Sugestões

A série do Woody Allen é basicamente um filme dividido em 6 partes, enquanto a do Sacha Baron Cohen é o aproveitamento do que ficou de fora do último filme, mas não deixa de ser delirante. Não consigo encontrar o trailer da Little Funny Stories Série brasileira com o título original 5x Comédia) Já a primeira parte da 5ª temporada de A Casa de Papel fica muito aquém das temporadas iniciais.

Sim, estou na fase Amazon Prime e não sei onde vou arranjar tempo para acabar a The Man in the High Castle.

Ora Bem!

Todo o artigo, cuja referência agradeço à AC, merece um leitura cuidadosa.

What Differentiated Instruction Really Means

(…) Educators have been anticipating “learning loss” for the past 18 months. But focusing on “loss” assumes something was “had” in the first place. If students “lost” their learning, did they ever really have it? Instead of focusing on “loss,” let’s focus on determining whether or not students have met learning targets.

How To Stay Sane In An Age Of Division

Um livrinho de pequeno formato, com 90 páginas rápidas de ler que consumi em suporte físico, porque sou antiquado. Quem o quiser em formato digital, até paga menos. É da anglo-turca Elif Sharaf e explica-nos como as identidades monolíticas são uma ilusão e o mundo da leitura e escrita nos pode unir, em vez de nos isolar (perante ecrãs, por exemplo). Fala-nos de forma muito elegante sobre as ansiedades de um tempo em que cada vez se grita mais, mas menos eficaz é a nossa “voz”, e sobre os equívocos de quem não percebe que certos extremismos e fundamentalismos só ajudam a criar os fenómenos pelos quais, depois, a maioria gosta de se desresponsabilizar. Ajuda-nos a perceber que a sanidade é possível, se não nos desligarmos do passado, de tudo o que nos ajudou a criar enquanto seres que não se definem por um único traço (geográfico, político, étnico, religioso), mas de forma compósita. Um livrinho que só na aparência poderá parecer ligeiro ou defensor de uma tolerância inconsequente. Pelo contrário, ensina-nos que a inconsequência está em encerrar-nos em câmaras de eco, nas quais a verdade aceite é apenas a que nos faz sentir confortáveis.

A Ler

(…) Ciclicamente, o mundo mediático desperta para a magia dos bons professores. Há cerca de 20 anos que não saímos dum imaginário maniqueísta exclusivo para professores. Não há nada de parecido com os melhores noutra profissão que não seja do espectáculo ou da precariedade. Nenhuma fundação se atreve a fazê-lo para os melhores psiquiatras, neurocirurgiões ou juízes, nem sequer para o desempenho de deputados, comentadores ou professores do ensino superior.

Domingo À Tarde

Não vejam só bola, vejam séries muito bem escritas. São todas, à sua maneira, uma delícia e fazem-nos sorrir com gosto. A do Michael Douglas é especialmente interessante porque permite-nos reencontrar (apesar de o Alan Arkin ter infelizmente desaparecido após a segunda temporada) uma série de actores que o “sistema” foi varrendo para o lado à medida que ficaram menos novos e não cederam à plastificação.

Continua A Retoma

Gosto muito do Afonso Cruz e este livro, ao fim da primeira centena de páginas, é muito bom de forma consistente. O policial nórdico do conjunto é o terceiro de uma série bastante boa. Já o policial sul-coreano no feminino vem na sequência da descoberta de outros autores orientais do género, como Natuso Kirino (japonesa), Kim Young-ha ou Hideo Yokoyama. O resto é na base da descoberta, porque em regra os prémios Booker e Goncourt são valores seguros.