Descuidos Repetidos

Não são apenas as mensagens enviadas com todos os destinatários à vista, sem que exista necessidade para tal, mas também a produção de documentos online para preenchimento colectivo, mas sem o cuidado de reservar a informação de terceiros. Ou, como neste caso, o envio de um ficheiro com uma base de dados com dezenas e dezenas de contactos ali à mão de semear. Eu sei que muita gente anda saturada (eu incluído), mas…

Caro(a) Professor(a)

.Lamentavelmente, o email que lhe foi enviado na passada quarta-feira (dia 3) pela comunicação do projeto Media Lab, por lapso, continha em anexo uma base de dados com uma seleção de emails de professores, na qual consta o seu.

Pelo facto, pedimos desde já as nossas mais sinceras desculpas e aproveitamos para reforçar o facto de a utilização dessa base de dados não ser permitida, por se tratarem de dados pessoais, e confidenciais, protegidos pela lei da proteção de dados.
 
O Media Lab JN agradece a confiança na proteção dos dados fornecidos por si e por todos os professores e escolas inscritas nas atividades que levamos a cabo desde 2010. Dito isto, gostaríamos de sublinhar a garantia de que os dados recolhidos nunca foram comercializados ou sequer utilizados para quaisquer outros fins que não os da divulgação de informação do projeto.

Na certeza de que este incidente não se repetirá, despedimo-nos reforçando o nosso mais sincero pedido de desculpas e desejando-lhe muita saúde.

Alexandre Varella Cid
Coordenador

A Mim É Que Tu Não Lapidas, Gabriel!

Até porque a trilogia “Hierarquia, Ordem e Autoridade” me diz muito pouco como valores supremos numa sociedade. Pessoalmente, até preferiria o Fado, Futebol e Fátima, mesmo se sou muito selectivo em matéria de faduncho, acho que o futebol está cheio de gente lastimável e não sou crente de santa nenhuma, porque nunca conheci alguma.

O Gabriel Mithá Ribeiro, ex-professor de História do Básico e Secundário antes de rumar a patamares superiores é alguém que conheço pessoalmente e por quem tenho estima, compreendendo até algumas das razões da sua deriva para o Chega, de que surge como “coordenador-geral do gabinete de estudos” em peça da Sábado de ontem.

Talvez um pouco inebriado pelos resultados de Ventura nas presidenciais, o Gabriel sente-se entusiasmado e confiante ao ponto de declarar que acha que vão manter o resultado em futuras eleições e acrescenta:

Se conseguirmos entrar com ideias claras em certos segmentos sociais e profissionais, como os professores e enfermeiros, conseguiremos ir mais longe. Este é um diamante por lapidar.

Olha que não, Gabriel, olha que não. Não confundas “professores e enfermeiros” com bastonárias destes ou aspirantes a isso daqueles, lá porque se acantonaram junto do André. Professores e enfermeiros podem estar magoados, sentir-se injustiçados e explorados, mas uma grande parte não é assim tão idiota que vá atrás de cantos de sereia e seduções para consumo em redes sociais.

Por muito “corporativo” que me pintem, sei distinguir o que são “ideias claras” para ganhar votos em certos grupos profissionais e o que é um projecto de tomada de parte do poder, através da contaminação e domínio de outras forças partidárias, como o Trump fez com o Partido Republicano. Até porque a coelhinha do líder do Chega fica uns pontos abaixo da fotogenia da Melania.

(um conselho final, de borla: a “autoridade” não se ganha por decreto a não ser em estados anti-liberais; ganha-se de outra forma, de modo quase natural…)

A Confap Nunca Deixa De Nos Surpreender

Mas raramente (nunca?) é pela positiva. É verdade que os documentos andam melhor escritos do que no tempo do pai Albino, mas no mandato do pai Ascenção, a lógica do frete ao Poder continua inabalável.

