Ainda Bem!

O Polígrafo considera verdadeiro que o Custo médio por aluno no ensino público é superior às propinas nos melhores colégios privados?

Em outros tempos ficaria tão chocado quanto algumas pessoas andam por aí chocadas e até faria contas e isso tudo e demonstraria que o valor facial e público das propinas é apenas uma parcela do que pagam os financiadores dos carlosguimarãespintos para terem os seus rebentos nos colégios de topo. No público é preciso meter mais 250 euros para um kit tecnológico a que os “liberais” chamariam lixo e pagar refeições que nas cantinas gourmet têm um valor que faz parte de outra rubrica orçamental.

Agora?

Agora, acho que se assim é (mesmo que não seja) ainda bem que é, porque o ensino público precisa pagar tudo aquilo que os papás dos afonsosmiguéis e das beatrizesconstanças têm como adquirido. Que o Polígrafo se tenha tornado uma caricatura da ideia original, já se sabe desde que foi comprado pelo mesmo memorialista que comprou tanta coisa desde o exclusivo do Wikileaks para Portugal.

é< a chamada depuração editorial.

O Clérigo Conraria

Clérigo da opinião, claro, que não gosto de impor votos a ninguém. Mas indo ao que interessa. Na TVI24, que recentemente parece ter adquirido os seus serviços como comentador, o economista Conraria insurgia-se contra quem impõe o confinamento a outros, dando o popular exemplo dos feirantes que não podem ir às feiras, mas não se dispõe a pagar um imposto para quem perdeu rendimentos com a pandemia. Como seria de esperar, a meio da tirada, fez o àparte que ele não é um desses que defende confinamentos, pelo que julgo razoável deduzir que se estará a excluir dos malandros que devem pagar o tal tributo extraordinário, que algum clero opinativo gosta de apresentar como solidário.

Será que não se consegue desenvolver uma vacina para a hipocrisia?.

O Nu A Defender O Roto

Claro que acha isso, pois se assim não fosse, já viram o que teria sido dele, tardio arrependido de muitos disparates, quando era o avô cantigas do PS a usar as vestes de impiedoso e vermelhusco inquisidor? Gentinha sem vergonha nenhuma.

Vital Moreira sai em defesa de Caupers. “Opiniões do passado não podem ser sujeitas ao juízo condenatório da uma nova Inquisição”

Quase (Mas Apenas Quase) Me Apetecia Dar Razão Ao MEC…

… mas li tudo o que disse e só lha posso dar de forma muito minguada.

Miguel Esteves Cardoso. “Os portugueses não leem e a culpa é dos professores”

(…)

Faz-me imensa pena quando as pessoas não dão valor a uma coisa que está ali. Acho que a culpa é toda dos professores! A maneira como se estuda os autores portugueses castiga! “Tens de saber isto e aquilo”. A maneira como o tornam técnico, é uma espécie de vingança dos professores sobre os escritores.

Os professores tornam a escrita uma coisa chata e obrigatória. Uma espécie de sacrifício que é preciso fazer. No meu tempo, era dividir as orações. É uma crueldade, um sadismo. O que é que interessa o que o autor pensa ou pensava?!

É verdade que alguns(mas) professor@s são capazes de tirar o gosto por muita coisa a qualquer alma, de tanto não gostarem el@s mesm@s do que ensinam ou de aprenderem mais do que a sebenta do curso.

É verdade que o gosto pelo sabor da literatura tem sido estragado pelo ensino de aspectos técnicos e factuais (alguém está a pensar em linguistas especialistas em advérbios? ou em adept@s da velha TLEBS?) em detrimento da fruição dos aspectos literários.

É ainda verdade que quem perde tempo a comprar livros das doutoras ariana e cohen (ou do gustavosantos ou do paulocoelho ou do zézédossantos ou do émeéssetê ou aquelas m€rd@s pseudo-espirituais ou inspiracionais), dificilmente consegue ter a disponibilidade e o gosto para ler um ensaio decente ou boa literatura que não apareça nos topes de cá.

Mas é completamente falso que isso resulte de uma “vingança” dos professores quanto aos “escritores”. Apesar do que escrevi acima, os professores adoram os escritores. Provavelmente, não os professores do MEC, não sei se em algum colégio inglês, com aquelas pancadas todas que eles têm por lá (cf. a série que recomendei há uns dias com base nos livros do Edward St. Aubvn). Mas os professores, em especial os de Português e os mais “envelhecidos” são leitores ávidos e adoram mesmo os escritores. E é aqui que o MEC se esparrama todo, exibindo um preconceito maior do que aquele de que acusa os outros.

E o preconceito é o de que os professores não sabem escrever e que por isso invejam os “escritores” por isso se “vingam” deles. Nada de mais errado.

É pena. Tomara eu que o MEC produzisse mais do que crónicas por encomenda e não andasse agora sempre a publicar coisas requentadas para ver se revendem. Para quem o lê desde o Se7e e o tem em forma de livro desde o Escrítica Pop há falta de um MEC a escrever mais do que dois parágrafos de cada vez. E quantas vezes sem nada de novo. Por rotina. Por mero automatismo de sobrevivência. Não foram só os professores que envelheceram.

