Merecido

Eram momentos em que a comunicação clara dos elementos científicos disponíveis não era encoberta pelo spin da política. Por cá insiste-se em apontar isto e aquilo à senhora da DGS como se não se percebesse que ela não está lá como técnica, mas sim como alguém que é da confiança política do aparelho político no poder.

Covid-19. Governador de Nova Iorque recebe Emmy pelas conferências de imprensa sobre a pandemia

Os Programas Das Disciplinas Foram Revogados?

É demasiado idiota apresentar o “Perfil” como referencial para as provas de aferição (há quem ande a ficar mesmo inchado com a paternidade). Mais valia acabarem com esta rematada palermice que não serve para nada, muito menos agora.

As provas de aferição têm por referência o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e ainda os seguintes documentos curriculares:
– Inglês (51) – as Aprendizagens Essenciais e as orientações presentes no Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas – QECR;
– Português (55) – as Aprendizagens Essenciais;

Há Alturas Em Que Até Há Muito Sobre O Que Escrever…

… mas depois há muitas sensibilidades à flor da pele e as pessoas amofinam-se porque pensam que posso estar a escrever sobre elas e às vezes estou mesmo, por muito que não queira.

Por exemplo, não deixo de invejar quem, mesmo com as actividades específicas do seu “projecto” canceladas por causa da pandemia, continue de rabo sentado horas a fio, à conta do “crédito”.

Ou para quem agora parece ter renascido em toda a sua enorme competência didático-pedagógico-administrativa e faz tudo para que tal se note.

E o que dizer de quem tem a sorte de estar em abençoado sítio onde lhes é processada a progressão na carreira logo no mês seguinte, enquanto em outros se fica meses a ouvir música.

Confesso que ando com escassa boa-vontade e menor tolerância para tudo aquilo que a pandemia serve para justificar, como se não fosse outra coisa.

Ahhhhhh… e o que me chateiam as conversas dos “afectos” sem prática correspondente, a não ser aquelas encenações que fazem disparar qualquer detector de vernizes mal pincelados a milhas de distância…

(e, claro, também me aborrecem certos “melros” – por favor, não confundir com o colega que é director de um centro de formação que muito estimo – que aparecem a comentar, sem contexto ou conhecimento, a acusar os outros dos preconceitos que, tadinhos, estão principalmente nas suas cabecinhas… mais valia saberem um poucocinho da “poda” antes de sacarem da tesoura…)

Como Combater A Escassez De Candidatos A Substituições

Aviso desde já que é uma daquelas propostas que levam logo com o carimbo de “despesista” por parte de gente “responsável”, que ocupou, ocupa ou deseja ocupar cargos na máquina político-administrativa. Pelo menos em público, porque em privado sabem que é assim mesmo.

As premissas são simples:

a) existem muitos candidatos nos concursos externos;

b) há muita gente de baixa – e não foi por causa de estarem “em risco” – que tem merecidas reduções na componente lectiva ao abrigo do artigo 79;

c) há muitas recusas de horários para contratação/substituição porque os encargos (deslocações, alojamento) não compensam os ganhos, pois há perda de salário, de tempo de serviço e a contagem de tempo para efeitos de aposentação também é “racionalizada”.

Perante isso e se é mesmo verdade que existe uma preocupação em prestar as melhores condições aos alunos e “estabilizar” o corpo docente (o que inclui o pessoal contratado), nada como regressar a parte do que foi possível muito tempo, ou seja, completar horários lectivos a partir de, por exemplo, as 16 horas, com outras tarefas ou mesmo com funções na área da preparação/apoio à produção de materiais e ferramentas para um eventual período de E@D. Permitindo um salário mensal completo e a não perda de tempo de serviço. Agora só se podem completar horários, na própria escola, quando aparecem necessidades “lectivas” que encaixem no horário ou os colegas têm de andar de escola em escola a ver como completar as horas. O que, para além de ter uma parcela de indignidade profissional, é profundamente desgastante.

Adicionalmente, acabar com a regra que impede as escolas de pedirem professores para lugares que sabem muito antes de 1 de Setembro estarem em situação de baixa prolongada, mas que agora só podem ser providos a partir das reservas de recrutamento, com atraso e com “poupanças” ridículas à escala do OE mas significativas para quem está sem colocação e ainda a atrasam mais semanas, sem uma razão verdadeiramente válida. Até porque, chegando mais tarde, perdem grande parte da preparação do arranque do ano.

Criatividade Pandémica

A situação aconteceu na Escola Primária de Aldeia dos Chãos, no Cacém*, onde a falta de auxiliares tem causado muita preocupação aos encarregados de educação, que segundo a ‘SIC’, foram «convidados a ser voluntários» na impossibilidade de colocarem mais gente.

(* ao que parece é Santiago do Cacém…)

Mas???

Se não há praticamente risco nenhum na reabertura das aulas, como alguns andam por aí a “vender”, como se justifica que a partir de 15 de Setembro, exactamente por causa dessa reabertura, o país fique em “estado de contingência”? Porque já andam os do costume por aí a carpir-se caso as coisas não corram bem e tenham de levar os filhos para são Bento, para que o actual PM tome conta deles.