As Linhas Vermelhas

Não podem desaparecer.

Se um@ alun@ não fez nada de especial até 13 de Março e conseguiu ter 6, 7, 8 níveis abaixo de três e no regime E@D nada fez, o normal é manter as classificações anteriores. Não é uma questão de descer seja o que for, apenas é impossível subir qualquer coisa, em especial quando a explicação d@ EE é “o telemóvel estragou-se”, após ter respondido no inquérito E@D que tinha meios tecnológicos e acesso a banda larga. E nunca mais dar sinal, apenas voltando a mostrar preocupação oportuna na altura da matrícula.

Há limites para a admissibilidade de “justificações”.

Eminem

 

 

Aquilo Que O Ricardo Costa Parece Incapaz de Entender (Mas Não É Só Ele)

A seguir ao ministro Tiago, veio dizer que Portugal fez mal em não abrir as escolas todas mais cedo, pois – diz ele – “temos agora o exemplo vivo” [sic… duplamente] de que não se deram casos de transmissão dentro das escolas. E começou a dizer que praticamente todos os países europeus tinham aberto as escolas, o que é rematadamente falso.

Ora bem… para além disso em primeiro lugar, não sei se é bem assim, essa do “exe,plo vivo” (faz-me lembrar a retórica do “dever cívico”). A propaganda vale o que vale. É como com os lares de idosos… se somarmos tudo o que se sabe aqui e e ali, excede largamente os números oficiais, mas parece que não. Enfim.

Em segundo lugar e mais importante… o problema em si não é a transmissão “dentro das escolas”, mas tudo o que envolve o regresso às aulas e pode ser levado para casa. Se o pessoal urbanito da geração do Ricardo Costa (se repararem, os grandes críticos da não abertura das aulas andam quase todos pela mesma idade e é gente com “responsabilidades” e pouco tempo para “perder” com petizada sem aulas ) não entende isso, nada a fazer. É como com a manutenção de centenas de novos casos positivos em Portugal, dando a entender-se que é problema apenas de uns bairros. Quem defendeu o desconfinamento e logo se via, nem fala disso ou fala como se fosse tudo natural e nada de mais.

O Boris Johnson era mais ou menos assim até ter levado com a coisa na sua própria testa.

cansaco-mental

O Meu “Sentido Profundo De Dever Cívico”… 2

… impede-me de colocar dúvidas de carácter ético, moral ou “cívico” em, relação a classes profissionais inteiras, em especial com base no seu estado de saúde quando estão em grupos de risco de contrair a covid-19. Mas há quem tenha feito outro curso de “Educação Cívica” quando foi à escola.

pieinthe face

 

O Meu Apelo Aos Pais Portugueses

Se em Setembro os pais forem parte do problema, em vez de parte da solução, teremos outro ano catastrófico, e o direito à educação só estará realmente assegurado por aqueles que tiverem dinheiro para o pagar.

bullshit-detector

(ainda não percebi bem se o JMT faz certos textos mesmo só para provocar reacções e subir as polémicas… aquela parte final sobre “a perda progressiva de um sentido profundo de dever cívico” merecia prosa específica e umas belas bengaladas retóricas em que anda a assobiar para o lado acerca das consequências do desconfinamento…)

(cá em casa fui o único a não voltar porque sou “básico”, a aluna “secundária” e a professora “secundária” voltaram… eu até preferia que fosse ao contrário, não por “um sentido profundo de dever cívico” mas por razões de defesa da sua saúde e bem.estar…)

(como se percebe… abomino a sério lições sobre “um sentido profundo de dever cívico” quando se trata de mandar os outros para as trincheiras para se poder ficar a escrever, descansado, em casa…)

Os Marretas Ao Menos Tinham Graça

Claro que o problema teria de residir nos professores envelhecidos, atendendo a alguns dos participantes, jovens como alfaces ao amanhecer ou especialistas instantâneos em assentamento de sentenças e outras coisas “não lucrativas” (atchimmmm!).

Os professores não estão preparados para ensinar à distância

(…)

O debate, organizado pelo Expresso em parceria com a DECO Proteste, reuniu um conjunto de especialistas no sector da educação, e contou ainda com a presença de Alexandre Homem Cristo, co-fundador e presidente da QIPP, organização sem fins lucrativos que atua na área da educação, Nuno Almeida, IM B2B manager da Samsung Ibéria, Rita Coelho do Vale, professora de marketing na Católica Lisbon, e Teresa Calçada, comissária do PNL 2027 (Plano Nacional de Leitura).

pieintheface

(já sei que é “demagógico” apontar o facto destas luminárias nunca se terem visto, durante uma semana que fosse, à frente de uma meia dúzia de turmas do ensino básico público nos últimos 30 anos, à distância ou pertinho…)

