Encontrei O Meu Velho “Amigo”

O tal xiita que me meteu um processo por dizer que o que ele escrevia era uma bosta ao serviço do ME de então. Com direito à futura “reitora” como testemunha de acusação. Isso saiu-lhes mal, mas a ele, a carreira correu bem… saiu da Visão, onde o serviço se calhar não rendia tanto, nem era tão estável quanto um gabinete ministerial. E lá continuou. Até teve direito a louvor e tudo. E ainda dizem que produzir notícias não rende. Ou que dizer mal dos funcionários públicos impede mamar na teta da administração pública.

A República envergonha-se a si mesma, quando alberga esta tropa fandanga.

Dá Para Perceber Que “Promessa” Ia A “Reitora” Pagar Com Aqueles Elogios À Acção Magnifica Do Governo?

Dotação centralizada do Ministério das Finanças garante contrapartida nacional a iniciativas que têm apoio comunitário. MCTES tentou, noutras ocasiões, ter verbas dessa rubrica para projectos do sector, mas levou sempre “nega” de João Leão. Quem o diz é o ex-ministro, Manuel Heitor.

Sábado

Nada como ver como funciona a avaliação do desempenho dos políticos para termos excelentes exemplos acerca do funcionamento do mundo fora das escolas. Medina, o derrotado inesperado vai para ministro das Finanças e aparece a dizer que o Orçamento de Estado, que António Costa repetiu ser o feito em 2021, é “seu”. Sim, pode ser uma espécie de declaração de identificação com as opções, mas na boca de quem é, soa mal, a oportunista e postiço, como quase tudo o que lhe sai da boca. Já o seu antecessor, sai do governo directamente para vice-reitor do isczé, o tal que tem uma “reitora”, escolhida pela maioria do seus pares depois de recusar submeter-se ao processo regular de avaliação do seu desempenho. Há quem fale nos males do populismo quando são criticadas as práticas da democracia, porque a degrada, esquecendo que a degradação começa com este tipo de “desempenhos”, de gente que faz carreira em cima do desrespeito pelo que exige aos outros. Eu acrescento, porque me foge o teclado para a verdade e alguma arrogância, gente medíocre que se catapulta para os píncaros com base no seguidismo, na amnésia selectiva, quando não apenas na pura e simples “verdade alternativa”, sempre que lhes convém.

O Galamba Chama-lhe Um Figo

Especialista em ver os navios a passar na Educação, agora vai para uma das mais inúteis, desculpem, relevantes Comissões Permanentes (nada como uma nulidade para fiscalizar as tramóias da energia cá pelo burgo) e ainda vai fazer uma perninha em mais duas. Será que dão senhas de presença? A dos Negócios Estrangeiros e Comunidades deve dar umas viagenzitas À conta do erário…

Tiago Brandão Rodrigues é o novo Presidente da Comissão de Ambiente e Energia da Assembleia da República.

Depois de ter sido o Ministro da Educação durante as duas últimas legislaturas (2015-2022), com um tempo recorde à frente da exigente pasta da Educação, Desporto e Juventude, o recente cabeça de lista do Partido Socialista no Alto Minho assume agora Presidência de “uma das mais relevantes” Comissões Permanentes da Assembleia da República.

“Este prestigiante papel na dinâmica da Assembleia da República vem acompanhado de um conjunto de outras responsabilidades para os deputados socialistas do Alto Minho. Assim, Tiago Brandão Rodrigues será ainda membro de outras duas comissões parlamentares de alto relevo, como são a Comissão de Orçamento e Finanças e a Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas”, considera a Federação do PS de Viana do Castelo.

2ª Feira

Augusto Santos Silva foi muito aplaudido porque censurou no Parlamento uma intervenção de Alexandre Ventura sobre a comunidade cigana, alegando que em Portugal não existem “atribuições colectivas de culpa”. Estou de acordo, claro, até porque a intervenção . As generalizações abusivas são um mal no discurso público e pior no político, que deve ser mais informado e exemplar do que as conversas de café. O problema, também me parece claro, é que se não existem atribuições colectivas de culpa é porque existirá a possibilidade de atribuir culpas individuais, certo? Só que se o fizermos um outro qualquer santossilva dirá que estamos a fazer ataques ad hominem (a expressão é assim não me acusem já de machismo e misoginia) e que não adianta andarmos à procura de “culpados”, que isso é “muito português. E ficamos naquela terra de ninguém da desresponsabilização colectiva e individual em que, no essencial, o que interessa é nunca apontar os culpados pelos erros.

Por exemplo, em 2008 houve um político que acusou os “professores de atitude antidemocrática”, porque se estavam a manifestar contra as políticas do governo do “engenheiro”, de que fazia parte. Ainda há pouco tempo, esse mesmo político, acusava “fortemente os partidos que na quinta-feira aprovaram a contabilização total do tempo de serviço congelado aos professores”, no que me parece ser uma atribuição colectiva de culpa, já que quem votou no Parlamento foram os deputados e não “os partidos”. Pena que Augusto Santos Silva, o actual ético presidente da Assembleia da República não pudesse ter trocado umas ideias com esse político. Porque um problema “muito português” é o da oportuna falta de memória. E outro é o de uma certa falta de vergonha na cara, sob a justificação de que o “contexto” era diferente.

(este é outro que, como o Super-M, diz sempre que quer voltar a dar aulas, mas – raios! – nunca o deixam…)

A Sério, Gabriel?

Achas que essa é a “carta” certa para jogar nesta altura? Não me digas que ainda acabas em defensor da inclusão costista… Não teria sido mais óbvio sublinhar a “intolerância” à diferença?

O Pacheco de Amorim e o Cotrim não foram eleitos por serem… o quê? Caucasianos?

Chega falha vice-presidência da AR pela segunda vez: Mithá fala em “questão racial”

(não sei se faça a piada dos 177 votos “brancos”… que não foram contra…)

Já A Fugir Com O Lombo À Seringa Ou Com O Rabo À Ripada

Não gosto de transcrever ou colocar notícias inteiras aqui no blogue, por razões que julgo óbvias. O trabalho é alheio e deve ser respeitado. Mas como não tenho isto “monetarizado”, abro umas excepções, como esta da notícia da Isabel Leiria no Expresso que demonstra como o agora ministro Costa se prepara para alijar responsabilidades – ou seja, delegar competências – nas matérias mais complicadas e menos populares da pasta.

Como me tenho repetido… não é tipo para assuntos que provoquem fricções na opinião pública ou suscitem mais polémica (só se for em coisas da sua filha curricular, a Cidadania e Desenvolvimento), faltando-lhe o que é indispensável a um político para ser levado a sério. Gosta muito de se armar em vítima, sempre que é criticado, levando para o plano pessoal qualquer desmontagem das suas fraquezas e inconsistências ou das suas questionáveis opções político-ideológicas para a Educação.

O atraso no conhecimento no nome do titular da Educação pode ter mesmo passado por aqui. Não conseguiu continuar como SE, encoberto, com um testa-de-ferro para arcar com as complicações?

Expresso, 25 de Março de 2022