Por Amor De Todas As Santinhas, E Se Fossem [Pi-Pi-Pi-Pi-Pi-Pi]

Rapariga… arranja, um namorado, uma namorada, qualquer coisa, um avisão (como a outra que namora com um), dedica-te à renda de bilros, vai para uma seita, adere ao mindfulness, mas, por favor, deixa-me jogar à bisa e à sueca (euroecentrismo, eu sei) sossegado.

Em vez de rei, dama e valete há ouro, prata e bronze. Com este novo baralho, a holandesa Indy Mellink quer acabar com a desigualdade de género nas cartas.

E porque é que o ouro (masculino) deve valer mais do que prata (feminina), já agora? Einh, já pensaste nisso ó esperteza neerlandesa saloia?

Por momento, reconsidero a possibilidade de achar que, realmente, há coisas “normais” e outras que não o são, depois de anos a pensar que isto é tudo muito relativo. Não, há coisas que são mesmo, mas mesmo, muito parvas.

3ª Feira

Lá se vai falando, mas muito superficialmente, de assuntos um pouco mais sérios do que o Padrão dos Descobrimentos em matéria de “costumes”. O assédio sexual (e moral e tantos outros) no Ensino Superior é um assunto quase mudo, porque “fica mal” e porque, como alguém diz na peça, raramente dá em qualquer coisa. Não andando por lá há muito tempo, limito-me a ir ouvindo coisas episódios que se distinguem muito pouco do que conheci nos meus tempos. Episódios que se disfarçavam numa interesseira consensualidade dos envolvidos, porque havia quem abusasse de forma mais ou menos subtil ou concreta e quem se deixasse abusar porque achava que esse seria o caminho para uma ascensão na horizontal.

E a verdade é que em diversos casos, funcionou, que bem @s vejo por aí, pimponas e pimpões em posição de abusarem agora, quais sargentos da tropa durante a recruta. O que conheci – e parece ter mudado pouco – foi um ambiente em que quem não alinhava era depois objecto de tentativas de desmoralização pública ou de bastidores. Quantas vezes a prostituição intelectual ia paredes-meias com outros tipo de arranjinhos, em retiros mal disfarçados onde se praticava uma versão paupérrima do que os mais velhos tinham ouvido falar nas franças e outros países desenvolvidos. em nome de uma certa “liberdade de costumes” praticava-se outra coisa. E há quem ouça falar, é verdade que não em grandes gritos, em inclusão e defesa dos direitos da diversidade de género a gente que já é muito velha para ter deixado de ter uma mentalidade homofóbica, transfóbica, etc, etc, incluindo fortíssimos preconceitos de classe em que se dizia pelo triunfo do proletariado igualitário. Mas que não se pense que os benzósdeusquevãoàmissatodososdomingoseatécomungam eram muito melhores, só que, quando lhes faltava a falta de decoro, sobrava-lhes a má-língua das raposas que chamam verdes às uvas que lhes fazem escorrem a boca de tamanha saliva.

Sim, há muito assédio no Ensino Superior, por vezes a coberto de já serem tod@sadult@s, mas tantas outras a descoberto da pura e simples falta de vergonha aliada à falta de coragem e medo de quem receia passar de vítima a alvo de chacota.

Coisas Que Me Parecem Claras E Óbvias

  • Um aluno do ensino público deve frequentar o seu currículo padrão que, no Ensino Básico, não contempla opções.
  • Um aluno do ensino público que se balda a uma disciplina e falta sistematicamente pode, em termos legais, ficar excluído por faltas se o faz sem justificação aceitável.
  • Um aluno do ensino público que tem boas notas a todas as disciplinas e tem excesso de faltas apenas numa, em regra, transita de ano por decisão do Conselho de Turma. Aliás, se não transitar, com “positiva” e de qualidade em tudo o resto, quase certamente uma decisão de retenção seria bloqueada em Conselho Pedagógico. Mais certo será passar com meia dúzia delas, com este ou aquele truque.

Dito isto:

  1. Eu não concordo muito com a posição daquele encarregado de educação que alegou objecção de consciência para impedir os seus educandos de frequentar a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. É uma espécie de bloqueio ideológico a reagir ao que se entende ser uma deriva ideológica do currículo.
  2. Concordo ainda menos que o SE Costa, por despacho, desautorize a decisão de Conselhos de Turma que decidiram pela transição dos alunos. É, em meu entendimento, um abuso de poder, por motivos ideológicos, pois aposto que se a coisa tivesse acontecido com Ciências, História ou Inglês, ele não teria feito tal intervenção.

Pelo que acho:

  1. Perfeitamente razoável que o encarregado de educação recorra aos Tribunais, tendo eu quase a certeza que lhe darão razão, pelo menos na parte da transição.
  2. Perfeitamente inaceitável que, em tal disputa, se lixe um ano ou mais da vida dos alunos em causa.

JCosta1

O Meu “Sentido Profundo De Dever Cívico”… 2

… impede-me de colocar dúvidas de carácter ético, moral ou “cívico” em, relação a classes profissionais inteiras, em especial com base no seu estado de saúde quando estão em grupos de risco de contrair a covid-19. Mas há quem tenha feito outro curso de “Educação Cívica” quando foi à escola.

pieinthe face

 

Dúvida Jacobina

Porque será que tantos representantes, moderadamente jovens, de uma certa “Direita” que afirma valores como a Família acima de quase tudo, parecem tão incomodados quando têm de a suportar 24/7 durante umas semanas de confinamento?

Quem ler os lamentos de pessoal como o Henrique Raposo até pode pensar que ele é um desgraçadinho, sem meios para trabalhar em casa ou em lay off de uma qualquer empresa de venda a retalho, em vez de ser um “rabo sentado” bem instalado no sistema da avença mediática. Está a falar em nome da “sua” geração e não a nível pessoal?

Sim, claro… é mesmo isso.

Em especial quando diz que esta forma de ser pai não é feita em liberdade, nem como escolha. Mas ele, durante o acto sagrado da procriação, estava a pensar nas horas em que o fruto da sua semente iria ficar todos os dias úteis na creche ou escola?

malandro

Isto Parece-me Muito Estereotipado

Até porque é num bloco novinho, acabado de inaugurar, após anos e anos de avanços e recuos com contentores a fingir de salas, numa escola aqui na margem sul. Não é por nada, mas dá para perceber que isto deve ter sido projecto de tempos anteriores à transmodernidade. Mas pelo que me contam são instalações democráticas e igualitárias, de acesso livre para discentes e docentes, pois estes não dispõem de instalações próprias há coisa de uma década.

Já agora… parece que os elevadores não estão a funcionar ainda, pelo que se alguém com dificuldades mesmo de mobilidade (como a cadeira de rodas da imagem) é capaz de ficar num aperto a sério com o wc no 1º andar, se o do r/c estiver ocupado. Mas vamos ser positivos e pensar o melhor.

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