No recente parecer (se é que assim se pode considerar esta comunicação) relativo a uma petição para a redução do número de alunos por turma, uma das grandes preocupações é que isso poderia implicara construção de novas escolas. Já conhecia a posição, mas não a rqieuza e singularidade do argumentário.

Um tipo lê e não quer acreditar, mas é memso obrigado a reconhecer que há quem nunca fiquem aquém das nossas mais baixas expectativas.

O Nu A Defender O Roto

Claro que acha isso, pois se assim não fosse, já viram o que teria sido dele, tardio arrependido de muitos disparates, quando era o avô cantigas do PS a usar as vestes de impiedoso e vermelhusco inquisidor? Gentinha sem vergonha nenhuma.

Vital Moreira sai em defesa de Caupers. “Opiniões do passado não podem ser sujeitas ao juízo condenatório da uma nova Inquisição”

Mas O Homem Já Não Tinha Idade Para Ter Juízo?

Quando os escreveu já era mais velho do que eu sou agora e teria certamente ambições. Se os escreveu é porque sentiu vontade de o fazer e quase por certo gosto ou mesmo. Preferia que ele os assumisse por inteiro do que estar a tentar desculpar-se de algo que fez quando já estava longe dos “excessos” que se associam à adolescência. Até porque o fez numa revista universitária e não numa qualquer mafazeja “rede social” ou tenebroso blogue. Não entendo muito bem este tipo de vergonha tardia por causa de escritos de “actualidade”, assim como também não percebo que quem o escolheu – pelos vistos sabendo ao que ia – pareça experimentar agora um certo incómodo.

Sorte minha preferir assumir por completo as asneiras que certamente escrevi, do que renegar convicções e querer trocar o que sou ou fui porque qualquer honraria em idade serôria.

Presidente do TC insurgiu-se contra “lobby gay” há 11 anos. Quando se debruçou sobre barrigas de aluguer, em 2018, escreveu que gestão de substituição era “violadora da dignidade da pessoa humana”.

Quando foi escolhido pelos conselheiros para se tornar também juiz do Tribunal Constitucional (TC), em Fevereiro de 2014, o professor universitário João Pedro Caupers deixou um aviso em relação aos textos de opinião que tinha escrito para publicação online da Faculdade de Direito da Universidade Nova durante quatro anos: alguns deles eram muito datados, motivados por questões da actualidade, e não os teria redigido da mesma forma mais tarde.

A Sério?

Que pena que quando se disse exactamente isto há meses (o problema não era o vírus estar debaixo das mesas, fecho e abertura de escolas deveria ser faseado), tivesse sido sem o selo de “especialista”, mas apenas de pessoas com dois dedos de testa.

Mas já sei que o PM viu “divergências” entre os especialistas, porque um maduro qualquer disse o que ele queria ouvir e que ele não governa com base em “previsões”, a menos que sejam as do centeno, descendentes e colaterais. Que tendem a falhar e não é pouco, mas sáo sempre respeitadas.

Especialistas convergem na ideia de que as escolas têm impacto no número de infeções — mas não tanto pelo que acontece lá dentro. Porém, a reabertura terá de ser feita “mais cedo ou mais tarde” e Marcelo já pediu um plano para isso. Os dados ainda são curtos e a decisão “nunca pode ser universal”

Não Ando Com Pachorra Para Isto

Em Abril passado anunciou.se conectividade móvel para toda a gente no início dom ano lectivo. Pelos vistos, lá para o fim do ano haverá não sei bem o quê. Até lá temos uma rede de ensino remoto de emergência com infra-estrutura privada do lado da maioria dos alunos e da qu8ase totalidade dos professores. Outra vez.

É Bem Verdade!

Não há ninguém pior para aprender do que adultos casmurros, incapazes de irem além da ponta do nariz e das suas (in)competências.

Tão mau quanto perit@s em “literatura” sobre o assunto.

Especialistas em ensino à distância (e@d) alertam para erros que não podem voltar a ser cometidos e pedem especial atenção para a duração das aulas e a capacidade de concentração dos alunos em e@d.