A Web Some-te

É ridículo ver o actual PM a regozijar-se com o enorme evento global do mundo digital e, na generalidade das escolas (eu sei que há que há lugares onde mãos amigas conseguiram fazer chegar apoios para coisas-piloto), estar tudo exactamente como estava em Março, na pré-pandemia. Aposto que os 11 milhões de euros não precisaram de grandes discussões, nem chegaram com atrasos.

Já sei… dá projecção a Portugal… António Costa até já nos fez campeões da inovação do pé descalço. Cada vez está mais “engenheiro”.

A Teoria Das “Bolhas”

Está em voga e não só por cá. A directora-geral da Saúde voltou a ela para explicar ao povo que deve socializar menos, mesmo em família, quando se juntam pessoas de agregados/núcleos/”bolhas” diferentes. Pois podem trazer contágios de uma bolha para outra.

O que seria engraçado, se não fosse trágico, é que parecem desentender que cada turma/bolha numa escola corresponde ao contacto entre 30 bolhas familiares (de alunos e professores diferentes), renovado todos os dias. É mesmo muita pena que aquelas conferências de imprensa pareçam as conversas em família do antigamente.

E Agora, Para Algo Completamente, Absolutamente…

… verdadeiramente de rir até cair, há a regra de não permitir grupos superiores a 4 pessoas em estabelecimentos a menos de 300 metros das escolas. Não percebi se é só no interior dos estabelecimentos e eventuais esplanadas, se inclui esquinas próximas ou mesmo ali defronte dos portões das escolas. E que distância se considera para definir as fronteiras entre “grupos” e considerar se o “ajuntamento” à saída da escola é grande ou se é um conjunto de pequenos “ajuntamentos”.

Isto faz-me lembrar os meus tempos de aluno em que era proibida a existência deste tipo de estabelecimentos a menos de 500 metros das escolas, a menos que já lá estivessem antes. Ou abrissem depois. Tanto dava. Depois era proibido que menores lá entrassem, a menos que quisessem e dissessem que tinham mais de 18 anos. Ali na “minha” Secundária da Moita, abriu um café mesmo colado com o muro da escola e entrava lá quem queria.

Agora… gostava de saber como esta regra será colocada em prática, quem a vai fiscalizar e quais os “castigos” para quem prevaricar. Porque isto é tudo um enorme fingimento. E quer-me parecer que, na melhor das melhores hipóteses, iremos ter ajuntamentos de 4 em 4, com ou sem mesas, nos passeios ou mesmo em redor de carros estacionados porque, vamos ser claros, não vão existir meios para fazer cumprir esta regra, logo ali junto ao portão da maioria das escolas.

As Progressões Na Carreira São Quando O IGeFE Quiser

As que teriam efeitos a 1 de Junho ainda não devem ser pagas em Setembro porque o IGeFE não dá ordem. Deve ser esta a parte “automática” das progressões que nem com o tempo minguado da “recuperação” faseada acontecem. Ahhh… e tal, a crise… e há quem nem tenha salário e mais não sei o quê, que quem tem um ordenado é um “privilegiado”, a menos que compre uma EP ou faça likes nos textos das manas mortáguas ou ache que o deputado silva é um porfírio da epistemologia. Já sei, já sei…falta-me aquele espírito missionário que tanto caracteriza os nossos governantes. Ou um manifesto qualquer para que as progressões sejam opcionais.

Não Me Espanta

A falta de “cólidade” de muita informação oficial começa a ser norma. DE a culpa não é sempre dos sistemas informáticos ou dos dados na origem, mas mesmo da lata de competência do factor humano, recrutado com base em critérios muito distantes da competência técnica. E o mesmo se diga (com maioria de razão) das próprias chefias.

Os dados de vigilância epidemiológica da Covid-19 cedidos pela Direção-Geral da Saúde aos cientistas contêm “dados com caráter provisório”, que “poderão ser ainda alvo de validação” e com erros graves – entre os quais falhas na proteção da identidade e “homens grávidos”.

A Direcção-Geral da Saúde cedeu aos cientistas dados incompletos e com erros sobre os doentes com Covid-19, revela esta sexta-feira o Observador. Segundo o jornal, há homens grávidos, falhas graves na proteção da identidade e artigos científicos com dados errados.

