Pelos States

The New York Times Drops A 100 Megaton Print Bomb On One Donald J. Trump.

Why the redacted affidavit for the search of Trump’s home is so concerning

The newly released affidavit sheds light on the classified documents at the center of Trump’s growing legal problems.

6ª Feira

Quase a entrar em serviços mínimos blogosféricos, não queria deixar, talvez por isso mesmo, de continuar a bater na tecla da opacidade de que se estão a revestir os processos de mobilidade interna dos docentes, seja a motivada por doença, seja a estatutária, seja a de cedência de professores a outros organismos do Estado. No primeiro caso, a definição da “capacidade de acolhimento” foi feita antes de estarem definidas todas as variáveis e em alguns casos parece que de forma muito pouco rigorosa; no segundo caso, tornou-se uma espécie de segredo de Estado, com as listas a deixarem de ser públicas, quem vai para os sindicatos e organizações profissionais de professores (damos com eles lá, mas só a posteriori); no terceiro caso, temos de novo a definição dos contingentes a ser feita de modo ad hoc. Transcrevo parte da descrição que me foi feita por colega colocad@ numa direcção-geral de outro ministério, que é bem reveladora de toda a falta de transpar~encia donque se está a passar.

Perguntei o que é o contingente… Pois disseram-me que decorreu de um “despacho da senhora secretária de estado da educação” só para consumo interno, o qual não foi comunicado a mais ninguém. De 9 pedidos da (…), havia ordens para aprovar apenas 2. Critérios, perguntei? Pois começaram a enrolar a conversa… Primeiro tentaram convencer-me de que havia sido a (…) a hierarquizar os pedidos. Quando lhes disse que tal não é possível, pois tinha estado a falar com o subdirector geral antes, inventaram que tinha seleccionado os 2 primeiros da lista… (…) O melhor foi quando fui verificar a orgânica do governo… Pois… “senhora secretária de estado da educação” é coisa que não existe, a não ser que alguém tenha mudado de sexo…

Mas enquanto, em matéria de Educação, o que faz vender jornais for o caso de Famalicão, até os direitos da águia do Benfica tem mais tempo de antena e espaço impresso do que a fiscalização pública destas situações, a começar pelo secretismo de certos “despachos” e das tais listas de mobilidade estatutária que calham quase sempre aos mesmos, em especial se fizerem bem o seu papel quando são chamados à boca das cenas.

Um Inegável Aroma A Podridão- 1

A situação foi-me contada de forma breve há um par de horas, mas prometeram-me demonstração detalhada para mais logo. Fica a parte mais – em tempos, diria caricata – vergonhosa do que é permitido pelo “esticar” do modelo de add, quando cruzado com o nepotismo na gestão escolar. Passou-se em escola em zona histórica da nossa capital do ex-império.

  1. Um subdirector, casado com a directora, pede para ser avaliado pelo regime geral para poder aceder ao MB/Excelente.
  2. Dessa forma, passa a ser avaliado pel@ coordenadora de departamento que, por sua vez, é avaliad@ pela directora, a que é casada com o tal subdirector.
  3. Ao que parece, ninguém viu por aqui qualquer tipo de incompatibilidade ou incerteza ética ou deontológica. E claro que o avaliado teve a desejada avaliação “meritória”.

Pois…

Esta forma pouco clara de distribuir recursos reflete-se na alocação dos 900 milhões de euros inscritos no plano de recuperação de aprendizagens 21/23. O plano original não diz, e continuamos sem saber, como vão ser distribuídos estes recursos pelas escolas e alunos.

2ª Feira

Dia da divulgação dos resultados dos exames finais do Secundário. Aqueles que continuam a ser feitos em regime de opacidade pelos especialistas do Santo Iavé, que comete os erros e depois disfarça ao longo do período de classificação. Como já expliquei, não estou contra a realização dos ditos exames, que acho importantes como mecanismo de regulação externa, mas contra procedimentos que privilegiam um secretismo muito pouco aceitável em termos de responsabilização por certos desempenhos. Afinal, são meses e meses em que as “equipas” têm de fazer uma ou duas provas e parece que isso é sempre problemático. Isso e a oscilação permanente de critérios e no modo de classificação, tendo aparentemente vencido em muitas disciplinas a tese do valor quase igual para todas as questões, seja fazer uma cruzinha ou desenvolver um tema ou resolver um problema extenso.

4ª Feira

Há muitos anos que se ouvem críticas ao modelo de ingresso no Ensino Superior e ao peso dos exames no processo. E nada de relevante é feito para alterar essa situação. Pessoalmente, acho que o modelo não tem assim tantos defeitos, porque eu não sei bem como seria, por cá, um modelo de ingresso baseado em exames e entrevistas feitas pelas próprias instituições do Ensino Superior. Por maus que sejam, os exames são um facto de regulação externa aos compadrios.

