6ª Feira

País triste, que talvez mereça os governantes que atrasam o pagamento a bombeiros, minguam o pagamento a professores e contam as horas de enfermeiros e médicos, depois de dois anos em que tanto precisaram deles, para um qualquer merdina, sem especiais qualidades à vista desarmada , se manter anos em cargos a partir dos quais pode pagar dezenas de milhares de euros a quem presta serviços ao seu ego e à sua pandilha. São, por certo, “prioridades” e ninguém bufa lá no rato largo porque tod@s acabam por estar á espera da sua vez, tipo galamba, para desdizer o que alguma vez disseram, que a gamela, bem apertadinhos, até dá para muita coisa. Basta vez como se deixou de ouvir falar dos dinheiros de uma tal bazuca, sem que se dê por chegar onde mais se sente falta. Bem dizia ontem uma senhora na serra da Estrela, em reportagem nocturna da rtp3, que o Estado vai servir é para lhe ir cobrar os impostos dos terrenos e recursos que arderam, apesar dos anúncios mediáticos de centenas e milhares de “homens no terreno”. .

A Pocilga

E ninguém ainda divulgou quanto o comentador Medina embolsou à conta da TVI? O “sistema” está podre e com esta maioria neste estado, com mais quatro anos pela frente, vai ser um fartote de esmifrar e encobrir. E na CML, com muitas conivências à mistura.

Portugal continua a saque, mas a culpa é dos professores que alegadamente estão velhos, mas sãos como maçãs de Alcobaça acabadinhas de apanhar.

Será que a culpa disto ainda é da troika?

Em poucos meses, Figueiredo saiu da TVI, criou uma empresa e recebeu uma adjudicação relâmpago – sem contrato escrito – do mesmo autarca que contratara para ser comentador no canal. Diz à SÁBADO que foi ele a propor a ideia a Medina, mas a CML registou no portal Base que houve uma Consulta Prévia ao mercado.

O ministério das Finanças confirma que o antigo diretor de informação da TVI vai auferir um salário bruto superior a 5800 euros para a função de consultor de políticas públicas. O valor previamente noticiado era de 4767 euros, o vencimento base para um ministro.

5ª Feira

De volta à add, na sequência de um par de reclamações de colegas, que revelam a que ponto algumas sadd não aprendem nada com o tempo ou então há quem as deixe escapar, com receio de mais consequências, mas isso fica para depois. Por agora, na falta da definição de vagas para o acesso ao 5º e 7º escalões, de regresso às consequências da aplicação das quotas para o mérito que, em tantos casos,, conduzem a uma dupla penalização de quem é relegado para o mero “Bom”, que parece ser insuficiente para os decisores considerarem que a pessoa pode (e deveria) progredir. Não é apenas o “ir para a lista” e, eventualmente, ficar estacionada à espera de vaga. É o facto de que quem progride ainda ganha bonificação no tempo de acesso ao escalão seguinte. O que significa que, mesmo tendo a pessoa classificação quantitativa correspondente a MBom ou Excelente, para além de poder não progredir, ainda vê os outros ganharem-lhe, em termos relativos, seis ou doze meses de progressão na carreira ou que reforça a injustiça.

Como já percebemos que o secretário Costa, muito amigo dos professores, não corresponde exactamente ao ministro Costa, governante pleno de sentido de Estado e etc e tal, não terá a coragem de acabar com as quotas, ao menos poderia ter a “boa vontade” de acabar com a dupla penalização e permitir que quem tem classificação quantitativa de MBom ou Excelente possa, quando consiga progredir, ter a bonificação correspondente a essa mesma classificação. Porque não faz qualquer sentido que alguém tenha “Bom” com 9,6 numa escola (e garanto-vos que não são excepções) e fique sem progredir ou bonificação e alguém com 8,8 ou 9,1 em outra possa progredir (ainda acontece) e ter a dita bonificação.

