Quando Este Se Queixa De “Opacidade”…

… é caso para dizer que está mesmo tudo enlameado. Ou que o dinheirinho não está a escorrer nas direcções “certas”.

52 em 201. Acordo na saúde não convence autarcas: “A opacidade das negociações é constrangedora”, diz Isaltino Morais

4ª Feira

Na TSF, pela manhã, como se de pandemia (ou endemia) ninguém já quisesse falar, discutia-se o excesso de idas às urgências hospitalares pela enésima vez, pela enésima vez se considerando que é indispensável regrar esse afluxo, chegando mesmo alguém a dizer que se deveria proibir o acesso a quem não viesse referenciado pelo sns24, pelo inem ou por unidades de cuidados primários e que as pessoas se deveriam dirigir em primeiro lugar aos Centros de Saúde antes de ir ao Hospital mais próximo. Não sei se é ignorância, candura ou miopia ter gente da área da Saúde com tamanho desconhecimento do que se passa no mundo real. Ou então desconhecem os meios dos Centros de Saúde e a forma de atendimento que, em muitos casos, passa por enviar a pessoa exactamente para o Hospital, se possível pelos próprios meios, de familiar ou pessoa amiga, por falta de meios de diagnóstico e também, há que o admitir, por receio de alguma responsabilidade acrescida por um mau desfecho.

Quando decidiram fechar muitos Centros de Saúde de proximidade e limitar o horário de funcionamento de outros, para além de os sub-equiparem no plano humano e técnico, talvez se possa fazer uma discussão a sério do assunto. Até lá… lamento, mas a realidade, por muitos relativismos que as modas tenham trazido, ainda é um muro duro de bater.

Como Transmitir Uma Sensação De “Segurança”?

Alunos que testem positivo por contacto com alguém “em ambiente familiar” vai para casa. E vão alunos em seu redor numas escolas, a turma toda em outras, ninguém ainda em aqueloutras. Uma coisa curiosa é que os que vão para casa por contacto directo com o colega positivo, em regra ficam à espera para serem testados até que passa o tempo e é altura de voltarem às aulas. Ou se as famílias, com natural receio, perdem a paciência e tomam a iniciativa de mandar fazer o teste, já passaram os dias suficientes para a carga viral ser muito baixa. E assim se impede, por via de esperteza saloia, que se registem “surtos”. Vamos acreditar que isto que escrevi é apenas uma suposição.

A Outra Face Da Moeda

O combate (justificado) à pandemia não pode ser feito à custa de muitas outras pessoas vulneráveis. E essa é uma crítica justa a um Governo que parece ter-se tornado quase monotemático na Saúde. E não adianta a ministra ir com ar compungido ao programa da Cristina, paragem obrigatória por estes dias de qualquer governante que se sinta a necessitar de um banho de simpatia e popularidade matinal.

Há muito mais portugueses a morrer em casa e óbitos em investigação dispararam

Há mais 24% de mortes em investigação e óbitos que ocorreram em casa subiram 18% desde o início da pandemia. Nos hospitais aumento fica pelos 5,6%. DGS confirma tendência e estuda causas.

Outras Leituras

Addressing Teacher Mental Health during the COVID-19 Pandemic

When teachers return to work in the fall, the schools they reenter will look quite different from the schools they left behind in March. Schools are anticipating substantially increased demand to support student mental health, as many will return to school having experienced loss and grief, months of social isolation, and heightened rates of familial violence and poverty (Galea et al., 2020). To meet the needs of these youth, it will be crucial to support the mental health and wellness of teachers and school staff who provide their care.

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Com Uma Final Eight Da Champions Isso Cura-se Num Instante

The Mental Health Fallout of Doctors After COVID-19

Over the past several months, the COVID-19 epidemic has dominated daily life, with wide-ranging impacts on the economy and public health. However, perhaps no one subset of the population has experienced the full brunt of the outbreak more acutely than the healthcare workers fighting to keep it at bay. Working long hours with oft-insufficient PPE (and in many cases isolated from loved ones), they must confront human suffering & death in a way that few civilians ever will, and the mental toll can be exorbitant.
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E Agora As Indicações Da DGS Para O Retorno Das Aulas Presenciais

Gosto sempre quando um documento traz mais de uma página de suporte bibliográfico, mesmo se a assinatura digital não me aquieta O que, na dúvida e nos casos em que as recomendações divergem em parte das recomendações anteriores da DGEstE, pode servir para desempatar. Recomendo a leitura relativa à organização das salas de aula (na maior parte dos casos dá-me 12 alunos por sala). E gostaria de saber se vai ser mesmo respeitada, em conjunto com as indicações sobre os percursos no interior da escola. Mesmo se, repito, a miudagem não esteja em grupo de risco, mas sim no de potenciais transmissores assintomático.

Fica aqui o documento: Orientacao-n-0242020-de-08052020.

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Mas Que Raio De Contas São Estas?

O problema prioritário não é a doença ou morte das pessoas? Eu percebo a lógica relativa ao SNS, mas… há algo por aqui que me incomoda nestas análises de “risco”.

O regresso gradual e progressivo à realidade vai levar as pessoas para a rua e para o trabalho e, nessa fase, as autoridades de saúde vão acompanhar de perto um painel de indicadores que lhes permita perceber se a covid-19 está controlada. O número de internamentos é um desses indicadores. Se chegar a 4000 com a reabertura da economia significa que a capacidade de resposta dos serviços de saúde está muito mal. 

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