Quino (1932-2020)

Quino era ligeiramente mais novo do que o meu pai e Mafalda mais ou menos da minha idade, conforme se tome o início da publicação regular no Primeira Plana ou no Mundo. Neste último caso, separam-nos poucos dias. Entendi-a muito antes de entender o Charlie Brown, com quem Umberto Eco gostava de estabelecer comparações. Porque a Mafalda era muito mais dentro do seu tempo, mais concreta, com um idealismo precocemente desiludido. Como o Quino. Ou eu.

Há uns anos pediram-me para sugerir um punhado de leituras imprescindíveis e claro que lá estava o Toda a Mafalda (mesmo se não está lá bem toda) em primeiro lugar. Porque sim. Para mim equivale a qualquer Crime e Castigo, Guerra e Paz ou Os Miseráveis em matéria-prima para conhecermos muito do que nos faz humanos. Com a vantagem imensa do humor. Mesmo nos dias de amargura.

(agradeço ao José Fernandes o envio desta tira específica)

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