A Senhora Não Tem Cura

A “reitora” MLR decide botar faladura sobre a questão das ordens profissionais, defendendo “Ordem nas ordens” e escreve: “A criação de ordens profissionais e a consequente transferência de poderes do Estado para estas entidades, como o de definirem atos que apenas podem ser executadas por profissionais nelas inscritos, justifica-se apenas em casos excecionais.”

Que a senhora é um caso perdido em matéria de leis e de compreensão dos mecanismos de delegação de poderes entre a sociedade e o poder político é algo de que não tenho dúvidas há muito. Para ela, parece que existem “poderes do Estado” que surgem do nada, que lhe são intrínsecos e não uma emanação da sociedade civil, dos cidadãos. E esses poderes não devem ser transferidos, sem ser excepcionalmente.

No meu caso, considero que devem ser os profissionais de uma dada profissão a decidir se pretendem que esses “poderes” (leia-se, por exemplo, a regulação do exercício da dita profissão) devem ficar na órbita do Estado ou de outro tipo de organizações. O Estado não pré-existe a tudo o resto. E nem sequer estou a pensar no caso concreto desta ou aquela ordem, mas no plano abstracto da relação entre cidadãos e Estado e de quem parte a legitimação de qualquer tipo de poder público.

Realmente, nada como ex-anarquistas para endeusarem o Estado como fonte absoluta dos “poderes”. Só me interrogo o que a terá feito sair do seu casulo reitoral, onde bem pode manobrar investigações e inspirar delfins como aquele de quem já não se fala nada e que ficou com o cadeirão destes anos (comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, ainda se lembram?).

Títulos Por Encomenda

A reforma dos professores é algo previsível, assim como o ME dispõe de dados sobre a tendência para muitas serem antecipadas. Nada fez quanto a isso e manteve (ou agravou) políticas míopes de gestão dos recursos humanos, obcecadas com as micro-poupanças de horas ou dias de trabalho dos professores.

Depois, manda cá para fora isto e a há quem faça o frete costumeiro (disfarçado de vez em quando com uma “notícia” vagamente desagradável por cada dezena de empreitadas).

Quem deixa os alunos sem aulas é a falta de planeamento estratégico deste governo e o facto das prioridades dos governantes desta área serem outras, passando em parte por dar a ideia que a culpa de tudo é dos professores “velhos”, enquanto cria em aviário uma nova geração de professores cuja formação inicial, na sua vacuidade, lembra a de gente habilitada para ser regente escolar em outros tempos.

JN, 5 de Outubro de 2021, Dia do professor

A Verdadeira “Inclusão” Vê-se Nestas Coisas

O Novo Banco ou a TAP ficam alguma vez quase dois anos à espera do que pedem, por “inadequado” que nos pareça?

Governo muda regras de acesso a abono. Objetivo era pôr termo a concessões inadequadas, mas só um ano e meio depois é que foram publicados os critérios em portaria

Ainda Bem!

O Polígrafo considera verdadeiro que o Custo médio por aluno no ensino público é superior às propinas nos melhores colégios privados?

Em outros tempos ficaria tão chocado quanto algumas pessoas andam por aí chocadas e até faria contas e isso tudo e demonstraria que o valor facial e público das propinas é apenas uma parcela do que pagam os financiadores dos carlosguimarãespintos para terem os seus rebentos nos colégios de topo. No público é preciso meter mais 250 euros para um kit tecnológico a que os “liberais” chamariam lixo e pagar refeições que nas cantinas gourmet têm um valor que faz parte de outra rubrica orçamental.

Agora?

Agora, acho que se assim é (mesmo que não seja) ainda bem que é, porque o ensino público precisa pagar tudo aquilo que os papás dos afonsosmiguéis e das beatrizesconstanças têm como adquirido. Que o Polígrafo se tenha tornado uma caricatura da ideia original, já se sabe desde que foi comprado pelo mesmo memorialista que comprou tanta coisa desde o exclusivo do Wikileaks para Portugal.

É a chamada depuração editorial.

Nunca Duvidei Que Daria Em Nada

Até porque cedo observei a complacência com quem “cromo” ligado a certos interesses “corporativos” tratava a questão, como se a “investigação” não passasse de uma mosca chata que mais tarde ou mais cedo faleceria de cansaço.

COLÉGIOS GPS: MP ADMITE NÃO HAVER FUNDAMENTOS PARA JULGAR ARGUIDOS POR PECULATO

Parece Que Já Não Dava Para Pedir Perícia Neurológica

Constitucional confirma que não há nada que “impeça o trânsito em julgado” da pena de prisão de Rendeiro nos próximos dias. Ex-líder do BPP viajou para Londres. O seu ex-n.º 2 vive no Brasil.

(ainda me lembro de quem andou a validar a imensa honestidade deste senhor… em letra impressa ou de viva voz…)