Segundo o Observador, o ficheiro recebido pelos investigadores a 4 de agosto tem os dados dos doentes com Covid-19, como idade, sexo, se teve de ser hospitalizado, que cuidados recebeu e se recuperou ou não da doença, até ao dia 30 de junho, mas a base de dados não protege a identidade dos doentes. Mais de 90% dos mortos são potencialmente identificáveis, acusam alguns dos investigadores.

Os investigadores apontam a existência de artigos científicos com dados errados ou com “caráter provisório, que poderão ser ainda alvo de validação e que podem não coincidir com aqueles reportados pelo boletim diário da DGS”, além de falhas graves nos dados, como é o caso de homens grávidos, entre os quais uma criança de 5 anos.

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Competências E Concursos

Continuo a achar “peculiar” (mesmo que alegadamente seja crença fundamentada em práticas terceiras) que se considere que a classificação de um candidato à docência, obtida após a sua formação científica e uma profissionalização especializada, seja considerada um método inadequada para a colocação de professores, em contraponto a uma alegada mais competência por parte de elementos directivos que – em tantos casos – estão há c’anos e décadas sem dar um simples dia de aulas por ano ou de elementos autárquicos que – em tantos casos – até são professores em fuga da docência para a vida política ou técnica local.

3ª Feira

A nossa comunicação social de referência está quase toda absolutamente completamente preocupada com o fenómeno das fake news. Em vez de reflectirem no que fizeram de modo a quetal se multiplicasse a partir dos media convencionais, desdobram.-se em denúncias do presente. Mas, nos seus espaços, abrigam um híbrido de “(ex?)jornalistas-comentador@s” que dizem o que lhe lhes apetece sem qualquer verificação sob o manto a “opinião”. Que deve naturalmente ser livre mas ter alguma substância em factos. Sei disso por experiência própria porque já tive de me ir defender em tribunal de coisas desse género, “salvando-me” os factos que aduzi serem verdadeiros e a outra parte apenas fingir o ultraje pela porcaria feita exactamente por emitir juízos de valor sem os ter (aos valores, aos factos). Mas os tempos estão escorregadios e agora parece bem dizer (de novo) que a “verdade” é apenas uma questão de perspectiva que 800 ou 600 ou 400 ou 200 é tudo o mesmo, ou quase, sendo sempre “muito” ou “insustentável. Algumas dessas cabeças (ou em alguns casos beiças) falantes beneficiam de estar em tempo de antena nobre, sem contraditório, como se fossem elas as descodificadoras legítimas das situações, quando não passam de manipuladoras ao serviço de causas que, em “muitos” casos, precisam da simpatia dos poderes para sobreviver. Se em tempos endeusaram zeinais, granadeiros, berardos e salgados e alguns até os doutoram por causa da “honra”, querem que alguém minimamente informado lhes dê crédito. A sorte é que tudo anda a ser feito para que o maior número de cidadãos seja o mais desinformado e consequentemente acrítico possível. E nesse particular há quem ande a prestar inestimáveis serviços à causa.

Da Obscenidade A Céu Aberto

Há que admirar um gajo que goza na cara de toda a gente e ainda diz que quis ajudar bancos com “excesso de liquidez”.

Berardo1

Claro que ninguém se lembra de ter estado no governo de Sócrates que fez aquelas trocas e baldrocas com o CCB… e aposto que há muito escrevinhador de notícias que já se esqueceu de visitas, viagens, prendas, prosas…

Berardo Socas

E agora já há compromissos eleitorais e prioridades de governação que talvez não se oportuno recuperar.

A coleção Berardo, avaliada em 316 milhões de euros e uma das principais beneficiárias de subvenções do Estado, é uma das prioridades da Cultura do programa do PS. Se António Costa for indigitado primeiro-ministro, com o apoio do PCP e do BE, o futuro governo de esquerda compromete-se a manter a coleção Berardo em Portugal, lê-se na página 106 das 138 páginas do programa do PS, embora não sejam feitas as contas aos custos desta prioridade.

Berardo Costa