O Casal Maravilha

Maria de Lurdes Rodrigues e Nuno Crato. Ambos reclamam a responsabilidade pelo trabalho alheio. O jovem especialista de serviço concorda e acha que ele é que pensa (há carreiras construídas assim, enfunando com todos os ventos, o rapaz chegará longe com esta forma de alisar todos os pelos). O Bloco esperneia sem sentido, quando os PISA demonstram que Portugal é dos países em que os alunos mais desfavorecidos têm melhores resultados. E depois há os que dizem que tudo melhorou, mas pode piorar. Até o Ramiro Marques ressuscitou (lembram-se, aquele gajo muito lutador que apagou tudo o que tinha escrito anos a fio quando lhe deram umas migalhas na 5 de Outubro para implementar a porcaria do vocacional?). A vergonha escasseia.

Voltando ao casal. Muitas vezes escrevi que eles tiveram mais pontos em comum do que profundas divergências. Por isso, levei pancada dos dois lados, mas mantenho. E volto a lamentar que tenhamos de ser por um ou por outra. Para mim, uma nunca poderá ser branqueada pela geringonça e o outro foi uma enorme desilusão, traindo muito do que afirmara antes de ser ministro.

Os ganhos são anteriores a ambos e provavelmente continuarão muito depois deles. Só que, infelizmente, o circo está instalado na cidade.

mister-ed-o

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12 thoughts on “O Casal Maravilha

  1. O quê? Será mesmo o Ramiro? Aquele que pôs aqui umas poiazitas em inglês “He is back!” com um link para um tal “profblogue” (note-se que tem mais duas letras que o “original”) onde constam uns textos não assinados de “combate ao social-comunismo” e um tal “Manifesto para uma Educação Realista”, igualmente não assinado? Onde está uma lista de blogs que “vale a pena ler” onde “curiosamente”, não consta este (o que não deixa de configurar um grande elogio!)?

    Não sei se acredite, mas vá lá! Não assinar até pode ser uma boa táctica, porque ter de os apagar depois de nomeado para um qualquer “tacho” pode dar muito trabalho. Em certos meios “liberalotes” a indigência dá currículo. Não é preciso assinar, basta “fazer constar”. Afinal, o Crato também “ressuscitou” e continuará atento…

  2. Parece que este texto incomodou a canalha social comunista:

    http://profblogue.blogspot.pt/2016/12/politicas-educativas-de-nuno-crato.html

    Quanto à aceitação do tacho sobre ensino vocacional, de que me acusa o esquerdopata que edita este muro das lamentações, eu só pude aceitá-lo porque fui bem pago. É esse o raciocínio dos esquerdopatas. Para a canalha social comunista e o maoista retardado que edita O Meu Quintal não é possível trabalhar gratuitamente, que foi exatamente o que eu fiz com o Nuno Crato e também o que eu fiz com outros ministros da educação do passado. Mas eu preciso lá de integrar comissões e direções gerais do ministério da educação! Sempre as recusei! Concluí o doutoramento aos 35 anos de idade, fiz a agregação seis anos depois, ganhei os concursos públicos todos que me permitiram chegar a professor coordenador aos 40 anos de idade e a professor coordenador principal aos 45 anos de idade. Tenho 42 anos completos de serviço docente e, se Deus quiser, hei de trabalhar pelo menos mais cinco anos e, com o meu esforço e alegria, ajudar a sustentar os parasitas que passam os dias a reclamar da vida e a suspirar pela reforma. Pobres infelizes! Ruídos pela inveja – a força motriz dos comunas – não admitem que haja quem, à custa de muito trabalho, seja bem sucedido e continue a trabalhar com energia e alegria apesar da idade. Esquerdopatas, estou-me fodendo para os vossos insultos!

    1. Alô, alô! Ruídos por quê? Não se ouve nada! Está aqui muito roído!..

      Quanto à última frase, estou desolado por o fazer interromper um momento tão íntimo para vir para aqui comentar. Espero que também estivesse a fazê-lo gratuitamente, de outro modo o prejuízo seria mais elevado.

      Em nome dos ruídos de inveja, apresento os meus comprimentos.

    2. Agora a sério: já mostrei aos meus filhos este post para que aprendam como podem vir a ser bons educadores, e ganharem os concursos todos e a terem sucesso e tal, para que os comunas fiquem ruídos pela inveja, se Deus quiser.

      E também lhes fiz ver que se pode trabalhar gratuitamente embora, por vezes, esse salário possa ser, mesmo assim, muito alto. Quanto a mim, o vocacional é algo de impagável, mas acho que se poderia, mesmo assim, tentar pedir alguma coisinha a quem o fez.

    3. Ramiro:
      quero dizer-lho com todas as letras: você mete-me nojo com a sua linguagem, a sua postura, tudo. Eu nem quero passar na mesma rua e respirar o ar que vossa incelência emporcalha.
      Você não tem classe para vir poluir esta caixa de comentários com as bostas que lhe saem desse sítio onde as pessoas normais têm o cérebro.
      Respeite o Professor Guinote, esse sim, um Professor que sempre esteve ao lado dos colegas e a quem todos nós, Professores, devemos muito pelo apoio, pela informação, pela postura, por tudo. Tenha vergonha nesse focinho ruminante.E vá pôr pimenta na língua, seu javardo.

  3. Guinote, o sr. tem razão. A frase deveria ser: “lembram-se, aquele gajo muito lutador que apagou tudo o que tinha escrito anos a fio quando foi trabalhar gratuitamente na 5 de Outubro para implementar a porcaria do vocacional?”.

    1. Exacto. Falhei nessa parte.

      O problema do Ramiro é que nós guardámos muito do que ele escreveu, incluindo os elogios feitos a “esquerdopatas” e “maoístas” (ele lá saberá do que fala… andou por esses lados já em adulto).

      O que sempre me consola, atendendo ao outro gajo que aqui me aparece a acusar de laranjinha.

      O Ramiro exibe o seu currículo com a impante vaidade de quem fez uma carreira de sucesso académico, quase por momentos pensando que o fez em Oxbridge.

      O que ele não faz há muito, muito tempo? Aplicar as teorias que defende no terreno dos “básicos” que ele despreza, quando não encavalita(va) às suas costas em 2008 e 2009.

      Ao menos eu estou onde sempre estive e disse que estaria.

      Eu disse que foi para o ME em troca de migalhas e repito-o. Porque – ele certamente sabe -. muitas pessoas passaram por um certo andar da 5 de Outubro a dar as suas opiniões, só que apenas alguns eram travestis políticos.

      Ahhh…. Ramirito… eu trabalho desde os 21 anos… no final, dificilmente terás carreira contributiva maior do que a minha. E nem todos podemos dar aulas das 8 às 10 da noite e ter o dia para ir para o meio das searas fustigar-se pelo maoísmo original, o dos anos 70. 🙂

  4. Poucas vezes comento o que leio, mas hoje não posso ficar «calada». Ramiro, o senhor foi (não sei se continua, pois jamais voltarei a ler algo seu) uma desilusão! Não há volta a dar. E não venha criticar, quem sempre foi e é coerente como o Paulo. Quem leu o seu blog sabe muito bem que isto é verdade. Doa a quem doer. Mas também não se deve importar com os comentários de simples licenciados como eu, pois o senhor tem Doutoramento.

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