Senilidade Precoce

Sigam o rasto da coisa e descobrirão “conexões” muito interessantes a nível nacional. O “humanismo” tem as costas tão largas que já nem cabe na porta.

A palavra com expressão em diferentes línguas africanas não tem tradução direta, mas significa “eu sou, porque tu és”, uma filosofia de vida humanista, assente em valores como a ética do cuidado.

Se pesquisarem por “pedagogia ubuntu” descobrirão muitos artigos interessantes, a maioria com traços apologéticos. É mais uma das tendências construtivistas e que defendem abordagem “holísticas” dos indivíduos, só trazendo de novo a sua ligação ao pensamento “decolonial“. Em termos internacionais, talvez a principal figura deste “movimento” seja Alecia Blackwood. Por isso é interessante verificar os contextos de aplicação e o tipo de testemunhos que surgem.

E muito eu gostaria de ver o cruzamento disto com as famosas rubricas maiatas.

Para Mais Tarde Recordar

O governante que parece achar que tudo vale em matéria de pedabobice e “gestão das emoções”. Mas que raio de crise existencial está a atacar esta gente?

Em declarações à Lusa, o secretário de Estado adjunto e da Educação, João Costa, afirmou que o Ubuntu “tem muitas provas dadas de eficácia na promoção do bem-estar e do envolvimento dos próprios alunos”.

“Por isso, estamos a fazer esta parceria, permitindo que todos os agrupamentos que desejem adiram a este programa tão transformador”, referiu.

E acrescentou: “Sabemos que, para muitos alunos, as dificuldades de aprendizagem se devem a obstáculos em gerirem as suas emoções, em se relacionarem consigo e com os outros, com consequências na autoestima, na confiança e no controlo das atitudes”.

“Quisemos, no âmbito do plano de recuperação das aprendizagens 21|23 Escola+, dar um impulso grande ao trabalho sobre competências sociais e emocionais, apoiando os professores tutores das escolas, tanto mais que uma das grandes faturas da pandemia está ao nível da perturbação das emoções”, prosseguiu.

Será que pensa estar de partida, pelo que é melhor ir arrumando todos os amigos em “projectos” por conta do Estado? E que tal se conratasse psicólogos a sério, mediadores e assistentes sociais para as escolas?

Ah… pois… não é nada com ele.

Estratégias

Eu prefiro sempre usar um pouco de humor, no bom e no mau. E da sinceridade possível, porque não gosto de enganar as pessoas dizendo-lhes que já sabem o que não sabem ou que estão prestes a conseguir algo que ainda vem longe. Claro que lhes digo que é possível, é sempre possível, mas é importante perceberem se desta vez só saiu asneira.

Finishing Class Strong With Optimistic Closures

The best closing activities use social and emotional practices to reinforce the day’s lessons, so students leave feeling confident—and competent—on their learning journey.

O Pecado (Educativo) Original

Após profunda pesquisa hermenêutica e detalhada análise semiótica, declaro ter encontrado a fonte primeira do “novo paradigma” educativo costista.

Ordenou o Senhor ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. (Génesis: 2, 16-17)

(há versões que optam por “ciência” em vez de “conhecimento”, mas vai dar ao mesmo)

Roteiros Para A Educação Mínima

Sacados ao Arlindo:. Amanhã talvez me divirta a colocar aqui alguns nacos de verdadeira inovação pedagógica como a passagem adaptada de uma tese de mestrado acerca das atitudes passíveis de tranquilizar os alunos que são coisas muito pensadas e reflectivas, após anos e anos de investigação-acção, que nunca nos teriam passado pela cabeça, caso não as tivéssemos lido com a chancela da equipa do SE Costa. Por exemplo, a mim nunca ocorreu criar “lações” de amizade com os alunos, porque nem li o handbook onde vem o conceito.

ROTEIRO – SEMESTRALIZAÇÃO DO CALENDÁRIO ESCOLAR

Calendário escolar (Eixo: Ensinar e Aprender / Domínio: 1.2. + Autonomia Curricular)

PROMOÇÃO DE ABORDAGENS CURRICULARES INTERDISCIPLINARES

Aprender Integrando (Eixo: Ensinar e Aprender / Domínio: 1.2. + Autonomia Curricular)

ROTEIRO – AVANÇAR RECUPERANDO

Avançar recuperando (Eixo: Ensinar e Aprender / Domínio: 1.2. + Autonomia Curricular)

