2ª Feira

Como subavaliar fortemente os casos positivos nas escolas, entre os alunos? Simples… por um lado, há os que tendo familiares positivos, se estiverem assintomáticos, nem sequer são testados, devendo ficar apenas uns dias em casa por precaução, mas não entrando em quaisquer estatísticas; por outro, há os, que tendo sintomas, só conseguem ter o teste prescrito para uma semana ou depois do aparecimento dos ditos cujos, o que dá uma margem de possibilidade elevada de já estarem negativos quando forem testados.

Terreno Escorregadio – 2

Gostava de acrescentar um ou dois detalhes ao post do fim de semana acerca da ideia de “premiar” ou “valorizar” as qualificações dos docentes. Porque não sei se serão as qualificações académicas, se aquelas que nos enfiam pelas goelas abaixo, em moldes quase obrigatórios, sob o manto de “formação contínua” certificada lá por Braga. Ou se, se forem académicas, teremos, como já se passa, aquelas que são aceites como virtuosas – com chancelas das doutoras arianas, do secretário costa ou do inclusivo professor rodrigues, só para exemplificar – e as que não são reconhecidas para nada? Eu exemplifico… um mestrado/doutoramento em Desenvolvimento Curricular ou Gestão Escolar no instituto ou faculdade certa dá direito a progressão e “bónus”, mas se for numa área disciplinar específica, de natureza mais científica, ficará a chuchar no dedo?

Porque me parece que o plano será recompensar os séquitos, a partir de uma definição muito estreita do que serão consideradas qualificações com “mérito” para a docência. Até porque já há por aí antecedentes… que devem muito às conveniências de passagem e muito pouco a qualquer critério de objectividade.

Se não é assim, serei o primeiro a reconhecer. Mas… se há gente em que não acredito na boa-fé em termos de definição de carreiras na administração pública é em quem se especializou na análise do modo como se alteram as circunstâncias de contratos estabelecidos pelo Estado.

Terreno Escorregadio

Cerca de um terço dos funcionários públicos tem mais de 55 anos e a classe docente, dos primeiros ciclos até ao Ensino Secundário, é uma das que apresentam maiores índices de envelhecimento. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) indicou, num relatório do ano passado, que “Portugal terá de substituir um em cada dois professores na próxima década”.

MAIS JOVENS E PRÉMIOS

O objetivo é rejuvenescer o pessoal, não só através do incentivo às pré-reformas com renovação dos quadros, mas também com os salários de acordo com a formação e a qualificação.

“O Governo irá contribuir para o rejuvenescimento da Administração Pública, através de percursos profissionais com futuro, alteração da política de baixos salários, reposição da atualização anual dos salários e, valorização da remuneração dos trabalhadores de acordo com as suas qualificações e reconhecimento do mérito”, refere o documento que seguiu para consulta dos parceiros sociais.

Há por aqui terrenos sinuosos para serem trilhados com aquela “elegância” a que Alexandra Leitão nos habituou. O que está na notícia, não é bem o que o Arlindo “ensaiou” há uns tempos, naquela polémica novos/velhos. Embora a lógica do aplainamento deva ser uma das linhas orientadoras.

A minha curiosidade está naquela da valorização das “qualificações”. O que quererá dizer? Que se terão em conta os graus académicos, pois a malta mais nova já sai toda com mestrado e ainda não há muito se negou a equivalência das velhas licenciaturas com profissionalização a esse grau?

(mas quase aposto que depois há graus “bons”, que dão bónus, e graus “maus”, que não interessam à tutela domesticadora…)

Quanto aos “prémios”… ui… nas escolas, a avaliar pelo “circo” instalado nos últimos tempos e reforçado com as circunstâncias da pandemia, nem quero ver como será feita a recompensa de métodos “inovadores” de gestão. Em especial, quando depender de gente que está nos cadeirões desde o tempo da pedra mal polida e que acham que o cúmulo da inovação é forrar as almofadas e colocar cortinas com florzinhas.

(já agora… desculpem-me a “lembrança”, a talhe de foice romba, mas se as provas do Desporto Escolar estão suspensas, o que vão coordenar os coordenadores do dito que, em algumas escolas, têm mais reduções à pala do crédito respectivo do que o mais matusalém dos colegas?)

A Ler

Um exemplo de cumplicidade indirecta, neste caso tendo em conta o interesse comercial do jornalista, na ocultação da verdade.

When Should Journalists Speak Up?

By now everyone must know that President Trump has been lying about the coronavirus for months, telling us it would magically disappear when he knew all along that it was a killer threat. Trump admitted this in phone conversations with Bob Woodward recorded in February and March, but only now–in September–have some of the tapes been released.

That Trump is unfit to serve as our President has been clear for an awfully long time. That most Republicans don’t care what he does is also painfully clear.

So let’s ask another question: Should Bob Woodward have released those tapes months ago. If he had done so, would that possibly have saved thousands and thousands of lives?

