Por Amor De Todas As Santinhas, E Se Fossem [Pi-Pi-Pi-Pi-Pi-Pi]

Rapariga… arranja, um namorado, uma namorada, qualquer coisa, um avisão (como a outra que namora com um), dedica-te à renda de bilros, vai para uma seita, adere ao mindfulness, mas, por favor, deixa-me jogar à bisa e à sueca (euroecentrismo, eu sei) sossegado.

Em vez de rei, dama e valete há ouro, prata e bronze. Com este novo baralho, a holandesa Indy Mellink quer acabar com a desigualdade de género nas cartas.

E porque é que o ouro (masculino) deve valer mais do que prata (feminina), já agora? Einh, já pensaste nisso ó esperteza neerlandesa saloia?

Por momento, reconsidero a possibilidade de achar que, realmente, há coisas “normais” e outras que não o são, depois de anos a pensar que isto é tudo muito relativo. Não, há coisas que são mesmo, mas mesmo, muito parvas.

Memórias – 2

Mexer em papelada velha dá nisto. Encontram-se muitas contas que já deviam estar no lixo há décadas, extractos bancários em escudos, cheques mais do que caducados, mas também correspondência de há um quarto de século, quando um tipo escrevia sobre temas “fracturantes”, ainda andava muita gente a sair do fraldário ou a aprender a ler e escrever. Nunca percebi porque dividiram aquilo em 2 volumes, um deles apenas com os anexos, que apesar de serem densos, não ocupavam assim tantas páginas como isso.

(outra morada que se ficou pelo século XX…)

A Ler

Para quem tiver assinatura. Eu vou racionando os artigos disponíveis, embora colabore lá há mais de uma dúzia de anos.

Quanto ao tema, sou dos que há muito constatou que as “elites” muitas vezes auto-definidas, se baseiam mais numa posição económica e nas suas conexões do que no seu esclarecimento. Basta ver que o movimento anti-vacinação parte do topo e até tem muitos “legitimadores” entre a “classe médica” e “especialistas”. Lá fora e por cá.

A elite e os pais radicais (2)

Sobre Aquela Petição…

… acerca de Cidadania e Desenvolvimento, só quero ver se é tratada pelos serviços parlamentares (e excelentíssim@s parlamentares) com o mesmo tipo de displicência ou enfado que se dedicam a petições sem gente tão notável. Sobre a substância e verdadeiras motivações dos peticionários, a conversa fica para depois.

(o presidente da ANDE, nem sempre a pessoa mais imaginativa a falar, decidiu classificar a CD não como disciplina, mas como “um complexo disciplinar”; não percebo o que ele tem com a conhecida expressão “albergue espanhol”…)

Coisas Que Me Parecem Claras E Óbvias

  • Um aluno do ensino público deve frequentar o seu currículo padrão que, no Ensino Básico, não contempla opções.
  • Um aluno do ensino público que se balda a uma disciplina e falta sistematicamente pode, em termos legais, ficar excluído por faltas se o faz sem justificação aceitável.
  • Um aluno do ensino público que tem boas notas a todas as disciplinas e tem excesso de faltas apenas numa, em regra, transita de ano por decisão do Conselho de Turma. Aliás, se não transitar, com “positiva” e de qualidade em tudo o resto, quase certamente uma decisão de retenção seria bloqueada em Conselho Pedagógico. Mais certo será passar com meia dúzia delas, com este ou aquele truque.

Dito isto:

  1. Eu não concordo muito com a posição daquele encarregado de educação que alegou objecção de consciência para impedir os seus educandos de frequentar a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. É uma espécie de bloqueio ideológico a reagir ao que se entende ser uma deriva ideológica do currículo.
  2. Concordo ainda menos que o SE Costa, por despacho, desautorize a decisão de Conselhos de Turma que decidiram pela transição dos alunos. É, em meu entendimento, um abuso de poder, por motivos ideológicos, pois aposto que se a coisa tivesse acontecido com Ciências, História ou Inglês, ele não teria feito tal intervenção.

Pelo que acho:

  1. Perfeitamente razoável que o encarregado de educação recorra aos Tribunais, tendo eu quase a certeza que lhe darão razão, pelo menos na parte da transição.
  2. Perfeitamente inaceitável que, em tal disputa, se lixe um ano ou mais da vida dos alunos em causa.

JCosta1

Isto Parece-me Muito Estereotipado

Até porque é num bloco novinho, acabado de inaugurar, após anos e anos de avanços e recuos com contentores a fingir de salas, numa escola aqui na margem sul. Não é por nada, mas dá para perceber que isto deve ter sido projecto de tempos anteriores à transmodernidade. Mas pelo que me contam são instalações democráticas e igualitárias, de acesso livre para discentes e docentes, pois estes não dispõem de instalações próprias há coisa de uma década.

Já agora… parece que os elevadores não estão a funcionar ainda, pelo que se alguém com dificuldades mesmo de mobilidade (como a cadeira de rodas da imagem) é capaz de ficar num aperto a sério com o wc no 1º andar, se o do r/c estiver ocupado. Mas vamos ser positivos e pensar o melhor.

WC.jpg