Quem Faz Um Filho, Fá-lo Por Gosto?

Estar com miúdos muitas horas seguidas, muitos dias seguidos, pode provocar claustrofobia. É a mais pura das verdades que o ideal era termos uma aldeia a ajudar a criar os nossos filhos, mas na realidade o que acontece é que tendencialmente trabalhamos por turnos. Ficamos com eles, até o nosso marido chegar, estão na escola, na avó, ou com a tia, durante x horas, até os irmos buscar e esta versão intensa e solitária desgasta ao ponto de a perspectiva de os ter a todos de férias possa ser um bocadinho avassaladora. Foi por isso que me lembrei destas sugestões de como fugir um bocadinho, sem fugir de facto.

Domingo

Após dois longos consulados de inefáveis “pais da Nação”, eis que, finalmente, a Confap apresenta uma líder feminina a partir deste fim de semana, apenas três meses depois de chegar à liderança da FECAP de S. João da Madeira (era apenas suplente no Conselho Executivo anterior da Confap). A ver se a mudança não é apenas de género e de cosmética, porque precisamos de representantes parentais e não de mais uma correia de transmissão do ME para a comunicação social e escolas.

Por Cá Também

A semana passada cheguei a pensar que iam fazer uma peça sobre isto por cá, mas parece que não, que a quadra pascal recomenda assuntos mais suaves, tipo guerra.

NASUWT say tutors being contacted 24 hours of the day as job parameters become blurred amid pandemic

Interessante

The curse of Coddling Syndrome

America is infected with an outbreak that is worse than COVID-19. It affects almost everything in our society.

We call it “Coddling Syndrome,” or CS for short. The underlying cause is the compulsion of many parents to fiercely shield their children from any form of disappointment or failure. CS has been around for generations but is now reaching epidemic levels.

An example of the syndrome in early education is the idea of “no wrong answers.” Like it or not, three times two does equal six. A relatively small minority of parents have influenced schools to increase the proportion of ungraded work, dump “gifted programs” for high-achieving students, and eliminate objective testing for entry to elite schools to shield those who cannot qualify on their merits. The result is to demotivate and devalue achievement and skills, and the fallout is safe spaces, “participation trophies,” and other similar nonsense. A new right “not to be offended” has materialized. Thin-skinned doesn’t even begin to describe the phenomenon.

(continua)

4ª Feira – Dia 66

Mas, tão ou mais grave, é quem torna os filhos como reféns das suas próprias incapacidades e das más opções ou dificuldades do passado, Quem parece que inveja que os novos consigam ir além do que eles foram. Quando se diz a um filho que se não se foi mais longe e mesmo assim se sobrevive, então o estudo é dispensável ou secundário. Cortar a possibilidade de voar, só porque não se conseguiu fazê-lo em seu tempo. Criar inseguranças adicionais a quem já se sente naturalmente inseguro. Querer manter domínio através de chantagens psicológicas abusivas.

A Confap Nunca Deixa De Nos Surpreender

Mas raramente (nunca?) é pela positiva. É verdade que os documentos andam melhor escritos do que no tempo do pai Albino, mas no mandato do pai Ascenção, a lógica do frete ao Poder continua inabalável.

No recente parecer (se é que assim se pode considerar esta comunicação) relativo a uma petição para a redução do número de alunos por turma, uma das grandes preocupações é que isso poderia implicara construção de novas escolas. Já conhecia a posição, mas não a rqieuza e singularidade do argumentário.

Um tipo lê e não quer acreditar, mas é memso obrigado a reconhecer que há quem nunca fiquem aquém das nossas mais baixas expectativas.

Sábado

É sempre complicado quando encontram@s alunos que vivem sob uma pressão imensa por parte da família, sendo que esta ou nem tem noção do que faz ou opta por alijar responsabilidades pelas consequências para quem nada tem a ver com o assunto. A projecção de aspirações próprias não realizadas (ou que parecem indispensáveis para manter um estatuto) na descendência ou, no outro extremo, a necessidade doentia de a amesquinhar sem razão aceitável são atitudes do mais lamentável que um@ professor@ em algumas horas por semana não tem forma de minorar. O bullying familiar é o parente pobre dos estudos sobre este tipo de temas. Fala-se em violência doméstica, sim, mas não é bem o mesmo. É algo mais insidioso.

(quantas vezes a miudagem acaba por arranjar esta ou aquela “desculpa” apenas para não enfrentar a fúria de um progenitor ou ver-lhe o olhar de desilusão… e nem sempre apenas o olhar?)

Contrariando Claramente Certa Opinião Publicada Por Encomenda…

… parece que os encarregados de educação portugueses estão satisfeitos com a escola que têm em tempo normal e em especial com os professores. Mas também com a avaliação e os métodos de trabalho O estudo é da DECO e foi publicado na última Proteste. Claro que, ao contrário de outros, o mais certo é ser pouco citado naquela imprensa que considera os sousatavares a 5ª essência da opinião informada. Também é giro que no site oficial da Confap não se ache nada sobre este estudo, mesmo se são organizações parceiras em várias iniciativas. As conclusões vão contra a “narrativa” do Poder? Porque estes resultados são consistentes com todos os restantes inquéritos conhecidos, sempre que são feitos por entidades exteriores a certos ambientes ou que não têm certos “especialistas” a dirigi-los.