Continua A Ser Uma Dor D’Alma

Mais do que qualquer delírio eduquês ou eunuquès, aflige-me que gente adulta, em muitos casos com dois dígitos de certificação educativa, continue a não compreender a leitura de frases simples com palavras muito claras e conceitos que (como hoje ou amanhã) não requerem além de uma literacia hiper-básica. Assim como a não conseguir articular uma simples estrutura de sujeito e predicado com complemento directo e pouco ou nada mais. A comunicação escrita – mesmo consultável uma e outra vez em caso de dúvida – parece tornar-se uma dificuldade imensa para quem se limita a manifestar-se por emojis. O que esperar então quando se fica apenas pela transmissão oral? É que nem vale a pena. E o pior ainda é a arrogância com que se reveste a manifesta ignorância.

Como hoje ironizava perante a petizada de uma turma, parece que estarmos a ler uma história sobre o valor da leitura é o mesmo que estar a falar de dinossáurios com caudas às bolinhas. E como é evidente, este post não é sobre petizes que esses são por vezes os menos culpados de tudo.

Phosga-se – Série “Não Há (Quase) Palavras”

Tenho observado publicações cada vez mais do domínio da pura paranóia destes grupos “pela verdade”. Tenho evitado a divulgação, pelo efeito amplificador, mas a bem da “verdade” é preciso que se tome consciência deste pessoal que se distingue, em algumas situações quotidianas, pelo ar de alucinada agressividade. A filiação ideológica é mais do que evidente naquela corrente que nos E.U.A. é alimentada pelo Alex Jones do Infowars e cinicamente alimentada no plano internacional por figuras como o Steve Bannon. Por cá, enfim, é uma coligação muito beta de gente que parece bastante desocupada a vários níveis e que gosta de exibir um tom intimidatório e umas pseudo-pulsões para o martírio cívico (do género “que me levem pres@”, mas depois nem arriscam um tusto em conformidade).

Estranhamente, tirando uma peça da TVI, a comunicação social tem deixado estes grupos no limbo, como se não existissem. O problema é se passarem mesmo a algo mais do que diatribes descabeladas nas redes sociais.

No Dia Do Professor…

… não deveria ver anúncios a formações a 160 euros a cabeça por quem se diz de muitos ideais e amores pelos professores (phosga-se… eu comprei parte dos livros, não preciso de pagar para que mos expliquem) ou ler um certo incitamento à revolta contra os normativos por quem vende formação a explicar como se aplicam ou devem aplicar. Isto é apenas um pouco do meu mau feitio, já passa, mas se não me saísse do sistema agora era capaz de sair mais tarde direito à testa dos visados e aquilo do ad hominem é uma chatice e prontossss ……… já desabafei.

(porque todos temos de ganhar a nossa vidinha e isso eu entendo, o que me custa é depois armarem-se em anjinhos… ou santos de pés debruados a “vil” metal, enquanto lhes saem arco-íris e borboletas da pena registadora)

Aulas Transmitidas Em Directo?

Para alunos que estão em casa. Isso é vagamente legal? Parece que aqui por perto já se pratica e ninguém se dá ao trabalho de questionar. Câmara teoricamente virada para o quadro (ensino tradicional?), mas depois todo o som ambiente a ir para casa, como se a coisa fosse vagamente normal. A pandemia está, claramente, a deixar fortes sequelas no cérebro de algumas criaturas decisoras. Mesmo que se trate de uma escola de estimação do projecto #EstudoEmCasa deveriam existir limites à devassa. E a indignação deveria começar pelos encarregados de educação, já que se forem os professores a questionar, estão tramados.

Mas parece que é em nome da “equidade” e “inclusão” e, nesse caso, consta que vale tudo.

Phosga-se! – Parece Que Aqueles Das “Queixinhas” Se Zangaram

È fascinante acompanhar a novela daquela união de escorpiões. Eu sei que é um bocado mórbido acompanhar isto, mas é importante perceber-se este tipo de mundo sulfuroso que está entre nós.

Após longa fileira de comentários em tom de crescente irritação para o interior e exterior da organização, o aparente líder anuncia o fim.

Mas eis que ainda surge o tal advogado transviado que, afinal, diz não o ser… uma confusão. Mas há quem queira contas certas, o que é sempre um bom princípio para um fim.

Não, Obrigado!

Não me apetece dar a ganhar a quem acha que eu não mereço o que ganho e me ofende, semana sim, semana não, em troca de estipêndio avultado, sem qualquer verificação de disparates.

Caro Professor
Paulo Jorge Alves Guinote

Já selecionou os livros a propor aos seus alunos para o Projeto de Leitura?

Com as três novas edições das obras de Miguel Sousa Tavares, o difícil será mesmo escolher, pois a operacionalização do projeto será garantidamente fácil. A pensar nisso, preparámos todos os materiais de apoio para a leitura de cada obra: contrato de leitura, ficha de leitura, guião de apresentação oral, grelha de avaliação, etc.