A Ler

Sentir a injustiça na pele é muito pedagógico. Aliás, seria uma forma da acabar com a patologia silenciosa que destrói o clima relacional na administração pública — com um pico inquestionável no exercício dos professores — e que nem a pandemia atenuou.

Leituras (Pouco) Natalícias

Pela extensão, já não vai a tempo de entrar da luta pelas melhores leituras de 2020, mas deve vir a ser a primeira boa leitura de 2021. A edição portuguesa saiu há pouco, mas o preço empurrou-me para o paperback americano (10 euros em vez de 25), menos robusto, mas também mais portátil.

Domingo

Manhã soalheira e propícia a tentar ignorar papeladas inúteis e rotinas que fazem os delírios de quem gosta de andar em círculos e avançar sempre até ao mesmo ponto de irrelevância.

Ficam algumas sugestões para ocupar o tempo de forma menos estéril, em tempos de uma espécie de confinamento.

Em primeiro lugar, nos 200 anos da Revolução Liberal, um livro sobre dois ideais que continuam por cumprir, que me chegou por mão amiga e familiar da autora.

A seguir, acabado de ler, um dos livros mais originais que li nos últimos tempos, [parece que em breve] com tradução portuguesa, vencedor do National Book Award, seguido de outro, também premiado, mas com o Booker deste ano, ainda por começar. Chineses na América e Escoceses em tempos de Thatcher, respectivamente.

A seguir, a continuação de duas excelentes séries de banda desenhada:

A por fim, uma amostra dos vestígios de uma colecção que agora anda a renascer por aí, mas longe deste títulos, na altura de autores muito alternativos, com capas deliciosas.