A Casta do Balsemão

Tinha pensado nem sequer comentar aquela senhora jornalista que aparece no Eixo do Mal com um aspecto muito estranho, luzidio e venoso a comentar tudo sempre com aquela arrogância natural de quem sabe tudo depois de acontecer (como com o Mexia que fez capa na revista do Expresso à moda de playboy quando a dita senhora era lá qualquer coisa, ela que diz que nunca foi despedida e é free lancer).

Mas apeteceu-me confirmar que foi por criaturas como ela e o MST a escrever logo ali a abrir as partes principais do espesso semanário que deixei de o comprar, porque não quis continuar a financiaros maus fígados alheios (poupo-me para os meus). Porque quem se arma em “jornalista” tem direito a “opinião”, mas eu continuo a achar que tem o dever de, no mínimo, procurar alguma fundamentação nos factos subjacentes a essa “opinião”. Estou farto da senhora, perante os sorrisinhos do resto do “painel” (onde um alegado esquerdista radical apenas encena indignações não lhe vá ser cortada a avença balsemânica), dizer disparates, falsidades e outras baboseiras que uma carreira que ela acha brilhante há décadas com o mesmo empregador lhe dará direito. A verdade é que a sua tendência para reduzir os professores a um sindicato, evocar privilégios de quem faz greve porque não pode ser despedido e é uma casta com muitos privilégios, é uma ladaínha sarnenta que já nem vale a pena desmascarar ou desmontar por ela sabe que aquilo que diz não passa de um chorrilho de preconceitos e bílis sobre professores e funcionários públicos que foram os primeiros a ver cortados rendimentos e carreira. E se não sabe é porque anda meio amnésica de tanto pumping que lhe deveria oxigenar o cérebro e não só a capilaridade. Alegar que a crise financeira foi ultrapassada graças apenas aos trabalhadores privados e à “exportação” é um atestado à sua própria inutilidade e não necessariamente aos funcionários públicos. E quando ela afirma que os jornalistas muito têm sofrido, concordo, mas desconheço as suas posições de firme solidariedade quando no espesso semanário foram feitas diversas purgas, escapando ela como “colaboradora” paga, em meu entendimento, certamente muito melhor pelo que faz (uns milhares de caracteres semanais) do que qualquer professor com décadas de carreira.

Mulherzinha horrorosa.

E deixemo-nos de coisas e pruridos… se ela pode atacar à bruta uma classe profissional por causa das decisões de um comité sindical, eu também posso dizer o que penso dessas mesmas opiniões e do seu conteúdo (?). Liberdade de expressão para tod@s. Sendo que a minha não é avençada.

CFA

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22 thoughts on “A Casta do Balsemão

  1. Já tomei a medicação.
    Tenho a impressão que o magnésio com cerveja não joga bem. É que aquilo não faz efeito nenhum.

    Mas uma coisa lhe digo, caro colega, estou completamente de acordo consigo e com esta opiniâo sobre a CFA.
    Como é possível uma jornalista falar sobre o que não faz a mínima ideia? E este ódio aos fps e professores em particular? (Já nem falo da opinião sobre o dirigente da Fenprof porque não é só a CFA a falar assim. Faz já parte da cultura popular)

    A CFA frequentou, tal como eu, o liceu feminino de Maria Amália Vaz de Carvalho ainda no tempo do Estado Novo. O que foi escrevendo e dizendo sobre este liceu – assim é que se aprendia e ensinava- é de desligar completamente.

    A jornalista/freelancer CFA escreve bem quando apanha o quotidiano. Nessas crónicas consegue captar, com ironia e engenho, o que vê à sua volta. Tinha para aí umas crónicas que recortei e guardei.

    Nunca li nenhum dos seus livros, pelo que não tenho opinião.

    Considero absolutamente lamentável e fico triste quando uma jornalista emite opiniões em programas do género sem saber sobre o que fala.

    1. heeeehhh……..

      Mas a Ema Tarracha, minha professora de Francês, tinha muita piada. Completamente fora daquilo tudo, daquele cinzentismo todo.

      Ficaram na memória não mais de 4 professoras daquele tempo. Todas out of the box.

      O resto foi para esquecer.

      Daí o trauma…ehhhhhhhh

  2. CFA gostaria de despedir os professores, os FP em geral, que fazem greves. É esta casta de jornalistas, também socialistas, (?) que andaram com o senhor José Sócrates e cia ao colinho … Ah ”ganda ” Clara sempre atrás do músculo!

