Isto É que É Preparar o Futuro

Deixo apenas a notícias e as pessoas atentas certamente que se aperceberão da hábil teia em desenvolvimento.

A Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica – Porto lança uma nova licenciatura este ano letivo – em Educação.
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Organizado em três áreas de estudos – gestão de projetos e recursos educativos, lideranças e gestão socio-escolar e, ainda, ação estratégica e sucesso educativo –, o curso destina-se a jovens que pretendam exercer funções não docentes de coordenação e gestão de projetos educativos, em contextos escolares e não escolares, no âmbito da educação formal e não formal.
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Psicologia da Educação, Organizações Educativas e Administração Educacional, Conceção e Gestão de Programas Educativos e Formativos e Inovação e Mudança em Contexto Educativo são algumas das unidades curriculares que serão abordadas no decurso dos três anos.
A Educação tem muito para dar… há é que saber antecipar… ou preparar a “Educação para o século XXI”, a municipalização, os “projectos”  e depois fornecer a mão-de-obra especializada às autarquias.
lampadinha21

O Modelo de Competição da NBA

Passa por ser o campeonato mais competitivo do planeta e, por certo, um exemplo, do modelo de desporto capitalista.

No entanto… tem uns detalhes extremamente interessantes ao nível da regulação da concorrência.

As equipas têm um tecto salarial. Se quiserem contratar um neymar, têm de despedir quase o resto da equipa ou deixar os outros a migalhas. O objectivo é manter a competição num plano de razoável igualdade em termos económicos.

Quando chega à época do draft (recrutamento dos novos jogadores saídos das universidades e cada vez mais directamente dos liceus), as equipas que ficaram em lugares mais baixos na classificação têm direito às primeiras escolhas, a menos que tenha existido alguma troca prévia (como este ano aconteceu com os Celtics). As equipas melhor posicionadas ficam com as últimas escolhas. O objectivo é, mesmo em termos desportivos, manter condições de alguma equidade, beneficiando os teoricamente mais fracos e não os que já mostram estar muito fortes.

A finalidade é manter uma competição extremamente intensa, na busca da excelência, mas em que isso resulta da competição entre equipas cada vez mais fortes e não porque há uma crescente desigualdade entre o topo e a base da tabela. A ideia é que todos melhorem sempre e que o desnível de resultados não seja muito acentuado, porque isso retira interesse ao jogo encarado como espectáculo. O último deve estar em condições de vencer o primeiro. O MVP (jogador mais valioso) do jogo All-Stars foi um elemento de uma equipa que nem chegou aos playoff (Anthony Davis dos Pelicans).

Este ano, o terceiro em que se repetiu uma final Warriors/Cavaliers já suscitou diversos comentários quanto ao que este tipo de repetição poderia ter de negativo.

A nossa Educação não é um espectáculo (pelo menos no sentido literal), mas há quem tenha muito a aprender com a mentalidade da NBA. Sejam prosélitos da Escola Pública ou arautos da Livre Escolha.

Demitir-se Porquê?

O Mexia é um gajo experto que soube fazer uma carreira público-privada que atravessou os mandatos do grande arco da governabilidade da maior parte das últimas décadas. Foi para ministro, passou para uma empresa pública e nela fez a transição para a privatização, nela permanecendo com especial habilidade na forma de negociar contratos vantajosos para os seus patrões e accionistas e de evitar a revisão de uma legislação que já estava obsoleta em termos de rendas. Pelo caminho, conseguiu (com outros) afastar o ministro Álvaro e continuar a explorar a economia de mercado em todas as suas potencialidades.

Iria demitir-se porquê? Questões éticas? Defesa do interesse público? Brincamos? Mas ele não tem demonstrado que é um excelente exemplo de profissionalismo dos novos mercenários da gestão e finanças? O capital não tem rosto e muito menos escrúpulos, porque isso tem tendência para não render o suficiente para pagar certas vidas (embora ainda pudesse dar para um barbeiro para o administrador manso).

