Bollocks! – 2

O calendário das provas de aferição tinha sido redefinido, quando foi revisto o calendário escolar para este ano. Depois as provas foram canceladas e tomada a decisão de serem feitas apenas por amostragem. Como foi definida esta amostragem? Não sabemos. Mas eu proporia que se foi por inscrição voluntária das escolas, a classificação ficasse a cargo dessas mesmas escolas e que fossem as suas lideranças a assumir a nomeação dos classificadores, em vez de fazerem chuveirinho sobre toda a gente. Porque há quem com o trabalho dos outros goste de ficar bem no retrato da grande família costista.

Isto Não Me Parece Ter Nada A Ver Com “Recuperação Das Aprendizagens”

O que não necessariamente mau.

Só que me parece outra coisa, entre a promoção da mesma agenda que está em implementação desde os finais de 2015, em conjunto com um tardio investimento em equipamentos, faltando saber exactamente de que tipo.

Se a pandemia foi o pretexto para canalizar uma parcela muito pequena da “bazuca” de 15 mil milhões, antes isso do que nada.

Se vai ser apenas mais uma oportunidade para os negócios do costume (com a “formação” à cabeça”),pouco haverá a dizer.

«Ensinar e Aprender», «Apoiar as Comunidades Educativas» e «Conhecer e Avaliar» são os três grandes eixos do Plano 21|23 Escola+, que se norteia pelos pilares fundamentais do sucesso, da inclusão e da cidadania, alicerçado em políticas educativas com eficácia demonstrada ao nível do reforço da autonomia das escolas e das estratégias educativas diferenciadas dirigidas à promoção do sucesso escolar e, sobretudo, ao combate às desigualdades através da educação.

O texto da apresentação é uma peça de propaganda como as do costume, apresentando-se as contratações e vinculações, sem referir as aposentações e baixas. E depois isto dá logo origem a artigos da treta, a darem a entender que os professores são muitos, que se gasta muito dinheiro com eles, quando o investimento em pessoal é a menor das parcelas.

4ª Feira

Porque há quem ache que, para lá de imaginação, deve ser qualificada ou avaliada a forma como se expressa. Ora, haverá “boa” e “má” imaginação? E quem está em condições e tem a autoridade para o fazer? E deve a expressão da imaginação “fazer sentido”? Fará isso sentido? Estas são questões demasiado complexas para se resolverem de forma simplista até porque, infelizmente, não é raro que a exaltação da efabulação venha presa a concepções muito limitativas do que é tido como “aceitável”. 

Umas Das Piores Coisas…

… que nos pode acontecer é quando interiorizamos o discurso do “dominador”. Vejo por aí tanta gente ilustre a criticar a predominância do discurso neo-colonalista e o modo como os ex-colonizados o assumiram em grande parte como seu e depois praticam cá dentro o mesmo, só que a partir da partir da posição dominante. E, nesse caso, já acham bem. E, como dizia, o pior é quando os “dominados” entranham, mais do que o discurso, as práticas que dele decorrem.

2ª Feira – Dia 57

Hoje é o dia de regressar ao regime presencial, pois lecciono turmas do 5.º ano. O ano lectivo passado, quando se deu o regresso às escolas, foram as raparigas de casa (mãe e filha, ambas “secundárias”) a voltar, ficando eu em E@D. Vagas diferentes, critérios diferentes, pois ainda andamos a tactear muita coisa e a tomar medidas com dados trabalhados com duas semanas de atraso, o que não deixa de ser estranho na idade da informação veloz. Regresso hoje para 4 tempos lectivos e dois não lectivos, prevendo-se que seja testado apenas no próximo dia 8. Quanto à vacinação, nem me apetece voltar ao assunto, de tão tóxico que está.

Os Meus Álbuns (E Um Bónus)

Tem uma das minhas músicas favoritas de sempre (Here’s Where the Story Ends) e é uma das rodelas de vinil mais originais de sempre. Segue-se uma outra música pop perfeita, do álbum seguinte da Harriet Wheeler e amigos.

Ainda hoje, aquele solo de guitarra muito pós-new wave, pelos 3 minutos e meio, me arrepia.