Há Linhas Vermelhas

E esta é, para mim, uma delas. Até porque se alguém testou positivo deve estar em casa de quarentena e não na escola ou em outro local de trabalho. E se não quiser que se saiba, não activa o seu estado.

Portanto, caro PM, vá-se lixar com ph.

Até porque, caso a Assembleia chumbe, já sei que vai aparecer a dizer que não era a sério, era apenas para dar um “abanão”. Tanta coisa que podia ter feito e agora acha que é uma app que nos salva, quando o próprio criador da coisa diz que não é exequível e pode mesmo ser contraproducente?

O Governo vai colocar todas as autoridades policiais a fiscalizar os portugueses que, tendo telemóvel, não tenham instalada a aplicação “StayAway Covid”.

Olha A DGEstE A Dizer Que É Para “Agilizar”

Então o Portal não era a coisa mais ágil desde o filho do Pernalonga com o Bip-Bip?

Por forma a tornar mais ágil o processo de matrículas, informo V. Exa. que as renovações de matrícula (EPE, 2.º, 3.º, 4.º, 6.º, 8.º, 9.º, 11.º, 12.º) passam, a partir do dia de hoje, a processar-se de forma automática, nos mesmos termos em que acontecia no ano letivo transato, com exceção de transferências de estabelecimento.

Neste contexto, importa acautelar os seguintes aspetos:

  1. As escolas deverão assegurar-se que os Encarregados de Educação são informados pelo meio mais célere de que as renovações de matrícula passam, a partir do dia de hoje, a processar-se de forma automática, nos mesmos termos em que acontecia no ano letivo transato (esta informação será também disponibilizada através do Portal das Matrículas);
  2. Para os alunos cujos Encarregados de Educação tenham já procedido a submissão de renovação no Portal das Matrículas, não são necessárias mais diligências, uma vez que os AE/ENA já dispõem de toda a informação e o processo está completo;
  3. As escolas devem, nos termos do ponto 1 e no contexto da informação prestada aos Encarregados de Educação, definir forma e prazos para, oportunamente:

– recolher consentimento relativo à proteção de dados pessoais;

– apurar as opções relativas a AEC (1.º ciclo) e EMR, bem como às disciplinas anuais de opção de 12.º ano;

– identificar as necessidades de transporte escolar;

– recolher declaração da Segurança Social para efeitos de identificação da situação de beneficiário de ASE.

  1. Dado o atual contexto de pandemia, todos estes procedimentos devem ser realizados, preferencialmente, através de meios digitais, evitando-se, por esta via, a necessidade de deslocação à escola por parte dos Encarregados de Educação;
  2. Todos os anos de início de ciclo, bem como as transferências, têm obrigatoriamente de continuar a tramitar no Portal das Matrículas.

Com os melhores cumprimentos,

João Miguel dos Santos Gonçalves

Diretor-Geral dos Estabelecimentos Escolares

Clown

O Meu Apelo Aos Pais Portugueses

Se em Setembro os pais forem parte do problema, em vez de parte da solução, teremos outro ano catastrófico, e o direito à educação só estará realmente assegurado por aqueles que tiverem dinheiro para o pagar.

bullshit-detector

(ainda não percebi bem se o JMT faz certos textos mesmo só para provocar reacções e subir as polémicas… aquela parte final sobre “a perda progressiva de um sentido profundo de dever cívico” merecia prosa específica e umas belas bengaladas retóricas em que anda a assobiar para o lado acerca das consequências do desconfinamento…)

(cá em casa fui o único a não voltar porque sou “básico”, a aluna “secundária” e a professora “secundária” voltaram… eu até preferia que fosse ao contrário, não por “um sentido profundo de dever cívico” mas por razões de defesa da sua saúde e bem.estar…)

(como se percebe… abomino a sério lições sobre “um sentido profundo de dever cívico” quando se trata de mandar os outros para as trincheiras para se poder ficar a escrever, descansado, em casa…)

E Depois Querem Certas Criaturas Que O Subsídio De Férias Seja Pago Em Certificados De Aforro?

O buraco do Fundo de Resolução vai em mais de 7 mil milhões de euros. Já sei que dizem que não é tudo dinheiro público. Tá beeeemmmmm. A malta acredita por piedade.

Entretanto, jovens génios da economia para totós (os mesmos que defendem a retoma da economia, mas não se percebe se apenas com o consumo dos mexias) sugerem que o subsídio de férias seja pago em certificados de aforro. Estes gajos que, só por acaso, vivem na órbita da câmara do Carreiras (ou da Misericórdia, quando lá está gente simpática) para sobreviver (como em tempos era o caso do marialva moitadedeus com a sua muito privada empresa) sobre a banca só sabem escrever loas ou justificações mais ou menos invertebradas para os lucros de instituições que estariam falidas na maioria sem o dinheiro do Estado.

Não é uma questão de esquerda/direita, mas mais do domínio da falta de decoro. E eu estou farto destes palhaços “ricos”.

Alcatrao2