Mexia

(imagem sacada ao mural do Antero Valério no fbook)

Banco CTT

Porque iria eu entregar dinheiro à guarda de quem não consegue – conforme função primeira – fazer-me chegar a correspondência postal em condições, perdendo parte das encomendas pelo caminho (mas afirmando ter sido entregue, contra assinaturas ilegíveis ou nem isso) ou entregando as cartas uma ou, no máximo, duas vezes por semana? E disto absolvo em boa parte os carteiros, a quem é dada uma motoreta quase sem espaço para fazerem a distribuição do correio (e sem eu saber que combustível podem usar), pelo que optam por deixar avisos e fazer-nos ir levantar quase tudo aos postos?

Já me chegou andar a fugir à banca empreendedora nacional na última década…

Ahhh…. esquecia-me, são os ganhos imensos da privatização dos serviços. Ou se paga mais (registos, correio colorido, etc) ou é um tiro no escuro esperar que as coisas cheguem (e nem me falem das assinaturas de revista que fui tendo de anular ao longo dos últimos anos).

Haddock

E se Deixarmos de Escolher Manuais Obrigatórios?

Será que o duopólio reinante no mercado dos manuais escolares já pensou nisso, com a sua ameaça de aumento de preços? Exista a coragem de eliminar os entraves à não adopção de manuais de forma obrigatória por todos os professores de quase todas as disciplinas e isto começa a equilibrar-se em termos de ameaças. Por mim, as plataformas digitais das escolas, os moodles, as salas de estudo, etc, etc, podem substituir bem a parafernália de materiais auxiliares oficiais. Só que… por vezes… a preguiça, a inércia e o cansaço falam mais alto.

Money

Bloqueio

Como seria de esperar o duopólio editorial na área dos manuais escolares declara o seu bloqueio à questão da reutilização. Não me interessa agora se a razão está parcialmente do seu lado ou se eu defendo antes que essa reutilização nunca deverá ser obrigatória, muito menos se eu adquirir os manuais com o meu dinheiro. O meu problema é que ao longo das últimas duas décadas se tenha permitido que dois grandes grupos tenham conseguido dominar quase por completo qualquer concorrência nacional, num processo de concentração que, se escavarmos um pouco terá servido alguns interesses, mas certamente não o das próprias “leis do mercado”. A cartelização deste sector há anos é uma evidência que só não vê quem não quer. Assim como não verão as conexões existentes entre o mundo editorial e o  mundo da política. Que eu até considero normais na medida em que é assim que funcionam os interesses privados que pretendem ter influência nas políticas públicas. E estou bastante à vontade para o afirmar porque já publiquei pela Porto e por uma chancela pertencente à Leya, embora não manuais escolares (já o fiz, pela Texto, mas há quase um quarto de século). E não sou parvo ao ponto de achar que seria apenas pelos meus belos olhos e escorreita prosa. Há quem enfie esses barretes, mas no meu caso, sei o momento em que a cabeça se deve desviar.

Dito isto e resumindo … independentemente da minha posição sobre a forma como os manuais devem ser usados pelos alunos num país de atraso educativo em muitos ambientes familiares, acho perfeitamente inaceitável que se tenham deixado crescer dois impérios que podem bloquear a acção governativa como, por exemplo, não o conseguiu quase toda a classe profissional dos professores.

passagemdenivel

VOS

Assinei há coisa de três meses um contrato para troca de serviço de telecomunicações e outras coisas associadas para deixar de ser teo, cuja ligação parece vir a trote numa lesma de há um bons tempos para cá. A nova empresa que promete maravilhas mil, não consegue concretizar a ligação por causa de alegadas burocracias camarárias, mesmo se eu vejo polícias aos pares a vigiar postes e buracos com gente com logotipos nas costas a puxar fios por todo o lado. Apesar de saberem que não podem fazer ligação, os responsáveis comerciais pela vos, não deixam de arrendar pós-adolescentes para andarem a vender tretas de porta a porta, sendo uma praga diária pela hora do jantar, fim de semana incluído. Mas parece que, de acordo com aqueles liberais de aviário que andam por aí, órfãos do passos e da maria luís, isto é o mercado a funcionar e os utentes a ganhar imenso com a concorrência.

nos-zon-optimus

CDS/MPLA, a Mesma Luta

Pela apropriação e rigoroso controlo do capital e das liberdades da maioria do 1%. O pobre Hélder Amaral (haveria enviado menos óbvio? a sério?) declarou o óbvio e foi renegado pelos seus, herdeiros directos do seu ex-líder agora empresário facilitador, aqueles que vivem das doors connections, mas não querem que se perceba demasiado.

Money