5ª Feira – Dia 60

Se todo este aparato, com imensa cobertura mediática, se destina a transmitir-nos segurança, há depois estes detalhes que nos deixam a pensar um pouco. Não ajuda nada, passarmos o dia sob um bombardeamento de notícias desconexas sobre os eventuais efeitos da vacina, relatos alarmistas de quem levou a vacina e fez dói-dói (em alguns casos mais do que isso) e uma certa pressão mal disfarçada para que nos vacinemos e não coloquemos questões.

Vacinar Não Fica Mais Barato?

Olá
Como tenho 5 horas no 1º ciclo, ontem à tarde também fui testado na escola sede do agrupamento.
Enviaram o resultado às 2:52 de hoje:
«Um resultado «Não Detectável» significa que não foi detectado o Antigénio do vírus SARS-CoV-2, na amostra analisada. Os testes TRAg devem ser utilizados nos primeiros 5 dias (inclusivé) de sintomas. Se a amostra não tiver sido colhida nos primeiros 5 dias (inclusivé) de sintomas, é muito provável que o antigénio do vírus não seja detectado. Este teste não deve ser utilizado em utentes assintomáticos. Um resultado «Não Detectável» deverá ser confirmado por Teste molecular de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN) por RT-PCR.»
O laboratório foi muito rápido a enviar o resultado. Vou acreditar que fizeram as análises. O texto é bastante honesto. Basicamente diz que eu não devia ter feito o teste ☺. E que agora devia fazer outro mais fiável. Espero que não tenha custado muito dinheiro. Tendo em conta o procedimento (aparentemente mais caro do que a aplicação de vacinas) e a necessidade de análise microscópica, parece-me que se aplicassem logo a vacina mais cara a Moderna ficaria muito mais barato.

3ª Feira – Dia 30

Quando se começam a ter algumas garantias acerca das condições de regresso às aulas presenciais, ao nível da testagem e mesmo de uma possível vacinação do corpo docente, eis que surge uma variante de cepticismo, quase de negacionismo, em relação à pandemia, protagonizada por aquelas pessoas que acham dispensável ser testadas ou que consideram isso como quase um atentado à sua liberdade.

Deixando de lado aquela explicação relacionada com o desconforto da zaragatoa (eu tenho uma sinusite muito aborrecida que vai ser um desafio para qualquer teste, mas não é por isso que recuso ser testado), ficam uns argumentos que me deixam algo perplexo em gente devidamente qualificada.

Só Mesmo Com Outro Modelo

Acho que foi ontem que vi o responsável pela equipa da Cruz Vermelha que anda pelas escolas de acolhimento a fazer testagem a dizer que tudo tem corrido muito bem (consta que não é bem assim), mas que o modelo para fazer a testagem, num contexto de reabertura das escolas deve ser outro (o que é mais do que óbvio).

Se em quase dois meses 35 equipas móveis fizeram 55.000 testes, é preciso uma enorme modificação na escala da operação. Porque isto dá menos de 10.000 testes semanais (se contarmos 6 semanas) , o que equivale acerca de 2.000 testes diários numa semana de dias úteis.

Só que, mesmo que apenas regressem o pré e o 1º ciclo, será necessário fazer 10 vezes esse número de testes antes do reinício das aulas, se contarmos alunos, funcionários e professores. Parece que há 20 milhões de euros para esse processo. Resta saber se os sabem gastar da forma mais adequada e eficaz. Em Portugal, há sempre uns “desvios” muito peculiares em relação aos projectos iniciais. No tempo e na despesa da “operacionalização”. A ver vamos, diz o míope.

A Testagem Sempre Avança?

Exmo(a). Senhor(a) Diretor(a)/Presidente de CAP,

Face à necessidade de preparar atempadamente o processo de testagens que venha a ocorrer aquando do regresso às atividades letivas presenciais, nos termos que vierem a ser decididos, solicitamos o preenchimento do ficheiro anexo.

Alertamos para o seguinte:

É crucial para o sucesso da operação de testagem que toda a informação dos campos constantes no ficheiro seja preenchida de forma correta. Nota: de forma a facilitar o preenchimento, existem campos pré-definidos. No campo Código do AE/ENA devem colocar o código da Unidade Orgânica e não o da Escola.

Todos os docentes e não docentes do AE/ENA devem constar no ficheiro, incluindo técnicos. Essa é uma condição obrigatória para a realização da testagem. Os técnicos especializados para formação devem ser incluídos na folha Pessoal Docente e os outros técnicos na folha Pessoal Não Docente com a categoria profissional Técnico Superior (TS) – se necessário, devem ser acrescentadas linhas.

O preenchimento deve ser concretizado até ao dia 9 de março de 2021, pelas 18h, e o ficheiro remetido para testagem.dsrc@dgeste.mec.pt

Muito agradecemos a Vossa colaboração, nesta tarefa coletiva tão importante para a proteção de todos!

Com os melhores cumprimentos,

(quanto à vacinação, vou duvidando, pois a FNE e a Fenprof já mostram todo o a seu altruísmo – a começar pelos seus líderes que continuarão em gabinete – afirmando que não se deve passar à frente dos idosos numa fila, como se fosse disso que se tratasse…)

Testagem Nas Escolas: Agora Já Estão Cheios De Pressa?

No contexto da atual situação epidemiológica provocada pela doença COVID-19, têm-se vindo a adotar e implementar medidas com vista à prevenção, contenção e mitigação da transmissão do vírus SARS-CoV-2 e da referida doença. Na sequência da implementação de uma medida potenciadora da deteção e rastreamento de eventuais casos de SARS-CoV-2, através da realização de testes rápidos de antigénio (Trag), informamos o seguinte:

1.    A realização da testagem nas escolas terá início no dia 20 de janeiro de 2021;

2.    Este processo, de âmbito nacional, é articulado entre as áreas da Saúde e da Educação e será direcionado aos estabelecimentos com ensino secundário;

3.    A realização dos testes é dirigida a Alunos, Pessoal Docente e Não Docente;

4.    Foram estabelecidos critérios de priorização das escolas para a realização da testagem das suas comunidades escolares, de acordo com as indicações da DGS;

5.    A coordenação deste processo de testagem nas escolas será levada a cabo, localmente, pelos Senhores Delegados Regionais de Educação da DGEstE, em estreita articulação com os Senhores Delegados Regionais de Saúde;

6.    Para o cumprimento deste objetivo, solicitamos que os Senhores Diretores garantam que:

a.    O documento do consentimento informado seja atempadamente preenchido pelos encarregados de educação dos alunos;

b.    Sejam fornecidas listas com os dados necessários à realização do inquérito epidemiológico;

c.    Sejam asseguradas as condições logísticas necessárias para a realização dos testes.

Anexos: