Facto E Opinião (E Quase Difamação): Um Caso Prático

Jesus e o falhanço de Seferovic: “Sou treinador há 30 anos e nunca vi isto”

O primeiro vídeo tem apenas 14 segundos, mas dá para ver quem era o treinador. Que era o mesmo do segundo vídeo (embora neste caso fosse na sequência daquele triste episódio de Alcochete).

De qualquer modo, um custou um campeonato e o outro uma Taça de Portugal.

Da Lógica

Ana Catarina Mendes, no Parlamento, chama “conquistas sociais” a medidas que reduziram parcialmente medidas dos tempos da troika. Poderia falar em “reconquistas” e mesmo assim não seria rigorosa. Basta ver o que aconteceu ao tempo de serviço dos professores. E pelo meio ainda diz que acabaram com o congelamento nas carreiras da Função Pública criado pela direita, como se eu me esquecesse que a primeira idade do gelo começou logo em Agosto de 2005, com Sócrates no governo e que foi também o PS que reiniciou o congelamento em 2011. Independentemente das razões de uns e outros, das pós-verdades de outros e uns, há um mínimo de decência por parte de quem quer mostrar-se como o único saco de virtudes no mercado.

A parte mais demagógica é mesmo aquela de dizer que 500.000 crianças [sic] que estão fora da escola (ou algo equivalente) ficarão sem apoios.

Erro Lamentável Ou Procedimento Totalmente Habitual?

Alguém mente e percebe-se claramente quem é. Porque se era procedimento comum em 2019, não se pode agora dizer que é um erro lamentável ou atirar culpas para uma lei de 1974 descoberta a preceito. Isto cheira tanto a “ranço” que até enjoa.

“Não podia ter acontecido”. Fernando Medina pede desculpa por “erro lamentável” da Câmara de Lisboa

Perante o protesto e o pedido de esclarecimento dos ativistas, o gabinete de Fernando Medina explicou que “avisar as embaixadas dos países” era um “procedimento totalmente habitual” e apresentou ainda outros exemplos.

Mais Uma Cavadela…

… mais uma minhoca apanhada na argumentação da economista Peralta que parece uma daquelas especialistas instantâneas em economia da pandemia, só que truncando ou adulterando a informação que depois outros papagueiam de forma acrítica. E não há nada mais divertido do que ver alguém a “armar-se”, a colocar-se em bicos de pés em cima de barro por cozer.

No seu texto de 26 de fevereiro (“Costa, Marcelo e a penitência da Quaresma”), Susana Peralta argumenta em favor da abertura das escolas, apoiando-se num editorial publicado na revista médica The BMJ. A economista não deve ter feito uma análise cuidadosa da publicação que escolheu, ou teria detetado que o trabalho não apresenta informação científica que negue às escolas impacto na propagação do vírus – explico porquê nos últimos parágrafos deste texto, para quem interessar.

São As “Escolas” Ou O ME Quem Exige Os Papelinhos Todos Certos Para Dar Os Apoios?

Ainda esta semana foi feito novo pedido de comprovativos da Segurança Social dos alunos com direito a apoios. Se não os tiverem não são excluídos” pelas escolas, mas por quem define as regras a nível superior. Há gente que fala e escreve do que não entende, esquecendo-se que as tais “escolas” malandras acabam a ajudar estes alunos de modo informal e nas entrelinhas das leis. A começar por quem, em nome do Governo, se desresponsabiliza do que faz, atirando o odioso de tudo para os outros. Neste caso, o objectivo ´+e dar a entender que os alunos não são apoiados, não por incompetência da tutela, mas por má-vontade das escolas. Pena que os directores tenham levado uma injecção atrás da orelha parecida à que levou o super-lutador que agora anda sempre a reboque.

A mentira tornou-se a regra na relação do Estado com a opinião pública.

Escolas não podem recusar imigrantes em situação irregular mas há quem esteja a excluir estes alunos dos apoios sociais e dos que precisam de receber computadores. “É como fechar-lhes a porta da escola”, denuncia Centro Padre Alves Correia. Governo esclarece “que estes alunos têm direito aos apoios no âmbito da acção social escolar” e que escolas têm que os incluir.