Educação Sexual

Nestas matérias sou muito liberal, no sentido primeiro do termo. Deve ser facultada nas escolas, mas de frequência voluntária, um pouco como a Educação Moral e Religiosa. Para quem defende a transversalidade da coisa, eu proporia que essas coisas muito transversais fossem todas opcionais e que funcionassem em modelo de oficina ou atelier ou equivalente, num sistema de créditos, em que os alunos teriam de conseguir um determinado número deles durante o ciclo de escolaridade.

Duas questões que gostaria de acrescentar:

Compreendo quem prefere que essas matérias sejam abordadas em ambiente privado e familiar. Desde que não seja para manter a crença na história das cegonhas até à noite de núpcias. Até porque é inútil, pois no pátio das escolas fala-se de tudo e mais alguma coisa e a net tem tudo ao dispor e mais vale aprenderem de forma devidamente  enquadrada ou ainda acontece mais depressa o que se diz querer evitar. Mas discordo de qualquer obrigatoriedade curricular nestas matérias.

Tenho muito receio na forma de recrutamento do pessoal para tratar destes temas, pois há gente que apesar das décadas ainda precisa de aprender antes de ensinar. E não falo de aspectos técnicos ou fisiológicos, mas de preparação mental para um assunto que não pode ser distribuído, para poupar, a quem tenha “horário-zero”.

kardash

Dúvida

Que se arrasta há uns tempos. Porque será que alguns dos mais descabelados gurus do nosso neo-liberalismo económico (arroja, césar das neves, mas longe de serem os únicos, apenas sendo os mais caricatos) têm uma concepção, digamos assim, sui generis da relação entre os sexos e, mais em particular e benzam-nos todos os deuses dos pruridos e comichões, da sexualidade humana? Há relação directa entre os dois credos?

Raquelwelch