Subvenções Ao Ensino Particular E Cooperativo Em 2018

Através do Rui Cardoso, no blogue do Arlindo. Ficam aqui, contemplando não apenas os contratos de associação, mas também os contratos simples, de desenvolvimento, etc, etc: DGAE-Formu_SubVencoes_EPC_2018. Não fiz as contas todas mas há muita organização a levar muito, muito dinheirinho.

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Por Uma Vez, A Notícia Chega Como Explicação

Escolas violam as suas próprias regras para inflacionar notas

Inspecção de Educação fez, pela primeira vez, uma operação de combate ao desalinhamento entre notas que os alunos têm na sua escola e nos exames nacionais. Depois das recomendações, 80% corrigiram o comportamento.

(…)

Estas foram algumas das práticas verificadas pela IGEC numa “operação de verificação” levada a cabo em 2017 em 12 escolas, entre as quais estão as dez onde, no ano anterior, se tinha verificado um maior desalinhamento entre a nota que os alunos conseguiam dentro do estabelecimento de ensino, atribuída pelos professores (a chamada “nota interna”), e a nota que alcançavam nos exames nacionais. Entre as 12 escolas alvo desta intervenção, dois terços são privadas. A maioria delas (9) está localizada na região norte.

Desalinha

(…)

O facto de a IGEC “não ter deixado cair o assunto” e ter “encontrado forma de manter este controlo” sobre as escolas é “extremamente louvável”, avalia Gil Nata que, com Maria João Pereira e Tiago Neves, investigadores do Centro de Investigação e Intervenção Educativas (CIIE) da Universidade do Porto, foram pioneiros no tratamento científico desta problemática da inflação das notas pelas escolas.

Este especialista discorda, porém, do critério seguido pela IGEC. Em vez das dez escolas com maiores desalinhamentos registados no ano lectivo 2015/2016, Nata entende que seria mais proveitoso que a intervenção tivesse começado pelos estabelecimentos de ensino onde a inflação de notas internas é “sistemática” e verifica-se ao longo de vários anos. Desde que o ME divulga o “indicador do alinhamento das notas” (ver texto nestas páginas), 11 escolas repetiram sempre, ano após ano, a presença no grupo das maiores inflações de notas, com especial destaque para os colégios privados.

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(só falta um quirozeze a contextualizar e um moitadedeus a chamar “miseráveis” aos directores dos colégios que zarparam sem deixar rasto…)

Aceitam-se Apostas

Advogados dos sete acusados do caso dos colégios GPS atacaram tese do Ministério Público, que já deixou cair a acusação de abuso de confiança contra cinco administradores do grupo. Juiz Ivo Rosa decide sexta-feira quem vai a julgamento e pelo quê. Ex-secretário de estado entre os acusados,

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(embora eu tenha quase a certeza que dará em nada, com base na descontracção com que isto foi encarado por algumas pessoas do lobby)

Carece de Poucos Comentários

As engenharias financeiras dos últimos 20-25 anos (não esqueçamos a ponte Vasco da Gama como o primeiro grande esquema deste género) custam, em juros, quase tanto como o que o Estado paga a todos os que asseguram as suas funções em escolas, esquadras, hospitais, tribunais, etc, etc, etc. E depois é culpa é de quem?

Peso das PPP nacionais no PIB é de 10,8%, o maior da União Europeia

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Isto Faz-me Lembrar a “Escola Alfaiate”

A great school for every child in every neighborhood

Uma Fabulosa Área de Negócios

Analisem a facturação de algumas das grandes empresas do sector do fornecimento de refeições, só em contratos com o Estado (a coisa vai muito além da Educaçã, claro…): Uniself, Eurest e Gertal. Nos últimos 9 anos, foram, respectivamente, mais de 310 M€, quase 161 M€ e 532,5 M€. Se somarem, dá cerca de mil milhões de euros desde Setembro de 2008 (que é onde começa a série de dados) e há diversas outras empresas de fora que ainda facturam uns bons milhões. O que é lucro? Quem sabe essas contas que as faça.

As empresas apenas aproveitam as oportunidades que o Estado lhes oferece? Claro que sim. Mas quem “paga” as muitas economias de escala são, por exemplo, os miúdos que, raramente, acabam bem servidos em muitas cantinas escolares. Se isto é “iniciativa privada”? É capaz de ser. Com dinheiros públicos. Fazem mais barato do que os “recursos próprios”? Acredito. MAs…

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