Carrega-se No Botão?

A verdade é que o conteúdo da notícia não explica praticamente nada. E quem vai andar a reunir-se a partir de 2ª feira para fazer os planos E@D sabe com o que contar?

Para que serve e como vai funcionar a telescola? As explicações de Tiago Brandão Rodrigues

Isto não quer dizer nada. É para ocupar espaço mediático e aparentar acção política. Apenas. E bem podem os “capuchas” e capangas chamar-me nomes feios.

Ainda não há uma data de início para a transmissão de conteúdos escolares, mas Tiago Brandão Rodrigues deixa como pista os dias que seguem às férias da Páscoa.

“Precisámos de uma margem temporal para preparar os conteúdos, as orientações para as escolas, os recursos pedagógicos temáticos. Em abril, e se for possível logo depois das férias da Páscoa espero que possamos ter tudo montado – uma operação que está a ser feita em tempo recorde”, concluiu.

O QUE SE PODE ESPERAR DO DIA 9 DE ABRIL

A decisão sobre a possível reabertura das escolas vai ser comunicada no dia 9 de abril. Segundo o ministro da Educação, no dia 7, vão ser ouvidos um conjunto de especialistas que vão ajudar o Governo a tomar uma posição, mas nada mais adiantada sobre o tema.

Lembra apenas o bom trabalho que tem sido feito pelas escolas e pelos professores:

“É importante que os portugueses sintam que o trabalho está a ser feito, que nos estamos a preparar para as situações mais complexas, criando um conjunto de mecanismos”

Tunel

“O Foco Tem Sido Dois”

Um SE Costa com cara de sexta.-feira ao fim do dia apareceu na TVI24 a agradecer a colaboração do canal na divulgação da sua mensagem e a dizer que a preocupação do ministério é tranquilizar os alunos que o ano termina e termina com trabalho no 3º período, mas sem saber bem como (garanto que a sequência foi mesmo assim). A seguir, que estão a trabalhar em “grande proximidade” com as escolas, em busca de uma resposta única às necessidades, enquanto tentava fugir à questão do acesso (ou falta dele) dos alunos à net. Encaminhado para o tema começou a falar em questões de violência quando os alunos ficam em casa fechados com os pais (a sério, a articulação de ideias seguiu um caminho esquisito) e depois passou para os contactos com o Alto Comissariado para as Migrações e com os Escuteiros e, em bom momento, a jornalista cortou-lhe o pio, porque se estava a notar muito a opção pela navegação à bolina e, no fundo, a opção por encenar qualquer coisa.

Estão perdidos, sem saber se devem tomar decisões antes de fazer cálculos sobre os custos políticos. O ministro, que ontem também apareceu com umas vacuidades, ainda deve estar a carpir todas as viagens que não fará.

Se eu tenho muitas certezas sobre o caminho a seguir? Nem por isso, mas não passo de um professorzeco de subúrbio, daqueles que não alinha em geringonças blogosféricas telecomandadas. Mas, pelo menos, não finjo ignorar os “problemas” que se colocam a certas “soluções” da treta.

Lost1

(não, não se mandam os chefes escuteiros entregar fichas em certos bairros onde serão o equivalente a tenrinhos frangos ou docentes reformados de porta em porta… atinem, ganhem juízo, desçam à terra… acordem desse sono que vos faz pesar as pálpebras e raciocinar em forma de oito)

(isto não é qualquer embirração pessoal, é mesmo embirração com quem sabe governar em modelo de visita vip, com os cortesãos a aplaudir mas que, quando as coisas apertam, fica muito pouco de substancial debaixo do folheado)

 

Descodificação De Uma Tarde De Palhaçada (Com Prolongamento Para Amanhã)

Um Conselho cheio de luminárias que devem ter muito que falar e opinar durante uma tarde inteira reuniu-se durante horas para  fazer “recomendações”. Apesar de toda a gente ter ficado convencida que iria ser tomada uma “decisão”, afinal não era verdade, porque a última palavra tem de ser do shôr doutor PM António Costa.

Amanhã, depois do Conselho de Ministro, o luminário-mor, para prevenir críticas posteriores de açlguma “força de bloqueio”, irá reunir-se com os diversos partidos antes de fazer um declaração solene ao país, na qual comunicará uma decisão já tomada hoje, numa encenação de “sentido de Estado” que chateia por diversos motivos que não me apetece desenvolver, porque é do domínio da politiquinha medíocre.

Pelo menos que o adiamento da comunicação traga consigo algum “trabalho de casa” que não se limite a dizer que daqui a quinze dias existirão “aulas de compensação”. Ou que tudo poderá ser feito online. Não é assim tão simples e seria bom que os directores ganhassem um pouquinho mais – só um pouquinho – de autonomia e firmeza.

Só falta ver quem aparecerá no friso de notabilidades, a existir. Ou se será em figura solitária de líder firme e hirto em seu palanque.

Tudo bem… eu até tenho um teste (arcaico) marcado para amanhã e fica despachado. A petiza tinha um marcado para 5ª feira. Vai-se safar.

Bianca Castafiore

(adenda pós conferência de imprensa: não houve tintins e spirous para mandar fechar as escolas porque, sem elas, o país entra em colapso)

 

3ª Feira

Entre não termos casos e não termos camas para os casos suspeitos no norte do país foram pouco mais de 24 horas. Faz-me lembrar aquela desculpa do “choveu acima da média para a estação” quando tudo entope e há inundações. Temos um país sempre no fio da navalha.

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(entretanto, o polvo da “justiça” na Relação de Lisboa expande-se mais do que um vírus… a vantagem é que dificilmente fará vítimas, porque os atingidos estão mais do que imunizados a qualquer risco sério)

E Quanto A Votos?

Sondagem: Joacine e Ventura são os políticos menos confiáveis

A desconfiança em relação aos políticos é conhecida mas uma sondagem da Intercampus vem mostrar que é especialmente elevada face aos novos protagonistas políticos. Catarina Martins e Jerónimo de Sousa são os que saem menos mal da fotografia.

Mas depois quem ganha são os outros. E os de quem se desconfia até podem estar em alta nos seus nichos muito particulares.

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