Limites

Há vários tipos de tarefas na escola para além de “dar aulas”. Algumas são suportáveis, outras desagradáveis e algumas insuportáveis, não porque eu desgostar delas mas porque ofendem algumas das minhas crenças básicas sobre os procedimentos correctos de fazer as coisas.

Não entrando em especificidades sobre quais são quais, há dois princípios básicos que orientam a minha atitude em relação às tarefas que me desagradam e às que considero insuportáveis e perante as quais me declaro objector de consciência (felizmente poucas).

Em relação às desagradáveis procuro desempenhá-las da forma mais profissional possível, despachando-as o mais rapidamente que posso, sem com isso sobrecarregar colegas com algo que, para a maioria, também lhes será desagradável.

Em relação às insuportáveis, procuro os meios legais e transparentes de não me ver responsável por elas. Estou aqui a lembrar-me da única que verdadeiramente recusei de forma liminar há uns anos, mas não quero ferir susceptibilidades, próximas ou distantes.

O que é que eu não aguento com facilidade?

Malta que, por achar desagradáveis certas tarefas (mas sobre as quais não tem qualquer verdadeira atitude de recusa estruturada, apenas não lhes apetecendo…), as não cumpre repetidamente da forma devida, com desculpas de caracácá, obrigando os colegas a fazê-las de forma duplicada ou triplicada e ainda se pavoneando da sua pseudo-rebeldia impune.

Pessoas que desempenham funções e tarefas que afirmam ir contra os seus princípios e sensibilidades, mas mesmo assim as fazem com denodo e arreganho, quando não com espavento e exibicionismo.

(e há ainda a estratégia de fazer merda de forma repetida, como forma de tentar escapar de nomeações para tarefas que deveriam ser de todos e fazem parte, sem qualquer margem de dúvida, do conteúdo funcional da profissão e do salário no fim do mês…)

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Será Verdade? – 2

O que vou sabendo da reunião realizada em Lisboa entre director@s e presidente do JNE (mestre Luís Santos, que julgo desconhecer em concreto)  revela a visão peculiar que os responsáveis do ME (políticos ou operacionais) têm da liberdade e democracia, em geral, e da tal confiança nos professores e na autonomia das escolas, em particular.

A confirmar-se o que vou ouvindo, e o objectivo é obrigar a maioria das escolas a fazer as provas de aferição que eram obrigatórias antes de passarem a facultativas e agora tornarem a ser, de facto, obrigatórias. Para isso, irão lixar-se na fundamentação apresentada pelas escolas que não pretendem fazer as provas, impondo indeferimentos a granel, com maiores ou menores bordoadas na coerência.

Uma vergonha que não sei se irá repetir-se em outras zonas do país.

A confirmar-se (repito), aguardo posição malabarista dos defensores da teorização da imensa bondade de “entregar a decisão às escolas”.

Para efeitos da habitual controleirice a caça às bruxas… quero desde já declarar que estas informações não foram obtidas junto de directores da minha zona de residência ou trabalho. Porque eu sei, por diversos exemplos do passado, o que certos aparelhos são capazes de fazer.

Polegares

Novidades Legislativas :-)

Despacho n.º 4688-A/2016 – Diário da República n.º 66/2016, 1º Suplemento, Série II de 2016-04-05

Alteração do Despacho n.º 7104-A/2015, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 123, de 26 de junho de 2015, que determina o calendário escolar para o ano de 2015/2016.

Despacho Normativo n.º 1-F/2016 – Diário da República n.º 66/2016, 1º Suplemento, Série II de 2016-04-05

Regulamenta o regime de avaliação e certificação das aprendizagens desenvolvidas pelos alunos do ensino básico, bem como as medidas de promoção do sucesso educativo que podem ser adotadas no acompanhamento e desenvolvimento das aprendizagens.

Despacho Normativo n.º 1-G/2016 – Diário da República n.º 67/2016, 1º Suplemento, Série II de 2016-04-06

Aprova o Regulamento das Provas de Avaliação Externa e de Equivalência à Frequência do Ensino Básico e revoga o Despacho normativo n.º 6-A/2015, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 45, de 5 de março de 2015.

Burnout

A Parte Boa

É que nunca, alguém, será responsabilizado seja pelo que for. É a chamada estabilidade do sistema financeiro, escondida sob um manto de galambices, montenegrices e, como cereja, marquesmendices.

Solução Banif implicou perdas para o Tesouro de pelo menos 3000 milhões e um ganho para o Santander, o comprador, entre 500 milhões e mil milhões, e que pode não ter base legal.

Aguentai!

Contribuinte