem fazer na escola? Eu gosto muito de reuniões com café, chá, bolinhos e um ocasional moscatel entre adultos, mas neste momento isso é secundário. Como são secundários aqueles argumentos que parecem encarar este momento de avaliação com uma gravidade que estranho bastante e tanto mais em colegas que são tod@s pelas flexibilizações e que relativizam muito a importância da avaliação formal e até são contra os “exames”, mas depois querem tudo grelhado em papel e assinado ali presencialmente que é para ninguém pensar que isto é uma brincadeira.

Sei perfeitamente que estou a atingir uma boa quantidade de gente com o que antes escrevi, mas desculpem-me a opinião, mas há momentos em que uma idiotice não deve passar em claro. è mais amigo o que vos diz que estão a fazer mal quando o estão a fazer, do que quem evita, para não ter chatices, e a posteriori é que vem dizer “ah pois é, mas não se podia saber…” ou algo parecido. As videoconferências são incómodas, a net em casa falha (aqui a minha parece código morse a certas horas do dia), não há aquele contacto “humano” de que se parece ter tantas saudades? Pois, mas já não se lembram porquê?

Não podem assinar-se actas em Janeiro? As pautas não saem dos programas com o nome do DT já impresso? É mesmo preciso – em tempos tão digitais – andar a mexer em tudo o que é excrescência burocrática? Brincamos?

Phosga-se, pá!

(faltou o argumento meio escondido do “se a direcção tem de cá estar, devem estar todos” porque a esse eu teria de responder de forma muito rude… e estamos em época natalícia e tal…)

6ª Feira

A “melhor” das justificações que me foi transmitida acerca de convocar reuniões presenciais foi a de alguém que afirmou “mas olha lá, o meu concelho até é dos que só tem risco elevado, que é o segundo menos grave”. Nestes casos, é irrelevante apontar às pessoas que até têm um grau académico superior, tirado antes das bolonhices e tudo, porque já vi médicos muito bem-intencionados (“pela verdade, nada contra a verdade”) a dizer que a vacinação é apenas um pretexto para nos meterem uns chips localizadores debaixo da pele. O que até me daria jeito, porque a avançar na idade, sempre será uma maneira de não me perder por aí,

(faz de conta que não fui eu que sugeri… mas que tal alguém na dge, dgae – digamos assim, o nosso ex-colega césar paulo, tão preocupado que ele sempre esteve com o bem-estar de todos nós – ou qualquer organismo disponível enviar um esclarecimento bem clarinho às direcções para que se deixem de palermices? e não se refugiem na questão da “autonomia” porque para tanta outra coisa não serve de nada…)