Porque Será…

… que há pessoas que aparecem na televisão a dizer coisas factualmente falsas que podem ser facilmente verificadas? A menos que, claro, tudo isto se deva a dados que ainda todos desconhecemos e por isso inverificáveis. Não é por acaso que pertencem ao grupo dos que querem acabar com tudo o que sejam “testes”, “exames” ou outras modalidades de avaliação externa comparável e respectiva publicitação de resultados que gostam de adjectivar de modo negativo de forma profusa. Porque daria um certo dó demonstrar como certas “metodologias avançadas” e um fortíssimo marketing com apoio do ME se traduzem em resultados medíocres, por exemplo, em Matemática (que se apresenta como um dos casos em que se mudou a metodologia com excelentes resultados). Quando se diz que se conseguem maravilhas com as novas pedagogias e a realidade é outra. Ou quando se fica em último lugar num concelho que nem é brilhante em resultados, mas se diz ter-se tido um desempenho comparativamente melhor.  Mas eu aposto que os professores no terreno não iriam dizer “inverdades” deste tipo e é por respeito a esses meus colegas, que muito fazem, que aqui não coloco os links ou imagens. Só lamento que as “lideranças” se andem a tornar em especialistas de cosmética e relações públicas. E ainda se apresentem como “exemplares”. 

E quem me conhece sabe bem que eu não guardo estas críticas apenas para casas alheias. Porque não gosto de fingimentos e pós-verdades ou factos alternativos. Mesmo que comecem por me doer a mim as consequências dessa atitude de chutar sempre para canto as responsabilidades pelos maus resultados.

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A Ler – Maria do Carmo Vieira

Divulgo com algum atraso este texto que, entre outras coisas, revela muito sobre os meandros de certas “reformas” de programas e currículos. Há mais de uma década, com a TLEBS, terá acontecido o meu primeiro choque frontal com o que, nos primeiros tempos do Umbigo, apenas entrevia como uma clique interessada em fazer avançar as “suas” opções à custa de tudo o resto naquela combinação muito “ética” de rever programas, dar formações e produzir manuais de apoio (ou outros). A mesma clique que, reforçada, está agora no poder em torno do vizir que não quer ser califa em vez do califa porque assim fica menos à vista nos momentos chatos.

Atentados e absurdos no ensino do Português: tudo em família

As sucessivas e absurdas alterações no ensino do Português, todas elas marcadas pelo oportunismo, pela ausência de debate, pela ignorância e pela arrogância intelectual, têm-no lesado profundamente.

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Say No More

A escolha do deputado Silva, Porfírio de sua graça, para intervir em nome do PS no Parlamento no debate de hoje é daqueles sinais que não enganam. Pisca o olho numa direcção, mas no momento de fazer opções a sério, anda de acordo com os interesses do costume, resumindo-se a residual pretensão rebelde à escolha de uma gravata quase à Matt Preston, mas com ousadia monocromática.

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Mais Do Mesmo?

Na Juventude e Desporto fica o mesmo secretário, o que não espanta. Se a notícia do JN de ontem for fidedigna, no lugar da jurista Leitão ficará outra formada em Direito que tem no currículo um artigo de 2012 a apoiar a municipalização da Educação e um mais recente (2016) convite, enquanto presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas, a José Sócrates para apresentar uma conferência numa, e passo a citar, “área que tem a ver com o seu percurso académico, uma área onde está muito à vontade, política externa e globalização”. A ser verdade, parece-me uma 14ª escolha para o lugar e uma desilusão para vári@s candidat@s não assumid@s, mas que se tentaram posicionar perto da linha de meta. De qualquer modo, só depois da confirmação será de oficializar a decepção (incluindo a minha, que ainda tenho um claro favorito que não nomeio para não prejudicar).

Já o posto nuclear do todo-poderoso João Costa no mandato anterior parece estar envolto em mistérionão se percebendo, a partir de longe,  se é porque o mesmo não consegue uma colocação à medida dos seus anseios (nem sempre é possível… nem sempre o timing é o melhor), se é porque existe o receio que ninguém tenha o seu “ímpeto reformista” e flexibilizador podendo a “sua” reforma ficar em causa, caso @ sucessor@ não tenha a disponibilidade e a capacidade para andar pelo país a seduzir director@s para uma causa que tem mais fragilidades do que as que já se tornam evidentes. Pessoalmente, gostava de ver o David Rodrigues a chegar-se à frente, pois também é um bom comunicador, empático, e assim o pai do 54 sucederia ao do 55. E está tão bem visto que não corre o risco de perder seja o que for por o nomear. Teria de alterar a agenda de viagens, mas há outras vantagens evidentes.

Bola de cristal

Afinal Nem De Educação, Nem De Astrologia Política Percebe, Apenas De Pedinchiche

6 de Junho de 2018:

“Espero que, obviamente, já noutra condição, poder estar aqui daqui a dois anos e ver como este edifício tem uma vida nova, por muitas e muitas décadas”, disse Tiago Brandão Rodrigues no final da sua intervenção na apresentação das obras de requalificação da Escola de Dança e Música do Conservatório Nacional.

Depois, deve ter repensado a coisa e percebido que isto de viajar e ter estadias à conta do Orçamento, com motoristas à disposição é toda uma outra dinâmica. E lá pedinchou e lá conseguiu.

METiago