Queremos Sangue Nos Manuais de História

Acho especial graça às recomendações que nos surgem quase a exigir que se escreva nos manuais o quanto os portugueses cometeram malfeitorias durante os Descobrimentos. Sim, cometeram. E sim,. até estão nos manuais as condições em que eram capturados, transportados e obrigados a trabalhar os escravos que os portugueses traficaram no Atlântico. Não estará tudo em versão hardcore, mas o essencial está lá, ao contrário de muita outra coisa que não está em nome de um multiculturalismo parcelar e cheio de falsos remorsos (porque basta recomendar que se denuncie o “racismo” para se deixar de ser, de forma vitalícia, “racista”).

Por exemplo, não sei até que ponto se aceitarão as referências à violência (historicamente rigorosa, mesmo que o Mel Gibson tenha sido por vezes uma besta em certas declarações), mesmo que exibida a um nível gráfico difícil de digerir em filmes como Apocalypto ou A Paixão de Cristo.

Aguardo com natural impaciência a revisão das metas essenciais da História Politicamente Correcta, com a chancela da APH e de umas quantas secretarias de Estado.

 

7 thoughts on “Queremos Sangue Nos Manuais de História

  1. Uau, mais alguém a criar um sururu para justificar as bolsas que recebem. Ainda por cima já percebemos que primeiro concluiu e depois foi à procura das justificações. CES no seu melhor.

  2. Se assim fosse,teríamos que alterar boa parte dos manuais de Hist. e nomeadamente Eco.
    Viriato,alguns dos reis (não tão exemplares como nos contam) até ao Socrates (não o filósofo,e daí… ).

    O que está por trás desta iniciativa terá a ver com os PALOP`s que não gostam da ligeireza como é contada e retardada a colonização portuguesa mas, a descolonização não orgulhará o país.

    A Guiné Equatorial (enquanto membro dos PALOP`s) convida o nosso PR para as cerimónias da sua independência. Será enviado ,apenas,um diplomata 😉

  3. E o papel dos ciganos na nossa história!!!???? Ou eu sou muito ignorante, o que é o mais plausível, ou há quem saiba o que eu nem sequer sonho, não?

  4. (Vim aqui parar por tropeçar nas ondas de choque cibernéticas deste texto)

    P: Qual a diferença entre os pseudo-historiadores adeptos da auto-flagelação e as verdadeiras figuras históricas?

    A língua portuguesa é o melhor legado do colonialismo português
    Amílcar Cabral

    R: Os primeiros não conseguem tirar os olhos do passado…

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