Mas, Mas, Mas…

Como é que diz agora o que não disse antes? Isto parece uma clara inversão de sentido, mesmo que me venham dizer que esteve sempre tudo previsto… e há outras questões que ficam claramente em aberto

Estudantes do profissional vão ter exames regionais para entrar no superior

Alunos fazem teste na instituição mais próxima de casa e podem candidatar-se a todas as instituições da região. Três consórcios, no Norte, Centro e Sul, vão fazer as provas específicas da nova modalidade de acesso às licenciaturas.

UTurn

(que consórcios? como foram escolhidos? como são definidos os parâmetros para tais testes?)

Pelo Educare

Os Profissionais do Truque

Que fique claro desde já: os “profissionais” do título não são os alunos, mas sim os decisores que desenvolvem estratégias de mistificação da opinião pública, de parte dos alunos e famílias e que usam o sistema público de ensino como uma espécie de laboratório de engenharia social e de recurso para alimentar clientelas no mundo académico.

pg contradit

3ª Feira

Se os alunos do ensino profissional poderão chegar à Universidade sem exames, o que andam os outros alunos do Secundário a fazer? A mensagem é clara… no próximo mandato acabarão os exames do Secundário ou muitos alunos migrarão da via científico-humanística para a profissional para não terem grandes chatices. O problema é que as Universidades ainda com algum decoro e desejo de ter estatuto e prestígio (inter)nacional farão provas de acesso, entregues a gente que não faz qualquer ideia do que é um Ensino Secundário sem regulação externa, e veremos então que o fim de exames é uma daquelas decisões mesmo à medida dos interesses paradoxais do ensino secundário privado e de um ensino superior e politécnico em saldos, que anda cada vez às moscas, por falta de clientela sem este tipo de truques.

Querer apresentar isto como uma medida “progressista” ou em defesa da “Escola Pública” é de uma imensa hipocrisia porque será mais uma peça (não a última, há sempre mais) para a tornar em definitivo uma escola de segunda escolha. Claro que isto será feito sem que qualquer dos decisores tenha na altura descendência a sofrer as suas decisões, um porque não tem, outra porque já decidiu há muito que o privado é que é bom e outro porque já despachou os seus a tempo e o caos se pode instalar sem perigo de salpicos. E é bom que isto fique claro e não encoberto, porque os factos são o que são e são estes.

Mediocridade

(vai ser giro ver alguns daqueles colegas que se afirmam “professores do Secundário” a ter de aguentar turmas que ficarão sem qualquer tipo motivação especial para se comportarem e terem um desempenho minimamente aceitável, até porque as escolas e professores terão metas de “sucesso” a cumprir, façam os alunos o que fizerem)