Poupo-vos às coisas prandiais, até porque o Prudêncio desaprova exibicionismos. Foram horas – muitas – de convívio e conspiração e preparação de iniciativas obviamente inéditas, com propostas altamente punks para a guerrilha. Cuidem-se que nem sempre há balões aquecidos com bebidas de qualidade e grau etilíco adequado à situação.
Uns 3 minutos de conversa reduzidos a não muita coisa sobre as reformas do pessoal docente, à hora de almoço. Tinha sido um par de horas antes, porque foi por zoom. Não é de esperar grandes novidades, que ei eu estava a preparar-me para a reunião conspirativa do post acima.
O pessoal está de saída e quem quer ficar mais tempo é porque, na maioria dos casos, não tem muito que fazer na vida ou tem tido um quotidiano escolar protegido. A geração de 80 está de partida e não serão apenas os alunos a ficar sem aulas, os “novos” tambéem vão ficar sem orientação e facilemnte domesticáveis, pois não têm memória de outros tempos. Com a prometida revisão do ECD em via lenta, para ser aplicada lá para 2027, percebe-se que a tutela não está verdadeiramente preocupada com medidas estruturantes de médio-longo prazo, preparando-se para uns quantos anos de remendos de qualidade duvidosa. O pessoal vai sem saudades, mas acredito que a classe política também não fica com saudades nossas. Por isso, em boa verdade, nada foi feito de concreto para melhorar a vida nas escolas em aspectos muito básicos que conduzem a situações de sobretrabalho, fadiga e mesmo repulsa. Tudo bem, será uma separação de mútuo acordo. E se derem um pequeno estímulo, até podemos ir mais cedo e substituirem-nos por hologramas da IA, com a vantagem de nem se aborrecerem com a desorientação e falta de interesse de boa parte da petizada e respectiv@s EE.