Leio e ouço muita gente dizer, acerca da mais recente tragédia, que “O Estado falhou”. O que é demagógico, porque o “Estado” é uma entidade vaga, formada a partir de uma estrutura administrativa e política de poder (público) que é dirigida por pessoas concretas, com responsabilidades assumidas. A começar pelos ministros, especializados em desresponsabilizar-se. Em vez de “o Estado falhou”, que tal dizerem “este Governo falhou?”. Mas não, como a crítica é, em regra, no plano mediático, esgrimida por malta “liberal”, defensora dos interesses privados contra a regulação pública, esquecem-se disso e que, por exemplo, o fracasso da E-REDES e da EDP é de responsabilidade privada. E é privada porque privatiraram esses serviços que já foram públicos. Não sei qual seria melhor a reagir perante o que aconteceu. Só sei que, concretamente, a EDP privada falhou e uma semana depois a E-REDES continua a falhar. Que tal dizerem, de igual modo, “os privados também falharam?”
… descobrimos que, afinal, podemos sempre ter surpresas.
Como a pessoa parece não ter problemas em expor-se publicamente desta maneira, aqui fica. Já agora, apesar dos descontos, se guardar o dinheiro do suplemento de vice ao longo de um ano dá para pagar a propina e ainda sobra para uns cafés.
A verdade é que ainda ninguém contribuiu e a coisa está online há mais de 6 meses, mas só me chegou agora. Eu gostaria que isto não fosse verdade, a sério que sim.
O meu nome é [é ir ver, a mim até embaraça], sou professor de Física e Química no ensino secundário (há 30 anos) e [texto suprimido, devido a desmentido da pessoa alegadamente envolvida] – o maior do distrito […] e um dos maiores do país com cerca de 3400 alunos.
Concluí uma Pós-Graduação e um Mestrado em Administração e Gestão Escolar, ambos com uma classificação final de 17 valores, bem como o 1.º ano de um Programa Doutoral na mesma área, com uma média final de 15 valores, que não terminei na altura devido ao COVID-19.
Gostaria agora de retomar o percurso académico, concorri e fui selecionado para um Programa Doutoral em Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação, no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, com início no próximo ano letivo.
O meu projeto de investigação pretende explorar a utilização de ferramentas de Inteligência Artificial para facilitar e melhorar as tarefas de gestão e administração escolar, um tema que considero cada vez mais urgente para modernizar as escolas e apoiar decisões pedagógicas mais eficazes.
Sou casado e pai de 3 filhos, pelo que o valor das propinas representma um grande desafio financeiro neste momento.
Preciso de ajuda para as propinas do 1º ano que têm um valor de 2750€/anual.
Um amigo com tanto tempo disto como eu contava-me ontem as agruras de colegas que ainda parecem estar em processo de “iniciação” nos meandros do nosso sistema de produção de sucesso escolar. Como a época dos semestres terminou e as avaliações foram a semana passada, passámos a ter um época suplementar de milagres, mesmo em alturas onde legalmente nem podem existir recursos. Mas como as lideranças são preclaras, assertivas e atribiliárias, nada como mandar repetir reuniões ou impor mudanças de nota só porque sim. Confesso que só me admiro com a surpresa de quem já até já tem uns anos disto. Quem chega de fresco, mesmo fresco, ainda entendo que se choque. A quem anda nisto há um punhado de anos ou mesmo mais não sei como ainda não entranharam. Ou não assumem as coisas e fazem declarações formais para as actas, em vez de pedirem que outros assumam as suas indignações. Há uma altura em que temos de mudar as equipas residentes para os peditórios.