A Pobreza, Vista Ao Longe…

… surpreende muito os investigadores, quando chegam perto dela. Estes estudos têm o mérito de dar chancela “científica” a realidades mais do que conhecidas por quem vive fora de casulos, mas acabam quase sempre a irritar-me em certa medida. Porque depois há daquelas constatações que “surpreendem” os engomados de gabinete, por estimáveis que sejam. Parece que descobriram que ter um emprego, mesmo estável, não dá imunidade à pobreza. Logo pela manhã, fiquei a falar com o rádio do carro ao ouvir a peça da TSF e as declarações do principal investigador que descobriu que quem nasce em meio pobre, dificilmente se endireita ou passa de remediado, mesmo que seja “efectivo”. O problema de algumas tertúlias académicas certificadas é que tomam os seus conceitos, nascidos dos seus problemas pessoais (como os de pós-doutorados, com bolsas anos a fio, que ainda não conseguiram vaga nos quadros da Universidade e depois despejam raivas contra Básicos e Secundários), por uma realidade social que não existe. Sim, o “precariado” é indesejável, mas os baixos salários são uma chaga ainda maior. Por acaso, o período em que mais ganhei, em termos relativos, foi quando era professor contratado e tinha mais um par de biscates que me davam outro tanto de remuneração. Há precários a ganhar muito bem e “estáveis” a ganhar muito mal. O problema é estes últimos serem muitos. Mesmo muitos.

Pode andar-se anos ou décadas a fio a dizer que a desregulação das condições de trabalho (abusivas em termos de horário e remuneração) estão na base de muitos problemas, incluindo o insucesso escolar ou o “sucesso remediado”, mas há sempre aquela malta que teoriza a batata na perspectiva do contra-factual e do camandro ao cubo e conclui que a pobreza é apenas um estado de espírito. Sim, é verdade que há muita pobreza de espirito por aí. Mas essa tem uma distribuição transversal nos diversos escalões de rendimento. A pobreza material, daquelas pessoas que sobrevivem um mês com menos dinheiro do que custa uma bicicleta (ou uma roda, que as há a mais de 1000 euros e não necessariamente para profissionais) dos ciclistas chique que se pavoneiam ao fim de semana em leque por aí, é muito diferente. É aquela pobreza, como constatou com ar de alarme o investigador, para a qual uma diferença mensal de 10-20 euros pode ser decisiva.

Que em 2021 seja preciso um estudo com uma dezena de autores para o demonstrar revela muito sobre a tal “pobreza de espírito” de que falava mais acima.

A Nova Sociedade Tetrapartida Do Neo-Liberalismo Pós-Marxista

É apenas uma nova sugestão de nomenklatura.

  • Aristocracia da Pandemia.
  • Clero da Opinião.
  • Burguesia do Teletrabalho
  • Proletariado da Penúria.

Numa visão mais medieval, mas também mais realista, temos um esquema tripartido, em que os burgueses remediados estão ainda formalmente incluídos no povoléu do 3º Estado.

Sociologia Superficial Dos Parceiros Da Ex-Geringonça

Há quem não tenha percebido que nos últimos anos foi feita uma clara opção por parte de algumas forças políticas (e suas ramificações sindicais) no sentido de apostar no apoio do que agora designamos como “precariado”. Por ser numeroso, por ser mais ou menos jovem. E por estar em situação de fornecer alguns milhares adicionais de efectivos quotizados do que os “velhos” trabalhadores dos “quadros” que, para além de serem vistos como “privilegiados”, ainda têm o condão de ser chatos e menos maleáveis a certas demagogias.

Não estou a colocar em causa a legitimidade de tal opção, ou sequer a sua maior ou menor bondade. Apenas a assinalar uma evidência e a tentar que algumas pessoas entendam que a boa vontade de alguns grupos político-sindicais se deslocou na última década e aderiu a uma lógica dominante diferente daquela que se poderá considerar “tradicional”: a defesa dos trabalhadores de uma dada profissão, que agora se apresenta como sendo algo “corporativo” e não dos aspirantes a essa profissão. Até há quem considere que é assim que deve ser, porque é mais justo e, numa perspectiva de “esquerda”, se está a privilegiar a defesa dos “mais vulneráveis”. E eu até tenderia a concordar – não tendo qualquer cartão ou não pagando quotas, não vou esperar que seja os meus interesses que alguém venha defender – se tudo isto depois não se traduzisse num nivelamento pelo salário mais baixo e na aposta nos que ficarão gratos com o mínimo dos mínimos, perdendo uma perspectiva de médio-longo prazo.

