Mas Por Que Raio Temos Nós De Aguentar Com Estes Gajos?

Carlos César faz pressão máxima sobre BE e PCP: “Sentem-se melhor a fazer oposição ou a fazer acordos?”. Esquerda sobe tom da crítica

Pedro Adão e Silva ganhou 108 mil euros com comentário

Pedro Adão e Silva, o analista, ganha bastante mais do que Pedro Adão e Silva, o comissário. Deixou o ISCTE, mas fica nos media, a par da comissão para as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril.

Pedro Adão e Silva já entregou a sua declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional. O comissário executivo das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, nomeado em junho último pelo Governo, recusou na altura revelar quanto recebe no espaço de comentário na RTP, que vai manter, e a estação pública de televisão apenas remeteu para as tabelas da casa, sem adiantar valores. Mas a declaração permite perceber que a empresa através da qual fatura as múltiplas colaborações em órgãos de comunicação social, a Linha Justa Lda., teve em 2020 um volume de negócios de 108.642 euros, onde está incluído o que recebe da RTP (O outro lado), Expresso, TSF (Bloco Central), Sport TV e Record (do mesmo grupo da SÁBADO, a Cofina). O que fará dele, provavelmente, um dos mais bem pagos comentadores do País, pela acumulação de vários espaços.

O que mais espanta (?) neste segundo caso é que esta alma não consegue alinhar duas opiniões que escapem vagamente a qualquer das cartilhas que subscreve. O que nos pode sempre levantar a questão: o que ganha quem lhe paga?

Já quanto ao pretenso senador açoriano, aparece sempre que é preciso um trauliteiro com idade para ter juízo.

Ainda Bem Que Há Quem Tenha Tanto Tempo Para (Não) Negociar

Entretanto, marcaram a greve tradicional do período do Orçamento. Para além de ser gozados, parece que gostam de gozar connosco, para não se sentirem tão sós.

Dirigentes da Fenprof passaram oito horas no Ministério da Educação e não foram recebidos

(não há luz ao fundo do túnel… desenganai-vos)

2ª Feira

O actual PM teve um ataque de coragem política de campanha. Deu uma de “animal feroz”. O que equivale a que fez voz grossa, mas actuará da forma mais fininha possível com a GALP. Ou porque se esquecerá do assunto daqui a uma semana ou porque o que mandar fazer, será a alguém com a ambição e trabalhar para a dita cuja empresa ou outra equivalente e fará por tomar uma medida com as esperadas falhas que permitirão a habitual escapatória ao prevaricador. Tudo isto costuma ser, realmente, “exemplar”.

Discurso Sobre O Vazio

O plano traz lá uma coisita sobre as disciplinas menores do currículo. Nem sequer disfarça que é apenas conversa fiada, sem nada de concreto, tirando a coordenação, claro, que apresentará um relatório lindo de morrer no final.

o Recuperar com Artes e Humanidades – Desenvolvimento de um repertório de iniciativas, sob coordenação do Plano Nacional das Artes, integrando recursos específicos para recuperação e integração curricular;

Cruzes, Credo!

O homem não abre a boca que não saia um chorrilho de vacuidades e lugares-comuns. É uma dor d’alma ouvir ou ler este tipo de discurso em piloto automático.

“Portugal é orgulhosamente conhecido como um país que está na vanguarda da inclusão na educação, indo mais além na promulgação de um quadro legal para a inclusão de estudantes com ou sem dificuldades na educação”, vincou o ministro na sessão de encerramento do evento paralelo à Cimeira Social, que decorre esta sexta-feira, no Porto, intitulado “Solidariedade Europeia — Nenhuma Criança deixada para trás”.

Desde 2016, acrescentou, Portugal “aumentou o investimento público na educação e na formação, ano após ano, tendo em vista sobretudo alcançar mais e melhor inclusão, mais equidade e mais sucesso educacional para todos”.

“Fizemos esforços para colocar sempre o estudante no centro do nosso trabalho e no coração das reformas que introduzimos”, frisou.

O Risco Da Incompetência É Muito Superior (Até Porque São Os Outros Que Sofrem Com Isso)

Isto é ministro para dias “gordos”, com muitas viagens e “eventos”. Massa humana de minguado calibre para tempos complicados, quando a prioridade é apenas parecer bem ao PM. Já o secretário, mais matreiro e com outros “andaimes”, anda encoberto. Porque sabe que um dia se escreverá História e não apenas estórinhas de embalar mentecaptos.

“Custo do encerramento das escolas é bem superior ao risco”, argumenta ministro da Educação

No meio disto tudo, ainda temos as maiorea federações sindicais à deriva, a tentar acertar o passo com quem mexe os cordelinhos, também a não quererem desagradar e a representarem-se a si mesmas. Entre umas “mesas de negociações” e o risco dos professores que dizem “envelhecidos” e com milhares “, não hesitam.

Claro que a decisão vai ser “política”, porque “científica” não será.

Quando se fecham as escolas, há todo um conjunto de actividades que também é reduzido na comunidade, como as deslocações, incluindo os transportes, e as entradas e saídas na escola, com uma tendência para que se sejam feitas em grupos, quer se queira, quer não. E depois finalmente há ainda a atitude da maioria dos países da Europa que, quando optam por confinamentos, têm optado por algum fecho de escolas.

António Diniz, pneumologista

Entretanto, arranjam sempre um “mas”. Claro que é possível… apenas demora mais e tem mais custos em vidas, mas deve ser “o preço de ser humano”.

Fechar as escolas reduz transmissão de forma mais acentuada, mas é possível fazer descer o R com aulas presenciais

Desculpe Lá, Desculpe Lá

Dei-me ao trabalho de ver o que passa por ser um “debate” entre candidatos presidenciais, como se em 15 minutos para cada lado desse para dizer algo de relevante para o futuro, quando se gasta o tempo quase todo a discutir o passado recente. Marcelo começou quase conciliador, assim como Ventura, mas rapidamente a coisa evoluiu para a cacofonia, com a moderadora a fazer avisos inúteis. Cada um ganhou à sua maneira… Ventura mostrou-se aguerrido e agressivo contra a “bandidagem” e a excessiva colagem do actual presidente ao governo, Marcelo a querer ser conciliador, a tentar deonstrar que não tem sido uma muleta de Costa e a teorizar sobre uma “direita social” que por cá já foi o CDS, mas raramente o PSD. Tudo na mesma, como seria de esperar. Ninguém mudou o sentido de voto com isto e para os agnósticos como eu fica a ideia que, em tempo de pandemia, mais vale não correr riscos desnecessários no dia 24.