Há Que Achar Qualquer Tença Ou Recompensa…

… porque até eu acho que há cortesã(o)s do regime costista que, de tanto se esforçarem e dobrarem as vértebras todinhas, merecem levar qualquer coisa para casa, antes do fim disto tudo. Não sei se cargos de “representação” lá fora, se qualquer coisa cá dentro. Não sei quando a drª Brederode dos Santos tem data de saída, mas a presidência do CNE seria uma opção “de prestígio”, porque conselheir@s há muit@s. É que tamanho empenho em defender, explicar, interpretar, decompor nas partes e recompor no todo, de qualquer asnice dita pelo poder que está não pode passar sem que se reconheça o mérito a tão público ass kissing (em português, lambe-botismo) de figuras com idade para terem decoro em tanto mostrar o ypsilóne. Não há comenda que compense.

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Uma Boa Posição Para Fazer Algo De Muito Útil Pela Vidinha, Desculpem, Pela Classe Docente

Lambe botas

(porque não há como amar tanto a docência que uma pessoa se sacrifica ao ponto de a deixar para os outros… mas sempre com espírito de “missão”, seja-se coordenador de estabelecimento de comes e bebes ou subdirector para as questões da transcendência administrativa imanente)

A Gazeta Da Corte – 2

Professores arcaicos e insubmissos, sem cartão da cor certa, temei, que os cortesãos alpinistas começam a ver os serviços reconhecidos.

Diplomas para Publicação em Diário da República:

(…)

tacho

(podia ser hipócrita, mas não me apetece… acho mesmo que depois destes anos de aparelhismo, o CIP tem o “perfil” adequado para este tipo de cargos)

El@s Nunca Deixaram De Estar Entre Nós

Os ex-titulares de alma e coração ou os neo-titulares de aspiração. No terreno, conhecemo-los desde sempre e não se definem pela idade, como se tenta fazer passar, mas pela “atitude pró-activa”, sempre dois pontos à frente de todos para fazerem parte de grupos de controle, avaliação ou monitorização, desculpem, equipas de trabalho. Há duas variantes principais… quem diz detestar grelhas e burocracias mas corra logo a desenvolvê-las quando as “circunstâncias assim o exigem” e quem nunca deixou de achar que o modelo original de add da “reitora” só pecava por demasiado benevolente.

É a malta que aparece nas redes sociais sempre com disponibilidade para tudo e mais alguma coisa e critica azedamente quem acham quem critica as superiores e esclarecidas orientações da tutela. E reforça que “estamos em pausa lectiva, não em férias” e que acha bem que seja tudo non-stop, provavelmente por terem o seu próprio vazio temporal existencial por preencher. E se não tiverem umas tabelas para aplicar sentem que a vida se esvazia de sentido. É também aquele pessoal que diz que “se usámos sempre os computadores em casa, porque se estão a queixar”, não distinguindo o que é feito por opção pessoal do que é apresentado como se fosse um dever inquestionável da condição docente. É gente que tem muita dificuldade em separar como se usa o tempo e o espaço privado, mesmo quando se está em redes de sociabilidade, e a obrigação de estarmos em modo de domínio público 24/7, numa espécie de neo-servilismo digital.

É gente que lê pouco e pouco variado. E aborrece-se imenso com quem lê mais do que as vulgatas e sebentas dos poderes que estão. Lêem muito as arianas, mas nunca leram os originais. Acreditam que a flexibilidade e diferenciação pedagógicas são portentosas novidades, quando a mim já amareleceram as páginas do que li sobre isso. E há ainda quem faz que esqueceu. E entusiasmam-se com o tele-ensino como se fosse a “oportunidade” para entrar no século XXI, quando em termos conceptuais pararam num limbo sem tempo.

Mas não cedem à vaidade de quererem reconhecida a sua excelência em documento formal e só lamentam não existir cerimónia pública de agradecimento pelos pares menores.

É triste.

Efectivamente.

Os cágados de pernas para o ar.

 

 

Phosga-se! – Série “Professores”

Saquei os dois excertos abaixo ao mural do Ricardo Santos que retirou a identificação de quem escreveu estas pérolas.

Comecemos pela parte da arrogância, típica de quem vive num casulo em que a “inclusão” se enuncia mas não se pratica e em que as desigualdades são um mito. Não têm? Tivessem! Se não têm, é porque são uns inúteis ou desocupados.

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Mas há pior (se é possível) que é quem acha que pode exigir aos outros, mas depois nem consegue perceber como se faz a concordância entre um sujeito no singular e um predicado no plural.

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Sim, os tempos de emergência estão a fazer cair o verniz a muita gente. Há os que sinceramente acreditam em algumas coisas, mas há quem tenha apenas falhas evidentes de carácter.

E não se admirem se forem daqueles que também querem um “novo paradigma” para a carreira docente e já estejam em bicos de pés para certos cadeirões e com a gadanha na mão para fazerem uma “limpeza”.

O Elogio Da Ilegalidade

De um dos delfins de MLR (Pedro Adão e Silva) não me espanta nada o elogio do desrespeito pelo direito à greve. O mesmo se passa com um dos alegados pensadores da direita educadora (Alexandre Homem Cristo). E não me espantou que se juntassem ao Marques, Mentes nesta romaria de panegíricos.

A minha relação pessoal com o Manuel Esperança é escassa, mas foi sempre cordial. Por isso, custa-me tanto que ele tenha cedido à deriva napoleónica como que, à saída, os seus principais defensores sejam deste calibre. Posso discordar dele, mas acho que merecia melhor do que esta tropa fandanga.

