Postal Aos Pseudo-“Novos”

(que em muitos casos estão longe de o ser… tomara que fossem, como eu já fui, mas sem a parte da inveja e da pequenez de vistas…)

A quem anda por aí a fazer o frete ao ME de desunir ainda mais os professores com base na idade e nos escalões salariais, abrindo caminho para o aplainamento da mesma, gostaria de perguntar se achariam justo que se voltasse a pagar com base no grau académico actual ou de ingresso inicial na carreira. Ou que, por exemplo, fossemos escavar a habilitação de muita gente para os grupos de docência que leccionam. Porque podemos sempre arranjar “injustiças”, bastando a forma de olhar para as coisas.

Segundo o Cipolla, na sua terceira “lei” sobre o assunto, a estupidez define-se por se causar mal a outrem sem se ganhar nada com isso.

É estúpido aquele que causa danos a um outro indivíduo ou um grupo de indivíduos, ao mesmo tempo em que não retira de sua ação nenhum benefício para si mesmo, podendo inclusive incorrer em prejuízos.

Já agora:

The Third Basic Law assumes, although it does not state it explicitly, that human beings fall into four basic categories: the helpless, the intelligent, the bandit and the stupid. It will be easily recognized by the perspicacious reader that these four categories correspond to the four areas I, H, S, B, of the basic graph (see below).

stupidficipolla

Versão brasileira.

CIPOLA2

É o que me fazem lembrar aqueles que para lixarem terceiros, no curto prazo, acabam por hipotecar o seu futuro. A menos que… o seu futuro não esteja onde parece. Ou não se trate propriamente de estupidez.

Preocupem-se em reformar ou “flexibilizar” o modelo de gestão. Ou em defender a “autonomia” das escolas perante a municipalização. Ou, se não for pedir muito, que revejam os vossos conceitos de “tolerância”, “inclusão” e “cidadania”.

 

O Elogio Da Ilegalidade

De um dos delfins de MLR (Pedro Adão e Silva) não me espanta nada o elogio do desrespeito pelo direito à greve. O mesmo se passa com um dos alegados pensadores da direita educadora (Alexandre Homem Cristo). E não me espantou que se juntassem ao Marques, Mentes nesta romaria de panegíricos.

A minha relação pessoal com o Manuel Esperança é escassa, mas foi sempre cordial. Por isso, custa-me tanto que ele tenha cedido à deriva napoleónica como que, à saída, os seus principais defensores sejam deste calibre. Posso discordar dele, mas acho que merecia melhor do que esta tropa fandanga.

Já agora, só um por”menor”… a “obra” de quem se considera professor deve ser o seu trabalho com os alunos em sala de aula. Sem isso, lamento, qualquer legado será sempre coisa menor.

WTF1

 

Máquinas De Lavar

Pinto da Costa suspeito de fraude e lavagem de dinheiro

Luís Filipe Vieira investigado por fraude fiscal e lavagem de dinheiro

Venezuela: Dias Loureiro e António Vitorino sob suspeita

E, subitamente, parece que alguém quer que a coisa não se estenda por aí acima.

«Acabaram as investigações a políticos». Ordens da PGR limitam actuação do Ministério Público

Scream

 

A Marechala

É engraçado como ainda há quem ache que esta senhora era vagamente sincera naquelas declarações de outrora e não uma mera operacional de interesses que ela não compreendia ao chegar, mas abraçou logo que viu que ainda poderia ter meia vida de carreira pela frente.

Fez-se eleger reitora sem avaliação porque era “burocrática” e lá no exército dela, afinal, chega quase toda a gente a “general” num instante. Basta um contrato à maneira com os ex-colegas de governo.

ISCTE acelera acordo e coloca metade dos professores no topo da carreira

MLR avalia

5ª Feira

Roça a obscenidade política toda a novela do IVA do gás e electricidade. Votar as contrapartidas antes de se votar a medida a que se aplicam é de uma maravilhosa singularidade. Assim como guardar para o fim as votações que, na devida ordem, podem causar birrinhas, dando tempo para negociatas de bastidores.

