O Último (E Único) Contrato Que Encontro Para O Portal Das Matrículas É Já De Abril E De Quase 350.00€ (+IVA)

Cláusula 1.ª
Objecto do contrato
O presente contrato tem por objeto a aquisição de serviços de desenvolvimento Portal das Matrículas.

Cláusula 2.ª
Preço Contratual
1. Pela prestação referida na Cláusula 1ª, a PRIMEIRA OUTORGANTE pagará à SEGUNDA OUTORGANTE, o preço contratual de € 348.356,00 € (trezentos e quarenta e oito mil, trezentos e cinquenta e seis euros), a que acresce IVA à taxa legal em vigor.

Não sei se é caro… provavelmente nem é. Desde que funcione.

A empresa é a mesma que já em Maio foi escolhida para:

Aquisição de serviços de construção, desenvolvimento e implementação de aplicação móvel (app) E360 Professor

buraco-dinheiro-2

Estou Cada Vez Mais Convencido De Que Não Existiu “Ataque” Algum

E quanto a bloqueio no acesso, se calhar foi porque me pus de pé, de braços abertos, entre o router e o “sistema.

“A natureza dos ataques informáticos prendeu-se com bloqueios no acesso ao sistema, como referido, e não com a tentativa de violação de dados”, acrescenta o gabinete de imprensa do ME.

Apesar das fragilidades, em termos de segurança, da maioria das plataformas que o ME coloca em funcionamento, desde que a notícia surgiu que, em conjugação com aquela orientação da DGEstE, me cheira a qualquer coisa e não é nada muito limpo.

Mentira

Estive Em Arrumações, Ainda Não Me Informei, Por Isso…

… estou sem saber se:

  • Os manuais continuam a não ser devolvidos ou já arranjaram outra justificação para a devolução?
  • As matrículas sempre são automáticas para a maioria ou o “ataque” terminou e aquilo funciona à velocidade da luz fluorescente?
  • O vírus ainda só se desloca menos de um metro nas salas de aula ou afinal podem ser dezenas, apesar do que afirma o cientista-ministro?

Majestic sunset in the mountains landscape. HDR image

 

Imaginem Isto Em Tempos Em Que Existisse Mesmo Oposição

A sucessão de disparates no ME começa a ultrapassar o vagamente razoável e está a par, se não suplanta, as trapalhadas dos tempos do Santana e da “tia” que era da família daquele senhor padre muito conhecido na altura.. Não é apenas o que isto desorienta as escolas e as famílias dos alunos, mas o que significa como sinal de um permanente amadorismo. Apesar de já ter tido tempo para fazer dois ciclos de estudos bolonheses na 5 de Outubro, o ministro Tiago continua aquela lástima que se viu na entrevista ao Expresso. Percebeu-se (e não foi apenas agora) que a carreira política está acima de qualquer coerência ou seriedade. O secretário Costa prefere os momentos e tempos de “sedução” a docentes “páusicos” de qualquer género, que gostam de conversa doce que faça sonhar com o fim dos anos 70 ou algo parecido e detesta ter de meter as mãos em tretas destas.

Nem vale a pena perder tempo com aquela de as turmas não irem ser divididas porque, afinal, os alunos cabem todos nas salas e o “distanciamento social” como prevenção é uma espécie de mito urbano moderno para o cientista Rodrigues.

Os manuais eram para devolver, apesar de se quererem recuperar aprendizagens no próximo ano; no Parlamento é votada a não devolução e o ME manda devolver na mesma até que alguém lhe deve ter explicado a estrutura dos poderes nos regimes liberais, porque no 6º ano ele estava distraído, porque História era uma chatice, e lá se disse que era mesmo para não devolver, embora grande número, na dúvida, tivesse devolvido.

Agora são as matrículas. Qualquer director de turma sabe que foi instigado com intensidade para convencer os encarregados de educação a usar o Portal das Matrículas; houve mesmo escolas que nem consideraram a possibilidade de matrículas presenciais. Deram-se datas, mas percebeu-se rapidamente que a última semana de Junho foi o melhor período para o usar, mesmo antes de se saberem os resultados das avaliações. Em pouco tempo, com a palavra passada, o portal começou a não aguentar os acessos simultâneos que eram previsíveis. E os directores de turma começaram a recomendar que se fizesse tudo pela madrugada, como antigamente com os primeiros irs por via electrónica. Quando tudo aconselharia que, em tempos como estes, as matrículas para quem permanecesse no mesmo agrupamento fossem automáticas. Mas não. Agora fala-se em “ataque informático” para justificar uma medida que deveria ter sido tomada há duas semanas. Não sei se existiu e até espero que não, pois os meus dados estão lá. Mas se houve mesmo, que segurança sentirão os pais dos alunos dos anos iniciais de ciclo ao irem lá colocar as suas informações?

