Um Interessante Case-Study Para O Irmão

E @s director@s comem e calam ou piam baixinho como é costume? Filinto, amigo, passada a oportunidade, que tal começares a meter o miúdo na ordem?

Ministro responsabiliza algumas escolas por atraso no processo de contratação de funcionários

Contratação de mais de 1000 assistentes operacionais demorou a ser iniciada, lembra Tiago Brandão Rodrigues: “Chegámos a pôr em causa se eles tinham necessidade real de os contratar”.

Burros

Tudo Num Só Corpinho (E Acreditemos Que Numa Mente)

Já repararam que algumas das pessoas que mais teorizam sobre o arcaísmo da avaliação dos alunos são das que mais excitadas ficam quando são nomeadas avaliadoras, de preferência externas,e  começam logo a recolher e acumular grelhas, por causa da “responsabilidade” enorme que passaram a ter?

Frade

É Voluntariado!

É o que faz muita gente querer “carreira” a todo o custo. E querer colocar “professor universitário na profissão” quando nem tarefeiro é. Quanto às “entidades oficiais” estavam à espera do quê? Solidariedade? 🙂

Ministro e IGEC entendem que dar aulas sem receber não aumenta precariedade

Em causa está uma queixa apresentada pelo Sindicato Nacional do Ensino Superior a propósito de “alegadas ilegalidades” nos contratos sem vencimento. Não só foi arquivada, como acompanhada da “sentença” de que este tipo de contrato não contribui “para o agravamento da precariedade laboral no ensino superior”.

Stupid3

Eu Venho De Longe

De tão longe que a maioria das luminárias que por aí andam armadas em Corte Inclusiva nem uma aula tinha dado a uma criança ou jovem com as mais diversas problemáticas quando foi publicado o DL 319/91, conhecido coloquialmente como “o 319”. E não aceito que digam que sem o contributo de tão doutas criaturas eu tenha andado a “entreter” crianças e jovens.

A substituição da classificação em diferentes categorias, baseada em decisões de foro médico, pelo conceito de «alunos com necessidades educativas especiais», baseado em critérios pedagógicos;

A crescente responsabilização da escola regular pelos problemas dos alunos com deficiência ou com dificuldades de aprendizagem;

A abertura da escola a alunos com necessidades educativas especiais, numa perspectiva de «escolas para todos»;

Um mais explícito reconhecimento do papel dos pais na orientação educativa dos seus filhos;

A consagração, por fim, de um conjunto de medidas cuja aplicação deve ser ponderada de acordo com o princípio de que a educação dos alunos com necessidades educativas especiais deve processar-se no meio menos restritivo possível, pelo que cada uma das medidas só deve ser adoptada quando se revele indispensável para atingir os objectivos educacionais definidos.

Assim:

No desenvolvimento do regime jurídico estabelecido pela Lei n.º 46/86, de 14 de Outubro (Lei de Bases do Sistema Educativo), e nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 201.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:

Artigo 1.º

Âmbito de aplicação

As disposições constantes do presente diploma aplicam-se aos alunos com necessidades educativas especiais que frequentam os estabelecimentos públicos de ensino dos níveis básico e secundário.

Artigo 2.º

Regime educativo especial

1 – O regime educativo especial consiste na adaptação das condições em que se processa o ensino-aprendizagem dos alunos com necessidades educativas especiais.

2 – As adaptações previstas no número anterior podem traduzir-se nas seguintes medidas:

a) Equipamentos especiais de compensação;

b) Adaptações materiais;

c) Adaptações curriculares;

d) Condições especiais de matrícula;

e) Condições especiais de frequência;

f) Condições especiais de avaliação;

g) Adequação na organização de classes ou turmas;

h) Apoio pedagógico acrescido;

Deixem-se de m€rd@s porque em relação a isto os avanços avultam mais nas digressões terminológicas do que nos mecanismos da agora régia “inclusão” com que enchem a boca os especialistas na exegese de decretos-lei. Mas que raramente se viram numa sala de aula, todos os dias, com uma mão cheia de casos que não se podem dizer “especiais” e deles procurar tirar tudo o que é possível. E mais além.

Velho

Guia Simples Para Compreender A Falta De Professores

É matéria escrita e repetida. Não é de agora que se chama a atenção para os custos de políticas de vistas curtas e que já tinham dado este resultado em outras paragens. Até podemos passar meio de lado em relação à sistemática desvalorização simbólica da docência pela classe política e uma série de alegados “influenciadores” que polvilham a nossa comunicação social impressa e televisionada.

Mas não podemos passar sobre políticas concretas destinadas a poupar os tais tostões que usaram em sorvedouros diversos, sem qualquer importância para o tal “interesse dos alunos” que tanto gostam de alegar de forma demagógica e desonesta.

