O Ordenado Mínimo É Que Leva O País À Falência

Sim, eu sei que os problema são os privados que não podem pagar. Fossem todos espertos e fundassem bancos… que o Estado pagaria tudo.

Novo Banco vendeu GNB Vida com desconto de 70% “coberto” por ajuda do Estado

Seguradora foi vendida por 123 milhões a fundos geridos pela Apax. Operação gerou perda de 268,2 milhões, que foi compensada com nova chamada de capital do Fundo de Resolução. Negócio foi fechado com magnata condenado por corrupção nos EUA.

Reparem que na reacção, o Novo Banco parece mais preocupado em limpar a imagem do comprador, do que em justificar a forma como usa os dinheiros públicos para cobrir “descontos”.

E só esse “desconto” é o dobro do dinheiro com que o ministro Tiago enche a boca acerca do investimento em pessoal para as escolas (125 milhões).

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E Continuamos A Pagar Isto Tudo Porquê?

Novo Banco vendeu 13 mil imóveis a fundo anónimo, deu crédito e recebeu compensação estatal pelas perdas

Foi o maior negócio imobiliário em Portugal nos últimos anos. Foi uma “pechincha”. O Fundo de Resolução cobriu as perdas de centenas de milhões. O Novo Banco vendeu e emprestou o dinheiro a quem comprou. Quem? Não se sabe. Ninguém escrutinou os compradores.
Para que, como eu, não tem acesso exclusivo, há um resumo aqui. Isto é tudo demasiado mau, mas a coreografia é sempre a mesma.
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Até Ao Infinito E Mais Além

E pagam a tempo e nem refilam… porque está no “contrato”. E não se pode deixar de cumprir o que foi “acordado”. E aqui há sempre “direitos adquiridos”. Irrevogavelmente.

Injeções de dinheiro no Novo Banco podem atingir valores “desconhecidos”

Achavam que era muito dinheiro pagar o que sacaram aos professores anos a fio em tempo de serviço? Mesmo com os números centénicos todos aldrabados? Então fiquem-se com esta derrapagem e digam que o homem não é um génio das finanças. E é isto o “banco bom”.

Ou seja, o valor do capital já injetado este ano com recurso a fundos públicos e em plena crise ascende aos tais 1035 milhões, o que representa uma derrapagem de mais de 70% face ao que foi aprovado no Parlamento, no OE2020, mas também fura o máximo anual previsto, que é de 850 milhões de euros.

Metralhas

A Pescadinha De Rabo Na Boca

O Pedro Santos Guerreiro está na TVI24 a dizer que o futuro falido Novo Banco pode passar pelo BCP que não faliu graças aos favores da CGD que, em boa parte por causa disso, se ia afundando até ser preciso ir buscar para a administrar um antigo quadro do BCP. E ainda se diz que isto pode ser um alívio para “o Estado”? A sério? Não se altera apenas a mão estendida (privada) que saca o dinheiro (público)?

É só rir.

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A Tertúlia Dos Génios Financeiros Do Burgo

A meio da manhã caí de cabeça numa espécie de “debate” na TSF com os cinco presidentes dos maiores (?) bancos a “operar” (deve ser no sentido da ablação de órgãos) em Portugal, tudo a abrir com o genial presidente do Banco de Portugal e a fechar com o secretário de Estado que é primo do (ainda?) Special One. Até deu para Paulo Macedo contar a história (que é mais um poema) de Mário Henrique Leiria, o que motivou entusiasmo na plateia e jornalistas presentes, como se fosse a primeira vez que ouvissem falar n’A Nêspera.

E vamos assim.

Monty

(continuo a achar maravilhosas as iniciativas, cheias de parcerias, apoios e sinergias, em que surgem a falar pessoas de grande currículo em qualquer coisa sobre o futuro do país, com moderação e promoção de órgãos de comunicação social que precisam muito de publicidade e coisas desse tipo)