Já Começaram A Sacudir A Água Do Capote Chic Vintage

Ontem, na TVI 24, o promissor presidente da Câmara Municipal de Lisboa fez um descabelado exercício de passa-culpas ao nível do pior que já vi a tal nível. Perante a permanência das redes de contágio na zona de Lisboa, culpou sem hesitação os profissionais de saúde no terreno e as suas chefias, como se a parte da decisão e comunicação política fossem inocentes em tudo isto. O homem decidiu atacar sem dó nem piedade quem está no terreno há meses na 1ª linha de combate ao vírus, enquanto ele só aparece quando há microfones e câmaras para ficar para a posteridade a anunciar a final da Champions.

Compreendo a preocupação… sem as verbas do turismo, perceber-se-ia que a “obra” de Medina na capital seria pouco mais do que nula.

“Melhor” em termos de treta política só mesmo o actual PM no programa do RAP a explicar como os antibióticos servem para combater vírus. Não falou em lixívia como o outro, já não foi mal de todo.

pie-in-face

Quem Terá Disponibilizado Os Dados E Com Embargo Até Ao Dia Seguinte Ao Novo Final Do Ano Lectivo?

Ao que parece, atendendo à extrema desafeição que lhes dedica, foi tudo contra a vontade do secretário Costa.

E eis que, no ano em que se tornam mais absurdos, nos aparecem os rankings. Se acha que refletem uma avaliação clara da qualidade da escola, desengane-se.

Os rankings não surgiram do nada. Há perto de 20 anos surgem quando o ME fornece os dados aos órgãos de comunicação social e é estabelecida uma data (pelo ME) para a sua divulgação.

O resto da prosa? Sim, seduz muitas sensibilidades, mas seria giro que fizessem umas perguntas difíceis a quem assim escreve, tão levemente, sobre o aspecto redutor dos rankings e o dos resultados dos alunos em exames mas que, “no ano em que se tornam mais absurdos, nos aparecem” de novos esses mesmos exames que dão origem a todo o mal agora denunciado.

Tanta pomba assassinada, mas nada de novo se fez quanto ao modelo dos exames (com que eu concordo em tempos normais) que certas pessoas criticam, mas deixam passar uma “oportunidade” de alterar.

Estranhamente, há quem vá dar a cara contra os exames “no ano em que se tornam mais absurdos”. E não vai ser o secretário Costa.

janus

Os Pândegos

Lia há pouco um texto que me enviaram contra a redução do número de alunos por turma que, entre outros “argumentos”, usava a escassez de espaço para um “terço suplementar de aulas”. Logo agora, depois de tanto se escrever sobre a diminuição do número de alunos no sistema de ensino, em especial no Ensino Básico, dá vontade de rir. E nem se fala no encerramento de escolas. E não há professores? Se for em horários completos, desde o início do ano, verão como aparecem.

Realmente, há malta que deveria ter um pouco de senso quando tenta “argumentar” em modelo cortesão, não é, David?

muppets-rir

 

“Atendendo Ao Número De Chamadas Em Espera, Esperamos Atendê-lo Em Cerca De Dois Minutos”

Cerca de 35 depois, desliguei, porque as músicas que colocam nestes casos são quase sempre irritantes para estarem em alta voz, enquanto esperamos. Mais de dois minutos foi apenas para me explicarem todas as opções que tenho para os contactar e que teclas usar. A mim, bastava clicar no 1 desde o início. E é isto o mundo da “economia digital” de – claro – uma grande empresa de comunicações à distância, net, fibra com olhos e tudo o mais.

O século XXI começou há 20 anos, mas não consta dos registos.

KeepCalor

E Depois Querem Certas Criaturas Que O Subsídio De Férias Seja Pago Em Certificados De Aforro?

O buraco do Fundo de Resolução vai em mais de 7 mil milhões de euros. Já sei que dizem que não é tudo dinheiro público. Tá beeeemmmmm. A malta acredita por piedade.

Entretanto, jovens génios da economia para totós (os mesmos que defendem a retoma da economia, mas não se percebe se apenas com o consumo dos mexias) sugerem que o subsídio de férias seja pago em certificados de aforro. Estes gajos que, só por acaso, vivem na órbita da câmara do Carreiras (ou da Misericórdia, quando lá está gente simpática) para sobreviver (como em tempos era o caso do marialva moitadedeus com a sua muito privada empresa) sobre a banca só sabem escrever loas ou justificações mais ou menos invertebradas para os lucros de instituições que estariam falidas na maioria sem o dinheiro do Estado.

Não é uma questão de esquerda/direita, mas mais do domínio da falta de decoro. E eu estou farto destes palhaços “ricos”.

Alcatrao2