Domingo

Os últimos tempos foram férteis na recuperação de questões que tiveram o seu tempo certo nos anos 90 do século XX, na altura recuperando debates que em termos internacionais tinham tido o seu tempo nas décadas de 60 a 80 desse século. Uma delas é a da disposição física das salas de aula, de que surgiu mais recentemente uma outra sobre as alegadas “salas do futuro”, porque têm computadores, cadeiras coloridas e espaço para trabalharem de forma “dinâmica” uns 15 alunos, na melhor das hipóteses. Existe uma ou duas em escolas devidamente seleccionadas e em que @s director@s têm o telefone directo do shôr ministro desde que era secretário.

A disposição do mobiliário nas salas para uso de professores e alunos não resulta apenas de opções de tipo “ideológico” dos docentes ou da “escola de massas” ou do “modelo de Manchester”. Por vezes, é mesmo um imperativo das condições da própria sala e mobiliário disponível. Há quem fale e escreva como se estivéssemos todos em escolas com salas concebidas para serem geridas em open-space e com uma ocupação humana com baixa densidade. Não é assim que acontece na larga maioria. Mas, mesmo assim, conforme as possibilidades, ao longo das décadas, trabalhei em salas dispostas em U (se pensarem bem é uma outra forma de dar a centralidade ao professor, quando se coloca no interior do U a focar as atenções), em “ilhas” para aulas de trabalho (a que descentra mais a atenção do docente) em grupo ou em filas ordenadas – à moda da tropa como alguns simplismos gostam de resumir – como se considera ser mais “tradicional”. Até já dei aulas em salas tipo oficina ou laboratório, em que temos mesas em filas e depois umas bancadas que funcionam como “ilhas”. Como aluno, nos anos 70 e início de 80 já tinha conhecido estas metodologias (no 1º do preparatório já tive quase todas as aulas em “ilhas”). Não há muito de novo sob este sol e estas estrelas, mesmo que a cada geração se sinta estar a reinventar a roda e a pólvora seca.

Mais interessante, quando se tem uma turma vários tempos seguidos (no 1º ciclo ou no 2º, quando leccionamos mais de uma disciplina) é alterar a disposição da sala, conforme os momentos da aula e o tipo de trabalho. Claro que sendo as nossas salas muito bem insonorizadas, o arrastar de mesas e cadeiras para passar de uma organização para outra, orna-nos muito populares entre as salas vizinhas ou as do andar inferior, directamente debaixo da nossa. Mas que se lixe, este ano até era a direcção e ao lado a biblioteca, pelo que certamente compreenderiam que eu estava, em pós-pandemia, a recuperar “inovações” apesar da escassez de espaço para @s 28 petiz@s. A questão da disposição física das salas está longe de ser central quando as condições estão longe de ser ideais e não se anda a trabalhar de acordo com um plano ideológico rígido. Adaptamo-nos. Ao contrário de certos puristas que pensam ter encontrado a solução ideal e única, o método mais eficaz é o da adaptação às circunstâncias, tentando delas extrair o melhor do elemento humano. Pensei que era isso a “flexibilidade”, mas devo estar enganado.

A segunda questão liga-se à recuperação da lógica da sala como oficina (workshop na sua acepção original, quando adaptada a questões pedagógicas), como tempo e espaço de “construção” do saber. Infelizmente, nem sempre apresentada da melhor forma e quantas vezes com uma deriva para uma espécie de sala bric-à-brac, onde os alunos se debatem com materiais em busca de lhes atribuir um significado, sendo apenas “orientados” para o docente numa estratégia de aprendizagem “activa”. Nada contra, se esse for um dos elementos de toda a estratégia do chamado “ensino/aprendizagem”, tudo contra se assumirem essa solução como praticamente a única forma de trabalho em sala de aula. De novo, também aqui, o importante é saber combinar momentos mais expositivos ou “tradicionais” com outros mais práticos, de exploração de diferentes materiais, adequados a cada disciplina, quanto esses estão acessíveis. Por exemplo, na minha escola, durante diversos anos, uma colega trazia um especialista em escrita com materiais antigos (como penas e tinta feita a partir de pigmentos naturais) e tínhamos aulas de caligrafia bem esborratada e algum divertimento. Mas, se o quiséssemos fazer em ocasiões em que ele não estava disponível, isso não era possível, por não dispormos desses materiais. Mesmo se eu ainda aprendi na primária a escrever com aparo e caneta de tinta permanente e tenho algumas por aí, mesmo um par desse tempo.