  3. Pensava que a malta mais ‘velhinha’ já tivesse imunidade contra os comentadores e opiniões. Excetuando um caso ou outro, quantos comentadores alguma vez escreveram a apoiar professores (ou outra profissão da administração pública)?
    ‘Estou nas tintas’ para comentadores e agradar à opinião pública. Faço o que tiver que fazer para defender o que considero justo.
    Os militares, policias, magistrado e juizes recuperaram os que lhes tiraram, bem como continuaram com as promoções na carreira, e ninguém se insurgiu nos comentadores…

  4. Delicioso!

    Depois de ouvir aquelas doutas opiniões, tendo a concluir que:
    A par de uma grande empresa, supostamente em mercado concorrencial, em que 1/3 dos lucros advém de taxas cobradas aos contribuintes (estado), se questiona se as rendas serão excessivas ou não… e, simultaneamente, se aceita que contratos são para cumprir ( do estado para o privado que os contratos do estado com os seus trabalhadores e contribuintes é outra história pois aqui já já será legítimo o seu não cumprimento):
    O Mexia é o último nome que poderia surgir… só faltava aquele… olhem que este país é pequeno mas não tanto assim – um bom jornalista de investigação é capaz de ir atrás de outros nomes…
    Quanto a greves:
    1.º – Os funcionários do privado são todos precários com grande instabilidade laboral e com a cabeça a prémio na galopante corrida ao despedimento pelo que por tal não farão greves e caso a empresa prometa integrar trabalhadores nos quadros lá se irá um qualquer, ainda que longínquo, vislumbre de um compreensível exercício do direito à greve;

    2.º – o corporativismo é uma tragédia nos funcionários públicos mas uma bênção nas empresas privadas “bem geridas”;

    3.º – uma greve só será entendida (eventualmente e quiçá, que na altura se verá) se sobre ela pender o risco do despedimento;

    4.º – em tempos de crise não se compreendem greves e em tempos de recuperação, também não;

    5.º – a defesa de direitos laborais mais não parece ser que a defesa de privilégios e tal como os jornalistas ficaram sem o seguro de saúde (ou coisa que o valha) também se deveria acabar com os seguintes privilégios: direito a férias e a descanso semanal pagos, direito à definição de máximo de horas de trabalho semanal, direito a subsídios de desemprego, invalidez, reformas, … onde estará o limite? (ao que parece, apenas na maledicência das línguas que se torcem)

    6.º – as greves dos funcionários públicos, só serão compreendidas quando e se defenderem os interesses dos funcionários do privado;

    6.º – as greves aos exames dos alunos são um fortíssimo prejuízo social (necessidades sociais impreteríveis), tão mais ridículas quanto possam ser remarcados para dias posteriores… mas já não o são as cirurgias, consultas, exames médicos, diversificadas diligências processuais e julgamentos ( a título de exemplos)… ainda por cima, remarcados para 2, 3, 4 ou mais meses depois…

    7.º – as greves sem o risco do despedimento, deveriam ser abolidas da constituição ou, numa alternativa mais politicamente correcta, que todos os trabalhadores portugueses passem a um regime de instabilidade e precariedade laboral.

    As intervenções, quanto a mim venenosas, destes “senhores e senhora” deverão estar consubstanciadas, desconhecendo eu outros argumentos válidos, quiçá num (desconhecido por mim) contributo activo que os mesmos terão tido no incremento das exportações deste país…

  5. Façam como eu: desde que um dos elementos daquele painel disse que não tinha havido melhor ministra da educação (entenda-se MLR), deixei de ver aquele pantanal ou dito programa… já há quase dois anos. Ignorem essas pessoas, se todos fizermos o mesmo, as audiências cairão.

  6. Ao ler o título, não me apercebi logo de que o termo “casta” servia de alusão ao tradicional sistema de estratificação social indiano. Na minha inocência, julguei que havia referência a alguma vestal do templo do Balsemão… A confusão entre o valor de substantivo e de adjectivo da palavra desfez-se mal chegou aos meus ouvidos o palavrão que proferi ao ver o nome da visada. De facto, uma… não pode, por definição, ser casta.

  7. E por que carga de água perdem vocês tempo de vida a ver “programas” de atrasados mentais, com escumalha aos gritos (os mal-educados falam todos ao mesmo tempo e cada qual berra mais que os outros) e que pensam que um programa é ofender tudo e todos aos berros?
    Façam como eu, que há anos deixei de ver tal lixo. As vossas televisões não têm comandos que permitam mudar? A minha tem (modernices, vá).

    1. Já para não falar de 1 programa que apanhei em zapping, lá para os lados do Porto canal.
      Até me assustei, tal a baixeza daquilo.

      Inenarrável.

      No entanto, gosto de ouvir partes destes programas. Só para ficar com uma ideia de como vão as coisas.

  8. Se fosse só ela… Há cerca 1 ou 2 meses atrás a escritora/jornalista Inês Pedrosa, no programa “O último apaga a luz”, passou um atestado de incompetência à maioria dos professores de português (sim, porque uma minoria, no entender da senhora, são bons). Tudo isto porque alguém seu conhecido lhe mostrou um teste de português mal corrigido. Mas algum comentador ou jornalista trata desta forma os médicos, por exemplo,quando há uma caso de negligência? Aliás, existirá alguma profissão tão vilipendiada como a nossa nos órgãos de comunicação social?

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