Só que não temos oposição, por razões há muito sabidas. O Bloco anda a ver se apanha as últimas migalhas, enquanto encena umas questiúnculas e uns arrufos. O PCP anda a ver se ainda tem migalhas e não sabe bem o que fazer, não percebendo que já ninguém fica convencido com o perigo do papão da “Direita” chegar ao poder. Porque a “Direita” não existe. O PSD não tem uma mão cheia de gente que apareça e fale com credibilidade sobre seja o que for e o seu líder fica muito feliz só porque tem tempo de antena para dizer umas coisas. Se até o histórico militante laranjinha número 3 é o candidato preferido do actual PM, percebe-se que Rio está lá, porque é preciso estar lá alguém que nem perceba que só está lá para a cadeira não ficar vazia. Quanto ao CDS, apesar da boa iniciativa relativa aos manuais, é uma caricatura em miniatura dos seus piores tempos. Os outros? Os “novos”? A sério? Alguém leva mesmo a sério o Ventura (alguém que o convide para vice do Benfica e ele chega-se logo), a Joacine ou as zumbas do PAN?

O governo governa como bem quer e entende, podendo falhar tudo e mais alguma coisa, porque “o Marcelo” quer ser plebiscitado e bater o recorde de percentagem na eleição para um segundo mandato e não há qualquer tipo de “contrapeso” com verdadeira capacidade de intervenção. A maioria da comunicação social está estrangulada pelo medo de falir e aceita quase tudo, assinando de cruz. O poder judicial funciona até esta ou aquela instância, mas depois esbarra quase sempre numa parede imensa de cumplicidades.

Nem nos tempos mais ferozes do “engenheiro” se viu tamanha anomia e incapacidade de acção da oposição.

A democracia não é isto, mesmo se há cortesãos que batem palmas e se congratulam por esta forma “nova” de união nacional.

A preocupação maior é se os cámones vêm para o allgarve ou não. Tudo isto é triste, tudo isto é um mau fado.

joao_abel_manta_turistas_1972

Previsões Para A Crise

A União Europeia prevê uma crise na economia portuguesa com valores a rondar os 10%, enquanto antes se falava em menos de 7%. Principal causa? A queda do turismo. E voltamos ao velho problema nacional de pequenos surtos de aparente prosperidade com causas exógenas. Um modelo de “desenvolvimento” que depende fortemente dos humores de fenómenos sazonais ou de procura externa é sempre algo frágil. A aposta no mercado externo funciona quando se tem uma boa base no consumo interno. Já lia isso nos idos dos anos 80, quando os livrinhos (aqueles dois volumes, um amarelo e o outro verde de formato pequeno do Indústria e Império, publicados pela Presença) do Eric Hobsbawm explicavam isso mesmo sobre o arranque industrial. Pode parecer ultrapassado, mas não. Apenas mudou as roupagens. E os “impérios”. E os economistas de algibeira, mesmo se agora cacarejam muito bem em inglês.

galinhas

Oito Meses Sem Mexer Na Massa?

Tenho muito pouca esperança que qualquer processo contra o “novo zeinal” ou o “velho” mexia chegue onde quer que seja em ermos de “finalmentes”. Está mais do que garantido qualquer coisa, ao longo do processo, permitirá que não se prove o que parece evidente, mas nuca é. Mas, pelo menos, serão oito meses em que terá de ser outro a mexer os cordelinhos, a decidir se paga as mesmas publicidades e apoia os mesmos eventos.

Money

Por Mês?

Phosga-se… não há-de o Medina querer manter o dinheirinho do Turismo a toda a força… se não… como daria para pagar estas tenças?

Filho de Jaime Gama que costuma apoiar Medina em comentários na rádio recebe 17.003€ por mês da CML

BlackAdder

(má sorte, não ter andado aos aventais em seu tempo… mas o meu pai disse-me para tentar ganhar a vida de forma séria…)

O Arlindo Abre O Jogo

Pessoalmente sou um grande crítico das aulas de 100 minutos sem qualquer intervalo. Percebo a contingência, mas… ali fechados, em especial no 2º ciclo, mas também no 3º… é muito tempo e pouca uva.

É uma “base de trabalho”… as coisas não são fáceis, mas… curiosamente, prefiro um modelo mais “flexível”.

Base de trabalho para Implementar Um Plano de Contingência Para 2020/2021

Finger