A aprendizagem “activa” num modelo de sala-oficina, comum em disciplinas como os velhos Trabalhos Manuais e/ou Oficinais ou as Educações Visual e Tecnológica, assim como em Físico-Química em menor escala no Básico, nem sempre é possível ou pode ser desenvolvida de forma permanente em outras disciplinas. Ou então chamos “oficina” a algo que não é bem isso, mas apenas quer passar por isso. Não chega entregar materiais aos alunos e esperar que eles montem um puzzle de que desconhecem a forma final, só pelo gozo de se pensar que se está a “inovar” quando isso é conhecido e praticado há séculos. Como escrevi, há que saber combinar as coisas e aplicá-las quando elas fazem sentido e não como forma de aplicação acrítica de uma cartilha pré-concebida. O preconceito e a curteza de vistas está mais do lado do método único (seja “activo” ou outro) do que do que procura ver o que se ajusta melhor a cada turma, a cada disciplina, a cada momento da aula, da semana, do ano, mesmo a cada aluno. Até porque pensava que era isso que se designava por “diferenciação pedagógica”.

Depois e ter andado uma boa parte dos anos 90 a discutir estas coisas, confesso que tenho pouca pachorra para estar novamente a ter de abrir a “oficina” para explicar isto, só porque há formadores de professores que, não praticando isso nas suas aulas, gostam de regressar sempre às sebentas de outrora e reapresentar pela enésima vez a última bomboca do pacote da juventude. Por amor da santinha, ensinem que também existem after eights, ferrero rochers, chocolates milka com recheio de caramelo salgado e até com bolachas oreo e tantos outros belos doces que podem saber bem em diferentes momentos do dia.

Entretanto, No JL/Educação, Aproveitando A Boleia Do Luís Torgal

JL/Educação, 15 de Junho de 2022, p. 8.

O meu colega Luís Filipe Torgal publicou um feliz, oportuno e muito bem argumentado artigo no passado dia 5 de Junho, no Observador, com o curioso e só aparentemente divertido título “MAIA, a abelha distópica que vai matar a escola”. Nele faz uma análise crítica daquele que é o projecto que o Ministério da Educação, sob a inspiração do professor doutor Domingos Fernandes, tem procurado impor às escolas como metodologia única de trabalho no que ao acompanhamento de avaliação das aprendizagens dos alunos diz respeito. Pelo acrónimo MAIA, entenda-se Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica.

Os princípios fundamentais dessa metodologia são facilmente aceitáveis por qualquer pessoa de bom senso; já o mesmo não se passa com a forma como esses princípios estão a ser operacionalizados, pois transformaram-se numa teia burocrática destinada, numa escala inaudita, a que os professores justifiquem todo o acto de avaliação que não se traduza em “sucesso” para os alunos, na forma de preenchimento de grelhas com os níveis de desempenho dos alunos num número ad hoc de critérios por unidade/domínio de cada programa disciplinar. Até agora, como escreve o Luís Torgal, isso tem permitido os resultados desejados pela tutela e mentores do projecto – o aumento dos indicadores estatísticos de sucesso por exaustão da maioria dos docentes atingidos pela picada da “abelha” – mas está por avaliar com que consequências:

«Decerto que podemos já tirar uma ilação da alegada aplicação das “novas” pedagogias no domínio da avaliação: o sucesso educativo inflacionou e as percentagens de retenções diminuíram drasticamente. E tais cifras fazem a felicidade das direções das escolas, do ME, do seu ministro e inspetores, bem como de muitos alunos, pais e professores.»

