É Como O Pecado Na Grande Família Cristã

Inaceitável, mas praticado à exaustão e lavado semanalmente com umas genuflexões, água benta e a promessa de não se voltar a fazer o mesmo até se voltar a fazer.

Na grande família socialista, “o nepotismo é inaceitável”

António Costa lembra que as relações surgem naturalmente entre pessoas no mesmo contexto, mas é perentório: “Ninguém pode em caso algum ser nomeado por ser familiar de…”

A absoluta falta de princípios éticos, ditos “republicanos”, é por demais evidente em torno do PS no poder, mas pode sempre negar-se. António Costa pode dizer que não deu por nada durante a governação de Sócrates e fingirmos que acreditamos. Carlos César pode sempre garantir que a sua família tem uma pulsão cívica acima da média para uma plateia de basbaques de cartão na mão à espera de vez.

A enunciação da virtude é tanto mais indecente quanto a sua negação prática é evidente, mas para os que a negam, conhecendo-a em primeira mão.

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O que poderei dizer em relação a isto, que acho de um oportunismo descarado?

A componente curricular de Cidadania e Desenvolvimento, introduzida nas matrizes curriculares dos ensinos Básico e Secundário pelo Decreto-Lei n.º 55/2018, chegou às nossas escolas e lançou novos desafios a toda a comunidade escolar.

Face a esta nova realidade, os autores Rui Trindade e Ariana Cosme prepararam um livro com o objetivo de apoiar os professores no processo de reflexão, tomada de decisão e desenvolvimento de iniciativas relacionadas com a componente curricular de Cidadania e Desenvolvimento.

A obra contém uma primeira parte mais teórica, seguindo-se uma parte que apresenta propostas práticas e estratégias de ação, dando a conhecer alguns projetos e sugerindo outros que permitem partilhar ideias, decisões estratégicas, instrumentos de organização do trabalho, recursos e reflexões no sentido de inspirar e apoiar o trabalho concreto de professores e alunos nas escolas.

A editora faz pela vida, aposta na malta que corre atrás do que deveria ser material oficial e não comercial, produzido por quem esteve ligado à legislação aprovada e do decoro conhecerá a palavra mas vagamente aquilo que significa.

Claro que não é “ilegal”, é apenas “imoral”, mas é toda uma escola deste género que se agrupa em torno de quem acha tudo isto normalíssimo.

Do 1º ao 12º ano, claro.

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Mas… Mas… Mas… Então A Festa da Doutora Maria De Lurdes?

Não chegou ao primeiro ciclo? Deixou a rede pública a várias velocidades, só favorecendo alguns filhinhos d’algo enquanto as taxas autárquica das capital só servem para obras de fachada para turista ver, enquanto muitas escolas caem aos bocados? Mas disto não falam as senhoras e senhores da “inclusão”. A esquerda-caviar no seu melhor, com o delfim do costa a mostrar como (não) se deve fazer.

Um terço das escolas lisboetas analisadas está em mau estado de conservação

Shame

4ª Feira

A “defesa da classe docente” não passa por ocultar as suas hipocrisias e duplicidades, as faltas de carácter os as bravatas com fraca consistência. A credibilidade não se faz na base do oportunismo chico-esperto ou da demagogia para as bancadas. Não passa sequer por uma add-fantoche ou pela forma como os séquitos se organizam nas ocasiões protocolares. A “corrosão do carácter” causada pelo trabalho nas condições de um “novo capitalismo”, abraçado por boa parte de uma esquerda a querer ficar bem nos negócios, já foi teorizada há muito. Falta teorizar em maior profundidade a encenação que agora se faz de causas apresentadas como moralmente superiores quando não passam de credos de cliques que tomaram e mantêm agressivamente o poder.

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