Boa Noite (Esperemos)

Bom Senso

Os espaços por onde andei 15 meses, ali no início da última década do século XX, parecem Veneza, sem as gôndolas. Até aqueles belos camarões de rio, comprados aos saquinhos, devem ter voltados todos para o seu habitat natural.

Escolas de Alcácer só reabrem na próxima semana

Depois, vejam lá como ficam os sumários, não vão o shôr ministro e aquela deputada angelical da IL achar que fizeram alguma greve.

Se Abrirem Processos Disciplinares, Não Se Esqueçam De Depilar Tudo Bem, Não Vá Um Burrocrata Dizer Que Nada Conta Porque Sobrou Um Pêlo Fora Do Sítio

Talvez em 2027 se pense em “reformar” os procedimentos. Simplificar, nunca, Confiar nas “escolas”? Nem pensar! Só se forem de amig@s.

Pensando bem… se é do lado de fora da porta… nem se ralem.

Gás-pimenta e pancadaria à porta de escola de Águas Santas deixam feridos aluno e polícia

Mangualde: Agressões entre alunos dentro da Escola Secundária leva a intervenção da GNR e Bombeiros

E eu que pensava que isto só acontecia aqui pelo Sul, por causa da tradição esquerdalha e dos modos de vida estranhos… 🙂

Não É Só O Tempo Que É Relativo…

… a ortografia, a sintaxe, a Geografia, também.

Falhou O Vocativo E A Pontuação, Mas Fica A Sinceridade

Pela Madeira

A Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia da Madeira vai avançar com a recuperação dos anos de serviço que os docentes perderam nas transições entre carreiras desde 2008, indicou hoje o Sindicato dos Professores da Madeira (SPM).

Como O Extremo “Rigor” Do ME Pode Favorecer A Violência Nas Escolas

Por enquanto vou apresentar apenas a versão resumida de uma situação de que tenho conhecimento, envolvendo gente da maior confiança e com toda a documentação necessária para provar o que é afirmado, apenas se esperando que os serviços “reformados” do MECI consigam mostrar um mínimo de competência e respeito por prazos legais para que a coisa tenha desfecho (ou não). Porque a escola em causa fez tudo o que lhe competia, incluindo as alíneas da lei em vigor, para que tudo se resolvesse. Não é caso de incúria “local”, muito pelo contrário.

Então, é assim:

Após muita diabrura, tratada de diversas formas, de “contratos” de comportamento a medidas preventias, passando por suspensões de diversos moldes, um aluno agrediu a pontapé um colega, sem qualquer provocação. O que ficou provado, em sede de processo disciplinar, com diversas testemunhas. O instrutor propôs a transferência (Novembro), algo que a própria encarregada de educação aceitou, depois de ser necessário a GNR quase a ir buscar a casa para comparecer na escola, depois de sucessivas faltas, apesar de diversas garantias de que compareceria. Tudo (mais de 30 páginas de processo) foi, cumprindo escrupulosamente os prazos e trâmites, para validação pelos serviços centrais do MECI. Os quais, em despacho assinado por um director-geral de modo algo “peculiar” (uma assinatura claramente colada com cuspo digital num documento em pdf), indeferem a proposta da escola, na base de uma pintelhice jurídico-burocrática. E é mandado (meados de Dezembro) que o aluno se mantenha na mesma escola.

O aluno, feliz e satisfeito, participa em nova agressão a um colega, com recurso a filmagem e tudo, e a escola abre novo processo disciplinar, novo instrutor, nova proposta de transferência, nova papelada tratada com todos os trinques formais. Segue para os mesmos serviços centrais (meados de Janeiro). Esgotada a suspensão preventiva, o jovem meliante regressa à escola. Os serviços do MECI, provavelmente devido à modernizadora “reforma”, permanece semanas sem dar despacho (devem ter perdido o ficheiro com a cópia da assinatura borrada do burocrata de serviço).

O aluno, ainda mais feliz e contente pela aparente impunidade, agride (Fevereiro) um terceiro colega de forma grave. O que leva a um terceiro processo disciplinar. que podia ter sido evitado se: a) o burocrata apalermado que indeferiu a primeira proposta tivesse tanto cuidado no modo como os seus despachos são assinados como teve em achar a tal pintelhice jurídico-burocrática; b) os procedimentos internos da estrutura administrativa do MECI não fossem uma desgraça, achando que prazos são para os outros; c) existisse mesmo “autonomia” das escolas para gerirem estas situações; d) o MECI já tivesse revisto a abstrusa legislação relativa à tramitação dos processos disciplinares, que tanto criticaram quando estavam do lado de fora.

Assim as coisas tenham o tal desfecho, espero que durante o primeiro trimestres de 2026, e talvez eu possa desenvolver mais o tema, com detalhes mais específicos. Até porque a responsabilidade pelas mais recentes agressões são consequência directa da imbecilidade burrocrática de alguém a quem o bem-estar e a segurança nas escolas não deve dizer absolutamente nada.

(a assinatura acima referida não é assim, mas não é muito melhor)

4ª Feira

Por favor, deixem de escrever “monotorização”. Esta palavra só existe nas vossas cabecinhas. Em especial, na de pessoas que adoram projectos sem ‘c’. Adoram “monotorizar” ou lá o que isso seja.