  1. Antes de mais, os concurso para 4 anos nunca o foram, pois a cada ano tivemos o baile dos chamados “horários-zero” que tanto amofinaram gente que papagueia por aí. Estranho… em poucos anos desapareceram e até faltam professores em alguns dos grupos em causa. A “estabilidade” nunca existiu. Nem sequer foi uma prioridade. E a história das “vinculações extraordinárias” com que alguns enchem a boca (a começar pelo actual PM que tem de arranjar espaço com tantas favas que parece já lá ter quando fala) ainda está para ser um dia contada em todas as suas manigâncias, nomeadamente ao nível das vagas que foram abertas em que grupos e onde. Pois muitos lugares continuaram por preencher e em outros casos apareceu gente que ninguém pedira. Mas, assim, alguém terá metido o pé na administração pública, permitindo-lhe depois ir para outras paragens…
  2. Em seguida, numa medida de “boa governança” impediu-se que professores contratados com horários incompletos os pudessem completar na mesma escola com outro tipo de funções, fixando assim esse docente a essa escola, tendo passado a ser obrigatório que esse completamento resultasse do concurso a horários também incompletos de outras escolas… o que fez com que um professor com 14, 15, 16 horas tivesse de andar em busca de outro horário, algures, para ter o seu completo, em vez de existir “autonomia” para lhe dar tutorias, apoios ou outro tipo de funções na “unidade orgânica” da primeira colocação. O “truque” foi que, deste modo, se contabilizassem mais professores em exercício, porque em muitos casos tivemos 2 colocações para um horário completo em escolas diferentes, dando uma sensação de existirem mais professores nas escolas, quando apenas se duplicava ou triplicava a presença de um mesmo docente em diferentes locais. Só recentemente se autorizou, perante o descalabro evidente, que se invertessem algumas das regras e se pudessem completar horários “internamente”. 
  3. Em paralelo, contando todas as moedinhas que se podem subtrair a qualquer aposentação antecipada de docentes, nunca se criaram condições para que professores com, por exemplo, 30 anos de carreira e 55 de idade pudessem sair com cortes suportáveis (com 25-30%, muitos ficariam satisfeitos), o que manteve na carreira muita gente que, em pouco tempo, começou a ter de colocar baixas por motivos de saúde diversos. Estas vagas, mesmo conhecidas a partir do ano lectivo anterior por serem atestados de longa duração, só passaram a poder ser colocadas a concurso depois de 1 de Setembro, fazendo com que muitas vezes só chegassem professores já com as aulas iniciadas, pois assim sempre se pouparam 2-3 semanas de salário. A chamada esperteza saloia dos “economistas de escala”.

(e nem vale a pena recordar o desastre total da chamada “bolsa de contratação de escola” quem de algum modo, antecipou o que agora acontece)

Perante isto, que está mais do que contado e narrado à exaustão, até acredito que o rácio calculado da forma martelada com que estes dados costumam ser, tenha feito diminuir o número de alunos por professor. Mas o que não aparece – nunca – nas estatísticas oficiais, é a duração média dos contratos, o número de múltiplas colocações ou o ritmo a que rodam os docentes entre escolas e horários. Claro que, em conjunto com uma remuneração que continua truncada com a carga fiscal, os interessados reduziram-se imenso, em especial perante o aumento das despesas com combustível e alojamento, quando são forçados a deslocar-se.

Este estado de coisas resulta de políticas colocadas em prática por todos os governos nos últimos 15 anos e há mesmo quem se orgulhe de assim ter reduzido radicalmente o peso das remunerações no orçamento do ME em 20 ou mais pontos percentuais. Se isso trouxe algum ganho para os alunos? Duvido, pois o investimento em equipamentos (a começar pelos tão endeusados meios digitais) desapareceu e o que há é o que havia há 10 anos. E os professores dos quadros, estranheza das estranhezas, estão 10 anos mais velhos e outro tanto menos frescos do alfaces acabadas de apanhar.

Mas acreditam que algum David, Maria, Isabel, Nuno ou Tiago, pseudo-liberais ou pseudo-socialistas, assumirão qualquer responsabilidade por isto? Cruzes, credo, a culpa (se é que de “culpa” ou “responsabilidade” se pode falar) é toda das Finanças. El@s apenas fizeram o que era “necessário para o país” e defenderam o “interesse nacional”. E quem os defendeu na comunicação social tem também a sua quota parte de responsabilidade, pois deram cobertura a políticas desastrosas, em tantos casos apenas por preconceito ou ressabiamento pessoal.

Shameless1

(é só mudar-lhes as caras…)

 

Afinal Nem De Educação, Nem De Astrologia Política Percebe, Apenas De Pedinchiche

6 de Junho de 2018:

“Espero que, obviamente, já noutra condição, poder estar aqui daqui a dois anos e ver como este edifício tem uma vida nova, por muitas e muitas décadas”, disse Tiago Brandão Rodrigues no final da sua intervenção na apresentação das obras de requalificação da Escola de Dança e Música do Conservatório Nacional.

Depois, deve ter repensado a coisa e percebido que isto de viajar e ter estadias à conta do Orçamento, com motoristas à disposição é toda uma outra dinâmica. E lá pedinchou e lá conseguiu.

METiago