Daqui A Pouco, Na CNNP, Se A Actualidade Chuvosa O Permitir E A Net Alinhar

Penso que apenas um breve comentário sobre as actualidades educativas, espero que com destaque para os protestos dos professores. Quando aceito, não veto temas ou filtro pessoas. Sei que nunca direi tudo o que a todos interessa, mas apenas o que me ocorre, já que não levo guião ou lista de pedidos ao Pai Natal, que já passou.

A Festa Deste

É mais pobrezinha do que a da outra. O que não se sabe é de que forma esta distribuição de certificados teve algum impacto na melhoria da vida dos “certificados”. Se não passa de uma oferta de ilusões na forma de papel, enquanto os dinheiros envolvidos no processo vão para quem já estava instalado no sistema certificador.

Educação: o programa “Qualifica” já atingiu um milhão de certificados e para o ministro este “é um dia de festa”

O programa que atingiu mais de um milhão de certificações (totais e parciais) permitiu, até agora, melhorar competências e aumentar a formação de cerca 404.675 adultos, dos quais de 116 mil já atingiram um nível de escolaridade ou de qualificação profissional superior ao que tinham

Domingo

Conta-me quem assistiu “à cerimónia de Juramento de Hipócrates 2022” que o presidente Marcelo, para além de uma defesa firme do SNS, fez um aviso bem público ao ministro Costa acerca do respeito devido a médicos e… professores. É sempre bom quando alguém recupera alguma lucidez. Como a Lusa decidiu não incluir essa passagem na sua nota sobre o evento, é como se nada tivesse acontecido. Mas aconteceu, mesmo se ao ministro Costa tanto se lhe faz, como se lhe fez, tendo entrado em modo de “reitor@” desde que subiu de posto.

Há Dias Mostraram-Me A Factura De Um Arranjo E Passava Dos 300 Euros

Ou seja, mais do que o valor comercial do zingarelho. Porque querem transição digital, mas com computadores de brincadeira. Mas a culpa será sempre da “falta de formação dos docentes”.

Famílias recusam equipamentos porque já têm ou porque não se querem responsabilizar pela máquina que, segundo directores, não tem qualidade. Escolas sugerem extensão do seguro escolar a portáteis.

Entretanto, parece que sobre isto a ANDE e a ANDAEP têm algo a declarar, ao contrário daquilo sobre a contratação e vinculação dos professores.

São sobretudo as famílias mais carenciadas as que não querem assumir a responsabilidade, dizem ao PÚBLICO dois dirigentes associativos. Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, e director de uma escola em Cinfães, confirma que tem computadores “guardados num armário” porque os destinatários os recusaram e, tendo sido comprados pelo programa do PRR, não podem ser usados para outros fins.

Também Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, confirma que “muitos pais recusam-se a assinar o contrato de comodato com o ministério”.

Um dos factores inibidores é, segundo estes responsáveis, a própria qualidade do equipamento – ou a falta dela. “Ao fim de uma hora de uso, começam a aquecer, dilatam e há peças que se soltam, como parafusos”, afiança Manuel Pereira. Questionado pelo PÚBLICO, o Ministério da Educação afirma que “a qualidade corresponde ao que foi contratado”. Na auditoria, o Governo garantiu que norteou a escolha dos equipamentos pela “preocupação de durabilidade”.