Já Quanto A Isto, Por Cá Não Vejo Grande Êxodo No Horizonte

Há quem não largue os cadeirões por nada e há quem os almeje com a força de uma ambição adiada. É esperar por 2023 e ver o tipo de “renovação” que teremos. Se não passará tudo de uma passagem de testemunho ou se a “nova geração” de lideranças trará algo que valha a pena e não passe apenas por se verem livres do quotidiano com aqueles alunos que, da boca para fora, tanto afirmam adorar e ser o sentido de todas as suas “inovações”.

School Leader Crisis: Overwhelmed by Mounting Mental Health Issues and Public Distrust, a ‘Mass Exodus’ of Principals Could be Coming

Quem Se Oferece Para “Ponto Focal”?

Todos estes documentos são feitos na perspectiva do que deve ser feito e baseiam-se no princípio de que as regras mais básicas (ou outras) serão cumpridas. Mas… e todas aquelas milhentas situações que eu sou capaz de imaginar e sobre as quais não vejo uma palavrinha ou frase nos Planos de Contingência?

#sócrioprobelmas

Continuo A Achar Inaceitável…

… que organizações sindicais cobrem aos seus sócios dezenas de euros por acções de formação. Não sou pagante de quotas de nenhuma, portanto não estou a queixar-me em causa própria. Mas acho uma indecência, por muitos “custos administrativos” que aleguem. Afinal, para que servem os pagamentos mensais? Sofrível apoio jurídico e parcerias com agências de viagens? Só assim podem pagar aos formadores? E se esses formadores forem também associados ou parecido?

O mundo cada vez mais é dos expertos.

Monty

Reconhecido Mérito Reconhecido Por Quem?

Sinceramente, mais do que a presença de directores, temo a presença de operacionais orgânicos dos poderes que passam pelo ME, aqueles “especialistas” e “peritos” que estão mais preocupado em verificar se as escolas verdascam o sucesso estatístico do que se fazem um bom trabalho a outros níveis bem mais relevantes para o tal “superior interesse dos alunos”. Ou então teremos uma chuvada de cosmes@trindades por aí, a ver se toda a gente salta e flexibiliza de acordo com a cartilha.

Segundo o Ministério da Educação, as novas equipas de avaliação serão compostas por quatro elementos: “dois inspectores – sendo um deles coordenador – um perito e uma personalidade de reconhecido mérito com conhecimento do sistema educativo.

O SIEE teme que este novo elemento possa ser um director escolar: “Ao estarem a avaliar os seus pares fica posta em risco a isenção”, alertou a presidente do SIEE, Bercina Calçada, em declarações à Lusa, considerando esta opção “perversa e ilegal”.

cachorro

(declaração de interesses… o meu agrupamento foi avaliado muito razoavelmente o ano passado, mas a terceira pessoa da equipa de avaliação – uma espécie de avaliador@ de reconhecido mérito – fez observações nas visitas às escolas, em especial do 1º ciclo, que raiaram, mais do que rudeza de trato ou a indelicadeza institucional, uma visão pedagógica afuniladada e por demais datada, mesmo se alinhada com os actuais poderes… felizmente na sessão em que participei foi o elemento mudo…)

Olha-me o Defensor “Radical” dos “Direitos dos Professores”, que Bela Saída de Cócoras

A contagem do tempo congelado terá um ritmo de acordo com os meios orçamentais existentes

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, defende que a questão da contagem do tempo em que as carreiras dos professores estiveram congeladas é uma questão nova e complexa.

Para começar… a questão não é nova… tem mais de 9 anos. O shôr ministro é que é novo. A questão é complexa? Talvez… mas ainda é pior quando um tipo não pesca nada isto e pensa que ir para ministro é simplesmente dar uns passeios pelo país e lá por fora.

Ministro Tiago, pá… estamos velhos, pois estamos… por isso há muita gente encalacrada numa série de escalões… mas se o critério é sermos muitos, descansa que tirando ali uma malta que se safou antes de 2007 (e começou a dar aulas aos 18 anos) e já chegou ao 8º escalão, o resto vai ficar encravado sem nunca chegar ao tal “topo”. E não te esqueças que são mais de 9 anos, porque nós começámos logo a levar na moina muito antes da crise de 2008 que todos usam como desculpa.

Já agora, não sejas tão “radical” que a cabeça até me dá a volta. Rendeste-te aos argumentos da “responsabilidade” porque o sistema financeiro é que é “sistémico” como eles dizem? Ok… mas a partir de agora tem dó e não fales mais como se fosses crescido. E desculpa lá o tratamento, mas eu tenho ex-alunos bem mais velhos do que tu e eu – sempre que pude – ensinei-lhes que não se deve querer ser grande com as botas dos avôs ou dos pais.

Já se percebeu que deves ter ido para um retiro onde te fizeram repetir mil vezes ao amanhecer e ao deitar “o Centeno é que manda, o Centeno é o Ronaldo do Ecofin, o Centeno vai para o Eurogrupo e tu só tens que amochar porque ainda és um pitufo novinho para teres voz grossa”.

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(mais exactamente és aquele deitado logo ali diante… de rabo no ar…)

O Perfil

Se bem percebi, ficou quase tudo na mesma, após a consulta pública, como era, aliás, de esperar.

Antes começava da seguinte forma:

O século XXI coloca desafios fundamentais aos sistemas educativos. Atravessamos um período em que o conhecimento científico e tecnológico se desenvolve a um ritmo de tal forma intenso que a quantidade de informação disponível cresce exponencialmente todos os dias. Apesar de tantos avanços científicos, este século tem vindo a ser marcado pela incerteza, por debates sobre identidade e segurança e por uma maior proximidade dos riscos colocados à sustentabilidade do planeta e da humanidade.

Agora começa de um modo ligeiramente mais económico no primeiro parágrafo, mas ganhou em conceitos iniciados com a letra i.

O mundo atual coloca desafios novos à educação. O conhecimento científico e tecnológico desenvolve-se a um ritmo de tal forma intenso que somos confrontados diariamente com um crescimento exponencial de informação a uma escala global. As questões relacionadas com identidade e segurança, sustentabilidade, interculturalidade, inovação e criatividade estão no cerne do debate atual.

Antes terminava assim:

A ação educativa é, pois, compreendida como uma ação formativa especializada, fundada no ensino, que implica a adoção de princípios e estratégias pedagógicas e didáticas que visam a concretização da aprendizagem.Trata-se de encontrar a melhor forma e os recursos mais eficazes para todos os alunos aprenderem, isto é, para que se produza uma apropriação efetiva dos conhecimentos, capacidades e atitudes que se trabalharam, em conjunto e individualmente, e que permitem desenvolver as competências-chave ao longo da escolaridade obrigatória.

Agora termina assim, com uma-alteração-uma, se é que se pode chamar assim:

A ação educativa é, pois, compreendida como uma ação formativa especializada, fundada no ensino, que implica a adoção de princípios e estratégias pedagógicas e didáticas que visam a concretização das aprendizagens. Trata-se de encontrar a melhor forma e os recursos mais eficazes para todos os alunos aprenderem, isto é, para que se produza uma apropriação efetiva dos conhecimentos, capacidades e atitudes que se trabalharam, em conjunto e individualmente, e que permitem desenvolver as competências previstas no perfil ao longo da escolaridade obrigatória.

Cruzes… deve ter sido cá uma trabalhêra dar a aparência de incorporar contributos…

perfil_alunos

Isto vai ser um recurso inestimável para a produção de chorrilhos conceptuais por aí que até me dói a osso do fígado só de pensar no que me vou rir a ler tais prosas.