A tese de que a avaliação dos alunos deve ser contínua, formativa e democrática é de difícil oposição, arriscando-se quem contestar alguns dos seus aspectos a ser tratado como um ser moralmente repugnante pelos defensores da auto-proclamada “educação inclusiva para todos”. À semelhança do que se tem passado com o regresso das teorias construtivistas sobre a aprendizagem, defende-se que a avaliação dos alunos deve ser desenvolvida com a sua participação a um nível praticamente equiparado ao dos professores num processo “formativo”, em permanente feedback acerca do que é alcançado e com abundante registo de evidências que demonstrem que tudo foi feito (pelos professores) para que as aprendizagens fossem alcançadas (pelos alunos).

A avaliação por “rubricas” ou ”critérios” está muito longe de ser uma novidade, pois há décadas que anda entre nós e com os mesmos “mentores”. A criação de uma oposição, que considero artificial, entre ”avaliação normativa” e “avaliação criterial” é uma antiga causa do principal impulsionador do MAIA, que associa os dois métodos, apresentados como antagónicos, a perfis de resultados muito diferentes, o primeiro conduzindo a uma distribuição das classificações em forma de curva de Gauss e a segunda a uma distribuição em que todas (todas!) as classificações são iguais ou superiores a 50% (“Avaliação criterial/Avaliação normativa” in Pensar avaliação, melhorar a aprendizagem. Lisboa: IIE, 1994).

Repito que, em teoria, tudo isto é válido (como o são outras teorias alternativas), só que revela uma imensa desconfiança sobre o trabalho dos docentes em matéria de avaliação e uma enorme deriva no sentido do controlo do seu trabalho, que deve deixar um rasto documental que o justifique. E é essa deriva burocratizante, de incessante registo administrativo do trabalho pedagógico quotidiano, que se revela incompatível com as condições concretas com que trabalha a generalidade dos professores, em especial quanto ao tempo disponível. Porque quem tem de 100 a 150 alunos (ou mais) ou tem menos, mas com mais de uma disciplina (como no 2.º ciclo), não tem forma de aplicar todos os meandros deu um projecto com eventuais potencialidades para quem tenha apenas um número reduzido de alunos e muitas horas por disciplina. Ou então que tenha coadjuvação ou um amanuense em permanência na sala de aula e fora dela, para ter todos os “registos” e “evidências” devidamente inseridos nas grelhas de observação, monitorização ou avaliação. As suas e as dos alunos, sobre si próprios e os colegas. A designação deste processo foi evoluindo no tempo, como se pode verificar ao fazer a arqueologia dos escritos do seu principal proponente. Em 2005 era a “avaliação formativa alternativa”:

«A avaliação formativa alternativa pressupõe uma partilha de responsabilidades entre alunos e professores em matéria de avaliação e de regulação das aprendizagens. Obviamente, os professores terão um papel que é, ou deve ser, preponderante em aspectos tais como a organização e distribuição do processo de feedback, enquanto os alunos terão uma evidente preponderância no desenvolvimento dos processos que se referem à auto-avaliação e à auto-regulação das suas aprendizagens.» (“Avaliação Alternativa: Perspectivas Teóricas e Práticas de Apoio”. in Livro do 3.º Congresso Internacional Sobre Avaliação na Educação, pp. 79-92. Curitiba: Futuro Eventos, 2005)

Curiosamente, ou nem tanto, pois partilhamos muitas preocupações com a deriva que a Educação tem experimentado nos últimos 15 anos, foi a convite do Luís Torgal que há uns anos (Outubro de 2014) me desloquei a Oliveira do Hospital para uma sessão-debate, para a qual escolhi o tema da “Hiperburocracia e controlo em tempos digitais”. Já se tinha entrado por este caminho que privilegia a representação do trabalho docente com os alunos, usando o controlo burocrático para desencorajar qualquer tipo de avaliação que culmine em “insucesso”, mas ainda não chegáramos ao actual delírio que desloca a maior parte do tempo do trabalho dos professores para o registo do que fez ou vai fazer e de como isso deve ser avaliado, por si e pelos alunos.

Neste contexto, compreende-se que se reduzam as aprendizagens ao “essencial” e se critique a extensão dos programas, pois a maior parte do tempo é consumida em actividades não directamente ligadas a qualquer verdadeira e consequente aprendizagem.

