Autogestão Da Covid?

Mais do que qualquer mirabolante teoria global da conspiração, deveria denunciar-se esta forma de desresponsabilização do poder político em relação à pandemia, transferindo todo o ónus da responsabilidade para os indivíduos que – desculpem lá – apresentam uma quantidade muito razoável de idiotas, boa parte com belos diplomas para exibir o seu “saber”.

Para deixar as coisas ao deus-dará e logo se vê não precisamos de tanto ministro, secretário, mail’os seus gabinetes, assessorias e consultorias. E mais vale, então, irmos todos votar na Iniciativa Liberal em nome da total liberdade individual e que se lixem os outros.

E não me digam que o que eu quero é um Estado-Deus que determina tudo o que posso fazer, porque não é nada disso, muito pelo contrário. Não posso é ter um monte de gente a viver do Orçamento de Estado e a demitir-se das responsabilidades e funções para que se candidataram e pelas quais lutaram com tanto afinco desde o tempo das jotas e das concelhias e das carreiras arrancadas com tanto arreganho na horizontal ou de joelhos, independentemente do género.

Se ficar infetado ou contactar com um positivo que viva na sua casa, a partir de agora pode fazer a autogestão da sua infeção, do início ao fim. 

Uma Colega Pede Uma Declaração De Tempo De Serviço À Secretaria…

… e respondem-lhe da seguinte forma:

Pode não ser muito, mas é a porta aberta para o abuso. A escola é da zona do Grande Porto, mas acredito que haja muita gente (Andaep, Ande, Conselho de Escolas) que desconheça ou prefira não ter opinião sobre tais práticas. Quanto à tutela nem é bom falar, que desconhece sempre estas coisas.

A imagem está num grupo do fbook a que não pertenço, mas recebi autorização de publicação, através do colega Ricardo Santos.

Nestes Casos, Podemos Chamar “Cabeça De Ovo” Ao Homem?

É que “leão” faz-me sentir mal. Até porque o “Estado” é sempre “pessoa de bem” para os grandes, mas aos pequenos lixa logo que pode.

No final de 2020, o Parlamento barrou o ministro das Finanças, mas os milhões apareceram.

No final de 2020, o Orçamento de Estado para 2021 (OE2021) ficou preso por um fio devido ao Novo Banco (NB). Uma maioria parlamentar (BE, PSD, PCP e PAN) bloqueou a pretensão do governo e do ministro das Finanças de reservar uma dotação de despesa no OE para poder injetar mais dinheiro no NB.

Mas, na altura, o ministro avisou logo: o Estado é uma “pessoa de bem” e vai cumprir o contrato que assinou. E assim foi. Mesmo chumbado pelo Parlamento, em junho, o NB recebeu a primeira parte da ajuda (317 milhões) e, na semana passada, o resto que estava em dúvida, mais 112 milhões. No total os 429 milhões previamente acordados.

O dinheiro foi angariado com recurso a um sindicato bancário, mas depois foi vertido no Fundo de Resolução (uma entidade pública que conta para a despesa) que depois passou os milhões para o NB.

Em Tempos De Campanha Bate Uma Amnésia Do Caraças

São coisas destas que, queiram ou não, desacreditam a política, revelando o quando não passa, em tantos casos, por mero oportunismo. Nem merece o tempo de ir ao google buscar as vezes em que David Justino alinhou na desvalorização e apoiou quem a promoveu. Desde a amizade com Maria de Lurdes Rodrigues e o apoio à generalidade das suas medidas quanto à carreira docente ao apoio ao indecoroso processo da PACC durante o mandato de Nuno Crato. Não esquecendo aquela medição a olho dos professores que nunca o deveriam ter sido, a enorme preocupação em apresentar custos inflacionados sobre a redução dos alunos por turma (em que só contava com a despesa bruta, ignorando a receita fiscal que cativa logo mais de um terço dos salários nominais) e a imensa ambiguidade em relação à reposição do tempo de serviço congelado.

Há ambições do caraças, pelas quais há seja capaz de tudo e o seu contrário, uma e outra vez.

