Sobre Isto Não Há Nenhum “Parecer”?

Atentem na hipocrisia da argumentação, cruzando-a com a relativa à da proposta de vinculação directa de docentes pel@s senhor@s director@s.

Governo adjudica 7.500 juntas médicas para vigiar “alguns padrões de baixas” de professores

(…)

O ministro lembrou que as baixas de professores são “um padrão que tem acontecido em outros anos” e recorreu ao último ano letivo (2021/22) para afirmar que “87%, dos pedidos de substituição de professores foram por baixas médicas”, referindo existirem “alguns padrões relativamente irregulares, também em termos de incidência de alguns períodos específicos do ano”. “Eu por princípio assumo que toda a gente é honesta, mas importa recorrer a estes instrumentos de vigilância”, sublinhou.

Eu sei que ele não lê blogues, mas tem tanta gente amiga nas escolas que só pode ser mesmo por incapacidade cognitiva – ou uma profunda desonestidade intelectual – que ele não entende a razão desses alegados “padrões relativamente irregulares”.

Sublinhe-se a introdução nesta versão do “relativamente”.

E depois há sempre aquela constatação genial de ser preciso substituir professores devido a “baixas médicas”. Atendendo ao “envelhecimento” docente, nem sei como se arranjaram 13% de substituições por outras razões.

Andamos mesmo parvos, ou é apenas a fingir, senhor ministro?

(admitindo que se consegue ficar mais esperto e não apenas expert…)

Vai Ser Tudo Em Chanel E Vinho Verde

Ou em raspadinhas, como alguém escrevia com graça numa certa “rede social”.

Esta senhora não terá passado do prazo de validade em matéria, digamos assim, de intelecto funcional? Afinal, não é para isto que temos “Educação Financeira” em Cidadania e Desenvolvimento, graças à genial visão prospectiva do ex-secretário, agora ministro, Costa?

Inflação. Presidente do Banco Alimentar propõe pedagogia que ajude cidadãos a gerir apoio de 125 euros

3ª Feira

Andar por fora em regime de quase total jejum digital, poupa-nos a muito disparate, só que o problema é que ao “reentrar” se dá com uma avalanche dce parvoeira. Como o Chega querer criar uma nova federação sindical. Entre os professores, por exemplo, sei que tem adeptos mais ou menos assumidos, mesmo se vai perdendo o seu principal ideólogo na área. Em outras profissões, tem gente muito “musculada” como tive oportunidade de perceber há umas semanas. Aquilo não se brinca com a agremiação, que só não tem uma tropa de choque porque lhes falta ainda a quantidade, porque a “cólidade” existe. Na mesma área da parvoíce, destaque para a promoção de Alexandra Leitão a “algo” na área do PS alegadamente menos canhoto, com a chancela do Expresso numa entrevista que entra por caminhos mirabolantes se nos lembrarmos do que ela fez e disse quando foi governante. Desculpar-se comas Finanças, como o outro sonso fazia, é de uma enorme falta de coragem porque ou na altura comeu e calou ou agora anda a tentar tgomar-nos por idiotas.

Já nada de idiotas têm os promotores e envolvidos em certas iniciativas e eventos da responsabilidade da Secretaria Geral da Educação e Ciência ou da DGAE, com destaque para algumas efemérides envolvendo o POCH. O aluguer de uma sala por um dia “para aluguer de sala “para a realização, no dia 23 de março de 2022 do Evento Anual do POCH e serviços associados” foi coisa para 15.000 euros se incluirmos o IVA. Mas confesso que o meu contrato favorito é o que versa a “Aquisição de Serviços de Avaliação sobre a Avaliação [sic] do Contributo do PT2020 para a Digitalização da Educação” pela módica quantia de 94.500 euritos mais IVA. Porque é inovador. porque já não se trata de pagar estudos de “avaliação” ou “monitorização”. agora avalia-se a avaliação numa perspectiva de meta-análise da coisa. O dinheiro não falta na área da Educação, temos é de saber como o sacar. Ou de encontrar quem invente qualquer coisa que justifique o saque. Eu proponho um estudo para “monitorizar a monitorização do contributo do POCH para o desenvolvimento da imagem do POCH junto do público do POCH”. Chegam uns 100.000 euros se for para fazer ao longo de um ano.

