Com O Justino A Reitor E O Outro (Que Não Devo Dizer) Como Director Executivo?

Eu nunca passaria. Fico péssimo em fato de banho, sempre que me esqueço da Gilette. Até porque não uso avental.

Já agora… sobre aquela dos portefólios dos professores… agora não se diz assim, diz-se e-portefolios ou eportefolios ou @portefolios para os gender neutral and non binary.

Partido propõe separar habilitação para a docência, a cargo das instituições de ensino superior, da profissionalização, que passará a ser feita em algumas escolas em contexto de sala de aula. Programa resgata tema da recuperação do tempo de serviço, que passaria a ter reflexos nas reformas dos professores.

Para Os Liberais, Parece Que Sem Pandemia Estaria Tudo Bem Na Educação

O problema são os confinamentos e as férias. Note-se que nesta agremiação política não é raro haver queixas contra o excessivo tempo da petizada em aulas, mas parece que desde que fiquem na escola, com ou sem contágios, não interessa. neste caso, penso que em convergência com as prioridades do SE Costa.

“O problema da educação em Portugal está, por via de decisões política, relativas a confinamentos, horários e férias, a transformar-se numa autêntica tragédia, relativamente à qual, se não tivermos atenção, vamos demorar décadas a recuperar”, disse João Cotrim de Figueiredo, em Lisboa.

3ª Feira

Não sou a pessoa mais cordata do mundo ou tenho pretensões a exibir uma educação superior à maioria. Mas chateia-me e a paciência escasseia quando leio certas pessoas que se amofinam se são mal tratadas ou qualificadas do que desgostam, a fazer o mesmo aos outros, numa de olho por olho, à Antigo Testamento. Por vezes, gente muito católica e Novo Testamento, amai-vos uns aos outros e tal em outras matérias. Portanto, não me apetece ser qualificado como “picado” apenas porque aceito ser vacinado e espero fazer o reforço da dosagem contra o “bicho”, que as duas primeiras doses passaram como um copo de água, só que com meia hora de espera a ver se caía bem. “Picado” fui logo após nascer e ainda bem que quase somos todos desde meados dos anos 60. Amigos meus com mais 2-3 anos só foram picados tardiamente e bem que sofreram à conta disso, a começar pela polio. No meu caso, a falta de um “reforço” fez com que aguentasse um camadão de sarampo à boa e velha moda. Tomara que a minha mãe não fosse então céptica com o “experimentalismo” das vacinas, porque quem as pagou fui eu. Depois disso, fui “picado” à brava para recuperar o atraso. Não é que o termo seja em si muito ofensivo, mas o contexto em que surge na boca e teclado de certas criaturas é no sentido de sermos “picados” como o gado ou a boiada nas touradas. E isso, que me desculpem aqueles a quem até trato apenas como “relativistas” e sabem comportar-se sem arrotar à mesa, dá-me vontade logo de mandar cert@s libertári@s à m€rd@ e esquecer quaisquer pruridos de etiqueta

Sim, sou vacinado e continuarei a sê-lo enquanto a relação ganhos/risco for claramente positiva, que eu não tenho medo de ficar com o “sangue impuro” ou que o meu adn fique corrompido, até porque já deixei descendência com o adn e sangue puríssimos, a menos que a vacina do tétano também seja o resultado de um conspiração global da China com o Biden, o Soros, o neo-capital global em qualquer nova versão dos Protocolos dos Sábios do Sião. Porque há quem fale em estratégia do medo, mas use a do terror, em pouco se distinguindo na retórica e estratégia comunicacional.

Concluindo, se é para darmos uma de Velho Testamento, a cada “picadela” que eu ouça ou leia por aí em tom de superioridade de sangue puro, levarão o devido tratamento de volta, à Cro-Magnon digital. Querem respeito? Respeitem. Querem liberdade? Só para vocês ou podemos todos usá-la? São muito ciosos da vossa pureza? Então, não fiquem a olhar para a sanita depois de fazer e não usem papel higiénico perfumado, muito menos de dupla folha, que vos enfia rna marado por ali acima. Limpem com o dedo e depois a folhas de couve.

Estás Com Saudades Da Petizada, Mário?

Não vou ser hipócrita… não é a posição em si que critico (pelo menos no 1º ciclo encontro motivos para adiar mais uma semana), mas ser enunciada por este “protagonista”. Para mim, “incompreensível” é todo um outro tipo de coisas. O Filinto também deveria decidir que “roupa” quer vestir este ano, se de autarca do PS, se de representante da micro-corporação dos directores próximos do PS.

