De Que Planeta Aterrou António Costa?

O actual PM tem direito a mais de uma página no Expresso de hoje para repetir a sua ladaínha truncada e manipuladora contra as pretensões dos professores acerca da recuperação do seu tempo de serviço. Como uma espécie de Pôncio Pilatos, refugia-se num formalismo que, para outros efeitos, atropela sem grandes problemas.

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Ler toda a entrevista é um exercício de masoquismo a que me prestei graças ao Maurício que me enviou os recortes da dita. Serve apenas para perder qualquer dúvida quanto ao apreço que o actual PM tem pelos professores, ao contrário de alguns que insistem na bondade dos seus argumentos. António Costa é claro quando diz que no OE para 2018 nada ficou de concreto (concordo) e que uma recomendação da Assembleia da República, mesmo que assinada pelo PS mão passa disso mesmo (também concordo). Ou seja, ele confirma aquilo que escrevo há bastante tempo: ou os sindicatos foram completamente embarretados ou foram os idiotas úteis que colaboraram na pacificação dos docentes durante os primeiros dois anos da geringonça.

Mas António Costa – que tem o cuidado de não se meter a quantificar os encargos da recuperação do tempo de serviço, porque sabe que se os tais 600 milhões são uma completa mentira que, apesar de muito repetida, não se tornará verdade e, pelo contrário, poderá ser algo que o venha a ensombrar nos próximos tempos – entra a certa altura num tipo de resposta que só se pode considerar de uma enorme desonestidade política ou então de senilidade precoce.

Dixo o recorte para que se aprecie como um tipo que esteve no primeiro governo de Sócrates e que, que eu saiba, não emigrou, consegue afirmar que os professores não protestaram durante os quase 10 anos de congelamento da carreira (terá existido “tanta serenidade”), mas apenas quando foram “descongelados”.

Deveria existir um mínimo de decoro exigível em declarações públicas (ou privadas), mesmo a políticos bafejados por balsemões.

É “francamente extraordinário” como um tipo destes – lá porque anda com o rabo virado para as estrelas com a sorte que tem no actual contexto político – consegue deturpar a História por completo e achar que se vai safar umpune, porque o Bloco e o PCP querem as migalhas e o PSD é uma espécie de anti-matéria em termos de alternativa.

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Expresso, 18 de Agosto de 2018

(sim, sei que apoiei a formação da geringonça, mas também é verdade que nunca foi por achar que ela em matéria de Educação – ou em relação aos professores – seria coisa melhor dos que os pafistas, porque o azedume está inscrito no adn do núcleo duro deste governo)

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You Give Your Cause a Bad Name

Tem o seu quê de brunodecarvalho.

E confirma a minha enorme desconfiança em relação aos efeitos do poder (mesmo que a uma escala pequena) sobre o carácter das pessoas. Ou já eram assim… e por isso foram para lá… sei lá….

Bastonária dos enfermeiros aumentou salários na Ordem com retroactivos

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, é criticada por ter feito aprovar aumentos salariais para os elementos dos órgãos sociais da Ordem, incluindo a sua própria remuneração, com efeitos retroactivos a 2016.

Patinhas

 

Deve Ser Uma Nova Estirpe de Áceres

Há coisas de uns dois meses, aqui a minha zona acordou ao som de arranque da quase totalidade das palmeiras existentes numa zona pedonal.

Em comunicado espalhado pelas portas dos prédios, o município explicava a razão da razia e garantia que tudo seria substituído por áceres.

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Hoje, chegaram os tais “áceres”, demasiado parecidos com gravilha fina e pedra para remendar a calçada que esteve dois meses ali a servir de cagadoiro canino público e nada mais.

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Já sei, por certo que haverá uma razão extremamente científica e cheia de bom senso para explicar a opção pela pedra como ornamento e habitat para a passarada (sempre se evitam os fungos e a irritação dos chilreios), até porque consta que as pessoas aqui da minha zona são altamente qualificadas em tudo isto e muitas outras coisas que me escapam.

Só não percebo o comunicado. A menos que fosse para evitar que uns quantos ignorantes protestassem, como em outras ocasiões.

Gosto muito da gestão de proximidade.