E Diz O Presidente Marcelo Que Ele Foi Um Óptimo Aluno De Direito E Até Foi Ministro Da Justiça

Em declarações à TSF, o Bastonário comentou as declarações de António Costa, que admitiu uma revisão constitucional “cirúrgica” à lei, após um terceiro chumbo do Constitucional, é, na opinião do Bastonário, “insustentável”, porque se tratar de um direito da União Europeia (UE).

Caso fosse aceite, “isso implicaria violar o princípio do estado de direito do artigo sétimo do Tratado da UE” e, com isso, Portugal ficaria “em posição idêntica à Polónia e à Hungria que já tomaram medidas” que violam os direitos da comunidade europeia.

O “Preconceito Invertido” Não É Preconceito Na Mesma?

Para que se esclareça, apenas estou apenas a traduzir e adaptar o conceito de reverse discrimination ou, mais longe, o de reverse psychology e não a ser insensível em termos de orientação de género, ok? É que os tempos andam agrestes e eu com pouca paciência para medíocres polícias de linguagem.

Então é assim… como se tem visto, a História anda sob forte escrutínio e revisionismo (de novo, o termo também se aplica a revisões que venham das teorias alegadamente “progressistas”) e os manuais escolares tornaram-se um campo de batalha para a aplicação das novas teses que recuperaram a necessidade de proclamar fortemente o remorso do “homem branco” (leia-se, europeu) quanto ao que fez durante a “Expansão” europeia dos séculos XV-XVII.

O que é matéria do 8º ano, cujos manuais têm período de novas adopções no final deste ano lectivo. E alguns já chegaram às escolas e são uma coisa peculiar de observar, porque tentam conciliar as novas-velhas teses que defendem que cada matéria deve ser abordada a partir de um “problema” ou “questão” com a tendência do politicamente correcto. Atenção, as maiúsculas usadas não são minhas.

Um deles começa por perguntar “Porque é que os Portugueses quiseram explorar o Mundo?”, o que é um certo exagero, porque “os Portugueses” estavam-se globalmente nas tintas para “explorar o Mundo”. A seguir questiona “Por onde é que os Portugueses começaram a sua Expansão?, referindo a conquista de Ceuta e o “reconhecimento ou redescobrimento” dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, antes de passar, duas páginas adiante, a inquirir “Como eram as populações africanas, ameríndias e asiáticas”, assim tudo ao molho, como se “os Portugueses” tivesse ido em voos low cost num fim de semana a vários pontos do mundo, em visita turística de exploração cultural. Mas mais adiante é que chegamos ao cerne da problemática com questões como “Os Portugueses foram bem recebidos na Índia?” a que @s autor@s do manual em causa têm a capacidade de responder sem atropelar demasiado a factualidade que no resta das fontes disponíveis: “tiveram uma honrosa receção pelo Samorim de Calecute”, mas “tiveram a sentir várias dificuldades de penetração no oriente devido à resistência dos chefes hindus e á concorrência comercial dos muçulmanos”. Afirmações no fio da navalha e não sei se validáveis pela escola boaventura do pensamento pós-colonial.

Para abreviar, após passar pela expansão castelhana (eu sou dos que gosta de manter esta designação, só para chatear), vem a questão essencial “Os Europeus trataram bem os Africanos e os Índios?” e, surpresa, constata-se que se deu uma “submissão violenta de povos”, que é algo que até então deve ter sido absolutamente inédito. Seguem-se três parágrafos panfletários que não é por dizerem o que dizem, mas sim pela forma como surgem num livro de História que em vez de descrever de forma objectiva o que sabemos sobre o tema da escravização (desde as projecções sobre os números do tráfico negreiro, por exemplo) prefere culminar (após destacar termos como “genocídios”, “saques” e similares) assim:

É comum ouvirmos nos meios de comunicação social notícias de violação dos direitos humanos, de atitudes racistas, de exploração da mão de obra ou de redes de emigração ilegal e de escravatura. Portugal não é exceção a esta realidade. Temos de perceber a origem destas atitudes racistas e combatê-las para aceitarmos um Mundo em que [não ficaria melhor “onde”?] somos todos iguais e todos diferentes.

