Há Mistérios Insondáveis…

… mas não será propriamente o Daniel Oliveira fazer que sabe de Educação para entrevistar Alexandra Leitão, a desaparecida secretária de Estado ao longo da maioria deste ano lectivo. Mas o DO é agora uma espécie de eminência parda mediática para todos os meios de comunicação.

Nem o facto de alguém que usa o ensino privado, por dar “mais oportunidades”, aparecer a dar lições sobre o civismo a ter no público.

E, pensando bem, nem aquela coisa estranha que foi há um par de meses, ligar-me uma alegada jornalista (não reconheci o nome) a dizer que era de uma conhecida revista nacional, dizendo que iria fazer uma  peça sobre esta mesma governante, pedindo-me a opinião sobre o seu desempenho na altura da disputa sobre o tempo de serviço, e nada ter aparecido a esse respeito, nem o nome da alegada jornalista na ficha técnica da revista em causa.

Se era uma espécie de sondagem para saberem o que eu (e outros) penso da senhora basta lerem o que escrevo, pois não é meu hábito fazer comentários em off. Ou dizer coisas que não assuma. E o que acho é que o actual ME é um menino de coro em termos políticos comparados com os seus secretários (ou secretária, neste caso). Que sabem aparecer e desaparecer conforme as circunstância e fazer um habilidoso trabalho de bastidores, enquanto o testa de ferro faz figuras tristes de leitor de guiões.

Se a senhora almeja ser ministra? Seria apenas mais um acidente na pasta. E poderia, já agora, levar para lá o deputado Silva, Porfírio de sua graça, que já merece motorista e carro às ordens. E passeios lá por fora.

TimeTiago

Não Há Circo, Sem Ursos (Por Muito Que Custe Ao PAN)

Agradeço ao Livresco o envio destes e muito mais links com reacções, análises e comentários sobre a trapalhada a que assistimos na última semana e meia, que acresce  meses e anos de palhaçada contínua. Na generalidade dos casos nem vale a pena tecer qualquer tipo de consideração sobre o que é dito ou escrito (nem sequer sobre aquele vídeo do JMFernandes, de que felizmente não acho o link, a quem umas bengaladas retóricas até fariam bem, para ver se atina com o que significa “justiça”). Fica apenas o registo, assim a modos que actualização “informativa”.

Crise política acabou. Direita e PS chumbam lei dos professores

Crise dos professores. Quem ganhou e quem perdeu

Contagem integral do tempo dos professores? Rui Rio diz que “é possível” mas “nem tudo em dinheiro”

Crise dos professores: Será que Presidente Marcelo vai quebrar longo silêncio depois da votação?

Sem contas públicas certas, “lá se iria o nosso salário”, diz Mário Nogueira

Costa compara professores e técnicos superiores e defende carreiras mais atrativas no Estado

A Federação Nacional da Educação promete não baixar os braços

ardina

Entretanto, No Parlamento

Fora (André Pestana):

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Dentro (quem é este tipo do PSD?)

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Anota-se a forma como alguns jornalistas no local já garantiram o resultado final, com o “chumbo” das propostas.

O debate começa e desenvolve-se na mesma lógica da troca de argumentos dos últimos dias. Nada muito original. Estão todos de acordo em inviabilizar o processo, por estas razões ou por aquelas.

E eis que chega o aparatchik de serviço, o deputado Silva que repete e repete as mentiras do costume. Tem a falta de vergonha de falar em “contas certas”. Abjecto não especulativo. Merece uma nomeação antes do final do mandato para qualquer coisa que o proteja de um azar eleitoral. A ver se ganha o suficiente para fazer um tratamento às vértebras.

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E tudo termina, com @s senhor@s deputad@s a irem almoçar com o descanso de não terem causado uma “crise política”, incluindo os que professam credos revolucionários.

Na TVI24, mst não faz nada manhãs ou inícios de tarde, nem mesmo para se rejubilar, pelo que aparece uma “editora política” a comentar. Desliguei. E os outros canais, já agora.

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Crónica De Uma Palhaçada – 2

Governo demite-se se lei dos professores for aprovada

Governo esteve reunido de emergência durante cerca de quatro horas para analisar a situação criada pela votação na comissão parlamentar da Educação. Na origem está a aprovação do descongelamento na íntegra do tempo de serviço dos professores.

A estratégia é demonizar os professores e quem lhes dá a mão (mesmo que tutubeante), para ver se isso incita parte do eleitorado a ver em António Costa o homem de firmeza que não cede a “interesses corporativos”, apenas o fazendo perante grandes grupos económicos e bancos falidos, sendo forte com a arraia-miúda que não quer que lhe apaguem uma década de vida profissional.

Como se sabe António Costa nem sequer estava no Conselho de Ministros que aprovou o ECD de Janeiro de 2007. E quanto a contas, já se percebeu que as de Costa e Centeno devem mais à ficção literária do que ao rigor aritmético.

Colbert Finger

(como chantagem, este é um novo patamar…)