As Europeias, Lá Fora

European elections 2019: first exit polls published ahead of results – live

Latest elections news from across EU member states, including the UK which is taking part after Brexit negotiations stalled 

Voto

Turnout: highest for 20 years

Turnout across the EU27 member states is close to 51%, the European parliament has announced. That is the best score since 1994.

Sondagens

A SIC tenta à força fazer-nos convencer que a “crise dos professores” favoreceu o PS. Os dados não o indicam, mas sim que António Costa se destacou de Rui Rio. Ou seja, justa ou injustamente, o eleitorado compensou aquele que, na aparência, se manteve firme sempre com a mesma posição em relação a quem pareceu perder, por dar a clara sensação de andar aos papéis. Isso não significa que, se o desfecho fosse ao contrário – a vitória da recuperação do tempo de serviço e Costa a ter de assumir o seu bluff – as sondagens não penalizassem exactamente quem forçara a crise. As sondagens, em especial quando auxiliadas na sua “interpretação” por quem as encomenda podem prognosticar muita coisa, em especial depois do jogo ter acabado.

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Uma Certa Forma De Falcratrua (Fake Em Estrangeiro)

No Jornal de Negócios que mandou fazer a sondagem lê-se:

Costa sobe com crise política, mas pouco

Já no Expresso, a leitura é outra e afirma-se:

Crise dos professores fez disparar popularidade de Costa

O disparo é de tal forma que numa escala de 0 a 20, António Costa já tem 9,8 quando teve perto de 13 há cerca de um ano.

É um disparo à Expresso. São os chamados “critérios editoriais”. Mas é capaz de dar meia crónica ao mst no sábado.

SondaMaio19

 

 

Pela Madeira

As conclusões do estudo social encomendado pelo Governo Regional da Madeira à Aximage revelam que os madeirenses confiam mais nos professores (56%) do que nos médicos (50%) e nos advogados (27%). Como já se esperava, na classe política a desconfiança no Governo é de 41% e do Primeiro-Ministro de 37%. No Funchal os que inspiram menos confiança sãos os líderes políticos e os deputados.

thumbs-up

(aposto que num estudo expresso/isczé isto seria mais difícil…)

Qualquer Pessoa Pode Responder?

Mesmo bots? A consulta aos professores da Fenprof é tão, tão aberta que é vulnerável a tudo… aliás, é mais vulnerável que as velhas sondagens do Umbigo, porque o wordpress tem mecanismos de controlo de votos repetidos. Neste caso, há essa preocupação? Resta saber a quem interessam as respostas certas. Ou erradas. Ou qualquer coisa. Basta mobilizar um grupo de activistas, docentes ou não, no exercício ou não, para aquilo dar o que alguns pretendam. Já viram ali os vargas todos a teclar o dia todo porque têm todo o tempo do mundo?

Mas gosto muito desta questão:

Consulta Fenprof

 

 

16,9% Ainda Dariam O 3ª Partido Numas Eleições E Mais Do Que Os Parceiros Da Geringonça Juntos

Admiro a consistência da linha editorial do nosso semanário nacional de referência em relação ao conflito professores/governo. Mais consistente, talvez, só mesmo o esforço por definir quem deve liderar o Governo e o PSD, conforme as conjunturas.

Hoje é a sondagem que singulariza a questão dos professores (mas não a dos enfermeiros, estivadores, etc) para dizer que mais de dois terços da população está “contra” os professores e contra, globalmente, tudo o que seja “contestação social” e muito em particular da administração pública. E mais adiante, o autor da peça (Vítor Matos) aproveita para ler a parte dos dados (1100 entrevistas a respondentes com telefone fixo) em que se revela que a maioria não se incomodaria com uma maioria absoluta do PS.

 

Mas talvez as coisas nem sempre sejam como nos querem fazer acreditar, mesmo tomando por bons todos os “factos” que nos são apresentados. Já percebi que em alguns casos não adianta colocar em causa a científica credibilidade deste tipo de estudos de opinião, mesmo que mantenham metodologias que já falhavam no final do século XX.

Com um PSD abaixo dos 25% e os restantes partidos do renovado arco da governação entre os 7,1% e os 7,6%, quase 17% ainda é muita gente. Para causa “corporativa”, com mais de uma década de desgaste conflitual, ter o apoio de 17% da população parece-me algo muito interessante e capaz de desequilibrar algumas contas. Daí a preocupação em associar uma análise claramente inclinada contra os “contestatários” a uma pretensa defesa do pacifismo de uma maioria absoluta do PS, como se já nos tivéssemos esquecido quase todos esquecido do período de 2005 a 2009, da outra maioria absoluta de onde saiu grande parte do actual governo.

Eu não me esqueci. Nem me esqueci de muita outra coisa. Ainda não passei pela parte das “aprendizagens essenciais” e dos cortes na História do SE Costa para que a memória colectiva fique moldada aos interesses da dupla Costa A./Balsemão/Costa R., pelo que os tais 17% me parecem mais apelativos do que desencorajantes. Até porque tenho daquelas certezas que António Costa e o seu círculo mais próximo – incluindo os que sorriem muito nas visitas vipe às escolas – podendo, nem um dia de serviço reporiam aos professores.

Sim, ainda existem muitos meses de pré-campanha para conduzir António Costa a um poder monocromático ou apoiado num qualquer novo PSD, depois de defenestrado (ou recentrado) um Rio que já fez o que lhe tinha sido determinado, amenizar as relações com o PS para repartir as verbas europeias (sim, farto-me de repetir isto, porque parece que muita gente continua a fingir que não foi apenas essa a sua função “sebastiânica”).

A governação de um país não é apenas decidir que zonas do país terão novas infraestruturas para, durante uns anos, animarem a construção civil e as finanças municipais. A explosão de anúncios de novas obras públicas – algumas delas de viabilidade mais do que duvidosa – faz-nos recuar uma década, assim como o ódio ao “corporativismo docente”.

Resta saber se 17% ainda não é um número que chegue e sobre para assombrar certas estratégias maioritárias ou tendentes a “recentrar” o arco da governação. Resta saber se, por exemplo, o PCP e o BE já perceberam que podem ter sido durante 3 anos para o PS o que Rio foi um ano para o PSD. Úteis, mas com prazo de validade limitado, em especial se desafinarem do papel que lhe foi atribuído na fotografia do regime.

(já agora, 16,9% de 1010 entrevistas dá 170,69 respondentes, pelo que depreendo que tenham entrevistado algum hobbit)