Já agora, só um por”menor”… a “obra” de quem se considera professor deve ser o seu trabalho com os alunos em sala de aula. Sem isso, lamento, qualquer legado será sempre coisa menor.

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O Verdadeiro Polvo Que Tolhe O País

Mas há muito idiota que ainda acredita naquilo que os avençados (no futebol chamam-se “cartilheiros” uns aos outros) do sistema espalharam anos a fio sobre as causas do défice orçamental e da dívida externa. E muitos continuam por aí, ainda a apanhar uns restos da festa. Já não é como outrora, mas ainda sobraram umas migalhas…

Zeinal Bava queria pagar 77 mil euros para travar investigação a bónus de 8,8 milhões

MP diz que Conceição “aderiu a pacto” de Pinho e Mexia para beneficiar a EDP em 1,2 mil milhões de euros

Estado injetou 25,5 milhões de euros na banca nos últimos dez anos

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A ANVPC Que Se Que Se Chegue À Frente…

… no protesto ou proposta de soluções para a escassez de professores contratados e para a precariedade das suas condições de trabalho.

Porque tipos como eu, não passamos de “velhos” que se tornaram efectivos aos 40 anos e a meio dos 50’s somos uns privilegiados encravados a meio da carreira, mesmo com acréscimo pré-bolonhês de habilitações. Acho abusivo aparecer a falar nas condições dos colegas contratados e no que eles sofrem. Passei por isso durante quase toda a década de 90, seguindo-se a fase qzp. MAs acho que devem ser outros a terem “protagonismo” em causas que lhes são específicas.

Portanto, quando me ligaram de órgãos de comunicação social com microfones e câmaras e tudo, reenviei-os para quem, em tese e no nome, defende os direitos dos professores contratados, pensando eu que não apenas ao nível das vinculações cirúrgicas. O site oficial da organização, como já disse há uns tempos, parece o de uma divisão do ME e deixou de dar espaço a este tipo de notícias, mas seria bonito que não esquecessem por completo aqueles que dizem representar.

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(claro que dirão, num clima de harmonia institucional, que já estabeleceram “diálogo” com o governo e que existe “abertura” para a resolução do problema durante a nascente legislatura…)

4ª Feira

Há uns dias o Paulo Prudêncio escrevia sobre o conceito de “grupo fechado” numa perspectiva ainda um pouco abstracta sobre a forma como na sociedade e nas escolas as cliques no poder tendem a enquistar-se, fechando-se sobre si mesmas na forma como tomam decisões. O tema é-me por demais sedutor, para não voltar a pegar nele e ir concretizando um pouco mais como o “grupo fechado” se tornou uma realidade que, na vida política ou escolar, marca a forma como os cidadãos (na sociedade) e professores comuns (nas escolas) se vão sentindo excluídos dos processos decisórios exactamente por quem exalta a “inclusão” fala muito em “afectos”.

Em relação à Educação, este mandato começou por uma espécie de pacto em que o “grupo fechado” até poderia passar por outra coisa, pois percebeu-se que o poder político cooptou boa parte da comunicação social como estratégia para controlar o fluxo de informação e reduzir interferências estranhas. A confluência de todo o centro-esquerda nessa estratégia conseguiu torná-la bastante eficaz e só mesmo com os incêndios e o caso de Tancos sofreu brechas significativas. No caso da Educação, o pacto foi bem costurado e sempre que foi colocado em causa, tivemos direito a respostas entre a agressividade e a vitimização, mas sempre procurando dar a entender que a Verdade Única era a do Poder. A isso penso voltar em outra altura com mais paciência do que hoje.

Quanto à vida nas escolas, a tempestade quase perfeita que no último ano concentrou o fracasso da recuperação do tempo de serviço (revelando como a adesão sindical à estratégia do “grupo fechado” foi um erro na perspectiva da maioria dos docentes) com os efeitos dos reposicionamentos resultantes das vinculações extraordinárias e agora do (não) faseamento da “bonificação” mitigada, levou a que fosse desaparecendo alguma da sonolência que se instalara sobre os procedimentos internos da avaliação docente e de transparência de outros processos, como a circulação da informação interna sobre essa mesma avaliação e seus efeitos. Para muita gente, foi um choque talvez maior do que a porta na cara de centeno&costa quanto aos 9-4-2. Percebeu-se que, afinal, muita coisa acontecera durante o congelamento que só agora com o degelo de tornou parcialmente perceptível. Percebeu-se que os “grupos fechados” por esse país fora tinham tomado decisões anos a fio sem grande controle externo, desde que seguissem, mais ou menos, as directrizes superiores. E os “grupos fechados” reservaram para si o pouco que houve de magras fatias de gelado à base de água e corantes. E passou a controlar a informação a nível local, como aconteceu a nível nacional, replicando a estratégia das cliques no poder, com honrosas excepções.

E agora há por aí uma revoada de invocações histriónicas diversas divindades quando se toma consciência de que as ultrapassagens resultantes da desregulação dos procedimentos e de decisões políticas e administrativas  altamente questionáveis existem mesmo, bem como os estrangulamentos na progressão na carreira são, no seu conjunto, ainda mais penalizadores do que na formulação inicial do mandato de Sócrates/MLR.

Não foi por falta de aviso. Mas há quem se tenha acomodado, há quem tenha confiado e ainda há quem se tenha aproveitado. Ess@s são @s que agora fingem não saber bem de nada e sacodem as mãos como se de nada consigo se tratasse. Mas perfilam-se para receber as condecorações a distribuir pelo “grupo fechado”.

As Medalhas do General2