A ver se nos entendemos: eu concordo com o que está escrito, mas não sei se é matéria de manual de História doutrinar deste modo tão básico (não seria função da disciplina de Cidadania?), em vez de descrever o que se passou. A História como lição é algo que não recuso, mas ensiná-la não é propriamente isto. Porque uma coisa é um panfleto, outra um livro de História, mesmo que seja do Ensino Básico. Porque, se é para sermos “justos” com todos os abusos de poder, militarismos e escravizações, vamos ter de rever tudo desde a “origem”, que não se encontra nos séculos XV-XVI.

Calma, que eu nem culpo @s autor@s porque tenho a certeza que isto é uma espécie de imposição dos tempos, com validação editorial, se é que se quer passar o crivo do tal policiamento intelectual a que estamos sujeitos, a não ser que queiramos ser apelidados de racistas, pró-esclavagistas e imperialistas, sem dó nem piedade (por vezes, por quem “revê” outros genocídios ou massacres colectivos, bem conhecidos e até recentes). Só que isto é tão aceitável como aquelas tiradas de há 100 anos sobre a “acção civilizadora dos Portugueses”. Isto é apenas o reverso de uma má moeda. não é moeda nova e mais valiosa. É uma espécie de compensação, como se esta asneira compensasse as asneiras de outrora. E quem não alinha, está tramado.

E a coisa continua assim por outras passagens do manual – há uma parte que começa com a questão “O que é que os países europeus fizeram para enriquecer cada vez mais?”, o que é uma formulação generalista que distorce claramente o que se passou) em causa (vi um outro e as coisas não estão muito diferentes), como se fossem uma espécie de tutoriais para o arrependimento global dos “Europeus” e especificamente dos “Portugueses”.

Desculpem-me, mas se é para isto, prefiro não adoptar manuais.

3ª Feira

Soluções apressadas dão cachorros estrábicos. em especial, se consultarem os do costume, aquelas “lideranças” que em boa escala parecem desconhecer aquilo que ajudam a aplicar. Acontecem coisas muito estúpidas quando não se acautelam os efeitos colaterais. Claro quer tudo poderia ser “mitigado” com um pouco mais de conhecimentos ou, não almejando tanto, de simples equidade e decência.

A imagem foi colhida, ontem à noitinha, no mural do Ricardo Santos.

A Sério?

Pensava que já não se andava com este tipo de coisas. Alguém tentou, pelas 12.32, redefinir a palavra-passe de acesso a este quintal. E outra vez por volta das 18.15?

What’s the point? Não chegou o blog do Arlindo ter andado em baixo uns tempos? Se é por causa de algum “resgate” é melhor pensarem noutra coisa, que aqui não se guarda nada secreto. Se são parvoíces à moda antiga, como nos tempos do Umbigo, parece-me demasiado tosco.

As Queixinhas Do Costume

Tem barbas brancas e longas a estratégia de culpar a comunicação social sempre que, em campanha eleitoral, as coisas começam a correr menos bem ou mesmo mal. A comunicação social que semanas antes era só maravilhas e se levaram anos a engraxar. Em queda, Cavaco, Guterres, Santana Lopes, Sócrates, Passos Coelho e Portas e agora, algo inesperadamente, Costa, culpam em primeiro lugar uma alegada maioria tenebrosa de interesses mediáticos adversos e, nos últimos anos, as redes sociais (antes era a blogosfera) por acusações infundadas e distorções pelas quais TODOS são responsáveis e agentes bastante activos, havendo muito poucos inocentes nisto tudo. Depois das eleições, lá aparecem os remoques acerca da estupidez de um “povo” que anos antes os levou ao poder. Pelo meio, as “sondagens” que todos anseiam se são boas e desvalorizam se são más, raramente as contestando em termos técnicos, preferindo as acusações de manipulação política. Não percebendo que até podem servir, quando desfavoráveis, para um toque de alvorada e chamada das “tropas” à luta. Política. Se possível, honesta. O problema é que nestas fases impera o desvario, a hipérbole, a truncagem, a distorção, a mentira pura e simples que acaba por entusiasmar os já convencidos e afastar os indecisos. A prova de que a classe política tem um défice claro de inteligência e um nível claro de “aprendizagens perdidas” é que ao fim de décadas ainda está encravada, em quase todos os quadrantes, na teoria das “forças de bloqueio”.