Garanto Que Não Tem Qualquer Destinatári@ Específic@, É Apenas Algo Com Que Concordo Desde Que Me Lembro De Observar As Pessoas

Power Causes Brain Damage

How leaders lose mental capacities—most notably for reading other people—that were essential to their rise.

(…)

The historian Henry Adams was being metaphorical, not medical, when he described power as “a sort of tumor that ends by killing the victim’s sympathies.” But that’s not far from where Dacher Keltner, a psychology professor at UC Berkeley, ended up after years of lab and field experiments. Subjects under the influence of power, he found in studies spanning two decades, acted as if they had suffered a traumatic brain injury—becoming more impulsive, less risk-aware, and, crucially, less adept at seeing things from other people’s point of view.

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Umas Das Vantagens Do “Envelhecimento Docente”…

… deveria ser a presunção de que já sabemos o que lemos há 20 ou 30 anos e que nessa altura nos fizeram digerir à exaustão. Mas parece que o que se assume é que andamos já todos senis e que é preciso explicarem-nos novamente a diferença entre modalidades de avaliação de acordo com o paradigma das últimas décadas do século XX e entre avaliação interna e externa. Um tipo lê certas coisas e pensa estar de volta aos tempos da profissionalização ou de alguma cadeira do 1º ciclo de estudos bolonheses em Educação. Na prática, o que tais “especialistas” nos acabam por demonstrar é a magreza e fragilidade das suas próprias leituras e o monolitismo dos seus conceitos.

entropia

Exige-se Alguma Honestidade Intelectual A Quem Parece Defender O Mesmo…

… que eu defendo, mas o faz de forma tendenciosa e falacciosa. Irene Flunser Pimentel clama em defesa da História, da Filosofia, da Memória, etc, mas afirma que o faz “num momento em que estão sob o fogo da extrema-direita e do nacional-populismo”.

Ora bem… em Portugal a recente reforma flexibilizadora do currículo permitiu fatiar a História no Ensino Básico aos semestres, manteve a Filosofia na sombra e elevou a Educação Física a disciplina dominadora ao serviço do Homem Novo e Saudável, enquanto um governante considerava “enciclopédicas” disciplinas como as atrás nomeadas, defendendo transversalidades praticamente sem conteúdo substantivo em nome de um “perfil do século XXI”. Essa reforma foi feita por um governo do PS, com o apoio do Bloco e do PCP. O que eu gostava mesmo é que quem bate muito no peito como sendo de “Esquerda” me explicasse esta situação à luz dos seus conceitos.  Adianto desde já que não me choca nada classificar o regime costista como uma espécie de “nacional-populismo”. O que tem a historiadora Irene Pimentel a dizer acerca disso ou, como aqueles que critica, vê as coisas apenas preto e branco?

Até porque escreve que:

O populismo — lembro — caracteriza-se por dividir o mundo a preto e branco, entre, por um lado, o “povo” (bom), entidade colectiva perfeita e trabalhadora, e, por outro lado, as elites (más), sejam elas culturais, sociais, profissionais e/ou políticas, pois todas seriam corruptas e nada fariam pelo “bem comum”.

Ora… isto aplica-se que nem uma luva a muita da governação actual e à retórica política que a suporta. O ataque à História, Filosofia, Artes e Humanidades é transversal ao espectro político e é comum a todo o tipo de mentalidades tacanhas, parolas e pretensamente pós-modernas. Mas com o ponto comum da deriva censória. A que não são estranhas as práticas de cert@s historiador@s de um lobby situacionista que eu conheço mais do que bem.

bla bla

 

O Artigo É De 2016, Ou Seja, De Quando Por Cá Voltaram Ao Poder Os Promotores Desta Escola A Tempo Inteiro Com MAis Folclore Do Que Substância

The New Preschool Is Crushing Kids

Today’s young children are working more, but they’re learning less.

Step into an American preschool classroom today and you are likely to be bombarded with what we educators call a print-rich environment, every surface festooned with alphabet charts, bar graphs, word walls, instructional posters, classroom rules, calendars, schedules, and motivational platitudes—few of which a 4-year-old can “decode,” the contemporary word for what used to be known as reading.

Ideia

Um Argumento Que Não Consigo Aceitar

Em tempos que já lá vão, levávamos reguadas e chapadões de profesor@s e isso estava errado, tão errado quanto agora um aluno de 12 anos enfiar uns murros num professor com mais de 60 porque, no fundo, aos 12 anos ninguém é bem culpado de nada.

Uma m€rd@ é que não, se é que me faço entender.

keep_calm_and_pardon_my_french

(um malfeitoria não pode justificar outra… uma besta adulta não pode justificar retrospectivamente seja o que for e se aos 14 anos os petizes já podem ter uma licença especial de condução de ciclomotor em via pública, gostava de saber se esse período de dois anos corresponde ao momento crítico de desenvolvimento de atitudes morais, éticas e etc…)

O Ódio É Humano (E Ancestral)

Infelizmente ou não. Agora parece querer dar-se a entender que a internet é a promotora de um “discurso do ódio”, quando ele tem origem humana, sempre existiu e, infelizmente, em épocas bem mais arcaicas conduziu a um número de mortes incomparavelmente maior em populações mais reduzidas. A tentativa de sacudir as responsabilidades por um fenómeno que só tem de novo o meio e a rapidez de multiplicação, paralela à própria aceleração do tempo que vivemos e ao aumento da população e das zonas (geográficas, políticas, religiosas, emocionais) de fricção, deixa-me sem perceber se quem assim age o faz por ignorância do passado ou deslumbramento com o presente. Sim, os boatos espalhavam-se de forma mais lenta no passado, com um impacto meramente local ou regional durante dias, semanas, talvez meses. Mas a ignorância era bem maior e o nível de fanatismo dificilmente seria menor no tempo das Cruzadas do que é agora. Ou durante as guerras da religião na Europa. Ou durante o sangrento século XX pré-internet.

O “discurso do ódio” está longe de ser a novidade. Apenas se deslocou para o meio de comunicação mais específico deste tempo. O “ódio” em si é humano, não é tecnológico. Sem a internet, o ódio racial seria menor? No Ruanda dos anos 90 do século XX havia banda larga? O Goebbels usava o whatsapp? A Inquisição espalhava a sua mensagem pelo twitter? Os gulags foram uma criação de que versão do facebook? O racismo e a xenofobia nasceram com os smartphones?

O ódio é humano. Gostemos ou não. Infelizmente. Tomara que se fique por palavras mal escritas em disputas idiotas nas “redes sociais”. O problema é quando a intolerância se torna acção e a violência salta para o mundo real. A baboseira digital é apenas isso e só se torna verdadeiramente perigosa quando quem a promove já era perigoso. Enquanto tecla não dispara, não esfaqueia. Enquanto vomita ofensas à distância estamos bem. O problema é quando nos cruzamos em carne e osso com ele. Quando o ódio é mais do que verbo mal conjugado. O bom e velho ódio que massacrou milhões de pessoas em qualquer época à escolha nos últimos século. Milénios. Ódio ao mais alto nível, quantas vezes de pessoas com esmerada educação e belas maneiras à mesa.

O mundo seria melhor sem as “redes sociais”? Depende. Seria certamente melhor sem gente estúpida e mentirosa. Ao mais alto nível. Mas parece que a sua proporção no total global insiste em não descer. Ao mais alto nível.

A internet não estupidifica. Apenas demonstra a estupidez que já existia.

keepcalm

(ainda há tão pouco tempo se elogiavam as “primaveras” possíveis graças a essas mesmas redes sociais e se acreditava que poderiam trazer uma renovação à democracia...)