Depois de a Direção-Geral da Saúde ter afirmado não se comprometer com o regresso às aulas no dia 10 de janeiro, como inicialmente foi anunciado, Mário Nogueira, membro da Federação Nacional dos Professores, FENPROF, revela que, a seu ver, “seria incompreensível um novo adiamento na abertura aulas”.

O Homem Que Reconhece A Si Mesmo Muitas Qualidades E Obras Feitas

Em tempos de final de mandato, o ministro Tiago da Educação dá uma longa (e até com transcrição repetida de algumas questões e perguntas) entrevista ao Jornal de Letras, na qual se percebe até que ponto está convencido de ter feito uma obra que na verdade outros fizeram atrás do seu nome. A bem da clareza – e até porque ele já disse publicamente que me desconhece e ao que escrevo, o que só abona em favor da imagem que dele tenho – convém deixar bem explícito que mantenho a ideia de que ele foi apenas uma cabeça falante colocada no ME para gerir as expectativas de algum sindicalismo docente e do super-Mário até aos limites da razoabilidade, missão que desempenho com competência durante até aos referidos limites da razoabilidade. E o que diz do assunto não contraria nada esta leitura, pois confirma que lá esteve para reduzir o “ruído” e o “desconforto” que antes existiriam.

Quanto ao mais, outros governaram por ele, seja Alexandra Leitão, de forma inflexível, na parte da gestão escolar, da carreira docente e da avaliação do dezempenho, seja João Costa na parte da organização curricular e da implementação das suas teorias na área pedagógica. Em termos operacionais, na parte dos “programas” dominantes de “combate ao insucesso”, os primeiros anos foram marcados pelo PNPSE de José Verdasca e os últimos pelo MAIA de Domingos Fernandes. Em matéria de “inclusão” a eminência parda foi David Rodrigues. Em matéria de “formação” sobre flexibilidades e coisas assim sabe-se que quase tudo foi deixado a cargo do par Cosme/Trindade, cada um em sua função. Sobre estes temas, o ministro Tiago limitou-se a aparecer e a falar de acordo com o guião. Sempre que dele saiu, ou não disse nada de substantivo ou disse asneira. Em termos políticos, parece que tem peso na sua região de origem, mas em termos nacionais, a política da Educação foi defendida pelo deputado Silva, de sua graça Porfírio, no Parlamento, e de modo menos público muito foi controlado a partir de um núcleo “nortista” do PS, em articulação com o SE Costa que sempre fugiu das matérias mais polémicas na relação com a classe docente.

Atendendo a esta minha leitura destes seis anos, a entrevista do ministro Tiago representa uma espécie de bailado sobre o vazio e um auto-elogio que só pode resultar de um auto-convencimento pouco sadio ou de um quase total solipsismo em relação à realidade que quase todos observamos (mesmo @s que não o admitem).

Mas fiquemo-nos por algumas passagens da dita entrevista, começando pelo primeiro destaque, no qual se nota logo o tom do resto:

Pronto, o ministro Tiago Acha que cumpriu “mais plenamente um conjunto de desideratos e compromissos”, restando saber quais eram, para além dos que ele próprio enuncia de um modo que revela ou ingenuidade ou algo mais estranho:

O ministro Tiago acha que devolveu “uma certa normalidade e qualidade às políticas educativas” o que não é coisa pouca de afirmar acerca de si mesmo. O problema é quando entramos no reino da fantasia e da fuga à verdade como nesta parte:

O senhor ministro Tiago que chegou ao cargo em finais de 2015, diz que “desde esse momento passou a a haver progressão na carreira”, o que dá vontade logo de lhe dirigir uns impropérios à capitão Haddock, até por ser uma mentira facilmente verificável e absolutamente desnecessário. E, de certa forma, também nos diz muito acerca da pessoa que faz esta afirmação.

Como nos dizem muito as passagens sobre o balanço do(s) seu(s) mandato(s) e as suas aspirações futuras de continuar ministro, que nunca nega, preferindo aquele discurso “redondo” de político de terceira ordem, ideal para estes tempos de neo-aparelhistas com imensa flexibilidade vertebral.

Há sempre mais coisas para fazer… era improvável ter sido ministro, mas voltou a ser o que era mais improvável ainda, pelo que se for ainda mais uma vez, apenas acrescenta improbabilidade às coisas. Não é capaz de dizer que não quer mais porque, já se percebeu, quer.