Pelo que fica mais acima exposto, a escolha do mentor do projecto MAIA para presidir ao Conselho Nacional de Educação parece-me uma decisão infeliz, como parece infeliz a aceitação do cargo pelo próprio, por razões que nada têm a ver com o seu perfil de investigador ou saber técnico-académico. A questão que se levanta, evidente, enorme, é de uma outra natureza e resulta do facto de até agora não ser prática escolher para dirigir aquele que “é um órgão independente, com funções consultivas” e a quem “compete emitir opiniões, pareceres e recomendações sobre todas as questões relativas à educação, por iniciativa própria ou em resposta a solicitações apresentadas pela Assembleia da República e pelo Governo”, alguém que tem sido o principal inspirador de boa parte das políticas do sector que agora deve servir como principal conselheiro “independente”. Alguém que foi o autor de uma publicação distribuída por um grande grupo editorial (Avaliar e aprender numa cultura de inovação pedagógica. Leya Educação, 2022), em conjunto com os seus manuais para todas as disciplinas em processo de novas adopções. Alguém que tem uma clara “trincheira” em matérias acerca das quais deveria exercer um papel de “regulador” minimamente independente. É óbvio que muito raramente a presidência do C.N.E. escapou as escolhas alinhadas com a situação política no poder. Mas nunca, como até agora, se notou tanto a tentativa de concentrar o poder num único grupo académico e controlar todos os organismos que podem servir de fiscalizadores do funcionamento do sistema educativo, tendo-se tornado comum que as próprias equipas da IGEC andem a funcionar como fiscalizadoras da implementação deste projecto nas escolas, como se fosse uma espécie de cartilha única do sistema educativo.

O que não deixa de ser paradoxal, é que os princípios de uma avaliação partilhada e democrática são negados, contudo, aos professores que a devem aplicar aos alunos, quando se trata da sua avaliação do desempenho, que assenta em procedimentos praticamente sem qualquer retorno em tempo útil e muito menos em práticas partilhadas no sentido de alcançar o desejado “sucesso”. Recentemente, como árbitro de um recurso de uma colega professora, li em contra-alegações de uma Secção de Avaliação do Desempenho Docente de um Conselho Pedagógico, que esse organismo não encontrava na lei qualquer imperativo para aplicar indicadores de desempenho à avaliação dos docentes. Ao que parece, a abelha distópica não passou por aqui.

Um Dia Destes Ainda Me Apanham A “Rubricar”

Aula de Cidadania em transversalidade com HGP (uau!), com trabalho colaborativo (antes era em grupo), de pesquisa de informação para produzirem murais no padlet, usando os novos computadores chegados à escola já este ano. Pedi que trouxessem um por “equipa colaborativa” e à segunda tentativa consegui que quase todos os grupos (respeitando quem quis ficar bem acompanhado consigo mesm@) funcionassem e assim “construíssem o próprio saber”. Com 28 é para malta com barba rija.

Claro que não lhes disse nada destas coisas, para não os assustar.

Agora Chamam-lhe “Supervisão Letiva”

Que se esclareça que não tem nada a ver com a add. É apenas um cp muito zeloso da cólidade do ensino. E parece que nem sequer é de agora, mas prática comum. Não sei como terá sido no período não-presencial, mas o que interessa isso agora? O que interessa é que a malta tem mais umas coisitas para fazer, não sabendo eu em que componente do horário entra e se depois o feedback é tipo “maia” ou se apenas é para para misturar e ficar tudo entre amigos. Ou não..

Date: terça, 26/04/2022 à(s) 21:55
Subject: Supervisão letiva em sala de aula – 3.º período
To: Professores <professores@***************>

Boa noite!

De acordo com o definido em reunião de Conselho Pedagógico, este ano letivo manter-se-á o modelo implementado nos anos letivos anteriores, mas, somente, no 3.º período. Assim, relembro que:

1. A supervisão pedagógica é efetuada pelos Coordenadores de Departamento.

2. Sem prejuízo do ponto anterior, o Coordenador de cada Departamento, pela especificidade da disciplina ou da didática, pode delegar competências nos Delegados de Disciplina e/ou Coordenadora de Estabelecimento.

3. O Coordenador de Departamento é supervisionado por um Delegado de Disciplina, à sua escolha, de entre os que constituem o seu Departamento, de acordo com a(s) disciplina(s) que leciona. No 1.º Ciclo, o Coordenador de Departamento é supervisionado pela Coordenadora de Estabelecimento.

