Afinal Nem De Educação, Nem De Astrologia Política Percebe, Apenas De Pedinchiche

6 de Junho de 2018:

“Espero que, obviamente, já noutra condição, poder estar aqui daqui a dois anos e ver como este edifício tem uma vida nova, por muitas e muitas décadas”, disse Tiago Brandão Rodrigues no final da sua intervenção na apresentação das obras de requalificação da Escola de Dança e Música do Conservatório Nacional.

Depois, deve ter repensado a coisa e percebido que isto de viajar e ter estadias à conta do Orçamento, com motoristas à disposição é toda uma outra dinâmica. E lá pedinchou e lá conseguiu.

METiago

3ª Feira

Hoje é dia de feriado lá por onde dou aulas (e cresci) pois é uma das duas semanas do ano em que a bezerrada de duas e quatro patas marca encontro para marrarem entre si, culminando quase sempre com umas ambulâncias a levar alguns de duas patas para as urgências mais próximas. O que quer dizer que posso descansar da reunite aguda dos últimos dias quase úteis.

O chato é que fica algum tempo para ver as notícias e aturar o shôr ministro da Educação na televisão, qual MLR, a anunciar uma “festa” para o início do ano lectivo, tudo entremeado com aquelas “verdades técnicas” que lhe mandam dizer com base no guião (do género “70% dos vouchers foram resgatados ou emitidos”) e mais umas vacuidades típicas de campanha eleitoral, com basbaques atrás a querer ficar na fotografia. Só faltou explicar porque ontem não foi visitar a escola como tinha agendado, preferindo uma digressão pelas manhãs da Cristina Ferreira, onde nem sequer se prontificou para fazer umas papas de sarrabulho.

Mas isso agora não interessa nada, porque há “festa” no roseiral.

Festa

 

Será Esta A Noção Que Ele Tem De “Combate Político” Que Lhe Permita Manter Uma Pastinha?

No vídeo é visível que só fala, sem tropeçar em si mesmo, se usar cábulas. É um bocadinho deprimente. Realmente, alguém vive numa espécie de mundo de fantasia (da Disney ou do Canal Panda, não sei).

Tiago Brandão Rodrigues: “A direita está tão à rasca que acabou por agarrar-se às casas de banho”

PapelHig

(por este andar, quando chegar à minha idade, ainda estará mais rotundo… mas eu paguei quase todos os meus almoços… e jantares… e lanches…)

Plural Majestático Ausente?

Eu tinha quatro anitos, não me lembro muito bem…

“Aquela final de 1969 foi especial, fintou a ditadura e marcou muitos golos. No campo ganhou o Benfica, mas fora dele quem ganhou foi cada um de nós. Sabíamos, em Coimbra e em todo o país, que algo ali tinha começado”, disse Tiago Brandão Rodrigues durante a sessão evocativa da final da Taça de Portugal da época 1968/69 que decorreu na Tribuna do Estádio Nacional.

Este ex-jovem promissor, já realidade da política nacional mainstream, deixa-me sempre a salivar por mais lugares-comuns.METiago

 

 

(não é o não ter estado lá, literalmente, é mesmo todo o resto…)

 

 

Há Pouquíssimas Coisas Mais Inúteis…

… na nossa Educação do que as provas de aferição em anos intermédios e disciplinas sortidas. Até poderia ser uma boa ideia, caso a implementação não tivesse sido de forma a torná-las umas desnecessária excrescência (sim, o pleonasmo é intencional). Nem vou falar nas de EF para não ser mal interpretado e bombardeado de novo pelo clube dos seus promotores e defensores da sua inigualável qualidade e relevância para o melhoramento do nosso sistema educativo. Nem no caso do 2º ano, porque é de pequenino que se exibe o jeitinho. Falo mesmo da outras, daquelas que, como as do 5º e 8º ano, não serve para praticamente nada, excepto para o poder que está transmitir aos incautos ou verdadeiramente ignorantes a sensação de se estar a fazer uma qualquer monitorização das aprendizagens, com umas provas que incluem um sortido de questões de diversas disciplinas como meter Matemática e Ciências na mesma prova de 5º ano e História e Geografia na de 8º. Se fossem os professores desses anos a marcar dois testes no mesmo dia, com matérias teoricamente globais de dois anos (como no 8º) eu queria ver por aí gente a arrepelar cabelos e acusá-los de torturadores de jovens. É verdade que em provas anteriores as perguntas de uma das disciplinas são do mais reduzido e elementar possível, mas isso só prova que não servem para aferir seja o que for. Tudo isto é um simulacro, um fingimento, que nem sequer procura disfarçar muito bem que não é para levar a sério, pois fazem-se provas sem coordenação entre ciclos, por forma a analisar o desempenho dos alunos da mesma coorte, nas mesmas matérias, ao longo dos ciclos.

Este ano estou com curiosidade para ver as provas de HGP (5º) e H/G (8º) para ver se melhorou ligeiramente a qualidade em relação à que foi feita em 2016-17 em HGP. Já agora… se isto servisse para alguma coisa, deveria ser a geração do 5º ano em 2016/17 a fazer prova de H/G quando chegasse ao 8º. Mas esses só lá chegam para o ano… E os que fizeram a prova de Estudo do Meio este ano ainda estão apenas no 5º, pelo que a prova do 5º também é feita à medida de nada.

Mas ocupa-se tempo, destacam-se milhares de professores para horas de vigilância ridícula, gasta-se papel (enquanto não é tudo online) e encena-se qualquer coisa. Porque isto é apenas uma representação. Nem sequer muito divertida. E de qualidade muito duvidosa.

Circo2