Limites

Há vários tipos de tarefas na escola para além de “dar aulas”. Algumas são suportáveis, outras desagradáveis e algumas insuportáveis, não porque eu desgostar delas mas porque ofendem algumas das minhas crenças básicas sobre os procedimentos correctos de fazer as coisas.

Não entrando em especificidades sobre quais são quais, há dois princípios básicos que orientam a minha atitude em relação às tarefas que me desagradam e às que considero insuportáveis e perante as quais me declaro objector de consciência (felizmente poucas).

Em relação às desagradáveis procuro desempenhá-las da forma mais profissional possível, despachando-as o mais rapidamente que posso, sem com isso sobrecarregar colegas com algo que, para a maioria, também lhes será desagradável.

Em relação às insuportáveis, procuro os meios legais e transparentes de não me ver responsável por elas. Estou aqui a lembrar-me da única que verdadeiramente recusei de forma liminar há uns anos, mas não quero ferir susceptibilidades, próximas ou distantes.

O que é que eu não aguento com facilidade?

Malta que, por achar desagradáveis certas tarefas (mas sobre as quais não tem qualquer verdadeira atitude de recusa estruturada, apenas não lhes apetecendo…), as não cumpre repetidamente da forma devida, com desculpas de caracácá, obrigando os colegas a fazê-las de forma duplicada ou triplicada e ainda se pavoneando da sua pseudo-rebeldia impune.

Pessoas que desempenham funções e tarefas que afirmam ir contra os seus princípios e sensibilidades, mas mesmo assim as fazem com denodo e arreganho, quando não com espavento e exibicionismo.

(e há ainda a estratégia de fazer merda de forma repetida, como forma de tentar escapar de nomeações para tarefas que deveriam ser de todos e fazem parte, sem qualquer margem de dúvida, do conteúdo funcional da profissão e do salário no fim do mês…)

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Exacto!

Uma excepção brilhante ao que escrevi mais abaixo:

Caras pessoas amarelas,

O que vos faz ir para as ruas é a escola dos filhos de cada um de vós. O que me fez e faz e fará ir para a rua, e até escrever este texto, é a escola de todos os filhos. Nunca foi “a escola do meu filho”. Foi sempre A Escola. Não vos vi por lá nessa altura.

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