Mesmo se continua com uma enorme falta de conhecimentos sobre a História da Educação em Portugal, mesmo em aspectos que apresenta como testemunhos pessoais. Veja-se esta passagem:

Não sei a que “tempo” se refere o ministro Tiago, visto que a escolaridade obrigatória passou a ser de 9 anos (até aos 15 anos de idade) com a Lei de Bases do Sistema Educativo (cf. artigo 6º da Lei 46/86 de 14 de Outubro), quando ele tinha apenas 9 anos e ainda andaria no 1º ciclo. Um tipo já nem estranha este tipo de coisas porque, em boa verdade, não se espera mais do que isto.

Recomeça O Bailarico

Mas de que raio de “comunidade” falam? Do papás ascenção, de que nem se sabe se ainda tem educandos na escolaridade obrigatória? E os directores estão prontos, é isso? São eles que irão dar as aulas se voltarmos ao não presencial? Em nome da “confiança” a transmitir em período pré-eleitoral?

Entrega de 600 mil computadores, há muito prometida, ainda não foi feita, mas diretores dizem que as escolas estão preparadas para ensino à distância. Voltar a prolongar 3.º período não, defendem.

Uma Imagem Destes Dias

Desculpem voltar ao assunto, mas são muitos milhões para muito pouca funcionalidade. Hoje, pela manhã, tive de descarregar 28 fichas com o registo da avaliação dos alunos da minha dt, uma a uma, porque “desapareceu” do menu de opções a possibilidade de descarregar o conjunto de todas elas, para as enviar aos encarregados de educação em tempo útil, como eu, quando o era, gostava de receber. Para cada ficha são necessárias várias operações (da selecção da turma à descarga em si da ficha, passando pela selecção d@ alun@ e da escolha do separad5.or “avaliação”), sendo que, com frequência, a meio de uma delas era necessário recomeçar o processo, porque ficava ali o quadradinho a mexer ou aparecia a imagem abaixo. Há quem possa dizer que é infortúnio escasso, mas a verdade é que manualmente preencheria mais rapidamente as 28 fichas em papel.

O ME anuncia uma escola para o século XXI, mas fornece ferramentas que me fazem recordar com saudades os tempos analógicos ou quando, nos anos 90, começámos a usar o chamado “programa alunos” ainda em tempos do glorioso Windows 95. Querem anunciar modernidades – e até pagam de acordo com isso – mas o que temos ao dispor anda pouco acima da fancaria. Antes de apontarem o dedo às incapacidades digitais dos docentes e sugerirem as sacramentais “formações” que tal, ao fim de 3 anos, conseguirem que alguma coisa funcione a preceito?

Ainda O “Cansaço” Com A Pandemia

Se fosse numa guerra a sério, esta malta era capaz de ficar cansada de usar capacetes e de ter de carregar mochilas com comida e equipamento. Que cambada de pés-de-salsa que ficam com as “liberdades” todas eriçadas por causa de uma máscara e de não poderem andar a conviver à vontade à hora da bica, do chá e da ginjinha ou na naite. Pior mesmo só se ficarem com a petizada em casa. Phosga-se, que se perdeu completamente a noção das proporções.

Olhem, realmente a primeira vaga da Peste Negra foi relativamente rápida (a chatice é que matava que se fartava) e a “gripe espanhola” bateu “só” 2 anos, mas levou por cá quase 100.000 alminhas. Se não querem vacinas, nem usar máscaras em nome da “liberdade”, peçam o DeLorean ao doutor Emmett Brown e pisguem-se daqui para 1918.

Falta-me Pachorra…

… para a sucessão de notícias sobre o destino político de Francisco Assis. Parece que se afirmou disponível para amar, mas o recusaram, o que ele depois acho ser normal. O que eu acho anormal é que este “senhor” consiga fazer-se notícia por tudo e nada, quando o seu passado ao serviço do socratismo no Parlamento (e não só) foi o que foi, vivendo sem problemas anos a fio ao lado (e a defender politicamente) aqueles que ou vão presos para não fugirem ou ficam cá fora por causa. Parece que não lhe chega ser presidente do CES, onde pode parece que poderá ficar mais uns anos a passear a sua inutilidade. Consta que um dia foi professor de Filosofia, mas parece que é daqueles que deve ter detestado, assim como deve detestar ter um emprego a sério, que não dependa das sucessivas direcções partidárias. Não é que as listas do PS sejam maravilhosas, mas a sua ausência sempre é um dos seus poucos pontos positivos. Já o deputado Siva, Porfírio de nossa desgraça, outro filósofo de formação, continua por Aveiro, em 4º lugar. Quando se prova, a coisa entranha-se e não se quer outra que se estranhe.