4. A supervisão letiva em sala de aula ocorre, presencialmente, uma vez, neste período.

5. Os Coordenadores de Departamento deverão preencher, no mais curto espaço de tempo, a calendarização da supervisão (dia, mês, hora, docente), já partilhada na drive (documento em anexo).

6. Da Supervisão letiva em sala de aula será preenchido documento próprio, o qual será assinado pelos intervenientes no processo (documento em anexo).

7. No final do ano letivo, todos os “supervisores” se reunirão para analisar o processo de Supervisão, partilhar e refletir sobre a prática de cada um.

8. Sem prejuízo do estabelecido no ponto anterior, o Coordenador de Departamento deverá reunir com os seus Delegados uma vez por ano letivo, especificamente para analisar / refletir sobre o processo de Supervisão, sendo elaborado relatório com destaque para os pontos fracos e fortes evidenciados no processo.

Qualquer dúvida, disponham.

Continuação de boa semana

(como é óbvio, apaguei detalhes, mudei as propriedades e até o formato do ficheiro, originalmente em word)

Hit Me With Your Feedback

Aposto que há por aqui gente com mestrados ou formações avançadas em avaliação, pedagogia diferenciada e/ou supervisão pedagógica, made by Costa, Cosme, Fernandes & Trindade.

Afinal, quando eu digo que um aluno (não) fez bem isto ou aquilo estou a ser todo maia. E eu a pensar que era uma coisa assim bués complexa.

Afinal, pessoal do 6º A e 6º B, as minhas “conversas” (sermões matinais, em outra terminologia) desta manhã foram feedback. E da melhor qualidade, garanto-vos.

O excerto que se segue é do documento de que ontem já publiquei uma pequena parte divulgada pelo Joaquim Colôa.

O feedback é a peça central da avaliação pedagógica porque é através dele que os alunos podem saber onde estão e o que têm que fazer para chegar onde se pretende que eles cheguem. Só com feedback de qualidade pode haver avaliação para aprender.

Avaliar é dialogar e interagir. Avaliar é aconselhar e guiar o aluno na sua aprendizagem, apontando-lhe as falhas e fragilidades, de uma forma construtiva e motivadora, ajudando-o, em tempo útil, a superar essas mesmas dificuldades. Avaliar é também valorizar todos os sucessos do aluno, motivando-o para a aprendizagem e para a reflexão sobre a mesma.
O feedback de qualidade é uma influência poderosa no processo de aprendizagem do aluno.

(…)

O feedback é uma troca de informações escritas ou verbais acerca da aprendizagem, que envolve uma relação colaborativa entre professores e alunos com o objetivo de melhorar quer o ensino quer a aprendizagem. Essa informação pode ser disponibilizada pelo professor aos alunos – feedback professor-aluno-, pelos alunos ao professor – feedback aluno-professor – e entre os alunos – feedback aluno-aluno (feedback entre pares). Para que o feedback cumpra o seu objetivo, todos os tipos de feedback referidos devem ocorrer durante o processo de aprendizagem, a fim de que as informações dadas possam ser imediatamente usadas quer pelo professor na melhoria do ensino, quer pelos alunos na melhoria da sua aprendizagem.

Senilidade Precoce

Sigam o rasto da coisa e descobrirão “conexões” muito interessantes a nível nacional. O “humanismo” tem as costas tão largas que já nem cabe na porta.

A palavra com expressão em diferentes línguas africanas não tem tradução direta, mas significa “eu sou, porque tu és”, uma filosofia de vida humanista, assente em valores como a ética do cuidado.

Se pesquisarem por “pedagogia ubuntu” descobrirão muitos artigos interessantes, a maioria com traços apologéticos. É mais uma das tendências construtivistas e que defendem abordagem “holísticas” dos indivíduos, só trazendo de novo a sua ligação ao pensamento “decolonial“. Em termos internacionais, talvez a principal figura deste “movimento” seja Alecia Blackwood. Por isso é interessante verificar os contextos de aplicação e o tipo de testemunhos que surgem.