E repito… não estou a fazer um juízo de valor sobre a estratégia (uma discordância não é bem isso), apenas a querer que o pessoal menos novo perceba aquilo com que tem de lidar e com os apoios que, em regra, só terá da boca para fora. Porque se há algo que tenho de reconhecer ao actual PM é que meteu mesmo os marxistas na gaveta, desculpem, no bolso.

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A Minha “Imaginação Sociológica” – 2

Dou continuidade, com atraso, aos meus seminais (pré?) conceitos que alguém considerou serem de “imaginação sociológica”, embora pareçam ter gostado da ideia e já reclamem, de forma equivalente, práticas imaginativas em outras áreas. Talvez o mais provocatório e inovador seja o de “Corte Inclusiva“, pois corresponde a um fenómeno que é mais recente e entrou na nossa realidade quotidiana já depois da elaboração dos grandes manuais de sociologia do século XX e ainda nos faltam referenciais dignos desse nome no século XXI.

Como é do conhecimento geral, o documento fundador de diversas tendências relacionadas com a defesa dos direitos das crianças e jovens com problemas de aprendizagem ou (como foi possível designar até 2018) “necessidades educativas especiais” foi a Declaração de Salamanca de 1994 que, como todos os textos sagrados da Humanidade, fundou una Fé mas, em simultâneo, conduziu a diferentes teologias exegéticas que nem sempre conseguiram conviver muito bem entre si, para além de despertarem o natural ímpeto para lutarem com denodo e muito arreganho pelo acesso ao Poder para melhor conseguirem impor as suas concepções interpretativas do Verbo Inclusivo.

O que significa à luz do conceito já analisado de Círculo Interno do Poder que a “Corte Inclusiva” é uma espécie de subconjunto seu, logo que os representantes da facção inclusiva dominante num dado contexto histórico-político conseguem aceder a tal posição. Não se deve confundir em nenhum momento “Corte Inclusiva” com “Educação Inclusiva” porque enquanto esta é plural e integradora, aquela é restritiva e exclusora na sua práxis. Podemos ser crentes e praticantes da “Educação Inclusiva” mas ser proscritos pela “Corte Inclusiva”, porque o estatuto de “cortesão” depende da adesão, sem reservas, aos seus dogmas particulares sobre o que é (ou não) a “Inclusão”. Não é raro o recurso nos textos de alguns dos mais destacados cortesão inclusivos o uso de binómios como “nós/eles”, “cá/lá”, “dentro/fora” ou a associação de qualidades positivas negativas aos indivíduos conforme o seu alinhamento com a Corte e as suas interpretações dos textos, em especial normativos, que, ao longo dos tempos, traduziram as verdadeiras intenções do documento fundador.

Tomemos com base este excerto:

” – as crianças e jovens com necessidades educativas especiais devem ter acesso às escolas regulares, que a elas se devem adequar através duma pedagogia centrada na criança, capaz de ir ao encontro destas necessidades,
 – as escolas regulares, seguindo esta orientação inclusiva, constituem os meios capazes para combater as atitudes discriminatórias, criando comunidades abertas e solidárias, construindo uma sociedade inclusiva e atingindo a educação para todos; além disso, proporcionam uma educação adequada à maioria das crianças e promovem a eficiência, numa óptima relação custo-qualidade, de todo o sistema educativo.”

A parte final desta passagem – sim, a declaração de Salamanca já era “centeno” e preocupava-se certamente com a finitude dos recursos dos contribuintes mesmo quando ainda se podia fazer moeda sem as restrições do euro – tem servido para práticas menos sensíveis às preocupações pedagógicas inclusivas, propriamente ditas, do que à referida “optimização” da “relação custo-qualidade” do que se faz passar como “Educação Inclusiva”. Tem sido grande a preocupação em detectar necessidades de “formação” que em regra é aplicada quase exclusivamente por membros da tal “Corte Inclusiva” associada à produção dos normativos legais de que pretendem fornecer a única interpretação legítima, em vez de serem produzidos diplomas claros e materiais pelo ministério da Educação com indicações sobre o que deve/pode ser feito e quais as margens de “autonomia” de escolas e professores.

