5ª Feira

“Já tod@s andámos na escola e fomos alun@s”. Sim, mas há quem tenha tirado pouco proveito do esforço alheio. Por exemplo, não é por viver numa casa que me torno automaticamente arquitecto ou engenheiro, mesmo se isso me possa dar umas ideias. Mas só isso. No caso dos professores é como com os treinadores de futebol. Toda a gente acha que sabe como se faz. Melhor, claro.

Da Mais Completa Irresponsabilidade

Isto, dito por um PR, que para mais andou a passar informações sobre quem andava a ser investigado, é brutalmente grave.

Aguardam-se os silêncios.

“Não me surpreende. Não há limite de tempo para estas queixas, há queixas que vêm de pessoas de 90 ou 80 anos e que fazem denúncias relativamente ao que sofreram há 60 ou 70 anos. Portanto, significa que estamos perante um universo de pessoas que se relacionam com a igreja católica [na ordem] de milhões de jovens ou muitas centenas de milhares de jovens. Haver 400 casos não me parece que seja particularmente elevado porque noutros países com horizontes mais pequenos houve milhares de casos”, disse o Chefe de Estado.

Eu Também Tenho, Teoricamente, 18 Horas Lectivas

Há horários de pessoal com a minha idade que parecem oásis ou miragens. Há uns anos, o Paulo Prudêncio não acreditava que existissem, mas eu enviei-lhe 2 deles que, ao pé deste, que ontem me enviaram, pareceriam de trabalhos forçados, pois tinham lá umas 10 aulas marcadas. Por isso, não me espanta que exista quem viva bem com este modelo de “autonomia”, de “projectos”, de “créditos” distribuídos à medida. Acrescento que nem se trata de uma “liderança intermédia”. Sim, já sei que tudo dá imenso trabalho a preparar, a acompanhar., a monitorizar, a avaliar. Que exista quem apareça a dar apoio a decisões das sadd que indeferem toda e qualquer reclamação. Quem esteja sempre disponível para “inovar”.

Phosga-se, mais inovação do que duas aulas semanais num horário de 18 horas lectivas? Até eu me tornaria um cósmico adepto do mel da abelha. E gritaria a plenos pulmões pela inclusão, pela equidade, pela diferenciação e pela justiça social. No mínimo.

Só que estou numa escola que insiste em tempos de 45 minutos, isso dá 20 aulas. E não adianta tentar explicar isso, porque a maioria ou não percebe, ou faz que não percebe ou, quando percebe, se cala ou fica calada, quando o momento certo chega. Aquilo do “bom ambiente” e da “boa educação” de não contrariar quem manda.

De Regresso À Secção “Phosga-se” Relativa À ADD

Confesso que tenho alguma dificuldade em voltar a este tema, que me esgotou os neurónios nos últimos dois anos. Mas há sempre um novo patamar de lodaçal nisto tudo. Note-se que recebi os documentos que fundamentam o que escrevo a seguir, só que me pediram para não identificar escola e envolvidos, o que torna tudo mais complicado, porque impede a divulgação do material em pdf. Vou extrair passagens ou imagens e acreditar que não vão duvidar da realidade de tudo isto, até porque muitos de nós já testemunharam equivalente ou pelo menos quase.

Vou começar pelo nº 3 do artigo 24º do DR 26/2012, onde se pode ler o seguinte sobre as funções das sadd em matéria de reclamações:

3 – Na decisão sobre a reclamação o director ou a secção de avaliação do desempenho docente do conselho pedagógico, consoante o caso, tem em consideração os fundamentos apresentados pelo avaliado e pelo avaliador, bem como todos os documentos que compõem o processo de avaliação.

Agora o resumo da situação que me foi feito por um colega, que não o reclamante, que também me faz um pedido, pois, perante isto, uma pessoa fica sem saber o que mais poderá acontecer. Em meu entender, em caso de recurso, qualquer colégio arbitral com um mínimo de dignidade e ética, demolirá a decisão desta sadd.

Paulo, preciso só do seguinte esclarecimento relativamente à reclamação do meu colega (…):

– Na página 13/14 da resposta da SADD, onde anexam a resposta da avaliadora externa à reclamação do colega, a mesma subiu a sua classificação de 8,9 para 9,5 na dimensão 1 – científico-pedagógica.

– Na página 22 da resposta da SADD,  onde anexam a resposta da avaliadora interna à reclamação do colega, a mesma subiu a sua classificação de 8 para 9 , na dimensão 2 – participação na escola e relação com a comunidade.

(Em anexo envio também a Ficha de avaliação do colega)

Pergunto – é legal esta resposta da SADD fazendo tábua rasa das respostas da avaliadora interna e externa à reclamação do colega (página 8 do documento)?

“Ponto 4

Por tudo o que antecede a SADD mantém todas as classificações atribuídas”

Agora os excertos dos documentos em causa:

Da ficha de “classificação global” do colega, seguindo-se a conhecida (estimulante e motivadora) conversão da classificação em “Bom”.

Alteração feita pela avaliadora externa na dimensão 1:

Alteração da classificação na dimensão 2, pela avaliadora interna. Como a resposta é mesmo muito longa, transcrevo apenas o topo do documento e a parte final.

