Homem, Calado És Um Poeta!

Não tentes teorizar com base em guiões. Ninguém acredita que percebas mais agora do que há 5 anos. Debitas chavões. Vai para a sombra. Não chateies. Não qualifiques as atitudes e opiniões dos outros, que percebem mais disto num dedo mindinho do que tudo no corpo todo. Se tivesses algum decoro, ias-te embora, arranjavas um lugar qualquer que não fosse o de ministro durante dois mandatos graças a um imenso vazio. Já tive alguma reserva, mas quando escreves num espaço de “Direita” (de acordo com os teus maniqueísmos mentais) prosas da treta, só me apetece puxar do vernáculo.

Poupa-nos!

E o AHC poderia ter-nos poupado a isto, mas não resistiu.

Será que entendem que há toda uma geração de professores(zecos) que, de forma mais pou menos assumida, só tem vontade de vos mandar à [pi-pi-pi].

O ano em que a escola se reinventou

(…)

Termina, esta semana, o ano letivo mais dramático das últimas décadas, devido à pandemia que se espalhou por todo o mundo. É, portanto, tempo de fazer um balanço, em termos educativos, que nos ajude a preparar os próximos passos. Mas um balanço que entenda que a Educação ocorre no quadro da vida de uma comunidade e num horizonte temporal amplo, sem se compadecer com juízos especulativos, simplistas ou imediatistas.

(…)

Outra questão que esta circunstância demonstrou é que o já previsto Plano para a Transição Digital, um dos pilares do Programa do XXII Governo, constitui uma prioridade, também na Educação. Para isso, é necessária uma intervenção integrada, a par de soluções organizacionais, orientações pedagógicas e formação de professores.

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Pela Assembleia Da República

Sentei-me a ver o debate na Assembleia da República sobre o próximo ano lectivo. Eram coisa de 16.30, mais ou menos e apanhei com um deputado do PS que não conhecia (Tiago Estevão Martins) e, estranhamente, mesmo nos pontos em que discordava das suas posições, pareceu-me um pouco acima da média (humor low key com alguma propriedade e tudo)e fez-me ter esperança do deputado Silva, Porfírio de sua graça e nossa desgraça, ter sido enviado para as galés do silêncio parlamentar. E então comecei a puxar aquilo para trás e a ir vendo as restantes intervenções, em modo zapping (mesmo dessa forma, a intervenção da deputada do PAN pareceu-me a modos que… sei lá… a senhora deputada lá teve de fazer o frete e pronto). E não é que, ali mais para os começos me aparece o deputado Silva em pura desfilada de propaganda com uma lista imensa de coisas feitas, em feitura ou por fazer que me deu logo um nervoso no dedo e carreguei no off. E foi assim, não vi mais nada de interessante, tirando o aniversário partilhado entre as manas Mortágua e o liberal Cotrim de Figueiredo.

Resumindo… ninguém sabe verdadeiramente nada. Mas uns querem saber e os outros não querem dizer. Porque ninguém sabe verdadeiramente nada.

Speech

Isto Foi Um Debate Ou Um Beija-Mão?

Clicar na imagem para aceder a um programa que revelou, entre outras coisas, um assinalável espírito de união entre os actores do sistema estabelecido em torno dos lugares-comuns, mas, ao mesmo tempo, uma enorme falta de coragem política. “Revolução”? Cruzes, credo, só na retórica, que esta gente borrava-se toda se tivesse mesmo de passar por uma.

ProsBeija

O Dia Do Senhor Ministro

(o SE Costa desviou-se e ficou a enviar instruções para as escolas…)

MINISTRO DA EDUCAÇÃO: «NUNCA HESITEI EM ABRAÇAR ESTA PASTA»

(demos por isso…)

MINISTRO DA EDUCAÇÃO: «TEMOS DE TRABALHAR PARA HAVER SUCESSO, SEM FACILITISMO»

(treta…)

MINISTRO DA EDUCAÇÃO FALA DA TELESCOLA: «TEM RESULTADO»

(a sério? pediram um estudo ao isczé ou ao Domingos Fernandes?)

MINISTRO DA EDUCAÇÃO: «FOI O DIA MAIS MARCANTE DA MINHA VIDA»

(agora imagina que vivias um par de anos a 100 metros de um depósito de armas das FP25, três portas depois da casa de um dos teus maiores amigos de infância…)

TIAGO BRANDÃO RODRIGUES: «É LEGÍTIMO SENTIR MEDO»

(o povo explica que isso decorre da própria anatomia… mas olha lá no programa em que estás…)

MINISTRO DA EDUCAÇÃO: «É IMPOSSÍVEL HAVER RISCO ZERO»

(essa foi no guião que mandaram para os directores dizerem se os jornalistas aparecessem, porque a ouvi várias vezes… e é bem verdade que uma pessoa até tem de ter cuidado ao levantar-se da cama…)

MINISTRO DA EDUCAÇÃO: “MUITAS VEZES É A ÚNICA REFEIÇÃO COMPLETA E DIGNA”

(pronto, lá teríamos de estar de acordo em qualquer coisa…)

TiagoPoker

(ou seja, no goucha, na falta de agenda da cristina…)

Carrega-se No Botão?

