Aviso À Navegação

Tudo o que lerem esta semana sobre número ou percentagem de professores que vão/podem progredir este ano ou no próximo por via disto e daquilo, bem como os encargos associados, será quase certamente o resultado de uma operação comunicacional governamental que exclui das informações prestadas a forma como lá chegou. Se tudo o que vou lendo é verdade, vivo e lecciono numa espécie de oásis no qual não se aplicam as “regras do universo centénico” em matéria de cálculos de progressões e ganhos salariais. Como é possível, por exemplo, ler que podem já progredir tantos por cento (o número mais alto vai em 70% ou parecido e os encargos parece que já dispararam para mais dos 600 milhões da cartilha até agora dominante) de docentes num único ano, quando isso, pura e simplesmente, é impossível pela conjugação de factores como a posição na carreira e a existência de limitações a essa progressão em três escalões (não me digam que eu não sei em que escalões e condições estão os dois profes cá em casa)?

Fake

O Frete Da Manhã

Mais valia calcularem já os custos até ao fim dos tempos, assumindo que Centeno governará tanto tempo como Salazar com mão férrea na Finanças, tal como explicou ao Financial Times.

Aposto que a peça se limita a reproduzir o que lhes foi enviado, especificamente para publicação no dia de hoje.

CM16Abr19

Fake news = fake+news.

79,2% Passa A Ser A Definição De “Quase Totalidade” De Qualquer Coisa

O spin governamental em papel passa muito, por estes dias, por imprensa que aceita o papel de amplificador de contas apresentadas como dá jeito, adjectivando-as conforme o que mais interessa, sem exercer o seu dever profissional e ético de escrutínio dos dossiês de imprensa enviados para as redacções.

Cerca de 120 mil trabalhadores das carreiras especiais irá ter um acréscimo médio no ordenado de 1667 euros por ano.

O que está cima careceria de demonstração detalhada, sem ser aquela habitual da “despesa”, sem mais explicações de tipo técnico. Assim como continuo a duvidar destes números totais, incluindo do número de “trabalhadores das carreiras especiais”  que irão ganhar em média mais 1667 euros (menos de 10% de um contrato de um qualquer político com uma autarquia da mesma cor), por obra e graça do Divino Centeno e do seu Apóstolo Costa.

E, claro, a culpa, na sua “quase totalidade”, é sempre dos professores:

Os professores representam a quase totalidade da despesa, com um custo de mais de 190 milhões de euros dos 240 milhões de euros totais, o que significa que o impacto da contagem do tempo para militares das Forças Armadas e GNR, magistrados e oficiais de justiça será de menos de 50 milhões de euros.

O fenómeno das fake news só existe porque quem produzi as news aceita o que é fake.

fake

Atinge-se O Delírio…

… quando alguém como o Pedro Adão e Silva consegue dizer (TSF, Bloco Central) que a questão das relações familiares no Governo se deve em grande parte à chegada de mais mulheres à vida política e que a polémica se deve ao facto de ser a “mulher de” ou a “filha de” a estarem em causa. Depois lá bateu parcialmente em retirada quanto ao que tinha dito, mas… o spin chega a este nível de “sofisticação”.

Minion

Um Rio “Misto” Que Não Me Convence Nem Quando Fala, Nem Quando Está Calado

Ali perto dos 19 minutos. Até perto dos 21.20 faz umas piruetas em torno de um “misto” de dinheiro e antecipação de reformas que – belo argumento – nem deve custar dinheiro na sua opinião. E recusa, claramente, uma recuperação integral do tempo de serviço que custe uma pequena parte do que é sorvido por uma banca falida por aqueles que andaram a endeusar durante 20 anos.

Uma Demissão Na Continuidade?

Manter-se Pedro Santos Guerreiro como colunista significará o que eu penso? Quanto ao resto, é apenas algo mais normal do que parece.

A saída de Pedro Santos Guerreiro da direção do Expresso acontece depois do editor de política, Vítor Matos, ter pedido a demissão do cargo.

Pedro Santos Guerreiro já anunciou esta manhã à redação a sua decisão, disse fonte do jornal à Lusa.

De acordo com outra fonte da redação, a demissão de Vítor Matos “foi a gota de água” numa relação conturbada entre a direção e a redação do Expresso.

Vítor Matos pediu a demissão na segunda-feira à noite na sequência de um conflito com Pedro Santos Guerreiro, depois deste ter publicado um artigo feito por vários membros da redação e assinado em nome do editor de política do Expresso.

Estava prevista para hoje uma reunião do Conselho de Redação do jornal para discutir o assunto, mas Pedro Santos Guerreiro antecipou-se e demitiu-se.

Pelo menos um membro da direção do semanário pôs o lugar à disposição, segundo fonte do jornal.

A Impresa espera encontrar uma solução muito em breve para a sucessão de Pedro Santos Guerreiro. 

De acordo com a dona da SIC, “a nomeação de Ricardo Costa para assumir interina e transitoriamente a direção do Expresso foi feita tendo em conta o conhecimento que tem do jornal [integrou a sua direção entre 2009 e 2016], e pelo facto das redações do Expresso e da SIC partilharem o mesmo espaço”.

Pedro Santos Guerreiro manterá uma ligação com o jornal, como colunista, referiu o grupo, no comunicado.

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