Boa Noite

#NãoFechemOsOlhos

O meu contributo para a campanha em defesa da sobrevivência da Visão:

Não fechem(os) os olhos.

Um dia fechamos os olhos, no outro fingimos não ouvir. Não falamos, porque não é conveniente. Não agimos, porque é mais cómodo.

Não tarda, não podemos falar e ficamos prisioneiros da cegueira, da surdez, da paralisia.

Uma sociedade livre e democrática significa ter uma informação livre e independente. Alguém que não receie escrutinar os poderes.

Não, não podemos deixar que nos tapem os olhos e nos calem.

#visao

#revistavisao

#naofechemosolhos

#jornalismo

#liberdadedeimprensa

Um Mail Só Para A Kristin!

E quando vier a depressão com a letra L?

Cara/o Diretora/a,

Na sequência da passagem da depressão Kristin, que provocou danos significativos em infraestruturas escolares em algumas regiões do País, gerando constrangimentos relevantes ao normal funcionamento das escolas, venho, por este meio, disponibilizar o apoio da Agência para a Gestão do Sistema Educativo, I.P. (AGSE).

Face à severidade do impacto registado, reafirmamos o compromisso da AGSE em prestar toda a colaboração necessária às escolas afetadas, contribuindo para que sejam asseguradas, com a maior brevidade possível, as condições operacionais indispensáveis que permitam o retomar das atividades letivas em condições de segurança.

Para efeitos de comunicação direta, recolha de informação e articulação de eventuais necessidades urgentes, foram disponibilizados os seguintes contactos dedicados:

Endereço de correio eletrónico: kristin@agse.pt
Telefone da rede fixa: 217 811 697

A AGSE manter-se-á inteiramente disponível para apoiar os estabelecimentos de ensino na resposta a esta situação excecional, em estreita articulação com os serviços do Ministério da Educação, Ciência e Inovação.

Com os melhores cumprimentos,

O Presidente do Conselho Diretivo

Raúl Capaz Coelho

E Agora, Só Para Causar Alguma Agitação: Será Que As Lideranças Escolares Conhecem As Suas Responsabilidades E Os Riscos Que Correm?

Pesquisa do Livresco (com recurso ao Gemini), com infografia minha (via Notebook), porque a malta não é ludita ao fim de semana.

Colaborações – Carlos Calixto

Domingo

Sei que vivemos um tempo de “percepções” que, aliadas a conveniências e interesses particulares, enviesam bastante a representação da realidade que é transmitida para a opinião pública pelos diversos actores mediáticos. O caso da Educação não é excepção, muito pelo contrário. E admito que as prioridades que são estabelecidas na abordagem de algumas temáticas não são imunes a uma natural subjectividade.

No meu caso, por arrasto do epifenómeno dos sumários, fui-me informando acerca do funcionamento da plataforma dominante no mercado nacional, por ser a que não usei, pois apenas conheço directamente o GIAE e o malfadado E360, e o que fui conhecendo apenas agravou as minhas dúvidas, com anos, acerca deste “paradigma” digital de gestão da informação produzida em torno e no interior das escolas e do modo como ela é armazenada e tratada.

Quando vejo algumas pessoas muito vocais acerca da “privatização da Educação” fico surpreendido pelo modo como parecem desconhecer que a rede escolar pública (e também a privada) tem vindo a ser dominada por uma única empresa, mesmo quando isso surge de forma menos evidente, por serem plataformas apresentadas como “municipais”.

Alguns dos problemas que acho relevante investigar passam por matérias que, teoricamente, deveriam consternar quem se diz preocupado com a forma como a Educação Pública, enquanto sistema universal de prestação de um serviço público, nomeadamente:

Como acontece há quase 20 anos, o Livresco e eu comunicamos quase por telepatia e ele começou a escavar o assunto e a produzir uma massa enorme de material sobre a penetração desta plataforma no mercado (escolar e municipal), as condições de funcionamento desta e outras plataformas, as questões da cibersegurança, eventual monopólio, etc, etc. Confesso que não consigo acompanhar a rapidez dele e irei divulgando algumas das análises a um ritmo que permita a quem se interessa por isto ler e reflectir. Claro que sei que haverá uma maioria a quem isto não interessa e uma minoria que acha que estas preocupações são espúrias. Permito-me discordar quando estão em causa dados de mais de um milhão de alunos, famílias e, como acima já escrevi, pessoal docente e não docente, em múltiplas vertentes. Quando a propria gestão financeira das escolas passa a estar entregue a uma empresa privada, em regime de monopólio, penso que qualquer “reforma do MECI” passa ao lado do essencial.

Esta é uma evolução irreversível (a digitalização)? Tudo bem, mas então existe a necessidade de garantir medidas de salvaguarda e mecanismos de controlo e regulação a implmentar.

Por agora, ficam aqui apenas alguns dos materiais produzidos a partir das pesquisas do Livresco: