Boa Noite

Pois… parece que não aprendemos todos a ler da mesma forma… por exemplo, depende do tipo de símbolos usados…

Andas Muito Transtornado, Filinto!

Terá sido das eleições?

Um conselho… não acedas a todas as solicitações para falar, porque o risco de asneirares aumenta. E há alturas em que não é vergonha dizer que não se tem nada a comentar sobre o assunto, mesmo que a sedução do microfone ou câmara seja intensa.

Além da greve geral desta quinta-feira, sindicatos da Função Pública convocaram uma greve para sexta-feira. À TSF, Filinto Lima alerta para o “grande transtorno para pais, veem a vida virada do avesso”

Na 5ª feira, se todos fizerem greve, podem ganhar tempo de qualidade em família.

792 Milhões

Ou 700 ou 793. Ou mil milhões. Ou biliões. Ou triliões. É quase a gosto.

Não é curioso que um governo incapaz de contar quantos alunos estão sem aulas durante mais de 30 dias a uma determinada disciplina (ou várias) ou que estão sem aulas num dado momento de forma prolongada seja capaz de calcular com tamanho “rigor” o custo de uma “greve geral”?

Passei uns munutos, já depois do crepúsculo, pelos canais noticiosos mainstream e encontrei coisas fabulosas, de uma habitualmente calma e ponderda Cecília Meireles quase a arrepelar cabelos porque não se fazem greves só depois de fechadas as negociações e a ameaçar que a “ante-proposta” de legislação laboral fosse já para o Parlamento, como está (porque para umas coisas é “ante-proposta” mas, para chatagens, já está pronta a ir a votos), a um Pedro Frazão muito preocupado porque são os pobres os mais atingidos pelas greves, nem um minuto antes de dizer que, afinal, nem são atigidos porque ficam em casa.

Esta desorientação da Direita-Tremoço com a adesão da UGT à greve geral é curiosa porque há um dispara(ta)r em diversas direcções, conseguindo conciliar a previsão de uns terríveis horrores de uma Greve Geral com a garantia de que ela não defende os interesses do “povo” e, portanto, será lógico que esse povo não adira, o que a tornaria pouco terrível ou horrorosa. È estranho quando se diz que a Greve é destituída de sentido, mas parece temer-se tanto que aconteça, em especial se é dito que é uma “prova de vida” de uma esquerda exangue, mas depois se parece recear que ela seja muito “impactante”, como agora se diz naquela novilíngua para totós.

O pior é ver alguns representantes da tal Esquerda a ser incapazes de desmontar as falácias, contradições e puros disparates ao vivo e a cores, na cara de quem dispara parvoíces sem sentido nenhum. Até porque alguns já disseram das greves (gerais ou específicas) o mesmo que agora dizem os que estão.

Isto faz lembrar as disputas em torno dos encargos da recuperação com o tempo de serviço dos professores, em que o PS também alinhou, sendo penoso ver algumas figurinhas sem decoro agora a garantir amor eterno aos trabalhadores quando há poucos anos vociferavam por serviços mínimos em tudo e mais alguma coisa. Os números adiantados são uma total fabricação em forma de delírio, até porque sabemos que os centros comerciais estarão abertos e malta irá consumir à fartazana e “estimulará” a economia quase tanto ou mais do que quaisquer possíveis prejuízos.

Por outro lado, que toda a “bolha política comentarística” esteja descansada porque as televisões irão funcionar, pois aí nunca há greves com efeito e as presenças de analistas e comentadores já estão agendadas e todas as avenças contratualizadas serão pagas em devido tempo.

Coincidências

Começou em Maio, Vai agora para a segunda edição. Ainda bem que os resultados da fluência andam a ser apresentados como sendo fracos. Sempre se aprofunda a percepção de uma necessidade que anda a ser anunciada há uns tempos.

Não estou a dizer que não há falta de formação, apenas que esta falta era previsível desde que alguém decidiu que esta deveria ser uma “área de intervenção”.

O engraçado é esta ACD ser certificada por um CFAE alentejano.

(imagem sacada ao Miguel Aljustrel)

Tenho Quase A Certeza Que Haverá Outra Explicação…

… por parte daqueles especiaistas que fazem gráficos giros para explicar que as coisas acontecem de uma maneira se o governo for X, mas de outra se for Y.

As taxas de conclusão no Ensino Secundário baixaram ligeiramente, quebrando uma tendência de melhoria de sete anos. Falta de professores, exames, modelo de financiamento e apoios aos alunos dos cursos profissionais apontados por dirigentes como fatores que penalizam o sucesso escolar.

Pessoalmente, acho que os resultados estão a piorar, apesar da crescente pressão para no Secundário se fazer o que vai sendo quase regra no Básico, porque as coisas na Educação não estão a correr bem. E não é de agora. E não adianta vir dizer que piorou desde estes e melhorou com aqueles. O pessoal que concluiu o Secundário o ano passado fez a sua escolaridade a partir de quando? Em regra de 2012, certo? Há quem diga que esses anos da troika cratiana na Educação foram maravilhosos, pelo que todos deveriam ter bases fortes, correcto? Ahhh… e tal, o problema foi a mudança de tudo em 2015-16, com a geringonça. E há quem diga o contrário, que a partir daí é que tudo melhorou e agora está a piorar porque os de agora estão a desperdiçar o trabalho feito.

Como sou chato e muito má língua, mas um bocadinho coerente, acho que a m€rd@ que foi feito pode e deve ser partilhada por todas as sumidades que nos desgovernaram a Educação, mesmo que andem por universidades, fundações ou organizações internacionais a patrocinar estudos que demonstrem que quando governaram é que era mesmo bom. Não, não foi.

Isso é cada vez mais evidente, mas quem domina a produção e circulação das “narrativas” é que manda nisto tudo, incluindo na forma como a realidade é medida e retratada.

Por isso, calma, que já sobe tudo daqui a pouco tempo.

Phosga-se! Enganei-me Outra Vez

Cabisbaixo, abespinhado e confrangido, meti-me de novo a caminho, quiçá para caminhada detox, porventura para uma saudável promenade na Natureza e eis que tropecei em gente amiga, daquela que nos desencaminha e lá tive mais uma sessão, esta de perdição petisqueira para gostos selectos, pois se trataram de uns rins salteados com ovos mexidos, mais uma batatinha verdadeira frita a preceito, tudo adubado com um tinto mavioso. Vá lá, que a salvação quase chegou com um marmelo assado com a respectiva calda, que isto é coisa claramente dietética. Claro que se pecou logo em seguida com um moscatel – devia ser aperitivo, mas isto é sempre que uma pessoa quiser – levado aqui da santa terrinha e de produtor local.

Eu juro, mas juro mesmo, que amanhã ninguém me vê a colocar fotos a fazer penitência por nada disto que, se é para pecar, que seja sem vergonha e sem falsas pós-moralidades. Pelo menos, assim tive a certeza de não romper o menisco, torcer o tendão ou agravar a escoliose e ter de ir saturar o SNS com mais uma lesão de fim de semana e depois dizer que foi acidente de trabalho.

2ª Feira

Ia eu a caminho do ginásio e falhei a porta. Ia eu todo de lycra, aqui todo definido, para uma daquelas sessões de homoerotismo transpirado e… esbarrei no prosecco com acompanhamentos.