(penso que será uma rasteira falar em prefácios, certo? até porque acredito piamente que terão sido graciosos e desinteressados)

Um Inegável Aroma A Podridão- 2

Confesso que nem sei bem como ou por onde começar. Digamos que, para evitar desentendimentos, pedi a documentação disponível acerca desta situação para confirmar o que me foi d(escrito) por colega que lidou de perto com tudo isto. Irei transcrever o que me enviou e anexar uma imagem apenas para efeitos de demonstração da existência (e meu conhecimento) dos elementos de prova do que refere. Adicionalmente, confirmei os nomes entre a lista das progressões, a sinalização das classificações de “mérito” e os nomes que ocupam os referidos cargos de gestão. Como é óbvio, não divulgo nenhuns elementos nominais, para não dar azo a azares.

Tudo isto é triste, tudo isto é aviltante, mas, curiosamente, não é propriamente “ilegal”, no sentido mais restrito do termo e muito menos para os conceitos largos dos serviços centrais do ME que tutelam estas matérias. Se for feita qualquer denúncia ou é arquivada ou nem sequer é considerada digna de averiguações. É o resultado de um modelo de gestão com um pecado original que, quando cruzado com o de avaliação do desempenho, desagua nesta coisa pútrida.

Sobre o seu último post: no meu agrupamento foi pública a ADD, em documento afixado na sala dos professores a propósito das datas de progressão, e nenhum “zeco” teve direito a classificação de muito bom ou excelente (apesar de vários terem tido excelente na avaliação externa pois pediram aulas assistidas) acima de bom foi a Diretora, o marido desta e subdiretor, duas das adjuntas, a assessora jurídica e a coordenadora do 1 ciclo de uma escola (haverá ainda um outro muito bom que será de uma ex-coordenadora que mudou para outro QA). Em conversa com a amiga de outra escola, que é coordenadora e teve o seu muito bom, ela explicou que na escola dela também é assim, o Diretor até aconselha as adjuntas quando hão-de pedir a avaliação para que possam ter mais que bom e progredir mais depressa. Haverá forma de se saber se de facto é assim todas as escolas, e se os cargos de chefia e os membros da SADD escolhem estrategicamente ser avaliados pelo geral ou não e a sua avaliação é manipulada para lhes garantir que as magras quotas ficam para si.

Podem confirmar que existem apenas 6 vagas de “mérito” para os vários universos dos docentes de carreira, tendo eu confirmado que 4 foram para os membros da direcção que, para isso, terão passado para o “regime geral” (a directora entra em outro regime de avaliação), sacando a maioria das vagas do resto do pessoal. Resumindo… a maralha que fique pelos Bons que as lideranças é que são munta boas.

3ª Feira

O que raio quer exactamente dizer um aumento de 0,99% para as pensões mais baixas? Chegámos à fase do supermercado ao estabelecer os preços em promoção? Mesmo que seja para depois aumentar para outro valor menos caricato, só o ter sido lançado o número para a comunicação social revela a enorme falta de nível desta gentinha, que não revela qualquer respeito por aqueles que claramente não consideram seus próximos.

Dá Para Ver O Mail E Pagar Impostos?

E mesmo assim com seis meses de atraso.

A tarifa social de Internet, destinada a consumidores com baixos rendimentos, entra em vigor em janeiro e terá um valor de 6,15 euros (IVA incluído), disse à Lusa o secretário de Estado para a Transição Digital.

(…)

Em termos de níveis de serviço, o que está pensado é um pacote mensal de 15 GB [Gigabyte]” e em termos de velocidade de ‘download’ e ‘upload’ de 12 Mbps [megabit por segundo] e 2 Mbps, respetivamente, acrescentou.

Em 29 de setembro, a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) tinha anunciado que na sua decisão, aprovada em 27 de setembro, tinha efetuado uma “reponderação das medidas projetadas” no sentido provável de decisão de 12 de agosto, aumentando a velocidade mínima de ‘download’ de 10 Mbps para 30 Mbps e de ‘upload’ de 1 Mbps para 3 Mbps e o valor mínimo de tráfego mensal a incluir na oferta de 12 GB para 30 GB.

Há Sempre Um Novo Nível De Vergonha

Neste caso foi no futebol português. Mais uma vez. E o seu protagonista principal teve o desplante de sair encenando ar compungido e lacrimoso. Quando conhecemos o seu perfil desde os tempos da PT e dos meandros dos esquemas socráticos para a comunicação social. Não há vassoura que leve esta malta de uma vez por todas do “palco”.