Há quem se fixe na questão do acesso ao escalão seguinte e ignore a parte das ultrapassagens que a atribuição sucessiva de classificações de “mérito” tem permitido desde o “descongelamento”, em especial quando existe a estratégia informal de favorecer ou prejudicar sempre os mesmos. Como alguém que já ouviu, de viva voz, uma espécie de combinação deste tipo, envolvendo alguém de uma sadd e pessoas de fora da dita com interesse em bloquear terceiros, nem me poderão dizer que isto não passam de boatos. Porque a coisa se concretizou mesmo no ano seguinte e não foi pior porque houve quem se mexesse (e quem de tamanho desânimo, desistisse). Para além das “evidências” que tenho colhido ao longo dos últimos anos a partir dos materiais que me têm sido enviados, nomeadamente das contra-alegações de algumas sadd que deixam o gato gordo todo de fora porque só lhes ocorre esconder o rabo mais remexido.

Por isso, no mínimo, seria de exigir que quem apresentou desempenho muito bom ou excelente não tivesse essa dupla penalização. Mas como “equidade” e “justiça” são palavras vãs em gente sonsa, muito inclusiva na retórica, mas praticante da exclusão no concreto, não tenho grande esperança em qualquer tipo de mudança que pelo menos reduziria a indignidade disto tudo.

As Habituais “Tecnicalidades”

Dinheiro para o Iscte saiu das Finanças, mas não foi Leão quem assinou o despacho

Assinaturas no diploma são da secretária de Estado do Orçamento, Cláudia Joaquim, e do ministro do Planeamento, Nelson de Souza. O “contrato-programa” que a reitoria pediu ao ministro da Ciência foi chumbado por falta de enquadramento legal.

Sábado

Manuel Pinho considera que não recebeu um único euro que não lhe fosse devido. Sem a devida contextualização, esta frase pode aplicar-se a uma imensidade de situações, dependendo muito do tipo de serviços prestados que justificam os pagamentos. Sendo público que ele recebia pagamentos do grupos BES enquanto era governante, as coisas nem se adensam, transparecem. Claro que quem presta um serviço – volto a dizer que depende do tipo de serviço para se avançar com outras considerações – acha que recebeu apenas o devido ou ainda menos do que isso. O problema é que em Portugal, a larga maioria do pessoal que cumpre as suas obrigações não recebe o que lhe é devido. Só de pensar nisso, acho que Manuel Pinho é um privilegiado, tenham sido quais foram os serviços que prestou em troca do que recebeu.

Uma Animação

É estranho quando se desconfia quando a Justiça parece funcionar normalmente. Ou algo vagamente parecido com isso. Para além do Rendeiro, do Pinho e cara-metade (com cauções a preceito) e do empreendedor autarca Moreira, até andam outra vez de volta do futebol dos grandes. Claro que há sempre os casos cabritas para ficarmos na dúvida. E desde que nada disto chegue àquele peralvinho que se diz juiz, mas falhou a vocação para advogado de defesa dos fidalgos do sistema.

Falta-me Pachorra…

… para a sucessão de notícias sobre o destino político de Francisco Assis. Parece que se afirmou disponível para amar, mas o recusaram, o que ele depois acho ser normal. O que eu acho anormal é que este “senhor” consiga fazer-se notícia por tudo e nada, quando o seu passado ao serviço do socratismo no Parlamento (e não só) foi o que foi, vivendo sem problemas anos a fio ao lado (e a defender politicamente) aqueles que ou vão presos para não fugirem ou ficam cá fora por causa. Parece que não lhe chega ser presidente do CES, onde pode parece que poderá ficar mais uns anos a passear a sua inutilidade. Consta que um dia foi professor de Filosofia, mas parece que é daqueles que deve ter detestado, assim como deve detestar ter um emprego a sério, que não dependa das sucessivas direcções partidárias. Não é que as listas do PS sejam maravilhosas, mas a sua ausência sempre é um dos seus poucos pontos positivos. Já o deputado Siva, Porfírio de nossa desgraça, outro filósofo de formação, continua por Aveiro, em 4º lugar. Quando se prova, a coisa entranha-se e não se quer outra que se estranhe.

3ª Feira

A tradicional “falta de meios” não pode explicar tudo acerca dos atrasos ou erros processuais quando se trata de acusar os antigos apaniguados de Sócrates nas suas tropelias. Agora é mais um lote que escapa, nem precisando de ir para a África do Sul, pois nem a julgamento chegam. Não me venham dizer que tudo isto não passa de uma sucessão de acasos.