Discurso Sobre O Vazio

O plano traz lá uma coisita sobre as disciplinas menores do currículo. Nem sequer disfarça que é apenas conversa fiada, sem nada de concreto, tirando a coordenação, claro, que apresentará um relatório lindo de morrer no final.

o Recuperar com Artes e Humanidades – Desenvolvimento de um repertório de iniciativas, sob coordenação do Plano Nacional das Artes, integrando recursos específicos para recuperação e integração curricular;

Cruzes, Credo!

O homem não abre a boca que não saia um chorrilho de vacuidades e lugares-comuns. É uma dor d’alma ouvir ou ler este tipo de discurso em piloto automático.

“Portugal é orgulhosamente conhecido como um país que está na vanguarda da inclusão na educação, indo mais além na promulgação de um quadro legal para a inclusão de estudantes com ou sem dificuldades na educação”, vincou o ministro na sessão de encerramento do evento paralelo à Cimeira Social, que decorre esta sexta-feira, no Porto, intitulado “Solidariedade Europeia — Nenhuma Criança deixada para trás”.

Desde 2016, acrescentou, Portugal “aumentou o investimento público na educação e na formação, ano após ano, tendo em vista sobretudo alcançar mais e melhor inclusão, mais equidade e mais sucesso educacional para todos”.

“Fizemos esforços para colocar sempre o estudante no centro do nosso trabalho e no coração das reformas que introduzimos”, frisou.

O Risco Da Incompetência É Muito Superior (Até Porque São Os Outros Que Sofrem Com Isso)

Isto é ministro para dias “gordos”, com muitas viagens e “eventos”. Massa humana de minguado calibre para tempos complicados, quando a prioridade é apenas parecer bem ao PM. Já o secretário, mais matreiro e com outros “andaimes”, anda encoberto. Porque sabe que um dia se escreverá História e não apenas estórinhas de embalar mentecaptos.

“Custo do encerramento das escolas é bem superior ao risco”, argumenta ministro da Educação

No meio disto tudo, ainda temos as maiorea federações sindicais à deriva, a tentar acertar o passo com quem mexe os cordelinhos, também a não quererem desagradar e a representarem-se a si mesmas. Entre umas “mesas de negociações” e o risco dos professores que dizem “envelhecidos” e com milhares “, não hesitam.

Claro que a decisão vai ser “política”, porque “científica” não será.

Quando se fecham as escolas, há todo um conjunto de actividades que também é reduzido na comunidade, como as deslocações, incluindo os transportes, e as entradas e saídas na escola, com uma tendência para que se sejam feitas em grupos, quer se queira, quer não. E depois finalmente há ainda a atitude da maioria dos países da Europa que, quando optam por confinamentos, têm optado por algum fecho de escolas.

António Diniz, pneumologista

Entretanto, arranjam sempre um “mas”. Claro que é possível… apenas demora mais e tem mais custos em vidas, mas deve ser “o preço de ser humano”.

Fechar as escolas reduz transmissão de forma mais acentuada, mas é possível fazer descer o R com aulas presenciais

Desculpe Lá, Desculpe Lá

Dei-me ao trabalho de ver o que passa por ser um “debate” entre candidatos presidenciais, como se em 15 minutos para cada lado desse para dizer algo de relevante para o futuro, quando se gasta o tempo quase todo a discutir o passado recente. Marcelo começou quase conciliador, assim como Ventura, mas rapidamente a coisa evoluiu para a cacofonia, com a moderadora a fazer avisos inúteis. Cada um ganhou à sua maneira… Ventura mostrou-se aguerrido e agressivo contra a “bandidagem” e a excessiva colagem do actual presidente ao governo, Marcelo a querer ser conciliador, a tentar deonstrar que não tem sido uma muleta de Costa e a teorizar sobre uma “direita social” que por cá já foi o CDS, mas raramente o PSD. Tudo na mesma, como seria de esperar. Ninguém mudou o sentido de voto com isto e para os agnósticos como eu fica a ideia que, em tempo de pandemia, mais vale não correr riscos desnecessários no dia 24.

Mas Sempre Deu Umas Dezenas De Destacamentos

0,0% de rating e 0,0% de share, são os números que marcam a maioria das aulas do dia no #EstudoEmCasa, transmitido de segunda a sexta-feira pela RTP Memória.

(quanto a funcionar como repositório de conteúdos como dizia o ministro… enfim… no fundo aquilo não passa de aulas num modelo bem tradicional, mais umas apresentações das plataformas das editoras…)

Sábado

Da reunião no Infarmed, entre outras informações, ficámos a saber que muitos números que são apresentados para “desenhar” as políticas são uma triste ficção. A verdade é que em 80% ou mais dos casos de contágio, não se sabe a sua origem e mesmo desse só em 60% se consegue estabelecer com algum rigor o “paciente zero” ou algo similar. O que significa que se dizer que 70% dos casos (com origem conhecida e rastreio completo) tem origem aqui ou ali (tem sido usado um valor próximo para os contágios em ambiente familiar), é uma mistificação que esconde o facto de esse valor ser 7-8% de todos os casos “positivos”. O que é muito pouco, pois o rastreio de casos com transmissão familiar é mais fácil de determinar do que o verificado em outros ambientes.

E tudo isso ajuda a explicar que o que aparece na boca de políticos, como o actual PM ou o PR, seja tão desconforme ao que se observa no dia a dia. E ao que estudos internacionais feitos com outro tipo de amostras (na quantidade e qualidade) demonstram.

O Espanto Não É…

ter durado tão pouco tempo no cargo e nem se ter dado praticamente pela senhora, a verdadeira admiração é terem-na convidado e ela aceite. Quiçá para criar currículo a caminho de uma qualquer nomeação em coisa intermunicipal ou equivalente. A sua sucessora pode parecer que representa um aumento do poder do ministro Tiago, mas o mais certo é ser uma recompensa por serviços prestados, porque isto só com louvores não dá para comprar melões.

(já o caso da camarada Djamila parece-me todo um outro campeonato… desde novinha, a começar pela saída jota para o Parlamento europeu, como outros “jovens” de esquerda em busca de ganhar a vida, que me parece mais espertalhona do que a média)

É Cruzar Os Dedos…

… porque eles ficam no gabinete a ver no que dá, arriscando nada. E pelo que se sabe, no caso dos professores, se forem de risco é irem para casa de baixa e pronto. Contratam-se substitutos, diminui-se o desemprego e ainda se dirá, no fim, que houve mais professores nas escolas.

Ministério ainda não tem um plano para professores e alunos de risco

Docentes e directores queixam-se de falta de orientações da tutela.

zandinga