Isto É Que Daria Jeito, Mas…

PARTILHAR EFICIÊNCIA

OBJETIVOS

(em desenvolvimento)

DESCRIÇÃO

(em desenvolvimento)

BENEFÍCIOS E IMPACTOS

(em desenvolvimento)

MEDIDAS

(em desenvolvimento)

PARTILHAR EFICÁCIA

OBJETIVOS

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DESCRIÇÃO

(em desenvolvimento)

BENEFÍCIOS E IMPACTOS

(em desenvolvimento)

MEDIDAS

(em desenvolvimento)

As Minhas Séries

Desculpem-me a marcha-atrás em termos cronológicos, mas não podia deixar esta de fora. Um clássico do tempo em que a II Guerra Mundial fazia parte do nosso imaginário quotidiano, mesmo nas brincadeiras, e em que o confronto entre o Bem e o Mal tinha poucos relativismos. Podia não ser a melhor forma de ver a realidade, mas pelo menos não obscurecia demasiado os limites ao ponto de parecer tudo igual.

No Público Online

Aviso de texto longo mas, mesmo assim, só aflorando a coisa pela rama da árvore frondosa que muito esconde. E o início é mais detalhado para que não me apareça logo por aí criatura a dizer que não sei sobre o que estou a escrever (há uns anos aconteciam, em privado, uns mails manhosos a dar a entender que eu deveria estar calado sobre coisas que excedem em muito a competência reconhecida a um “básico”, embora em público não assumissem a azia).

O que é inegável é que com que os do costume colocassem a cabecinha de fora a clamar pela selecção dos melhores professores, sendo que tamanha obsessão é muito vulgar em quem não tem qualquer experiência docente, a menos que seja ali um biscate num colégio da confraria certa. Ou em quem tem o desejo muito mal disfarçado de fazer parte do comité de fuzilamento, desculpem, exclusão dos que consideram professores “pouco eficazes”. Pelo que se passou com a PACC sabemos bem o que isso costuma dar por estas paragens. E nem é bom falar na tertúlia de ex-ministros a protestar contra a formação de professores que tutelaram ou que poderiam ter ajudado a melhorar, quando estiveram no cargo ou em outros poleiros com influência.

Até à Lua e mais Além

(…)

A verdade é que, de acordo com um modelo de avaliação do desempenho docente inspirado em outras teorias da Economia da Educação, o reconhecimento da excelência está reservado a 5% dos docentes e apenas mais 20% podem ser considerados muito bons, o que nos deixa sem perceber que estímulos possam existir para a criação de um ecossistema docente em que se procure manter os “melhores” ou uma maioria dos mais “eficazes”, pois 75% deles não verá isso formalmente reconhecido em termos de progressão na carreira.

Mais grave, pelo contacto directo com vários processos de reclamação ou recurso das classificações atribuídas, percebe-se que os parâmetros e descritores usados em muitas escolas e agrupamento dão maior prevalência a aspectos burocráticos e administrativos da docência do que aos propriamente pedagógicos. E não é raro que se considerem como excelentes e muito bons docentes com uma carga lectiva muito mais reduzida do que outros ou com turmas com perfis que garantem, à partida, um melhor ambiente de aprendizagem e nível de desempenho. E sobre isso este estudo nada fala.

Domingo

Por isso, foi com um gosto muito especial que me juntei a eles, após um ano de interrupção da presença comum em sala de aula, a convite da actual directora de turma para recordar com a brevidade que as circunstâncias exigem alguns dos muitos momentos de quatro anos de convívio diário, especialmente intenso durante os anos do segundo ciclo. E soube bem. Foi uma despedida com sorrisos e poucas palavras, que esta coisa dos afectos se deve mais praticar e sentir cá dentro do que enunciar para consumo público.

Bollocks! – 2

O calendário das provas de aferição tinha sido redefinido, quando foi revisto o calendário escolar para este ano. Depois as provas foram canceladas e tomada a decisão de serem feitas apenas por amostragem. Como foi definida esta amostragem? Não sabemos. Mas eu proporia que se foi por inscrição voluntária das escolas, a classificação ficasse a cargo dessas mesmas escolas e que fossem as suas lideranças a assumir a nomeação dos classificadores, em vez de fazerem chuveirinho sobre toda a gente. Porque há quem com o trabalho dos outros goste de ficar bem no retrato da grande família costista.

Isto Não Me Parece Ter Nada A Ver Com “Recuperação Das Aprendizagens”

O que não necessariamente mau.

Só que me parece outra coisa, entre a promoção da mesma agenda que está em implementação desde os finais de 2015, em conjunto com um tardio investimento em equipamentos, faltando saber exactamente de que tipo.

Se a pandemia foi o pretexto para canalizar uma parcela muito pequena da “bazuca” de 15 mil milhões, antes isso do que nada.

Se vai ser apenas mais uma oportunidade para os negócios do costume (com a “formação” à cabeça”),pouco haverá a dizer.

«Ensinar e Aprender», «Apoiar as Comunidades Educativas» e «Conhecer e Avaliar» são os três grandes eixos do Plano 21|23 Escola+, que se norteia pelos pilares fundamentais do sucesso, da inclusão e da cidadania, alicerçado em políticas educativas com eficácia demonstrada ao nível do reforço da autonomia das escolas e das estratégias educativas diferenciadas dirigidas à promoção do sucesso escolar e, sobretudo, ao combate às desigualdades através da educação.

O texto da apresentação é uma peça de propaganda como as do costume, apresentando-se as contratações e vinculações, sem referir as aposentações e baixas. E depois isto dá logo origem a artigos da treta, a darem a entender que os professores são muitos, que se gasta muito dinheiro com eles, quando o investimento em pessoal é a menor das parcelas.

4ª Feira

Porque há quem ache que, para lá de imaginação, deve ser qualificada ou avaliada a forma como se expressa. Ora, haverá “boa” e “má” imaginação? E quem está em condições e tem a autoridade para o fazer? E deve a expressão da imaginação “fazer sentido”? Fará isso sentido? Estas são questões demasiado complexas para se resolverem de forma simplista até porque, infelizmente, não é raro que a exaltação da efabulação venha presa a concepções muito limitativas do que é tido como “aceitável”. 

Umas Das Piores Coisas…

… que nos pode acontecer é quando interiorizamos o discurso do “dominador”. Vejo por aí tanta gente ilustre a criticar a predominância do discurso neo-colonalista e o modo como os ex-colonizados o assumiram em grande parte como seu e depois praticam cá dentro o mesmo, só que a partir da partir da posição dominante. E, nesse caso, já acham bem. E, como dizia, o pior é quando os “dominados” entranham, mais do que o discurso, as práticas que dele decorrem.