ROTEIROS DE ORGANIZAÇÃO DE EQUIPAS EDUCATIVAS

Constituição de equipas educativas (Eixo: Ensinar e Aprender / Domínio: 1.2. + Autonomia Curricular)

ROTEIROS DE ORGANIZAÇÃO DE TURMAS DINÂMICAS

Turmas dinâmicas (Eixo: Ensinar e Aprender / Domínio: 1.2. + Autonomia Curricular)

ROTEIRO – COMEÇAR UM CICLO

Começar um ciclo (Eixo: Ensinar e Aprender / Domínio: 1.2. + Autonomia Curricular)

Sábado

Não é nada de excepcional e acho mesmo que é uma espécie de metodologia padrão para grande parte dos docentes. Avaliar a progressão das aprendizagens dos alunos, comunicar o que não correu bem, desenvolver estratégias de remediação, recuperação ou remediação (como lhes queiram chamar) e verificar de novo como estão as coisas. Só que em tempos de recauchutagem do velho, como verniz para parecer novo, fazer isto passa por ser enorme inovação, desde que se lhe coloque a palavra “Projecto” e se acrescente mais qualquer termo identificativo que sirva para servir de pretexto para “formação”. Há casos em que até vejo antigos colegas meus, que sabem fazer isto há décadas, ser nomeados como “embaixadores” de tamanha novidade.

Interessante

Agradeço a referência à AC.

A ideia foi refutada na década de 1970, mas ainda há uma crença generalizada de que as crianças são pequenos humanos que aprendem e se desenvolvem intelectualmente da mesma forma que um adulto. Este é um mito com consequências potencialmente graves para os sistemas educativos, pois leva a que não se considerem abordagens pedagógicas ajustadas à realidade. Afinal, o que nos diz a psicologia cognitiva sobre este tema? Será o conhecimento prévio determinante para a forma como aprendemos?

(As)Sincronias

Fiquei a saber pela Anabela que a DGE divulgou uma espécie de “manual” para a 2ª vaga do E@D, em que recicla propostas antigas e ocupa o resto das páginas com uma espécie de prós e contras do “trabalho síncrono e assíncrono, em contexto educativo, integrando sugestões metodológicas”. Fica mais abaixo para quem estiver com insónias.

Uma Conclusão Interessante

Parece que 2 a 4 semanas sem aulas presenciais com os professores, que têm sido obrigadas a seguir um modelo bem tradicional (as interacções em sala de aula, actividades colaborativas entre alunos e outras “diferenciações” estão fortemente desaconselhadas), destruiriam as aprendizagens de forma “irremediável” e conduziriam a uma “geração deslassada” (a tentativa de Manuel Carvalho fazer de Vicente Jorge Silva e cunhar uma expressão para a posteridade).

Ou seja, aquilo não terá sido conseguido por anos e anos de políticas disparatadas, em zigues e zagues, com uma acumulação de burocracias para atrapalhar o trabalho dos professores e políticas cada vez mais ridículas de avaliação dessas aprendizagens.

Realmente, a presença física dos professores é mesmo “impactante” para os alunos, ao contrário de uns 30 anos a dizerem que os alunos podem construir o seu conhecimento, em auto-descoberta, com os docentes ali apenas a “faclitar” (o que poderia ser feito à distância, certo?). Ou que as tecnologias tornariam quase irrelevante o papel do humano na Educação. Os professores foram sendo crismados de “inúteis”, “egoístas”, “corporativos”, “velhos”, “arcaicos” e tudo o que ocorreu a uma clique de burgessos, nem sempre exteriores ao sector da Educação, só que alguns de forma mais envernizada, mas não menos insidiosa. Afinal são “essenciais”.

(será altura de lembrar que há 6 anos, 4 meses e 2 dias de tempo de serviço apagado da carreira, que causou danos “irremediáveis” e marcou várias “gerações” de professores, que agora deveriam cobrir os deputados porfírios e os comentadores situacionisttavares e baldaias as com toda a vergonha que lhes falta?)

Será que essas criaturas que há tanto tempo nos bombardeiam com essas teorias, terão a decência de se desviar da frente e deixarem de atrapalhar? Porque as vossas teses parecem estar claramente erradas. Afinal, umas semanas sem professores em osso e carne (muita, no meu caso), as perdas são “irreparáveis” e podemos “perder uma geração”. Porque eu vou guardando todos estes malabarismos para, em devido tempo, sugerir que os freiristas e/ou futuristas de aviário se encham de alcatrão e penas quando voltarem a meter a cabecinha de fora, em nova vaga de parlapatice, sancionada pelo secretário costa e os seus apóstolos.