A verdade é que o conteúdo da notícia não explica praticamente nada. E quem vai andar a reunir-se a partir de 2ª feira para fazer os planos E@D sabe com o que contar?

Para que serve e como vai funcionar a telescola? As explicações de Tiago Brandão Rodrigues

Isto não quer dizer nada. É para ocupar espaço mediático e aparentar acção política. Apenas. E bem podem os “capuchas” e capangas chamar-me nomes feios.

Ainda não há uma data de início para a transmissão de conteúdos escolares, mas Tiago Brandão Rodrigues deixa como pista os dias que seguem às férias da Páscoa.

“Precisámos de uma margem temporal para preparar os conteúdos, as orientações para as escolas, os recursos pedagógicos temáticos. Em abril, e se for possível logo depois das férias da Páscoa espero que possamos ter tudo montado – uma operação que está a ser feita em tempo recorde”, concluiu.

O QUE SE PODE ESPERAR DO DIA 9 DE ABRIL

A decisão sobre a possível reabertura das escolas vai ser comunicada no dia 9 de abril. Segundo o ministro da Educação, no dia 7, vão ser ouvidos um conjunto de especialistas que vão ajudar o Governo a tomar uma posição, mas nada mais adiantada sobre o tema.

Lembra apenas o bom trabalho que tem sido feito pelas escolas e pelos professores:

“É importante que os portugueses sintam que o trabalho está a ser feito, que nos estamos a preparar para as situações mais complexas, criando um conjunto de mecanismos”

Tunel

Decisões? É Já A Seguir…

Vou recebendo relatos das vídeo-conferências (de proximidade?) do SE Costa com grupos de directores. Em matéria de informações substantivas que ultrapassem a conversa fiada pode resumir-se tudo à expressão “em breve”. Provas de aferição? Decisão em breve. Exames de 9º ano? Em breve. Secundário? Em breve. Aulas assistidas? Em breve.  Como vai ser mesmo o 3º período? Em breve.

Ou seja, continuam sem saber qual a estratégia a seguir, preferindo movimentos tácticos para dar a sensação de algo se estar a fazer, mesmo se nem sempre é coerente ou vagamente praticável. Houve muita pressa em anunciar umas coisas e em negar outras mas, a verdade? Não sabem.

Uma nota, já agora, acerca de uma piadola dita numa das “conferências”, quando o SE foi inquirido acerca da realização das provas de aferição que em Espanha já foram anuladas, ao que o mesmo respondeu que as fronteiras estão fechadas. Num primeiro momento, até se pode achar graça, mas confesso que se estivesse presente lhe perguntaria se ele anda a gozar com isto tudo.

Brevemente

(pois… a muralha d’aço vai ficando mais porosa do que antes, porque há director@s que também começam a perceber que atrás da fachada não há muito mais…)

 

Assim É Complicado

Se o PM diz que vamos ter três meses difíceis (e o homem evita as más notícias como o Maomé evitava o toucinho salgado), não seria altura do ME desenterrar a cabeça da areia e deixar-se de planos a uma semana ou de acreditar que vamos ter uma rede de ensino à distância eficaz e “universal” no mesmo tempo que os chineses levam a montar um par de hospitais de campanha?

Devemos procurar soluções e não problemas, como é palavra de ordem num certo “grupo de apoio” cheio de gente que nos ajuda a ficar baralhados?

Sim, devemos recear tomar medidas erradas, porque precipitadas. Mas o raio do vírus não apareceu aos saltos na semana passada.

Então, que tal tentarmos encontrar um rumo para o que há a fazer até Junho – o que não significa soluções únicas e iguais para todos, porque esse é o erro maior, que ignora as enormes desigualdades existentes – e não esperar que tudo corra pelo melhor, porque temos um santinho na gaveta da secretária e fizemos as orações certas em menin@s?

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Da Completa Irrelevância

Resumo da fase inicial da conferência de imprensa (não me apetece continuar a ouvir a enésima repetição do mesmo).

  • Serão reforçadas medidas de contenção.
  • Os encerramentos (escolas, museus) só se justificam com base em decisões das autoridades de saúde.

A ministra diz que amanhã serão tomadas decisões com base “nisto” que é, no fundo, um absoluto vazio de substância.

A senhora da horta afirma que não se devem tomar medidas “desproporcionadas” e interroga-se acerca de quem poderia ficar com “estes meninos” se as escolas fechassem. As escolas serão encerradas “casuísticamente”. Tudo com base na “evidência científica” e a “situação epidemiológica”.

Ou seja… a escola como armazém de crianças e maior instituição assistencial do país.

Se foi para esta vacuidade, a reunião foi inútil e o Conselho Nacional de Saúde Pública é apenas mais um daqueles organismos que polvilham o nosso aparelho de Estado para nada.

bollocks-bollocks-and-more-fucking-bollocks