E agora, a conclusão da sadd, entendendo-se por “classificações atribuídas” as da classificação inicial, não respeitando as indicações dos avaliadores (interno e externo) para as corrigir em duas das dimensões, o que elevaria a classificação final para 9,41.

Fornicações

É quando o homem abre a boca que me desaparece completamente qualquer simpatia teórica pela sua posição e fico mais convencido da situação da descendência como mero reféns da “pancada” deste pai e da teimosia do ministro.

Porque o que podia ser a defesa de uma espécie de tolerância ou liberdade se revela apenas um enorme obscurantismo intolerante. Começa bem e depois não consegue resistir e espalha-se ao comprido.

Para quem afirmava que não queria fazer campanha mediática, mais valia ter respeitado a promessa e não exibir de forma tão evidente uma visão tão limitada da vida. Ou do que para ele será isso. Assim, só consegue fazer o ministro parecer razoável e tolerante.

Se tem o direito a ter esta opinião? Sim. Se tem direito a defendê-la? Sim. Se consigo sentir alguma simpatia por esta forma de vez as coisas. Phosga-se, não!

I, 19 de Julho de 2022

1992-93, 21 Horas Todo o Ano

Já não me lembro bem do total (não tenho aqui o registo biográfico), mas no fim deu uma perda de umas boas dezenas de dias de serviço. Primeiro ano a começar no grupo 200. Comecei as aulas, salvo erro, no dia 6 de Outubro, uma 3ª feira. O colega que se tinha apresentado na 6ª feira anterior teve direito às 22 horas e ao ano de serviço completo. Uma colega, que chegou mais tarde, de outro grupo (210, quando ainda as havia), mais fotogénica, passou de 12 para 22 horas, já na altura graças a apoios em Português (nenhum sobrou para mim). Uns anos depois, volto à mesma escola, mesma situação. Tive de dizer ao presidente do CD que até me podia colocar a tratar dos WC’s, mas que não voltassem a fazer a mesma “brincadeira”. Tive a 22ª hora a um par de dias do limite para contar o horário como completo que, à época, era o dia 15 de Dezembro, já depois de ter passado para uma abordagem mais “assertiva” do assunto.

O rol de injustiças vem de muito longe. Mas por isso mesmo não se justificam repetições, que só podem resultar de má fé, desleixo ou pura incompetência. Pior, quando tem chancela “superior”.

Uma professora com 24 anos de serviço não vai tornar-se efetiva no final do ano letivo por lhe faltar uma hora no contrato anual que tem com o Agrupamento de Escolas da Mealhada, contou hoje a própria à agência Lusa.

Agora Chamam-lhe “Supervisão Letiva”

Que se esclareça que não tem nada a ver com a add. É apenas um cp muito zeloso da cólidade do ensino. E parece que nem sequer é de agora, mas prática comum. Não sei como terá sido no período não-presencial, mas o que interessa isso agora? O que interessa é que a malta tem mais umas coisitas para fazer, não sabendo eu em que componente do horário entra e se depois o feedback é tipo “maia” ou se apenas é para para misturar e ficar tudo entre amigos. Ou não..

Date: terça, 26/04/2022 à(s) 21:55
Subject: Supervisão letiva em sala de aula – 3.º período
To: Professores <professores@***************>

Boa noite!

De acordo com o definido em reunião de Conselho Pedagógico, este ano letivo manter-se-á o modelo implementado nos anos letivos anteriores, mas, somente, no 3.º período. Assim, relembro que:

1. A supervisão pedagógica é efetuada pelos Coordenadores de Departamento.

2. Sem prejuízo do ponto anterior, o Coordenador de cada Departamento, pela especificidade da disciplina ou da didática, pode delegar competências nos Delegados de Disciplina e/ou Coordenadora de Estabelecimento.

3. O Coordenador de Departamento é supervisionado por um Delegado de Disciplina, à sua escolha, de entre os que constituem o seu Departamento, de acordo com a(s) disciplina(s) que leciona. No 1.º Ciclo, o Coordenador de Departamento é supervisionado pela Coordenadora de Estabelecimento.

4. A supervisão letiva em sala de aula ocorre, presencialmente, uma vez, neste período.

5. Os Coordenadores de Departamento deverão preencher, no mais curto espaço de tempo, a calendarização da supervisão (dia, mês, hora, docente), já partilhada na drive (documento em anexo).

6. Da Supervisão letiva em sala de aula será preenchido documento próprio, o qual será assinado pelos intervenientes no processo (documento em anexo).

7. No final do ano letivo, todos os “supervisores” se reunirão para analisar o processo de Supervisão, partilhar e refletir sobre a prática de cada um.

8. Sem prejuízo do estabelecido no ponto anterior, o Coordenador de Departamento deverá reunir com os seus Delegados uma vez por ano letivo, especificamente para analisar / refletir sobre o processo de Supervisão, sendo elaborado relatório com destaque para os pontos fracos e fortes evidenciados no processo.

Qualquer dúvida, disponham.

Continuação de boa semana

(como é óbvio, apaguei detalhes, mudei as propriedades e até o formato do ficheiro, originalmente em word)