Desmaterializações

Até pode ser uma boa ideia, mas tudo depende do uso que se der à coisa. E nem toda a gente sabe ainda funcionar com isto ou não tem os códigos ou o leitor de cartões. è de uma escola a Norte, que é de onde sopra mais o vento.

No âmbito do nosso PADDE, uma das medidas previstas para o próximo ano letivo é a desmaterialização dos vários documentos que utilizamos diariamente (atas, relatórios, etc..). Para que tal aconteça e que tudo fique legalmente assinado, teremos de recorrer à assinatura digital dos vários intervenientes/responsáveis.
Neste sentido, solicitamos a todos os que ainda não validaram a sua assinatura digital que o façam, aproveitando o momento das férias de verão. Enviamos também um tutorial que poderão consultar como ajuda.
Em setembro, se necessário e para quem precisar, estaremos ao dispor para ajudar.

Olha-me Mais Estes!

Neste caso, com direito a espaço promocional no DN:

A 42 Porto é a nova aposta na área da informática. A mais recente escola de programação do norte do país promete um sistema de ensino moderno. Alunos não pagam nada e sobem de nível de acordo com os pontos que vão conseguindo até concluírem o programa.

É verdade que na equipa não se vislumbram “professores”. Mas há “mecenas”, sendo prometida gratuitidade na frequência dos cursos:

Estudar na 42 é mesmo gratuito?

Sim, 100% gratuito. Acreditamos que todos merecem a oportunidade de desenvolver os seus talentos e realizar os seus sonhos, independentemente dos seus antecedentes e recursos. Não te vamos cobrar nada antes, durante ou depois do teu percurso na 42 Porto. Isto é possível graças ao apoio de dois parceiros fundadores, a SaltPay e a Critical Techworks bem como da BA Glass, Sodecia, Vicaima, Sonae, Ecosteel, and João Nuno Macedo Silva.

Que custos devo considerar antes de fazer a minha candidatura?

Deves considerar que precisas de um lugar para dormir e de cobrir os teus gastos diários (transportes, refeições, etc). Quanto  à 42, não deves considerar nada! (100% gratuito).

De tudo, o que mais gosto é d@ “Piscine”.

E Eu Dispenso Bem Todas As Excitações Epidérmicas

Escola de Cinfães é a primeira do país a ter quadros interactivos em todas as salas de aula. Na Madeira, a digitalização do ensino está quase a abranger todos os níveis de ensino. Há também experiências-piloto nos Açores e no continente.

Interessante

A própria Microsoft já reconheceu que nunca viu nada assim. As barreiras caíram e a colaboração entre Governos e empresas acontece dia-a-dia, para travar as ciberinvestidas da Rússia contra a Ucrânia. Em menos de 24 horas um novo malware desencadeou uma rede de colaboração sem paralelo na história.

Inconseguimentos Digitais

Turma em sala de informática, pelo meio dos pingos da chuva das aulas de TIC, para preenchimento online de guiões de leitura e entrega via Classroom. Ao fim de 4 semanas (com 4 aulas na dita sala, para quem diz que em casa não sabem não pode, não consegue, não coiso) continuam 30-35% das tarefas por cumprir, mesmo depois de todas explicadinhas e demonstradas.

Principais razões para o incumprimento.

Semana 1 – não sei da palavra-passe.

Semana 2 – achei a palavra-passe mas deixei em casa.

Semana 3 – trouxe a palavra, mas não dá, stor, está errada.

Semana 4 – o que é que era para fazer?

(por questões de privacidade do grupo, vou omitir por aqui o feedback dado ao longo das semanas e a forma como progressivamente se tornou mais “assertivo”, mas em simultâneo desanimado com as competências digitais pretensamente “inatas” das novas gerações que, no fundo, se resumem a clicar em ícones e mandar memorizar todas as palavras-passe, em todos os sites, apps e zingarelhos)

Seria Muito Demorado Fazer Uma Nota Técnica?

Foi divulgado um relatório sobre O Estado da Tecnologia na Educação – 2020/21. Eu percebo que o documento que se manda para a comunicação social aposte muito nos grafismos atractivos e nos valores redondos para simplificar a mensagem. Mas existem algumas exigências “técnicas” que deveriam ser respeitadas mesmo em casos destes. Por exemplo… o número de inquiridos e a sua caracterização de forma clara. Não é que isso signifique uma alteração nas conclusões, mas um tipo fica todo baralhado quando tenta saber quem (ou quantos de cada parcela da amostra) respondeu exactamente o quê. Porque não se percebe o que são “outros representantes educativos” ou quantos deles foram inquiridos. E se esses estão incluídos nas “mais de 2580 respostas”, os números depois não batem muito certo, porque se somarmos as parcelas para os ciclos de escolaridade identificados, chegamos a um valor de 2690 respostas, teoricamente só de professores, muito acima dos 2137 referidos mesmo acima na mesma página. E incluem os directores nos professores ou não?

Isto para não falar na ausência de respostas do 1º ciclo e pré-escolar. Ou do que foi exactamente perguntado. E como foram as respostas por ciclo de escolaridade e “estatuto” (professor, director ou “outro representante educativo”).

Acredito que exista o “estudo” base onde todos esses dados estejam, mas nesta espécie de brochura, algo ficou claramente por fazer. e a “tecnologia” até podia ter ajudado.