E muito eu gostaria de ver o cruzamento disto com as famosas rubricas maiatas.

Para Mais Tarde Recordar

O governante que parece achar que tudo vale em matéria de pedabobice e “gestão das emoções”. Mas que raio de crise existencial está a atacar esta gente?

Em declarações à Lusa, o secretário de Estado adjunto e da Educação, João Costa, afirmou que o Ubuntu “tem muitas provas dadas de eficácia na promoção do bem-estar e do envolvimento dos próprios alunos”.

“Por isso, estamos a fazer esta parceria, permitindo que todos os agrupamentos que desejem adiram a este programa tão transformador”, referiu.

E acrescentou: “Sabemos que, para muitos alunos, as dificuldades de aprendizagem se devem a obstáculos em gerirem as suas emoções, em se relacionarem consigo e com os outros, com consequências na autoestima, na confiança e no controlo das atitudes”.

“Quisemos, no âmbito do plano de recuperação das aprendizagens 21|23 Escola+, dar um impulso grande ao trabalho sobre competências sociais e emocionais, apoiando os professores tutores das escolas, tanto mais que uma das grandes faturas da pandemia está ao nível da perturbação das emoções”, prosseguiu.

Será que pensa estar de partida, pelo que é melhor ir arrumando todos os amigos em “projectos” por conta do Estado? E que tal se conratasse psicólogos a sério, mediadores e assistentes sociais para as escolas?

Ah… pois… não é nada com ele.

Estratégias

Eu prefiro sempre usar um pouco de humor, no bom e no mau. E da sinceridade possível, porque não gosto de enganar as pessoas dizendo-lhes que já sabem o que não sabem ou que estão prestes a conseguir algo que ainda vem longe. Claro que lhes digo que é possível, é sempre possível, mas é importante perceberem se desta vez só saiu asneira.

Finishing Class Strong With Optimistic Closures

The best closing activities use social and emotional practices to reinforce the day’s lessons, so students leave feeling confident—and competent—on their learning journey.

O Pecado (Educativo) Original

Após profunda pesquisa hermenêutica e detalhada análise semiótica, declaro ter encontrado a fonte primeira do “novo paradigma” educativo costista.

Ordenou o Senhor ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. (Génesis: 2, 16-17)

(há versões que optam por “ciência” em vez de “conhecimento”, mas vai dar ao mesmo)

Roteiros Para A Educação Mínima

Sacados ao Arlindo:. Amanhã talvez me divirta a colocar aqui alguns nacos de verdadeira inovação pedagógica como a passagem adaptada de uma tese de mestrado acerca das atitudes passíveis de tranquilizar os alunos que são coisas muito pensadas e reflectivas, após anos e anos de investigação-acção, que nunca nos teriam passado pela cabeça, caso não as tivéssemos lido com a chancela da equipa do SE Costa. Por exemplo, a mim nunca ocorreu criar “lações” de amizade com os alunos, porque nem li o handbook onde vem o conceito.

ROTEIRO – SEMESTRALIZAÇÃO DO CALENDÁRIO ESCOLAR

Calendário escolar (Eixo: Ensinar e Aprender / Domínio: 1.2. + Autonomia Curricular)

PROMOÇÃO DE ABORDAGENS CURRICULARES INTERDISCIPLINARES

Aprender Integrando (Eixo: Ensinar e Aprender / Domínio: 1.2. + Autonomia Curricular)

ROTEIRO – AVANÇAR RECUPERANDO

Avançar recuperando (Eixo: Ensinar e Aprender / Domínio: 1.2. + Autonomia Curricular)

ROTEIROS DE ORGANIZAÇÃO DE EQUIPAS EDUCATIVAS

Constituição de equipas educativas (Eixo: Ensinar e Aprender / Domínio: 1.2. + Autonomia Curricular)

ROTEIROS DE ORGANIZAÇÃO DE TURMAS DINÂMICAS

Turmas dinâmicas (Eixo: Ensinar e Aprender / Domínio: 1.2. + Autonomia Curricular)

ROTEIRO – COMEÇAR UM CICLO

Começar um ciclo (Eixo: Ensinar e Aprender / Domínio: 1.2. + Autonomia Curricular)