Quem Faz Um Filho, Fá-lo Por Gosto?

Estar com miúdos muitas horas seguidas, muitos dias seguidos, pode provocar claustrofobia. É a mais pura das verdades que o ideal era termos uma aldeia a ajudar a criar os nossos filhos, mas na realidade o que acontece é que tendencialmente trabalhamos por turnos. Ficamos com eles, até o nosso marido chegar, estão na escola, na avó, ou com a tia, durante x horas, até os irmos buscar e esta versão intensa e solitária desgasta ao ponto de a perspectiva de os ter a todos de férias possa ser um bocadinho avassaladora. Foi por isso que me lembrei destas sugestões de como fugir um bocadinho, sem fugir de facto.

14 opiniões sobre “Quem Faz Um Filho, Fá-lo Por Gosto?

  1. Este país não é para filhos!
    Esse privilégio, só mesmo para aristocratas, imigrantes, opus deis e RSIs garantidos.
    Gente comum que trabalha não os pode ter! Não há salários, não há horários, impostos pesados, deterioração propositada da escola pública… e agora serviços de partos encerrados!
    Ao que isto chegou pela falta de visão e inoperância dos arcos governativos!
    Passear e ir a galas sabem eles! Mas estudar, ler e instruir-se para fazer ou, pelo menos, não deixar deteriorar, já é outra conversa.
    Não entendo…quem não é capaz não deveria nunca ter aspirações políticas. Mas tem. Sabem que nunca são responsabilizados, nem têm de apresentar uma avaliação de desempenho regular e com escrutínio técnico.

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    1. Até escreveu algumas verdades mas estampou-se quando escreveu “Sabem que nunca são responsabilizados, nem têm de apresentar uma avaliação de desempenho regular e com escrutínio técnico.” É com isso que tem massacrado os professores, usam argumentos idênticos.

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  2. Eu gosto é de ouvir esta gente a dizer que os putos tem férias de verão a mais…
    Hipócritas… egoísmo puro. Eles tinham 4 meses e adoravam .

    Ninguém lhes atira isto à cara?

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  3. Por gosto? Só de os fazer!
    E o resto? Educar, acompanhar, incutir princípios…
    Gente de plástico acaba por parir fábulas, só por preguiça de dar o devido acompanhamento, nomeadamente afectivo!
    Pensam que é tudo para lacaio fazer?
    Não, o gosto não está só no acto de os fazer.

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  4. Pois é os políticos fofinhos, só lhes sabem transmitir a ideia que os outros, seja lá quem for, é que são os culpados, os responsáveis e, de resto, ninguém se responsabiliza, nem pais, nem rebentos e depois é uma miséria, não estão preparados para nada. Para fazer uma conta, só com máquina e…. Tanta incompetência.

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  5. “Claustrofobia”, “avassaladora”, “fugir”?! Parece que estamos a falar de um filme de terror, ou de uma guerra! É verdade que as leis do trabalho não foram feitas a pensar na família e na qualidade de vida da mesma, que as condições de vida limitam muitas vezes o projeto “família” e que, vergonhosamente, o serviço público de saúde bata com a porta na cara de quem precisa de dar à luz!
    Mas então do que estamos à espera para mudar isso?
    Fizemos três, por gosto, e nasceram no hospital público. Se calhar tive sorte … nem todos podem ter um filho, quanto mais três! Verdade, mas também há quem possa e não os queira ter. Seja um ou mais filhos, nunca é fácil, dá trabalho, não podemos dormir as noites todas tranquilos, não vamos acordar de manhã frescos que nem uma alface, não vamos ter tanto tempo de sobra que nem saberemos o que fazer com ele, o dinheiro não vai sobrar, que é só rosas, … Não, e quem pensa o contrário, não percebe nada do assunto. Algumas colegas sempre se admiraram e perguntavam-me como é que eu conseguia, sem empregadas, e sem família por perto (as nossas famílias vivem muito longe). Claro que ter um backup familiar ajuda, mas eu não pude contar com isso. Até me davam uns conselhos, como arranjar uma empregada e deixar os miúdos com ela para podermos sair, passear e viajar. Nunca segui esse conselho. Se tínhamos de sair, dar um passeio ou viajar, as crianças iam sempre connosco. Férias e fins-de-semana com eles é uma “perspetiva avassaladora”?! Avassalador era imaginar não podermos estar com eles! Claro que precisamos da creche, do infantário e, durante algum tempo, do ATL, mas só enquanto estávamos a trabalhar.
    Fazer, ter, educar, criar e acarinhar os filhos é um ato de amor e uma missão para toda a vida.

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  6. É muito bom ter filhos. Não gosto da palavra “abdicar”. Acho que se escolhem os filhos em vez de mais dinheiro, mais tempo, mais sucesso, mais qualquer coisa. E estarem só longe de nós o indispensável, enquanto trabalhamos. E irem connosco para todo o lado, mesmo com a confusão, antes e depois das fraldas. E serem adolescentes e quase adultos. E partirem. Amarmos muito os nossos filhos. E é muito bom!

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  7. Claustrofobia?
    Agravou-se com a pandemia?
    A maioria d@s jovens destas famílias está no privado, vão formar elites que serão os futuros governantes/decisores deste país.
    O Zé povinho não “abre a pestana”.

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  8. Claro, está garantido, e por isso os governos não se preocupam em investir no ensino público. Acho que até é uma estratégia para garantir a “seleção das espécies” – no público, ou te adaptas, ou acabas desempregado e depois emigrante; no privado, já nasceste forte, e por isso sobreviverás para garantir o domínio dos mais fortes.

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