O problema é que, em especial nos últimos anos do Santo Iavé Autónomo, se sucedem as falhas, imprecisões, erros, ziguezagues na concepção de vários exames. Que se diz estarem a cargo de “equipas de especialistas”. Não sei se é bem assim e só o poderia saber se as coisas fossem mais transparentes, desde logo através, no mínimo, do conhecimento público dos coordenadores das tais “equipas de especialistas”. Porque é demasiado mau ter um par de exames para fazer por ano e fazer asneira, maior ou menor, quase todos os anos.

Porque aquela parte da necessidade de privacidade dos tais “especialistas” só funciona em parte, pois nas respectivas escolas (e ao redor) há quem não se exima a dar a conhecer o seu “estatuto”. Há uma boa meia dúzia de anos tive um colega contratado que no anterior estivera numa daquelas escolas onde parecem concentrar-se vários desses “especialistas”. Os quais não faziam qualquer esforço para que não se soubesse que o eram e até gostavam de partilhar o seu saber com quem os rodeava.

Uma das suas teorias – bem notória na evolução dos critérios de classificação dos exames de História e não só – é que os “itens” devem ter valores muito aproximados ou mesmo iguais, independentemente da sua tipologia. O que significa que uma escolha múltipla vale pouco menos do que desenvolver um tema com recurso a documentos e relacionamento de tópicos de resposta. O que, por muito que digam que é uma tese desenvolvida a partir de “investigação, é idiota e não consigo expressar a minha ideia de forma mais “sensível”. O exame de História A deste ano é um bom exemplo deste tipo de “lógica” que eleva a mera operação de identificação de algo correcto à análise crítica de vários factores.

Pior mesmo, só aquele hábito de algumas equipas “inovarem” de um ano para o outro, como se andassem a brincar com alunos, professores e famílias. É o caso do exame de Matemática A deste ano, que também foi de pandemia. Se no ano passado se percebiam algumas alterações, este ano houve uma espécie de excesso de zelo. e eu gostava de saber quem toma estas decisões, porque a desresponsabilização é a regra nestes casos. Desvaloriza-se o erro, afirma-se que há “leituras” diferentes das questões, relativiza-se tudo, adaptam-se critérios às escondidas, os de cima dizem que não foram eles a fazer, os de baixo nem sabemos quem são. Ninguém, nunca, é publicamente reconhecido como culpado e acredito que todos se auto-avaliam como excelentes no seu desempenho.

Claro que há sempre espaço para teorias conspirativas como aquelas que levantam a suspeita destas “equipas” serem constituídas na base dos contactos amiguistas e da “especialização” raramente ser na área científica da disciplina, mas sim em “teorias da avaliação”. Pior pode ser mesmo a suspeita de que quem faz em privado alguns destes exames ser publicamente contra a sua existência.

Por isso, um mínimo de decência e ética exigiria que este fosse um processo transparente. Não é e ninguém com responsabilidades parece interessado em que o seja. Depois acontecem “anomalias”, como colocar como obrigatórias questões sobre autores de leccionação facultativa (exame de Português A)

A Pontinha De Um Enorme Icebergue

Porque o que aí anda de resvalanços na legalidade, com palmadinha nas costas dos serviços do ME, é uma coisa assustadora. A sensação de impunidade, em especial de quem tem o cartão certo ou um par de números de telefone directos, é algo que repugna. Ainda me lembro de quando era preciso mandar foto bem clarinha da lista de pessoas presentes em reuniões para as quais eram requerido quórum para tomar decisões. Agora… basta uns likes no tapete de Arraiolos e segue para bingo.

A aposta é que ninguém queira levar com as consequências de levantar ondas ou tenha a pachorra, tempo e dinheiro para ir para tribunais a sério. Mas, quando a coisa vai por aí, como neste caso e na Madeira, percebe-se até que ponto a tutela pactua com ilegalidades óbvias.

Tribunal manda repetir eleição de director escolar que ministério tinha homologado

Leitura Instrutiva

Daqui por uns tempos também poderei fazer umas memórias acerca destes procedimentos em relação a reclamações e recursos relativos à ADD. Tenho encontrado do melhor em termos de decência e dignidade profissional, mas também do mais lamentável em prepotência e ignorância. Mas sem se lutar por algo melhor, nada se alcança. Os meus cumprimentos ao Alberto por também remar contra a maré do conformismo e das lutas efémeras por qualquer coisa de irrelevante.

O Estranho caso do recurso da ADD