Se algo corre menos bem, não há que enganar… não foi falha legislativa e muito menos da formação, mas sim de quem não percebeu a infalibilidade da coisa e necessita de mais formação por parte dos cortesãos inclusivos.

O esquema de funcionamento é como se segue (e também se aplica à “flexibilidade curricular” pois, afinal, os 54’s e 55’s são gémeos):

Esquema Inclusivo

 

Resta esclarecer que ao poder político os cortesãos inclusivos são muito úteis e tanto mais quanto se sentirem “pais” do Modelo Único de Inclusão (conceito a definir em outro verbete) e ao mesmo tempo os seus apóstolos, funcionando como reforçada muralha d’aço contra a barbárie dos professores ou outras criaturas não imbuídas do verdadeiro espírito inclusivo.

A Minha “Imaginação Sociológica” – 1

Volto hoje, que tenho um pouco mais de tempo, pois não estou preso a arcaicas tarefas de avaliação e o tempo está fraquito para ir fazer a minha imaginária caminhada pela serra, a algumas diatribes que me foram dirigidas há um ou duas semanas por causa de uma “polémica” sobre a forma como nos devemos tratar na blogosfera ou redes sociais quando estamos a discordar de alguém, mas achamos que fica melhor não nomear a pessoa, para depois poder dizer que não era a essa que nos estávamos a referir e que o interlocutor não percebe nada disso.

Para além de “professor marca branca” foi-me atribuída uma aparente “imaginação sociológica” por eu usar algumas expressões ou termos menos confortáveis para uma restrita clique no poder na Educação desde 2015 (herdeira de correntes de final do século XX e de uma certa pedagogia freirista terceiro-mundista). Uma das expressões que irritou o meu colorido interlocutor foi o uso da expressão “Círculo Interno do Poder”, como se ela tivesse acabado de ser por mim inventada, fruto de uma mente em delírio e sem qualquer fundamento teórico.

Nada de mais errado, porque muitas vezes a ignorância presume que o que desconhece não existe. O Paulo Prudêncio já escreveu a esse respeito usando a designação de “Grupo Fechado”, mas eu fui mais literal na tradução da expressão inner circle, conceito que há décadas faz parte do léxico da Sociologia Política (pois, fiz muitas leituras diletantes nos tempos do curso de História e não só) e se aplica a diversas realidades em que um grupo restrito de indivíduos acede a determinado poder/informação/função de que exclui os restantes elementos interessados ou afectados pelas suas decisões, criando uma clique exclusiva, no sentido original do termo relacionado com a prática da exclusão. Remontando mais de 100 anos, o “Comité Secreto” de Freud é o exemplo de um inner circle de que um dos mais famosos excluídos foi Jung, tendo servido para o seu principal dinamizador controlasse a sua “corte” de seguidores.

Passando para as últimas décadas do século XX, o conceito foi sendo cada vez mais aplicado à forma como grupos de executivos começaram a organizar-se para influenciar políticas, no sentido de obterem decisões que fossem favoráveis aos seus negócios (esta obra de Michael Useem é uma das primeiras análises de um fenómeno que pode remontar às teses sobre o complexo industrial e militar dos anos 50 nos EUA). Mas a inner circle theory deu origem a diversas análises, em especial sobre o funcionamento do poder nos países anglo-saxónicos (um exemplo aqui que reavalia as teses de Useem), mas com imensas ramificações como, por exemplo, o uso recente de algumas redes sociais para estabelecer uma teia de relações entre políticos e jornalistas. E existem mesmo departamentos e cursos destinados a estudar como se estabelecem estes círculos restritos de influenciadores/decisores ligados ao exercício do poder político e ao modo como são tomadas as decisões.

Como matéria de estudo da Sociologia, a própria disciplina é objecto de análise no que se refere à forma como se estrutura o seu campo de estudo e as suas teorizações.

