Amanhã, no Público

Atiro-me de forma extensa (e eventualmente chata porque recorre muito a coisas concretas e citações) à proposta de “aprendizagens essenciais” para HGP e História. Um tipo pode acabar derrotado, uma e outra vez, mas não se deve abandonar a batalha sem espernear até ao fim. Dizem agora que se chama resiliência. Eu acho que sou apenas teimoso à moda antiga. Serei arcaico, fora de moda, um tipo claramente saído dos confins dos tempos. Mas que não gosta da História ser lançada para uma 3ª linha curricular, a consumir em semestres e de forma desarticulada, só porque não tem capacidade de pressão junto do poder que está.

PG PB

 

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Desculpem Lá, Mas É Irresistível

Ouvi mesmo o  António Costa acabou de prometer às crianças uma vida acima dos 100 anos?

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(agora está numa parte sobre a “revolução digital” verdadeiramente demagógica e meteu a flexibilidade curricular na conversa, falando em “educação de banda larga”  coimo uam das estratégias para lutar contra os robôs quando eles nos quiserem roubar os postos de trabalho? haverá limites para o ridículo?)

Desta Vez o Marques Não Mentiu

É uma estratégia inteligente. Dizer umas quantas coisas certas, para melhor fazer passar as plantações ocasionalmente oportunas.

Para reforçar a dimensão de combate político para os três actos eleitorais do próximo ano, o secretariado passará a ter oito membros do Governo: Ana Mendes Godinho, Alexandra Leitão, Eurico Brilhante Dias (que já integrava este órgão), Graça Fonseca, Marcos Perestrelo, Mariana Vieira da Silva, Pedro Marques e Pedro Nuno Santos.

Quanto ao facto em si, atendendo a tudo o que se tem passado, talvez sirva para abrir os olhos a quem acha que será com conversas e negociações que alguma coisa se resolverá. O SE Costa vai ter a “sua” reforma curricular, mantendo-se na sombra e em silêncio sempre que as questões são abertamente conflituais. O ministro Tiago é enviado para as reuniões para passar o tempo. Já a SE Leitão é o braço operacional POLÍTICO-JURÍDICO para destruir todas as pretensões dos professores que estão na carreira há mais tempo, sendo a pessoa de confiança do PS (com o deputado Silva, Porfírio de sua graça no Parlamento, a fazer de duplo) para atrair o apoio de micro-grupos felizes com as habilidosas vinculações “extraordinárias”.

Que existam negociadores experientes, radicais e façanhudos que ainda pareçam acreditar que as coisas não são mesmo assim, que levaram dois anos a ser suavemente deglutidos à mesa das negociações, é algo que sinceramente me espanta. Não os pensava tão escassos de entendimento (que de “entendimentos” eles percebem) ao ponto de terem ficado praticamente sem margem de manobra. Têm uma saída… mas em devido tempo voltarei a esse assunto com mais elementos do que rumores.

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(entretanto, o galamba “cai” como, às vezes – nem sempre -, acontece com aqueles que servem para todas as situações e porque se percebe pelos olhos dentro que sabia bem mais do que se passava nos tempos socratinos do que gostaria que percebesse)

 

A Ler

Tem cerca de 150 páginas, custa uns 9 euros (ou menos, se o comprarem com algum desconto) e nem vale a pena estar a retirar grandes citações, pois o que interessa mesmo é perceber como se tece a “Pós-Verdade”. Embora a análise esteja influenciada pelas derivas populistas mais recentes nos EUA e Reino Unido, há muitas pistas sobre a forma como se apela às emoções (a começar pelo medo) contra os esforços racionais e os chatos “factos”. Como se tecem boatos de forma voluntária por quem sabe o que está a fazer, apostando na sua multiplicação com base na ignorância ou preconceito. Muito interessante é explicar que muito do que chamamos “pós-verdade” resulta do comportamento dos cidadãos que recompensam políticos assumidamente mentirosos ou que apenas procuram a informação que confirma aquilo em que já acreditam.

As Perdas Salariais Com Uma Recuperação Faseada do Tempo Congelado

Nem é falar do que se perdeu e sabemos que não volta (ao contrário do que pensa aquela deputada do PS que parece ter sido “professora do Ensino Secundário” até 2015), mas sim o que se perderá sem uma recuperação integral do tempo de serviço em “tempo útil. Os cálculos são do Luís Braga, feitas em cima da tabela proposta da Fenprof. Existem, naturalmente, diferenças, conforme o tipo de contribuinte (casado ou não, nº de filhos) Coloco em imagem, mas o anexo em pdf fica aqui para melhor consulta: Tabela base para comparação de perdas.

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O António Duarte Percebeu O Importante

E agora, o que fazemos?…

(…)

Já perto de 13 mil cidadãos subscreveram a iniciativa. Faltam, por isso, 7 mil para que se reúna o número de subscritores necessário à discussão obrigatória no Parlamento. Assim, depois da participação na manifestação, a assinatura da ILC, para os que ainda o não fizeram, e convencer outros a assinar, será o próximo, o mais lógico e o mais importante passo a dar, em defesa da carreira dos professores. Instruções aqui.

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