A Educação Rende!

O cartaz de tamanho gigante afixado na fachada do edifício, em local de destaque, anuncia que o Centro Comercial Beloura, no concelho de Sintra, vai ser transformado num colégio americano de luxo, que deverá entrar em funcionamento já em Setembro deste ano. Será a primeira unidade da TASIS (The American School In Switzerland) a abrir em Portugal, sendo que esta escola internacional americana já conta com estabelecimentos de ensino a funcionar na Suíça, Inglaterra e Porto Rico. 

De acordo com os responsáveis pelo projecto, a renovação total do espaço ocupado actualmente pelo centro comercial inaugurado em 2003 na Quinta da Beloura II, junto à Estrada Nacional 9, com uma área de construção de 30 mil metros, deverá demorar cerca de três anos. No arranque do próximo ano lectivo, o colégio começará já a receber alunos a partir dos três anos de idade até ao 6.º ano de escolaridade. Em 2021, a oferta de ensino será alargada até ao 9.º ano e, mais tarde, estendida até ao ensino secundário.

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Subvenções Ao Ensino Particular E Cooperativo Em 2018

Através do Rui Cardoso, no blogue do Arlindo. Ficam aqui, contemplando não apenas os contratos de associação, mas também os contratos simples, de desenvolvimento, etc, etc: DGAE-Formu_SubVencoes_EPC_2018. Não fiz as contas todas mas há muita organização a levar muito, muito dinheirinho.

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Por Uma Vez, A Notícia Chega Como Explicação

Escolas violam as suas próprias regras para inflacionar notas

Inspecção de Educação fez, pela primeira vez, uma operação de combate ao desalinhamento entre notas que os alunos têm na sua escola e nos exames nacionais. Depois das recomendações, 80% corrigiram o comportamento.

(…)

Estas foram algumas das práticas verificadas pela IGEC numa “operação de verificação” levada a cabo em 2017 em 12 escolas, entre as quais estão as dez onde, no ano anterior, se tinha verificado um maior desalinhamento entre a nota que os alunos conseguiam dentro do estabelecimento de ensino, atribuída pelos professores (a chamada “nota interna”), e a nota que alcançavam nos exames nacionais. Entre as 12 escolas alvo desta intervenção, dois terços são privadas. A maioria delas (9) está localizada na região norte.

Desalinha

(…)

O facto de a IGEC “não ter deixado cair o assunto” e ter “encontrado forma de manter este controlo” sobre as escolas é “extremamente louvável”, avalia Gil Nata que, com Maria João Pereira e Tiago Neves, investigadores do Centro de Investigação e Intervenção Educativas (CIIE) da Universidade do Porto, foram pioneiros no tratamento científico desta problemática da inflação das notas pelas escolas.

Este especialista discorda, porém, do critério seguido pela IGEC. Em vez das dez escolas com maiores desalinhamentos registados no ano lectivo 2015/2016, Nata entende que seria mais proveitoso que a intervenção tivesse começado pelos estabelecimentos de ensino onde a inflação de notas internas é “sistemática” e verifica-se ao longo de vários anos. Desde que o ME divulga o “indicador do alinhamento das notas” (ver texto nestas páginas), 11 escolas repetiram sempre, ano após ano, a presença no grupo das maiores inflações de notas, com especial destaque para os colégios privados.

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(só falta um quirozeze a contextualizar e um moitadedeus a chamar “miseráveis” aos directores dos colégios que zarparam sem deixar rasto…)

Aceitam-se Apostas

Advogados dos sete acusados do caso dos colégios GPS atacaram tese do Ministério Público, que já deixou cair a acusação de abuso de confiança contra cinco administradores do grupo. Juiz Ivo Rosa decide sexta-feira quem vai a julgamento e pelo quê. Ex-secretário de estado entre os acusados,

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(embora eu tenha quase a certeza que dará em nada, com base na descontracção com que isto foi encarado por algumas pessoas do lobby)

Carece de Poucos Comentários

As engenharias financeiras dos últimos 20-25 anos (não esqueçamos a ponte Vasco da Gama como o primeiro grande esquema deste género) custam, em juros, quase tanto como o que o Estado paga a todos os que asseguram as suas funções em escolas, esquadras, hospitais, tribunais, etc, etc, etc. E depois é culpa é de quem?

Peso das PPP nacionais no PIB é de 10,8%, o maior da União Europeia

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