A Mim Levanta Imensas Dúvidas…

… esta segunda nota sobre o faseamento da recuperação das migalhas de tempo de serviço (2ªNotaInformativaSobre Recuperação 2_9_18) que encontrei no Arlindo, porque – para além de muito tardia – parece criar um anómalo regime de excepção, com o pretexto da pandemia, ao permitir recuperar classificação com mais de 10 anos, algo que foi explicitamente negado a outras pessoas, em circunstâncias similares, em situações anteriores.

Eu sei que há quem assim veja a vida facilitada, mas a verdade é que houve quem não tivesse este tipo de “compreensão” e não tenha podido “mobilizar” nada dos tempos da MLR e sucessores. Eu já percebi que a “lei” é algo abstracto que se retorce a gosto por despacho ou nota informativa, mas continuo a não entranhar.

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É Cruzar Os Dedos…

… porque eles ficam no gabinete a ver no que dá, arriscando nada. E pelo que se sabe, no caso dos professores, se forem de risco é irem para casa de baixa e pronto. Contratam-se substitutos, diminui-se o desemprego e ainda se dirá, no fim, que houve mais professores nas escolas.

Ministério ainda não tem um plano para professores e alunos de risco

Docentes e directores queixam-se de falta de orientações da tutela.

zandinga

@s Senhor@s Deputad@s Andam Muito Cansadit@s E Fart@s De Aturar Os Cidadãos Que Representam

Passam a ser necessárias mais assinaturas para levar um assunto a ser discutido no plenário do Parlamento do que para formar um partido. Os minutos que passei online, entre a discussão de petições na Comissão de Educação há umas semanas deu para perceber o fastio que aquele pessoal tem a cidadãos que tenham iniciativas e coisas assim. Queixam-se do burburinho e eventual má educação, mas o exemplo que dão está muito longe de ser o melhor.

Querem ser respeitados? Não se armem em engomadinhos muito sensíveis, mal se apanham com o rabo sentado e instalado. Mesmo que isso seja mal comum aos rabos sentados e instalados deste país. No Parlamento ou por aí.

manguito

Digam Lá O Que Disserem, Eu Acho Que É Uma Modalidade De Batota

Que pena nenhum governante de excelência neste sector (ou outros) da governação. dar o exemplo e encaminhar os seus educandos para vias como o nosso brilhante ensino profissional. Com sorte, algum sobrinho desencaminhado. E assim sempre se arranjam alunos para algumas “instituições” que, de outro modo, ficariam aos mosquitos.

Alunos do ensino profissional e artístico passam a ter acesso especial ao ensino superior

Roleta-89319

Domingo

Avança de forma subreptícia uma vaga municipalizadora não assumida na área da Educação. É a que se baseia na não adesão formal à “descentralização” de competências, mas no aproveitamento das candidaturas a verbas europeias para os PICIE que, como é óbvio, são depois aplicadas a partir das autarquias.

Sim, afirma-se que a “autonomia pedagógica” das escolas não está em causa, mas isso é apenas teórico porque se, na prática, é a autarquia a definir o plano, definido de fora para dentro das escolas, e a forma de aplicar as verbas, essa “autonomia” fica claramente limitada.

Sim, afirma-se que não se toca nos “concursos” de docentes, mas a verdade é que basta fazer uma consulta rápida aos dados sobre contratação pública para perceber que são as autarquias a contratar pessoal técnico para implementar os Planos, seja ao nível de consultores, terapeutas, psicólogos, animadores, mediadores ou outros profissionais que irão desempenhar funções equivalentes a docentes em alguns “projectos”. E dirão: mas que interessa isso às escolas se puderem utilizar tais “recursos”? Pois… o truque está por aí. Qualquer dia temos umas “parcerias” em que, afinal, o que interessa mesmo é que se faça, não interessa bem como, nem com quem.

malandro

Requisições De Fundos De Pessoal Referentes Ao Mês De Dezembro

Engenharia Financeira!  Não se transfere, não se realiza a despesa dos impostos CGA e Seg Social, dinheiro fica em caixa/saldo … O ano passado fizeram isto a algumas escolas. Este ano renova… era interessante apurar este valor… que é significativo em termos orçamentais

Nota Informativa da Empresa JPM com instruções.

Mail do IGeFE:

Subject: Requsições de Fundos de Pessoal referente ao mês de dezembro – Encargos relativos à entidade patronal-Caixa Geral de Aposentações (CGA) e Segurança Social (SS)
To:

Boa tarde

Exmo. (a) Senhor (a) Diretor (a),

Informa-se que os montantes relativos à Caixa Geral de Aposentações (CGA) e Segurança Social (SS), não serão transferidos para a conta bancária desse estabelecimento de ensino no próximo dia 23 de dezembro.

No entanto, serão enviadas brevemente informações, pelo que se solicita que aguardem pelas mesmas e não procedam a qualquer alteração nas requisições enviadas no mês de dezembro a este Instituto.

Obrigada

Com os melhores cumprimentos

Lourdes Curto

Diretora de Departamento do DGRH

Verbas