É De Pequeninos Que Se Começam A Cultivar Os Pepinos

Os candidatos do PS às Eleições Legislativas vão estar, esta quarta-feira, 11 de Setembro, em campanha eleitoral, em Olhão. 

O dia começa, às 11h00, com a participação na entrega de tablets aos alunos da Escola Carlos da Maia, promovida pelo Município de Olhão e na qual estará presente Alexandra Leitão, secretária de Estado da Educação.

De seguida, a comitiva do PS fará uma visita aos Mercados de Olhão (11h45), seguida de um almoço na cantina do Intermarché (13h00).

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(não andando a dar entrevistas a fazer-se ao lugar, nem a escrever livros com o seu “legado”, a secretária Leitão é que ainda acaba por ficar…)

 

5ª Feira

Amanhã começam as aulas – ou apresentações – em força. Em outros anos, por esta altura, os manuais da petiza já estão mais do que comprados e alinhados para uso. Este ano, cortesia dos vouchers (onde tinha eu a cabeça para alinhar nisto?), não existe nenhum, nem sequer os 2 (em 6, no mínimo, para o 11º ano) que foram emitidos e “resgatados” há duas semanas. A coisa é assim… se não há dinheiro e a coisa é cara, não façam promessas… ou, em alternativa, não digam que está a correr tudo bem e as falhas são pontuais ou de qualquer coisa informática. A verdade é que, desde que eu pague, tenho os manuais em casa um ou dois dias depois. Mas parece que o “Estado”, por via do poder político em campanha, quer fazer passar uma ideia e praticar outra. Eu sei que o ministro acha que estava no Mundo da Fantasia quando era cientista e que o secretário está mortinho para ir para o Lugar dos (seus) Sonhos e que se estão nas tintas para a forma como as Finanças gerem isto. A secretária, claro, tem outras prioridades e por isso mesmo é que mantém as suas crianças longe do ensino público. Mas há uma altura em que a estratégia da desresponsabilização – com ou sem a faceta da vitimização – deveria ter limites. Sim, esperarei até 2ª feira e depois encomendo os manuais em falta, pagando-os, porque acho tudo isto para lá de indecente. Os amigos que falam pela confap, como seria de esperar, só se queixam do estado dos manuais que, pelo menos já receberam, e lançam culpas para os professores que fomentaram o uso de material escolar pelos alunos, porque é essa a sua forma de representar as (suas) “famílias”. Há alturas em que realmente já não é possível “resgatar” paciência para este estado de coisas.

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O Verdadeiro Artista…

… é aquele que exalta a necessidade de conhecimentos para fruir as Artes, mas em matéria de Expressões manteve, durante quatro anos de mandato, a redução do peso das expressões artísticas no currículo (nesse aspecto não se distinguindo em nada da “direita” da troika), enquanto multiplicava o espaço exclusivo da Educação Física. A separação no 2º ciclo da Educação Visual e Tecnológica em duas disciplinas sem par pedagógico manteve-se, fragmentando uma abordagem de técnicas que estão fatiadas a 90 minutos semanais. Tal como a Educação Musical. No 3º ciclo, a presença das Artes é residual, pelo que é de uma muito particular falta de decoro que se escreva o que a seguir coloco (p. 33), de forma a que se perceba que não é feita qualquer manipulação do texto pensado e assim escrito.

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Alguém me explique, devagarinho e com factos concretos, porque é que um dos autores desta longa passagem – com a qual concordo na formulação e substância – pouco ou mais exactamente nada fez para que fosse possível concretizar uma efectiva educação artística nas escolas públicas, investindo nessa componente do currículo em vez de transversalidades do tipo “Literacia Financeira” ou mesmo “Educação para o Empreendedorismo”. Que podem ter o seu lugar e sentido, mas não num contexto de completa erosão ou apagamento das Artes no currículo do Ensino Básico. Houve muita preocupação em demonstrar, por vias de provas de aferição no 2º ano, que os alunos não sabiam dar cambalhotas ou fazer determinados movimentos de Expressão Física, mas nenhuma em que eles (ou os de 5º ou 8º) revelassem se compreendiam a diferença entre uma pintura e uma escultura ou se têm alguns hábitos regulares de consumo cultural.

Já sei… é tudo uma questão de aplicação da “autonomia” por parte das “escolas”.