A impossibilidade de qualquer debate vagamente sério sobre a Educação, com professores, nota-se a partir do momento em que quaquer comentário ou opinião sobre um dado ciclo de escolaridade, grupo disciplinar ou seja o que for, é logo assumido como um ataque intolerável que deve ser esmagado. Pior… basta aludir a qualquer coisa, abodar levemente um assunto tudo como sensível por este ou aquele grupo, para se imaginarem logo outras intenções mais vastas. É disso que se alimenta(ra), os governantes que, de forma sucessiva, sempre apostaram na divisão e salamização dos docentes, mesmo em matérias “transversais”. É só dar uma fatia, em regra menor, a alguns, para os “virar” contra o resto. Não há uma 5º coluna, mas várias, alimentadas a partir do centro do poder, em diferentes contextos. É praticamente impossível discutir seja o que for, muito menos pedir mais do que chavões ao nível de qualquer “especialista” de gabinete. Alega-se a necessidade de conhecimento do terreno para analisar e decidir, mas o pior de tudo é quando se revela um pouquinho do que se conhece efectivamente sobre esse terreno e as suas capelinhas.
Continuai assim, que o enterro vai longo, mas há quem não tenha aprendido nada. E os que aprenderam, foi só a safar-se em troca de migalhas.