E Não “Pingou” Para Mais Ninguém?

Neste tipo de casos, fico sempre espantado com a quantidade de gente que não viu ou ouviu seja o que for, mesmo com cargos de relevo nas organizações.

Sexta às 9. Ponces de Carvalho suspeito de enriquecer à custa de IPSS

Todas as polémicas do diretor que mete medo a todos

António Ponces de Carvalho gere os colégios João de Deus com mão de ferro e muitos casos: os gastos, as viagens ao Brasil com as alunas, os litígios e a fuga de professores. Leia a investigação da SÁBADO na íntegra.
Macacos
(estava aqui a ver um convite para umas coisas pedagógicas com, entre pessoas ainda mais luminosas da situação educativa, alguém que esteve mais de 25 anos nesta instituição e interrogo-me sobre o que posso vir a aprender… até por míope já sou…)

Subvenções Ao Ensino Particular E Cooperativo Em 2018

Através do Rui Cardoso, no blogue do Arlindo. Ficam aqui, contemplando não apenas os contratos de associação, mas também os contratos simples, de desenvolvimento, etc, etc: DGAE-Formu_SubVencoes_EPC_2018. Não fiz as contas todas mas há muita organização a levar muito, muito dinheirinho.

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A Eficácia dos CTT

Fiz uma encomenda na Amazon de um artigo relacionado com uma personagem de anime, enviado a partir de uma empresa do Extremo Oriente. O dito cujo artigo saiu de Singapura, de acordo com o serviço de tracking, no dia 21 de Dezembro. Chegou a Lisboa no dia 2 de Janeiro, 12 dias depois. Após uma semana (9 de Janeiro) lá decidiram emitir uma carta para me avisar que é necessário desalfandegar a coisa. A carta chegou hoje, dia 15, 13 dias depois. Ou seja, um aviso demora 13 dias a chegar de Lisboa à Quinta do Anjo, enquanto para trazer o artigo de Singapura a Lisboa chegaram 12 dias. O giro, mesmo giro, é que o serviço dos CTT é dito de “express mail”.

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(e nem vale a pena falar do serviço da privada dhl para fazer algo semelhante, com outro artigo que mandei devolver, pois só para fazerem a entrega – sem contar as taxas alfandegárias – cobravam quase 40 euros…)

Por Uma Vez, A Notícia Chega Como Explicação

Escolas violam as suas próprias regras para inflacionar notas

Inspecção de Educação fez, pela primeira vez, uma operação de combate ao desalinhamento entre notas que os alunos têm na sua escola e nos exames nacionais. Depois das recomendações, 80% corrigiram o comportamento.

(…)

Estas foram algumas das práticas verificadas pela IGEC numa “operação de verificação” levada a cabo em 2017 em 12 escolas, entre as quais estão as dez onde, no ano anterior, se tinha verificado um maior desalinhamento entre a nota que os alunos conseguiam dentro do estabelecimento de ensino, atribuída pelos professores (a chamada “nota interna”), e a nota que alcançavam nos exames nacionais. Entre as 12 escolas alvo desta intervenção, dois terços são privadas. A maioria delas (9) está localizada na região norte.

Desalinha

(…)

O facto de a IGEC “não ter deixado cair o assunto” e ter “encontrado forma de manter este controlo” sobre as escolas é “extremamente louvável”, avalia Gil Nata que, com Maria João Pereira e Tiago Neves, investigadores do Centro de Investigação e Intervenção Educativas (CIIE) da Universidade do Porto, foram pioneiros no tratamento científico desta problemática da inflação das notas pelas escolas.

Este especialista discorda, porém, do critério seguido pela IGEC. Em vez das dez escolas com maiores desalinhamentos registados no ano lectivo 2015/2016, Nata entende que seria mais proveitoso que a intervenção tivesse começado pelos estabelecimentos de ensino onde a inflação de notas internas é “sistemática” e verifica-se ao longo de vários anos. Desde que o ME divulga o “indicador do alinhamento das notas” (ver texto nestas páginas), 11 escolas repetiram sempre, ano após ano, a presença no grupo das maiores inflações de notas, com especial destaque para os colégios privados.

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(só falta um quirozeze a contextualizar e um moitadedeus a chamar “miseráveis” aos directores dos colégios que zarparam sem deixar rasto…)

Aceitam-se Apostas

Advogados dos sete acusados do caso dos colégios GPS atacaram tese do Ministério Público, que já deixou cair a acusação de abuso de confiança contra cinco administradores do grupo. Juiz Ivo Rosa decide sexta-feira quem vai a julgamento e pelo quê. Ex-secretário de estado entre os acusados,

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(embora eu tenha quase a certeza que dará em nada, com base na descontracção com que isto foi encarado por algumas pessoas do lobby)

Nada Que Não Se Saiba Empiricamente, Mas..

Investigadores compararam notas do curso e avisam: pagar pelo ensino pode valer acesso à faculdade, mas não garante uma preparação de qualidade.

Os estudantes de Medicina provenientes do Ensino Secundário privado reprovam mais do que os colegas que vieram das escolas públicas. Mesmo aqueles que estudam em escolas privadas que não inflacionam as notas saem mais mal preparados. A perceção de professores e investigadores é agora confirmada num estudo científico. Perante a conclusão, os autores, alertam: investir no ensino privado até pode garantir a entrada no curso, mas está longe de assegurar uma formação de qualidade.

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(claro que também sabemos que até podem acabar os cursos com piores médias, mas há sempre os consultórios e clínicas dos conhecimentos alimentados ao longo dos anos de convívio disponíveis para os receber…)

(adenda: o estudo original está aqui)

Carece de Poucos Comentários

As engenharias financeiras dos últimos 20-25 anos (não esqueçamos a ponte Vasco da Gama como o primeiro grande esquema deste género) custam, em juros, quase tanto como o que o Estado paga a todos os que asseguram as suas funções em escolas, esquadras, hospitais, tribunais, etc, etc, etc. E depois é culpa é de quem?

Peso das PPP nacionais no PIB é de 10,8%, o maior da União Europeia

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