Para não complicar mais as coisas fiquemo-nos por uma passagem acerca do que é o papel do inner circle na vida de qualquer pessoa, sendo especialmente importante quando essa pessoa tem poder de decisão.

An important consideration about our inner circle is that we all are so heavily influenced by those people. We all learned as children the importance of associating with good friends and people who would be good for our lives and help us achieve good things. The lesson is immensely more complicated as adults when our responsibilities and roles are sophisticated and multi-faceted.

Those we invite into our circles that could generate tremendous profits for our business could prove to be people who are willing to compromise their ethics and integrity to fill that bill and alienate others in the circle. People who are too protective or possessive of us will be off-putting to others and could prove to actually hold back our own development. People who are so totally needy that they consume disproportionate amounts of our time and resources may ultimately cause resentment and frustration to develop.

Se há quem ache que, desde 2015 (como em outras alturas), não se criou um Círculo Interno de Poder na Educação, anda muito distraíd@ ou não quer que se perceba como é que as decisões se definem, os decretos se escrevem, as formações se recomendam e as viagens se fazem.

Não, não é “imaginação sociológica” minha. Quem isso afirma ou é ignorante na teoria ou está demasiado ocupado com a práxis que não quer que se note demasiado cá fora. Em qualquer dos casos, espero ter dado um contributo útil para a inclusão de novos conceitos no seu reportório conceptual.

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A Tolerância Inclusiva

Parece que após o post da “marca branca” (o template deste quintal não engana!), acumulando com alguns reparos resultantes da minha “imaginação sociológica”, o David Rodrigues decidiu ter a atitude que se impõe em alguém que aprecia o debate no século XXI e desamigou-me no fbook. Está no seu direito, pois eu também “desamiguei” um par de pessoas aqui no blogue. Só que eu nem sou um tetraneto bastardo do Modelo Único da Inclusão nem um dos maiores defensores da tolerância e da flexibilidade. Se ainda consigo meter-me under their skin é um bom sinal. Quer dizer que ainda lhes resta alguma sensibilidade e há uma réstia de esperança de bom senso. Eu proponho desde já a criação de um Perfil do Professor da Escolaridade Obrigatória, com referência incontornável à cor de cada um, que é para se poder aferir da sua qualidade e adesão à nova grande fé.

Já agora… prometo post sobre alguns dos “conceitos” paródicos que usei na troca de comentários (Modelo Único de Inclusão, Cortesãos Inclusivos e Círculo Interno do Poder ou algo parecido) de há uns dias e que foram correctamente classificados como “imaginação sociológica”. Alguns são mesmo bué divertidos e retratam até melhor a realidade que vivemos do que alguma “sociologia dos tadinhos”.

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(também poderei discorrer sobre o conceito tolerante e inclusivo de “dor de corno”, mas… o seu a seu dono…)

Domingo

Trocava todas as iluminadas análises do que se passou ou passa em bairros como o da “Jamaica” pela ida de tão luminosas luminárias substituir professores em falta em escolas nas suas vizinhanças. Experimentem um mês e verão como as vossas teses de tertúlia-caviar são arrasadas em poucos dias.

manguito

(não é por acaso que um ilustre sindicalista, aposentado desde que soube o que aí vinha, andou anos a gozar comigo no Umbigo por dar aulas em escola de “pretos e ciganos” como ele gostava de escrever, com nicks inventados, porque isto tem muito mais que se lhe diga do que sociologices da treta)

 

O Mito Da Era Dourada

Que eu me lembre, a esmagadora maioria dos meus colegas achava a escola uma seca, desde que não fosse para jogar à bola e, a partir de dado momento, desenvolver o que agora se chamam “afectos”, mas antes tinha designações mais corpóreas. Tudo era chato, desinteressante, complicado, um horror. E chumbavam que nem tordos em dia de abertura de caça. Não se faziam sondagens, mas acredito que os valores de desafeição seriam maiores do que aqueles a que Daniel Sampaio, no JL/Educação deste mês, se agarra para reforçar as hostes que defendem uma revisão curricular. E no tempo dele também seria assim, excepto quando, já no Secundário, quem lá estava era uma minoria de alunos, privilegiados e interessados em continuar estudos.