E depois queixam-se que os “populismos” nascem de fenómenos de iliteracia disto ou daquilo. Não, eles nascem de se constatar que temos quem ache que é por manter o IVA da luz em 23% que eu acendo velas em casa após o anoitecer. Ou que passo a tomar banho com água gelada. Que o ambiente se defende com impostos, enquanto se destrói a cobertura vegetal do país ou se criam excepções em série para construções em zonas protegidas. Quando muito pouco se faz para reduzir a poluição industrial ou a eficácia energética das grandes indústrias.

Há um dia ou dois, o nosso excelso PM declarava que era uma “bizarria” dar-se atenção aos novos partidos na comunicação social. Bizarro é ter décadas a fio gente a comentar sem qualquer contributo para nos esclarecer, funcionando apenas como correntes de transmissão das chefias partidárias e interesses pessoais. Gente que, em muitos casos, assistiu de camarote ou colaborou, nem que seja por omissão, em políticas de transparência altamente duvidosa. “Economistas” de ocasião que nada viram de grave anos a fio nas negociatas em torno da PT e da banca privada ou políticos, incluindo com responsabilidades executivas, que acharam que tudo foi uma “festa”. Comentadores que saltitam da vida política para administrações de grupos económicos, com apeadeiro em gabinetes de advogados. Para quem Angola era o paraíso dos negócios até terem medo de apanhar com salpicos de petrodólares corruptos.

Os “populismos” nascem de uma classe política de oportunistas que mentem sem pudor ou de invertebrados que saboreiam os ventos. Esta é uma tirada demagógica? Lamento, mas parece mais ser um retrato de uma realidade que não muda. Porque agora acusa-se de serem “demagogos” aqueles que denunciam a verdadeira demagogia do “ambientalmente irresponsável” e do “socialmente injusto”. Porque há “paradigmas” que parecem impossíveis de substituir.

Alcatrao

Será Que O PM Costa Se Aconselhou Com O SE Costa Quanto Ao Uso Demagógico Dos Advérbios De Modo?

Costa voltou a destacar os benefícios da proposta do Governo em contraposição com a do PSD que considera “financeiramente insustentável”, e que não respeita os princípios ambientais e é “socialmente injusta”.

Só faltou o “ambientalmente irresponsável”.

Embora eu ache que se poderia dizer que é uma medida “sustentavelmente financeira” e “justamente social” e andaríamos mais próximos da verdade dos factos.

Entretanto, aproveitando-se dos meandros das politiquices, o PCP ainda acaba em segunda muleta, porque o PAN já não consegue esconder ao que anda.

AntCosta

(parece que desta vez não ameaça demitir-se, apesar de birrar como menino mimalho que é…)

Grande MOOCA

Decidi explorar o maravilhoso mundo dos massive open online courses. Há umas coisas nacionais com algum interesse e muitas coisas lá fora. A generalidade das maiores universidades têm-nos e de borla para quem quiser “frequentar” e a 40-50 euros para quem quiser ficar “certificado” por Harvard, Yale, Stanford ou pelo MIT.  Por cá há umas borlas, umas coisas assim para o carote (o dobro dos de lá de fora) e a velha habilidade de cobrar mais quando certifica créditos pós shores professores.

Dou um exemplo: inscrevi-me num anunciado como sendo de borla, mas certificado e tudo, só que para outro grupo disciplinar. Mas o tema interessava-me. E lá me “matriculei”, mesmo se nem preciso, por agora, de créditos. No dia de arrancar, não arrancou. Ficou para uma semana depois. No dia do segundo arranque, descubro que, afinal, a minha “matrícula” tinha sido “deslocada” para uma de duas variantes do curso (a “geral”), sendo que esta já seria para todos os grupos disciplinares com certificado em troca de umas dezenas de euros (80), não publicitados no anúncio online do curso. O curso em que me tinha inscrito passou a ser frequentável apenas por “convite”. O pessoal começou a protestar no espaço de “debate”. Com razão. E começarem a dizer que, coiso e tal, existiam dois cursos, um “aberto” e o outro “fechado”. O que não era verdade quando me inscrevi. Por estas bandas, basta cheirar à possibilidade de negócio e não há nada garantido. Eles é que são os “donos” da coisa.

Carteira