Sim, nos tempos de Sócrates (o grego) os seus discípulos bebiam as suas lições (os do actual também beberam, mas foi uma coisa mais material) e os estudantes juntavam-se nas escadarias das nascentes universidade medievais, ansiosos por nova palestra do mestre escolhido. O que fica por dizer é que seriam entre 0,1% a 1% da população juvenil ou jovem adulta a fazê-lo (dados assim numa de “suponhamos” e não recolhidos na Pordata) e a ter interesse pelos estudos. E mesmo quando se alargou o acesso a estudos a algumas camadas da burguesia isso era mais um dever imposto em virtude da necessidade de negócios familiares do que a um gosto especial ou vocação. Mas parece que há quem ache que no passado os alunos adoravam a escola. Só quem ignora profundamente a dificuldade em espalhar a alfabetização no nosso país pode pensar isso. Ou quem vive(u) numa redoma social, económica e cultural típica as nossas estreitas elites.

No “século XXI” as coisas deveriam ser diferentes? Sim, mas raramente o futuro, os anseios e interesses dos “jovens” correspondem ao que é a sua representação em mentes que estacionaram algures nos anos 60 do século XX. É muito raro que quem foi responsável pelo estado em que se está e esteve associado ao que se tem, décadas a fio, perceba vagamente o que quer a petizada e miudagem 3-4 gerações mais novas. Não chega ter perfil no fbook ou distinguir o instagram do canal disney.

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JL/Educação, 2 de Janeiro de 2018

A Carga da Brigada Ligeira

Agora é o “investigador e professor universitário” Manuel Carvalho da Silva que, por entre umas bicadas ao governo, também aparece a enlamear os enfermeiros por estarem a colocar em causa a confiança dos portugueses no SNS. Quando a própria ministra pede desculpa aos enfermeiros, percebe-se que o ex-líder da CGTP está preocupado é com isto:

Agora, emergiu a designada “greve cirúrgica” promovida por dois “jovens” sindicatos e um movimento inorgânico, aparentemente sob a inspiração ideológica da bastonária da Ordem dos Enfermeiros. Pela sua duração e focagem nos blocos operatórios e em hospitais de grande relevo, pela forma de financiamento dos grevistas, e também pela complexidade e importância do setor, é normal que esta greve seja socialmente questionável e efetivamente questionada, suscitando justificadas interrogações.

O que tem ele a dizer do seu camarada de sindicalismo (passado) e partido (de sempre) quando anuncia que 2019 será o ano de tidas as lutas dos professores?

Que está a colocar em causa a confiança dos portugueses na Escola Pública e a empurrá-los para o ensino privado?

Há por aqui algo estranho… se o PCP/CGTP têm alguma prova de algo, apresentem-na, se têm suspeitas, desenvolvam o raciocínio de forma coerente. Se o objectivo é apenas fazer um frete ao governo e “matar” qualquer tipo de sindicalismo ou movimentos “inorgânicos” que escapem ao seu controlo, estão a desempenhar bem o seu papel.

Carga

Não Sabemos, Achamos Que Coiso e Tal Porque Temos Uns Amigos Entendidos”

Basicamente, é assim que as coisas se fazem entre nós. Acha-se que umas conversas e uns “entendimentos” chegam para definir políticas. Embora seja verdade que aposto que haverá no isczé da reitora MLR quem – tipo um Adão e Silva – se possa oferecer para fazer um estudo a comprovar tudo.

“Não temos nenhum estudo sobre o impacto da medida de Nuno Crato, mas ouvimos muitos entendidos, entre professores e outros profissionais, que nos dizem que os alunos estão menos activos”, afirmou o vice-presidente, sublinhando que os alunos que mais precisam são os que menos fazem exercício.

Isto é mau, muito mau, mas é ampliado pela comunicação social sem qualquer direito a contraditório. E quem discordar é porque é pouco saudável e obeso, o novo crime destes novos senhores do politicamente correcto.

(eu também falei com uns entendidos que me disseram que o que está a dar é apanhar um daqueles tachos de coordenação regional do DE).